Na CPI, Queiroga diz que ‘autonomia médica tem limite’; veja como foi

Presidente da comissão, senador Omar Aziz, ameaçou encerrar o depoimento se ministro da Saúde insistisse em respostas superficiais

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2021 10h12 - Atualizado em 06/05/2021 20h35
Marcelo Camargo/Agência BrasilQueiroga é o quarto ministro da Saúde do governo do presidente Jair Bolsonaro

A CPI da Covid-19 ouve, nesta quinta-feira, 6, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assumiu a pasta após a demissão de Eduardo Pazuello. O médico cardiologista, que tomou posse no dia 23 de março, é o terceiro a depor – antes dele, a comissão recebeu os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. A oitiva de Pazuello estava prevista para a quarta-feira, 5, mas o general pediu dispensa por ter tido contato com dois assessores infectados com o novo coronavírus. Em razão disso, seu depoimento foi adiado para o dia 19 de maio. Na parte da tarde, a comissão vai ouvir o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Como a Jovem Pan mostrou, Queiroga será questionado sobre os contratos de vacinas firmados pelo governo federal com farmacêuticas e o que tem sido feito pelo ministério para mitigar os efeitos da crise sanitária. Nas últimas semanas, o governo federal tem divulgado, inclusive através de propagandas oficiais, o número de 560 milhões de vacinas contra a Covid-19 já contratadas pela União. Entretanto, em resposta a um requerimento de informações do deputado Gustavo Fruet (PDT-PR), o Ministério da Saúde afirma que apenas cerca de 280 milhões, ou seja, a metade, já têm contrato fechado. Os senadores que integram a CPI querem esclarecer em que pé estão as negociações com as farmacêuticas e como estas negociações impactam o cronograma de imunização. Acompanhe a cobertura da Jovem Pan: 

20:33 – Sessão é encerrada 

Está encerrada a sessão da CPI da Covid-19 desta quinta-feira, 6. A próxima reunião está marcada para a terça-feira, 11, às 10h, para depoimento do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.


20:29 – Presidente da CPI pede política voltada para pacientes que tiveram sequelas causadas pela Covid-19

O presidente da CPI da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM) pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que a pasta destine uma equipe para elaborar uma política pública de atendimento a pessoas que tiveram sequelas causadas pelo novo coronavírus. “Muitas pessoas saíram com o pulmão com 50%, 60% [de comprometimento] e não têm dinheiro para pagar um fisioterapeuta. Além disso, os sistemas de Estados e municípios estão voltados para o atendimento à Covid-19”, disse Aziz. “A vida dessas pessoas mudou muito. E mudou para muito pior”, continuou.


20:20 – Queiroga se compromete a tratar sobre volta às aulas com ministro da Educação 

Última senadora a fazer questionamentos ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a senadora Leila Barros (PSB-DF) pediu esclarecimentos sobre a política do governo federal de retorno às aulas em meio à pandemia do novo coronavírus. “Achamos esse assunto absolutamente relevante, vou tratar com o ministro Milton Ribeiro o retorno às aulas, não apenas pela questão da educação em si, mas é porque há, sobretudo nas escolas públicas, a segurança alimentar e outros pontos. Vou aprofundar essa discussão e trazer esses pontos aos senhores. Saúde e educação são prioridades absolutas. O Ministério da Saúde liderará [essa proposta] com o Ministério da Educação e isso será discutido com Estados e municípios e os secretários estaduais de educação”, disse Queiroga. “Vou ligar amanhã para o ministro da Educação”, acrescentou.

19:55 – ‘Não podemos utilizar a população brasileira como cobaia’, diz 

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) criticou o uso da cloroquina para o tratamento da Covid-19 – o medicamento não tem comprovação científica. “Não podemos utilizar a população brasileira como cobaia”, disse. O parlamentar também citou uma recomendação do Ministério da Saúde para uso de cloroquina em casos leves, moderados e graves de Covid-19. “A nota técnica que prevê a utilização da cloroquina, como ministro, o senhor já deveria ter revogado há muito tempo”, acrescentou Contarato.


