Justiça do Rio torna Gabriel Monteiro réu por importunação e assédio sexual

Pedido do Ministério Público do Rio foi aceito e alega que crime foi cometido contra ex-assessora do parlamentar, Luiza Caroline Bezerra Batista

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2022 16h26
REGINALDO PIMENTA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO Gabriel Monteiro Vereador Gabriel Monteiro responderá na Justiça pelos crimes de importunação e assédio sexual

O vereador do Rio de Janeiro, Gabriel Monteiro (PL), tornou-se réu sob a acusação de cometer os crimes de importunação sexual e assédio sexual nesta terça-feira, 5, após a Justiça do Rio acatar uma denúncia protocolada pelo Ministério Público do Rio. Desde o final de março, o ex-policial militar é alvo de um inquérito que investigava os crimes realizados contra a ex-assessora do parlamentar, Luiza Caroline Bezerra Batista, na Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá (Deam-Jacarepaguá).

A promotora Lenita Machado Tedesco argumentou em sua denúncia que a Luiza era constantemente constrangida a participar da produção artística dos vídeos de Gabriel Monteiro, “não podendo deles reclamar”, já que era alvo de ameaças de demissão. “Os roteiros de vídeos eram elaborados pela ofendida e por outros funcionários, porém o indigitado os distorcia e os transformava em roteiros de ‘cunho sexual’, ocasiões em que se aproveitava da situação para passar as mãos nos seis e nas nádegas da vítima”, diz parte do documento. A defesa do parlamentar não respondeu à equipe de reportagem até a publicação desta matéria.

Outras denúncias

Além da acusação criminal, o parlamentar ainda enfrenta um processo na Câmara dos Vereadores do Rio por quebra de decoro parlamentar. A abertura da ação foi aprovada na Casa por unanimidade e, caso condenado, o vereador pode ter seu mandato cassado. Chico Alencar (PSol) foi sorteado para assumir a relatoria da ação que tramita no Conselho de Ética – que investiga o envolvimento de Gabriel nos crimes de estupro, violação de direitos de crianças e adolescentes e assédio moral e sexual em decorrência de denúncia de seus ex-funcionários. Caso aprovado pelos pares, o processo deverá ser encaminhado à Mesa Diretora da Câmara para que os vereadores votem pela suspensão ou cassação de Monteiro.