Ex-comandantes das Forças Armadas acusam Bolsonaro de apresentar minuta para reverter eleições

Revelações vieram à tona após Alexandre de Moraes tirar o sigilo de 27 depoimentos dados à PF sobre as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe

  • Por da Redação
  • 15/03/2024 21h08
1º Sgt Sionir/Exército Brasileiro Freire Gomes Marco Antonio Freire Gomes comandava o Exército na época das eleições de 2022

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi acusado por ex-comandantes da Aeronáutica e do Exército de apresentar uma minuta com o objetivo de reverter o resultado das eleições presidenciais. Embora essa acusação não seja suficiente para condenar Bolsonaro isoladamente, ela pode levar a uma responsabilização se considerada dentro de um contexto mais amplo. Os ex-comandantes Carlos de Almeida Baptista Junior (Força Aérea Brasileira) e Marco Antonio Freire Gomes (Exército) afirmaram em depoimento à Polícia Federal que Bolsonaro propôs o uso de instrumentos jurídicos para alterar o resultado das eleições, como a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estado de sítio e estado de Defesa. As revelações vieram à tona após Alexandre de Moraes tirar o sigilo de 27 depoimentos dados à PF sobre as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

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Ambos os ex-comandantes informaram à PF que não concordaram com a proposta. Baptista Junior destacou que a posição de Freire Gomes foi determinante para evitar a concretização de um suposto golpe de Estado. No entanto, o fato de o plano não ter sido executado não exime a responsabilidade de Bolsonaro, que foi colocado em uma posição central nessa trama para anular a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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