19:25 – ‘Fica claro um roteiro trágico e repetitivo’, diz senador 

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente da CPI da Covid-19, foi ao Twitter avaliar a gestão e o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, à comissão. “Fica claro um roteiro trágico e repetitivo: 1) os ministros com formação médica defendem as práticas baseadas na ciência; 2) tentam convencer o presidente; 3) batem no muro da ignorância; 4) se demitem ou são demitidos. Queiroga já está na etapa 3”, escreveu o parlamentar.


19:06 – ‘Autonomia médica tem limite’, diz Queiroga

Questionado pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN) sobre a autonomia médica relacionada à prescrição de medicamentos, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga afirmou: “A autonomia tem limite. Está limitada pelo o que é comprovado cientificamente e pela legislação. Assim diz o código de ética médica”. “Bingo”, comemorou o petista. O presidente Jair Bolsonaro já afirmou que um médico tem autonomia para prescrever cloroquina para o tratamento da Covid-19 mesmo considerando que ele é ineficaz.


18:58 – Senadores questionam visita de Onyx a Pazuello 

No retorno da sessão da CPI da Covid-19 que ouve o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os senadores debateram a visita feita pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que pediu dispensa de seu depoimento por ter tido contato com dois assessores infectados com o novo coronavírus – o episódio foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. “Há alguma coisa que a gente possa fazer?”, questionou o senador Jean Paul Prates (PT-RN). “Primeiro, torcer para o ex-ministro Pazuello não estar com Covid-19 e não contaminar Onyx. Segundo, não foi Pazuello que foi a Onyx. Ninguém pode proibir alguém de visitar alguém, mesmo que esteja com suspeita de Covid. No mais, não podemos fazer mais nada”, disse o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Na sequência, o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse que Pazuello “continua equivocado ao extremo”. “Estamos tratando Pazuello dignamente, como testemunha. Ele não é acusado de nada, não é investigado. A sutileza da vinda dele como testemunha é uma coisa mais digna. Se ele estiver querendo vir só na condição de acusado, é outra questão. Não estamos pretendo acusá-lo de nada”, disse o emedebista. “Causa espécie que o ministro Onyx tenha ido visitar alguém que pode estar contaminado”, acrescentou Jean Paul Prates.


18:44 – Sessão é retomada 

Após quase duas horas, depoimento de Marcelo Queiroga à CPI da Covid-19 é retomado. Fala, agora, o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).


17:00 – Sessão é suspensa mais uma vez

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), suspendeu a sessão pela segunda vez. O depoimento será retomado após o fim de uma sessão em andamento no Senado.


16:46 – ‘Tente ter conversa com Bolsonaro para unir o país’, diz senador a Queiroga

O senador Reguffe (Podemos-DF) pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que converse com o presidente Jair Bolsonaro visando conscientizá-lo sobre a importância do uso de máscaras. “Tente ter uma conversa com o presidente Bolsonaro, para unir o país”, disse o parlamentar. “O presidente, quando sai sem máscara nas ruas, não dá bom exemplo para o país. É importante que esse exemplo seja dado. Vossa Excelência deveria conversar construtivamente com o presidente. Vivemos uma pandemia e há vidas sendo perdidas”, acrescentou.


16:33 – ‘Vacinar a população até o final do ano já é uma meta arrojada’, diz Queiroga

O senador Reguffe (Podemos-DF) perguntou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a expectativa para que toda a população brasileira seja vacinada. “Vacinar a população até o final do ano já é uma meta arrojada, infelizmente”, disse o titular da pasta. “Precisa tentar ser mais rápido”, contra-argumentou o parlamentar, acrescentando que muitos países já estão voltando à normalidade. “Estamos trabalhando por isso”, acrescentou Queiroga.


16:23 – Senador governista insiste na defesa da cloroquina 

O ministro Marcelo Queiroga depõe na CPI da Covid-19 desde às 10h. Desde o início, tem evitado fazer comentários sobre o uso da cloroquina, medicamento ineficaz no tratamento de pacientes infectados com o novo coronavírus. Sempre que questionado, diz que é uma “questão técnica”. Apesar disso, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), governista, faz uma defesa enfática do medicamento. Foi assim também nas oitivas dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Nos três dias, citou a cidade de Rancho Queimado, no Estado de Santa Catarina, como um suposto caso de sucesso no uso da cloroquina – o município, vale dizer, possui cerca de 2800 habitantes.


