Conheça os candidatos à presidência do Senado

Rodrigo Pacheco (DEM), Simone Tebet (MDB), Major Olimpio (PSL), Lasier Martins (Podemos) e Jorge Kajuru (Cidadania) disputam o comando da Casa; Pacheco lidera a corrida com o apoio formal de 10 partidos

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2021 11h57
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO - 15/12/2020 Senado decide nesta segunda-feira quem irá ocupar a cadeira de presidente da Casa

O Senado Federal define na tarde desta segunda-feira, 1º, quem será o próximo presidente da Casa. Cinco candidatos disputam a cadeira de Davi Alcolumbre (DEM-AP): Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Simone Tebet (MDB-MS), Major Olimpio (PSL-SP), Lasier Martins (Pode-RS) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). Escolhido por Davi Alcolumbre para sucedê-lo, Pacheco conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de 10 partidos: PSD, PP, PT, PDT, PROS, PL, Republicanos, Rede e PSC, além do próprio DEM. Simone Tebet é a principal adversária de Pacheco, mas perdeu apoio do próprio partido na última semana. MDB tem a maior bancada da Casa com 15 senadores. Jorge Kajuru já declarou que deve retirar sua candidatura antes do início da votação. Cada senador terá 10 minutos antes do pleito para discursar. Lasier e Major Olímpio, assim como Kajuru, deverão usar o espaço para defender suas bandeiras.

Simone Tebet (MDB-MS)

Senadora Simone Tebet (MDB-MS), na presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)

Simone Tebet tem 50 anos, é formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atua na política desde 2002. Além de senadora, Simone já ocupou os cargos de deputada estadual do Mato Grosso do Sul, de prefeita de Três Lagoas e de vice-governadora do Mato Grosso do Sul. Está em seu segundo mandato na Casa e representa o estado com mais dois senadores. Filha do político Ramez Tebet, ex-presidente do Congresso Nacional, ela é filiada ao MDB desde o início de sua trajetória política. Ocupou a posição de líder do partido no Senado por quase um ano.

Em 2016, Simone foi pré-candidata à presidência do Senado, mas foi preterida pelo partido e o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) foi escolhido pela bancada para disputar o cargo. No mesmo ano, Simone votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Em 2019, Simone se lançou como pré-candidata do MDB mais uma vez, mas a legenda escolheu Renan Calheiros (MDB-AL) como representante. Em seguida, ela lançou sua candidatura avulsa, porém abriu mão para dar mais chances de Davi Alcolumbre vencer Calheiros na disputa. Atualmente, a senadora preside a maior comissão da Casa, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Rodrigo Pacheco (DEM-MG)

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), líder do partido na Casa

Rodrigo Pacheco tem 44 anos, nasceu em Porto Velho (RO), se mudou para Minas Gerais ainda criança e se formou em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Iniciou sua carreira política como deputado federal do MDB em 2014. Em 2016, Pacheco votou favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma. No ano seguinte, se tornou presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Na presidência da CCJ, se absteve das votações contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da justiça. Em 2018, deixou o MDB e se filiou ao Democratas para disputar o governo de Minas Gerais. Sua candidatura, no entanto, não seguiu em frente. Pacheco, então, se candidatou como senador. Na casa, ele votou contra o Decreto das Armas do governo Bolsonaro. Atualmente, é líder do DEM no Senado.

Lasier Martins (Podemos-RS)

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Lasier Martins integra o grupo Muda Senado, que defende reformas no legislativo

Lasier Martins tem 78 anos, é jornalista e formado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Iniciou sua carreira política em 2013. Em 2014, se elegeu senador pelo PDT. No ano de 2016, Lasier votou favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma e à PEC do Teto de Gastos Públicos, contrariando as orientações do seu partido. Em seguida, o presidente da sigla defendeu a expulsão do senador. Lasier, então, se filiou ao PSD. O candidato foi acusado de lesão corporal e injúria pela sua ex-esposa. O inquérito foi arquivado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. O senado votou a favor da Reforma Trabalhista, cassação de Aécio Neves no conselho de ética da Casa e contra a manutenção do mandato deste. Atualmente, é filiado ao Podemos e integrante do Muda Senado, que é a favor de reformas no Senado. O grupo defende a Operação Lava Jato, à prisão após condenação em segunda instância e pede o fim do foro privilegiado.

Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

Jorge Kajuru declarou em suas redes sociais que abrirá mão de sua candidatura para apoiar Simone Tebet

Jorge Kajuru tem 60 anos e, antes de entrar na política em 2011, quando se filiou ao PPS, era conhecido pelo seu trabalho como jornalista esportivo, apresentador e radialista. Em sua passagem pelo PPS, Kajuru não disputou a nenhum cargo. O jornalista voltou à política em 2013 ao se filiar ao PSB. Em seguida, ele se filiou ao PSOL por um curto tempo e se desfiliou para compor o PRP. Em 2014, Kajuru se candidatou como deputado federal, foi um dos candidatos mais votados do Goiás, mas não foi eleito. Na eleição municipal de 2016, ele saiu como candidato à vereador em Goiânia e venceu. Em 2018, Kajuru foi eleito como senador por Goiás. Em seguida, ele se filiou ao PSB. Após votar a favor do decreto de armas do presidente Bolsonaro, contrariando o seu partido, Kajuru anunciou sua saída da legenda. Antes de se filiar ao Cidadania, ele também passou pelo Patriota. Em suas redes sociais, Kajuru declarou seu voto em Tebet. Segundo o senador, ele se candidatou apenas para poder discursar antes da votação. Kajuru, assim como Lasier, faz parte do grupo Muda Senado.

Major Olimpio (PSL-SP)

Major Olimpio concorreu à Presidência do Senado em 2019, mas abriu mão da candidatura para apoiar Alcolumbre

Major Olímpio tem 58 anos e é polícia militar pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Olímpio já fez parte da Associação Paulista dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ele iniciou sua carreira no Partido Verde. Em 2006, foi eleito deputado estadual em São Paulo. Nas eleições de 2010, Olímpio se candidatou para vereador da cidade de São Paulo. Ele permaneceu no cargo por dois mandatos. O PDT escolheu o nome do vereador para disputar o governo do estado pelo partido. Em 2015, ele assumiu como deputado federal. No mesmo ano, Major Olímpio anunciou sua saída do PDT. Ele passou pelo PMB e pelo Solideriedade, no qual concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2016.

Votou a favor ao impeachment de Dilma e da abertura da investigação de Michel Temer. Votou contra a PEC do Teto de Gastos e a Reforma Trabalhista. Em 2018, Major Olímpio surfou na onda do bolsonarismo e se filiou ao PSL. Naquele ano, teve a maior votação para senador do estado de São Paulo, com mais de 9 milhões de votos. Em 2019, Major Olímpio lançou sua candidatura para a Presidência do Senado, mas a retirou em apoio a Davi Alcolumbre. O parlamentar se afastou do governo Bolsonaro após atrito com o Flávio Bolsonaro (Republicanos-SP) e após a saída do ex-ministro Sergio Moro. Assim como Kajuru e Lasier, faz parte do Muda Senado.