Marconny se cala sobre mensagens obtidas pela PF e é chamado de ‘oportunista’

Em uma das mais de 300 mil páginas de diálogos em posse da CPI da Covid-19, lobista da Precisa diz que falaria com ‘um senador’ para ‘desatar o nó’ de um processo licitatório do Ministério da Saúde

  • Por Jovem Pan
  • 15/09/2021 11h47 - Atualizado em 15/09/2021 11h54
Pedro França/Agência SenadoLobista da Precisa é ouvido nesta quarta-feira, 15, pela CPI da Covid-19

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) chamou o advogado Marconny Albernaz de Faria de “oportunista” e afirmou que ele está “passando vergonha em rede nacional”. O celular do depoente foi apreendido pela Polícia Federal (PF) e as trocas de mensagens foram repassadas pelo Ministério Público Federal do Pará à CPI da Covid-19. De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, são 310 mil páginas de diálogos. Em uma dessas conversas, Faria diz que falaria com “um senador” para “desatar o nó” de um processo licitatório do Ministério da Saúde para a compra de testes rápidos de detecção da doença. O lobista se negou a revelar o nome do parlamentar até o momento. 

“O senhor é um cidadão que já subiu em carro de som, na Esplanada dos Ministérios, para gritar contra a corrupção, certo? O senhor é o mesmo cidadão que vai ter a cara de pau de chegar nessa CPI e dizer que a mensagem que o senhor mandou, documentada e periciada, na qual diz que tem contato político, indicando um senador que seria responsálvel por desatar o nó dessa contratação tão discutida aqui, e não vai dizer esse nome? Quem era o senador? São só 81. O senhor não deveria estar em cima de caminhão, porque é mais um oportunista nessa zona cinzenta de Brasília, essa interação de lobistas, autoridades que se deixam corromper e maus políticos. Está passando vergonha nacional por sua culpa, não pela minha fala. Participou de negociatas e não tem coragem de dizer o nome dos envolvidos”, disse Alessandro Vieira (Cidadania-SE).