16:04 – ‘O senhor faz parte de um governo que não cumpre o que a ciência e Vossa Excelência verbalizam’, diz senador a ministro

O senador Alessandro Queiroga (Cidadania-SE) perguntou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, qual será a diretriz adotada por sua gestão no combate à pandemia, acrescentando que o médico cardiologista “faz parte de um governo que não cumpre o que a ciência e Vossa Excelência verbalizam. Cumpre aquilo que o presidente verbaliza no cercadinho, nas lives e nas conversas com animadores de torcida”. Em resposta, o ministro disse que está colocando “em prática uma campanha de vacinação, estimulando medidas não farmacológicas, como uso de máscaras. Estou trabalhando diuturnamente para que tenhamos sucesso no combate à pandemia”.


15:52 – Se Conitec atestar ineficácia da cloroquina, resultado será publicado no Diário Oficial da União, diz Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que solicitou à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia do SUS (Conitec), um estudo sobre a eficácia da cloroquina no tratamento da Covid-19 – a ineficácia já foi atestada por estudos publicados em revistas científicas renomadas. O médico cardiologista ressaltou que, caso o resultado seja negativo, haverá publicação no Diário Oficial da União. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) questionou se haverá campanha publicitária, mas não obteve resposta.


15:44 – Queiroga diz ser contra quebra de patentes das vacinas

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ser contra a quebra de patentes das vacinas. “Meu temor é de não termos condições, mesmo com a quebra da patente, produzir essas vacinas aqui no Brasil. Como nosso programa está calcado em vacinas como a Pfizer, como a Janssen, isso pode interferir de maneira negativa no aporte de vacinas para o programa nacional de imunização”, afirmou o ministro.


15:15 -‘Presidente me conferiu autonomia para constituir a equipe técnica do Ministério da Saúde’, afirma o ministro da Saúde

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) relembrou uma declaração do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que, em um vídeo publicado enquanto comandava a pasta, afirma, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que “um manda, o outro obedece”. Na sequência, perguntou ao atual ministro se ele tem, de fato, autonomia para criar as diretrizes de combate à pandemia do novo coronavírus. “Sim, senhora senadora. O presidente me conferiu autonomia para constituir a equipe técnica do Ministério da Saúde”, disse.


14:50 – ‘Nós defendemos a autonomia do médico na prescrição dos medicamentos’, diz Queiroga

O senador Humberto Costa (PT-PE) foi mais um a perguntar se o ministro Marcelo Queiroga concorda com a defesa feita pelo presidente Jair Bolsonaro do uso da cloroquina, remédio ineficaz no tratamento da Covid-19. “Nós defendemos a autonomia do médico na prescrição dos medicamentos”, disse Queiroga. “Vamos submeter todas essas questões à Conitec”, acrescentou.


14:36 – Sessão é retomada

Após um breve intervalo, sessão é retomada. Fala, agora, o senador Humberto Costa (PT-PE).


14:18 – Sessão é suspensa por 20 minutos 

Presidente da sessão, o senador Omar Aziz (PSD-AM) suspende a sessão por 20 minutos. O depoimento do presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, marcado inicialmente para às 14h desta quinta-feira, foi adiado para às 10h da terça-feira, 11. Com isso, também será postergada em um dia a oitiva do ex-chefe da Secom, Fabio Wajngarten, que será ouvido na quarta-feira, 12.


14:05 – ‘Devemos buscar vacinar o mais rápido possível a população do grupo prioritário’

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid-19, perguntou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, qual deve ser o nível de imunização a ser atingido para que haja uma redução das medidas restritivas. “No mínimo, temos que atingir a população [prioritária] prevista no plano [de imunização], cerca de 80 milhões. Essa é a população que devemos buscar atingir o mais rápido possível”, disse o ministro. “Uma vez alcançada, já teremos um nível de imunização satisfatório”, acrescentou.


