Senadores dizem que Pazuello passa mal, mas ex-ministro nega; depoimento segue nesta quinta
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello foi socorrido pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, no intervalo da sessão da CPI da Covid-19. De acordo com o parlamentar, o general do Exército teve uma “síndrome do vasovagal”, ou seja, uma perda transitória de consciência causada pela diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos. Ainda segundo Alencar, o depoente restabeleceu a consciência e tinha condições de continuar prestando esclarecimentos à comissão. A sessão, no entanto, foi encerrada, e o depoimento será retomado amanhã, às 9h30. Na saída do Senado, Pazuello negou aos jornalistas que tenha passado mal. “Não houve nada disso”, afirmou. Até às 16h11, quando a oitiva foi suspensa, apenas quatro dos 27 senadores inscritos realizaram seus questionamentos a Pazuello. Com a decisão tomada pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), é provável que o depoimento da secretária da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”, marcado para esta quinta-feira, 20, seja adiado para a terça-feira, 25.
Suspendemos a sessão de hoje por conta do plenário do Senado. Ainda há 23 senadores inscritos. Voltaremos amanhã às 9h30.
— Omar Aziz (@OmarAzizSenador) May 19, 2021
O depoimento de Pazuello foi marcado por uma série de contradições. Por volta das 12h, ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro nunca ordenou que o Ministério da Saúde cancelasse o protocolo de compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacinada desenvolvida pelo Instituto Butantan. “Nunca o presidente mandou eu desfazer qualquer contrato, qualquer acordo com o [Instituto] Butantan, em nenhuma vez”, disse o ex-ministro. Porém, no dia 21 de outubro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter se manifestar sobre o que chamou de “a vacina chinesa de João Doria”. “Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, escreveu o chefe do Executivo federal.
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Em outro momento, o ex-ministro da Saúde afirmou que não assinou o contrato com a Pfizer porque teria sido orientado por um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU). Porém, a versão foi desmentida pelo próprio TCU. Em nota, o órgão afirmou que “em nenhum momento, seus ministros se posicionaram de forma contrária à contratação da empresa Pfizer para o fornecimento de vacinas contra a Covid-19. O Tribunal também não desaconselhou a imediata contratação em razão de eventuais cláusulas contratuais”.
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