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Política

Nunes quer 50 escolas na iniciativa privada e prepara nova licitação para substituir empresas de ônibus ligadas ao PCC

Prefeito, que iniciará o segundo mandato em janeiro, teria pedido para a equipe uma lista das piores escolas no ranking para uma etapa inicial de concessões

Felipe Cerqueira

O prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participa da cerimônia de entrega da Medalha Herói Paulistano, realizada na Praça das Artes, no centro da capital
Ricardo Nunes durante cerimônia de entrega da Medalha Herói Paulistano, em SP BRUNO ESCOLASTICO/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Prestes a iniciar o segundo mandato, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem fortes planos para as áreas de Educação e Transporte. Segundo fontes ligadas ao prefeito, que anda bastante insatisfeito com o resultado da capital no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o plano é conveniar 50 escolas públicas à iniciativa privada, nos moldes do que já foi feito no Liceu Coração de Jesus. Nunes teria pedido para a equipe uma lista das 50 piores escolas no ranking para uma etapa inicial de concessões à iniciativa privada. A ideia é que a parte pedagógica siga nas mãos da secretaria de Educação, enquanto a gestão é feita por entidades particulares.

Há algumas semanas, o prefeito já vem elogiando abertamente os resultados do Liceu frente às outras escolas da capital — segundo a gestão, enquanto a média em língua portuguesa para alunos do 2º ano é 142,3, os estudantes do Liceu pontuaram 152, por exemplo; já em matemática, a média no liceu foi de 156,9, enquanto a das demais escolas, 136,7.

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Para além dos planos na Educação, na área de Transportes, Nunes não nega publicamente o desejo de “enxugar” a SPTrans, passando o órgão para o comando da SPRegula mas, nos bastidores, já admite que isso terá que ser feito aos poucos e não prontamente. Isso porque está prevista para a próxima sexta-feira (20) uma decisão do Ministério Público sobre as empresas de ônibus Transwolff e UPBus, que estão sob intervenção desde que foram ligadas a organizações criminosas. A expectativa da Prefeitura de São Paulo é que o MPSP peça a caducidade dos contratos, fazendo com que a gestão precise estender o tempo de intervenção — é a SPTrans que está cuidando das linhas – enquanto lança uma nova licitação para que novas empresas consigam a concessão dos serviços.

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