13:52 – ‘O senhor vai se render às ordens do capitão Jair Bolsonaro e seguir o que ele pretende fazer na saúde pública do Brasil?’, questiona Otto Alencar

Ainda sobre cloroquina, o senador Otto Alencar (PSD-BA) questionou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se ele iria “se render às ordens do capitão Jair Bolsonaro”, que defende a prescrição de cloroquina para o tratamento da Covid-19. “O senhor vai se render às ordens do capitão Jair Bolsonaro e seguir o que ele pretende fazer na saúde pública do Brasil?”, perguntou Alencar, ressaltando que os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich deixaram o governo por não concordarem com a ampliação do uso do medicamento. “A recomendação que recebi do presidente já foi externada aqui: o que tenho feito é de conhecimento de todos os senhores. As posições que tomamos são baseadas em recomendações técnicas”, disse Queiroga.


13:44 – ‘Não pode o presidente da República receitar cloroquina ao povo brasileiro’, diz Otto Alencar

Decano da CPI da Covid-19, o senador Otto Alencar (PSD-BA) foi mais um a questionar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre a prescrição de cloroquina, defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar citou que o medicamento, ineficaz no tratamento da doença, pode causar problemas cardíacos. “Não pode o presidente da República receitar ao povo brasileiro cloroquina. Isso é uma grande irresponsabilidade”, disse Alencar, que é médico.


13:19 – ‘Estamos há um ano, 2 meses e 10 dias vendo brasileiros morrerem e uma discussão política sobre cloroquina’, diz líder do MDB

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM) pediu celeridade na definição de um protocolo sobre o uso da cloroquina, medicamento ineficaz no combate à Covid-19. “Cloroquina é certo ou errado? Estamos há um ano, 2 meses e 10 dias vendo brasileiros morrerem e uma discussão política sobre cloroquina”, disse Braga. “Eu tomei cloroquina contra a malária, não contra a Covid”, acrescentou. O emedebista critica o uso deste medicamento após o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) defender a prescrição de itens do chamado “Kit Covid”.


13:02 – ‘Após o advento das perguntas de Ciro, o interrogado começou a fazer juízo de valor. Isso é muito bom’, ironiza Renan Calheiros 

O relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), ironizou a postura do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diante das perguntas feitas por parlamentares alinhados ao governo do presidente Jair Bolsonaro. “Após o advento das perguntas do senador Ciro Nogueira, o interrogado começou a fazer juízo de valor. Isso é muito bom, significa evolução no próprio depoimento”, disse o emedebista. Mais cedo, quando questionado sobre fatos que ocorreram antes de ter sido nomeado ministro da Saúde, Queiroga afirmou que não poderia fazer “juízo de valor” sobre fatos pretéritos.


12:57 – ‘Excelente pergunta, senador’, repete Queiroga a parlamentares governistas

Na primeira parte de seu depoimento, quando questionado por Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), presidente e relator da CPI da Covid-19, respectivamente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, em mais de uma ocasião, que não poderia fazer “juízo de valor” sobre fatos que ocorreram em gestões anteriores, em alusão aos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. Agora, responde a todas as questões feitas por parlamentares governistas. “Excelente pergunta, senador”, afirmou reiteradamente a Ciro Nogueira (PP-PI) e Eduardo Girão (Podemos-CE), alinhados ao Palácio do Planalto.


12:39 – Ciro Nogueira diz que depoimento de Mandetta foi ‘desleal’

Um dos principais aliados de Bolsonaro no Congresso, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta foi “desleal”. Nogueira citou uma declaração de Mandetta sobre a possibilidade de o Brasil ter iniciado sua vacinação em novembro de 2020. “Impossível, né. O primeiro país do mundo a vacinar foi a Inglaterra, em dezembro. Como poderíamos ter iniciado nossa vacinação em novembro? Muito difícil”, disse Queiroga. “Esclarecida esta mentira dita aqui”, acrescentou o senador.


