Oposição se mobiliza para avançar em domiciliar para Bolsonaro
O novo boletim médico sobre o estado de saúde ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez a oposição se mobilizar para atuar em três frentes na tentativa levar Bolsonaro, de volta, ao regime domiciliar: médica, juridica e política.
Como Bolsonaro não tem previsão de deixar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em Brasília, os parlamentares e aliados do ex-presidente buscam elevar o tom e aumentar a pressão sobre o STF (Supremo Tribunal Federal).
A oposição deve discutir estratégias e uma delas é retomar a articulação pela derrubada de veto ao PL da dosimetria. Antes, os congressistas vão esperar uma nova perícia médica que deve embasar na próxima decisão do ministro Alexandre de Moraes, que é relator da ação que levou a prisão do ex-presidente.
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que a oposição avalia várias frentes de batalha: “naturalmente, a pressão politica vai aumentar e posteriormente Bolsonaro irá para casa, mas acreditamos que seja difícil isso acontecer nos próximos”.
Após a divulgação desse laudo, a defesa de Bolsonaro deve entrar com o quinto pedido de prisão domiciliar humanitária e espera que o agravamento do estado de saúde sensibilize o ministro a conceder a progressão de regime.
O ex-presidente foi internado no hospital DF Star, na capital federal, com uma broncopneumonia na última sexta-feira (13). O último boletim médico afirma que Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração e que apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 hrs, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, denotando resposta favorável à antibioticoterapia instituída.
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