Quiz: Você sabe quem é Guilherme Boulos? Teste seus conhecimentos sobre o candidato do PSOL

Coordenador do MTST, Boulos aposta na mobilização de sua militância nas redes sociais e no ‘olho no olho’ nas agendas de rua para chegar ao segundo turno e governar a cidade de SP pelos próximos quatro anos

  • Por André Siqueira
  • 18/10/2020 08h00
Estadão Conteúdo/Reprodução

Professor e coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos está filiado ao PSOL desde 2018, quando, então com 36 anos, se tornou o candidato mais jovem à concorrer à Presidência da República. Na ocasião, terminou a disputa na décima colocação, com pouco mais de 617 mil votos. Em uma chapa “puro sangue” ao lado da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP), prefeita de São Paulo entre 1989 e 1992, e contando com o apoio de figuras historicamente ligadas ao PT, como Caetano Veloso, Chico Buarque e a escritora Marilena Chaui, Boulos aposta em um programa de governo que propõe de tarifa zero no transporte a desempregados e estudantes até a realização de uma etapa da Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos para chegar ao segundo turno e governar a cidade pelos próximos quatro anos.

Em entrevista à Jovem Pan, Boulos afirmou que o carro-chefe de seu governo será o combate da desigualdade social, acentuada pela crise da pandemia do novo coronavírus. Para isso, tem como uma das principais propostas a criação de um programa de distribuição de renda para famílias em situação de vulnerabilidade, o Renda Solidária. O benefício, de R$ 200 a R$ 400 reais, vai atender, segundo o candidato do PSOL, cerca de 3 milhões de pessoas.

“O programa foi pensado para evitar que na cidade mais rica da América Latina haja alguém que precise revirar o lixo para comer. O Renda Solidária vai impactar, inclusive, a economia local: o pai ou a mãe da família que receber o benefício irá ao mercado, ao açougue, à manicure. Comércio local, de uma forma geral. Isso vai estimular também a geração de emprego nas periferias da cidades. Se houver omissão do poder público, como tem ocorrido até agora, teremos uma situação dramática no cenário de pós-pandemia. O Renda Solidária salva o comerciante, o microempresário e o pai de família da tragédia e do caos que a crise vem anunciando”, afirmou. Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 15, o líder do MTST está em terceiro, com 10% das intenções de voto, atrás de Bruno Covas (PSDB), com 22%, e Celso Russomanno (Republicanos), 25%, tecnicamente empatados. Com apenas 17 segundos de tempo de TV no horário eleitoral gratuito, o candidato do PSOL aposta na mobilização das redes sociais e no “olho no olho” nas agendas de rua para aumentar sua taxa de conhecimento e angariar votos, sobretudo, entre os mais pobres.

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