12:21 – ‘É claro que concordo [com o direito de Estados e municípios elaborarem política de distanciamento social]’, diz Queiroga

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) questionou o ministro da Saúde se ele concorda com o direito de Estados e municípios regulamentarem medidas restritivas para diminuir a circulação do novo coronavírus. “Pelo o que entendo, o senhor acha que Estados e municípios devem ter o direito de fazer essa política de distanciamento social ou de lockdown, se for o caso, conforme as características e o momento epidemiológico de cada um desses Estados e municípios”, disse Jereissati. “É claro que concordo”, respondeu Queiroga. Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro é um crítico da autonomia dos Estados e municípios – ontem, o chefe do Executivo disse que estudava baixar um decreto para garantir o direito de ir e vir da população.


12:18 – ‘O senhor é ministro da Saúde há 42 dias e não tem uma opinião sobre isso [cloroquina e tratamento precoce]?’ questiona Tasso

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é mais um a questionar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a questionar o comandante da pasta sobre o uso de cloroquina. Diante da resposta evasiva do titular do Ministério da Saúde, o tucano questionou: “O senhor é ministro da Saúde há 42 dias e não tem uma opinião sobre isso?”.


12:13 – ‘Desconheço indício de guerra química vindo da China’, diz Queiroga

Questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que a pandemia do novo coronavírus poderia ser uma “guerra química” criada pela China, o ministro Marcelo Queiroga disse desconhecer “indício de guerra química” vindo do país asiático.


12:11 – ‘Não cabe emitir opiniões sobre conjecturas ou situações que resultem de exercícios de futurologia’, diz líder do governo no Senado

“A CPI da Pandemia foi criada para investigar fatos determinados e não situações hipotéticas. As testemunhas devem responder sobre fatos de que tenham participado ou presenciado. Não cabe emitir opiniões sobre conjecturas ou situações que resultem de exercícios de futurologia”, escreveu o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), em seu perfil no Twitter.


12:06 – Líder do governo no Senado reclama das perguntas feitas por Renan Calheiros

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), reclamou das perguntas feitas pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Bezerra passou a integrar a lista de suplentes da CPI da Covid-19 ontem. Na sequência, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), integrante da tropa de choque do governo, afirmou que Calheiros se comportou como “promotor de acusação”.


12:03 – ‘Temos 430 milhões de doses contratadas’, diz Queiroga 

O ministro da Saúde afirmou que o Brasil possui 430 milhões de doses de vacinas contratadas, e não 562 milhões, como as propagandas oficiais da pasta afirmavam – e como o Ministério da Saúde informou à Câmara dos Deputados, atendendo a um requerimento feito pelo deputado Gustavo Fruet (PDT-PR). “Quantas doses estão efetivamente contratadas?”, questionou o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL). “São 562.900.040 doses. Pera aí. Qual é o número exato?”, disse Queiroga ao secretário executivo do Ministério da Saúde. “São 430 milhões de doses contratadas, me informou o secretário executivo”, acrescentou o ministro.


11:42 – ‘Posições do presidente [contra a vacina] não têm impacto na campanha de vacinação’, diz Queiroga 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que as declarações anti-vacina feitas pelo presidente Jair Bolsonaro “não tem impacto na campanha de vacinação”. “Essas são posições externadas pelo presidente que não têm impacto na campanha de vacinação”, afirmou. Queiroga foi questionado pelo relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), sobre “100 frases horrorosas” de Bolsonaro de boicote à imunização dos brasileiros.


11:32 – Aziz aconselha Queiroga a responder questionamentos da CPI e diz: ‘Cargos passam, a história fica. E pelo andar da carruagem, se troca de ministro da Saúde como se troca de camiseta’

Diante das respostas evasivas do ministro da Saúde à CPI da Covid-19, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM) fez uma intervenção. “Aconselho o senhor a responder. Cargos passam, a história fica. E pelo andar da carruagem, se troca de ministro da Saúde como se troca de camiseta”, afirmou.


11:19 – ‘Não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição de cloroquina na minha gestão’

Questionado se o Ministério da Saúde está distribuindo cloroquina a Estados e municípios, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que não tem conhecimento de que isto esteja ocorrendo. “Não tenho conhecimento de que esteja havendo distribuição de cloroquina na minha gestão”, disse. Até o momento, debate sobre a prescrição do medicamento é o centro do depoimento de Queiroga.


