Dias rebate Lira e diz que proposta da Câmara ‘não resolve’ alta do preço de combustíveis

Presidente da Câmara dos Deputados afirmou, neste domingo, 16, que gestores estaduais resistem em reduzir tributos sobre gasolina, diesel e etanol

  • Por Jovem Pan
  • 16/01/2022 16h52
Reprodução / Facebook / Governo do Piauí Wellington Dias, governador do Piauí, faz discurso Wellington Dias afirmou que Petrobras reajustou o preço dos combustíveis seis vezes desde que governadores congelaram ICMS sobre insumos

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), rebateu as críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e afirmou que a proposta aprovada pelos deputados “não resolve” o problema da alta no preço dos combustíveis e ainda “causa desequilíbrio a Estados e municípios”. Na manhã deste domingo, 16, em uma série de publicações feitas em seu perfil no Twitter, Lira disse que os governadores, “com Wellington Dias à frente, cobram soluções do Congresso” em um ano eleitoral.

“A proposta, apresentada sem qualquer diálogo ou base técnica, não resolve e ainda causa desequilíbrio a Estados e municípios. Basta examinar o tamanho do lucro da Petrobras para saber quem está ganhando nesta falta de entendimento”, disse Wellington Dias em nota enviada por sua assessoria de imprensa. O petista também destaca que, desde outubro do ano passado, quando os governadores decidiram congelar a base de cálculo do ICMS dos combustíveis, a empresa estatal anunciou seis aumentos no preço dos insumos.

A proposta citada por Dias, que coordena o Fórum Nacional de Governadores, foi aprovada em outubro de 2021 e fixava uma alíquota do ICMS que seria definida com base na média dos últimos dois anos. De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, a medida garantiria uma previsibilidade e reduziria os impactos para os consumidores. O texto foi criticado por especialistas e governadores. Estimativas das Secretarias de Fazenda previam que o projeto poderia retirar R$ 24 bilhões por ano dos cofres estaduais.

“A Câmara tratou do projeto de lei que mitigava os efeitos dos aumentos dos combustíveis. Enviado para o Senado, virou patinho feio e Geni da turma do mercado. Diziam que era intervencionista e eleitoreira. Agora, no início de um ano eleitoral, governadores, com Wellington Dias à frente, cobram soluções do Congresso. Com os cofres dos Estados abarrotados de tanta arrecadação e mirando em outubro, decidiram que é hora de reduzir o preço. Podiam ter pressionado ainda ano passado. Por isso, lembro aqui a resistência dos governadores em reduzir o ICMS na ocasião. Registro também que fizemos nossa parte. Cobranças, dirijam-se ao Senado”, escreveu Lira.