Bolsonaro diz que Zé Dirceu vai para Casa Civil e Dilma para a Defesa se Lula for eleito

Presidente criticou a estratégia do PT de oferecer cargos em ministérios em troca de apoio partidário no Congresso Nacional

  • Por Jovem Pan
  • 31/01/2022 13h23 - Atualizado em 31/01/2022 13h27
Foto: Alan Santos/PR Jair Bolsonaro Presidente Jair Bolsonaro em discurso nesta segunda-feira em Itaboraí

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira, 31, que, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar ao Palácio do Planalto, José Dirceu (PT) vai assumir a Casa Civil e a também ex-presidente Dilma Rousseff (PT) o Ministério da Defesa. A fala foi feita durante discurso na Pré-Partida da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Gaslub Itaboraí, no Rio de Janeiro. “Alguém acha que se o cara [Lula] voltar, Dirceu não vai para a Casa Civil? Dilma para o Ministério da Defesa… É defesa mesmo, que ela é mandona e é uma arma poderosa, inclusive”, ironizou. “E os demais ministérios seriam rateados entre partidos. Há poucos anos, tomou manchetes dos jornais: tal partido ganhou mais um ministério, outro perdeu mais um”, criticou Bolsonaro.

“O mesmo cara [Lula] que quase quebrou o Brasil de vez, que destinou um prejuízo de quase R$ 1 trilhão à Petrobras, quer voltar à cena do crime. Existem milhares de pessoas melhor do que eu por aí, mas quis o destino, ou Deus, no meu entendimento, que eu chegasse aqui. Estamos numa guerra. Se aquele bando, aquela quadrilha voltar não vai ser apenas a Petrobras que vai ser arrasada, vão roubar a nossa liberdade. Não estou fazendo campanha para mim, mas é inadmissível achar que aquele bandido, voltando para cá, vai atingir os anseios da nossa população. Isso não é verdade”, destacou o presidente.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro prometeu reduzir o número de ministérios e não fazer acordos para negociar as Pastas com os partidos em troca de apoio. Entretanto, ele voltou a criar novos ministérios e, em 2020, chegou a nomear Ciro Nogueira (PP) para a Casa Civil, aproximando o governo federal do Centrão. Na semana passada, o ex-presidente Lula, em entrevista à CBN Vale do Paraíba, já havia comentado sobre a presença de Dilma em um possível novo governo dele, deixando claro que sua colega de partido e sucessora não deverá participar nem da campanha eleitoral de 2022 e nem de uma gestão a partir de 2023. “O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar o governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também. A Dilma é uma pessoa pela qual eu tenho o mais profundo respeito e carinho. A Dilma tecnicamente é uma pessoa inatacável, tem uma competência extraordinária. Onde ela erra, na minha opinião, é na política”, afirmou Lula.