Mourão diz que iriam ‘jogar pedra’ em Bolsonaro caso ele fosse à COP26

Presidente está na Itália para participar da reunião do G-20, mas não irá comparecer à Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, na Escócia

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2021 11h56
Antonio Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo - 13/09/2021 Vestidos em trajes socais, Hamilton Mourão (à esquerda) e Bolsonaro caminham lado a lado no Palácio do Planalto Mourão é presidente do Conselho Nacional da Amazônia e também não estará na COP26

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, nesta sexta-feira, 29, que iriam “jogar pedra” no presidente Jair Bolsonaro caso ele comparecesse à COP26, a Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em Glasgow, na Escócia. Presidente do Conselho Nacional da Amazônia, o general da reserva também não estará na comitiva brasileira, que será chefiada pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. “Sabe que o presidente Bolsonaro sofre uma série de críticas. Então, ele vai chegar em um lugar em que todo mundo vai jogar pedra nele. Está uma equipe robusta lá com capacidade para, vamos dizer, levar adiante a estratégia de negociação”, disse Mourão a jornalistas na entrada de seu gabinete, no Palácio do Planalto.

O vice é o presidente em exercício enquanto Jair Bolsonaro está na Itália para a reunião do G-20 – o retorno está previsto para a quarta-feira, 3. Para Mourão, o governo federal sofre críticas na área ambiental por razões políticas e econômicas. “A maioria das pessoas que tem realmente uma consciência ambiental maior é de esquerda, então, há crítica política embutida nisso aí. E tem a questão econômica: sempre uma busca de uma barreira em relação à pujança do nosso agronegócio, querendo dizer que ele provém de área desmatada da Amazônia, o que não é uma realidade. E, óbvio, a questão ambiental embutida”, avaliou.