Avaliação de Lula é estável após 11 meses de governo, diz Datafolha

Presidente da República é aprovado por 38% e reprovado por 30%; petista é mais bem avaliado por nordestinos e pessoas com menor escolaridade

  • Por Jovem Pan
  • 07/12/2023 22h58
Ricardo Stuckert/PR/Divulgação Lula durante Live 38% dos brasileiros aprova a gestão do presidente Lula

A terceira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) termina o primeiro ano com uma avaliação estável. É o que mostra a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 7, pelo Datafolha. A quarta rodada da pesquisa no ano ouviu 2.004 leitores em 135 cidades na terça-feira, 5. De acordo com o instituto, o chefe do Executivo federal é aprovado por 38% dos brasileiros, enquanto 30% consideram seu trabalho regular e outros 30% avaliam como ruim ou péssimo. Em 11 meses de governo, os números não tiveram variação considerável, com exceção do período entre junho e setembro, no qual a reprovação subiu de 27% para 31%. Em março, Lula era considerado ótimo e bom por 38%. Nas outras duas pesquisas, o número foi de 37% e 38%. O regular oscilou entre 30% (março), 33% (junho), 30% (setembro) e 30% (dezembro). A margem de erro é dois pontos para mais ou para menos.

O petista é mais bem avaliado entre nordestinos (48% em um grupo que representa 26% da amostra) e entre quem tem menos escolaridade (50% nos 28% dos entrevistados). Dos 22% das pessoas que possuem curso superior, 39% reprovam o chefe do Executivo. O mesmo ocorre com 15% dos que moram no Sul. Entre os 4% mais ricos do país, ou seja, aqueles que ganham mais de 10 salários mínimos por mês, 47% acreditam que a gestão é ruim ou péssima. No segmento evangélico, 38% reprovam a gestão. Entre os católicos, o percentual é de 28%. Considerando apenas os jovens, Lula atinge a maior taxa de avaliação regular, com 40%. De acordo com o Datafolha, o resultado do petista pode ser creditado ao desempenho da economia, cuja projeção é de crescimento acima do esperado do PIB, em 2,5%, enquanto a inflação segue estável e o país apresenta as menores taxas de desemprego desde 2014.

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