11:14 – Queiroga evita responder sobre prescrição de cloroquina 

O relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), questionou, reiteradamente, se o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, concorda com a posição do presidente Jair Bolsonaro sobre a prescrição de cloroquina, remédio ineficaz no tratamento contra a Covid-19. “O senhor compartilha da opinião do presidente sobre o uso da cloroquina?”, perguntou o emedebista. “Eu não faço juízo de valor a respeito da opinião do presidente da República”, disse Queiroga.


11:05 – ‘O senhor não entendeu sua posição aqui’, diz Aziz a Queiroga

Irritado com as respostas evasivas de Queiroga, o presidente da CPI da Covid-19 subiu o tom contra o ministro da Saúde. “O senhor não entendeu sua posição aqui”, disse o senador Omar Aziz. “O senhor é testemunha, tem que dizer sim ou não. Senão vamos encerrar a sessão agora, nem vamos continuar”. O relator Renan Calheiros questionou, mais de uma vez, se o ministro concorda com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro em defesa da cloroquina, remédio ineficaz no tratamento do novo coronavírus. Queiroga tem afirmado que esta é uma “questão técnica”.


10:58 – Tropa de choque interrompe relator da CPI da Covid-19

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, fazia questionamentos ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre as diretrizes da pasta, como a realização de coletivas de imprensa diárias com recomendações à população, quando foi interrompido pelos senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Bolsonaro no Senado, que criticaram a postura do emedebista. “Não vou bater boca”, disse Calheiros.


10:47 – ‘Faltou fortalecimento do SUS para evitarmos mais de 400 mil mortes’

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que faltou “fortalecimento do SUS” para evitar as mais de 400 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Ele respondeu a um questionamento do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).


10:42 – ‘Não é possível comparar Brasil com Estados Unidos e Europa porque nenhum outro presidente chamou a Covid-19 de gripezinha’, diz Renan Calheiros 

O relator da CPI da Covid-19, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que não é possível comparar as ações do Brasil com países da Europa ou com os Estados Unidos, por exemplo, porque nenhum outro presidente da República chamou a Covid-19 de “gripezinha”. Queiroga fazia uma comparação do Sistema Único de Saúde (SUS) com outras redes de atendimento mundo afora.


10:36 – ‘Não devemos aprofundar as nossas divergências’, diz ministro da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse, em sua exposição inicial, que a CPI da Covid-19 não deve “aprofundar as nossas divergências”. “Devemos construir consensos, criar estadas pavimentadas para a saída dessa situação sanitária complexa e devolver a cada brasileiro a alegria de nos darmos as mãos sem precisarmos lavar sem álcool, das pessoas terem o direito de trabalhar e ganhar o salário com o suor do seu trabalho, que é um direito fundamental”, afirmou. Queiroga também pediu um “voto de confiança”, para que o trabalho do Ministério da Saúde possa ser “continuado e aprimorado”.


10:26 – ‘Solução para a pandemia é a campanha de vacinação’, diz Queiroga

Em sua exposição inicial, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a solução para a pandemia é “a campanha de vacinação”. “A solução para o problema da pandemia é a campanha de vacinação. Precisamos vacinar a nossa população. A vacina contra a Covid-19 é uma resposta da ciência”, disse.


10:22 – Queiroga inicia sua exposição inicial 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, faz, agora, sua exposição inicial. Na sequência, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), fará os primeiros questionamentos da sessão.


10:13 – Tasso Jereissati quer convocar Abin sobre declaração de Bolsonaro contra China

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que irá apresentar requerimento para convocar um representante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para explicar o ataque do presidente Jair Bolsonaro contra a China. Nesta quarta-feira, 5, em evento no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo afirmou que a pandemia poderia ser “uma nova guerra”. “Se não existe guerra química, há um verdadeiro boicote internacional à compra de vacinas ou envio de vacinas da China”, disse Jereissati.


10:12 – Omar Aziz dá inícios aos trabalhos 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), abriu a sessão desta quinta-feira. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, já está no plenário da CCJ do Senado, onde a comissão realiza os depoimentos.