Polícia Federal quer agentes na casa de Bolsonaro para monitoramento efetivo

Corporação cita riscos de fuga devido a possíveis falhas na tornozeleira eletrônica; apreensão do celular do ex-presidente intensificou as preocupações

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2025 15h46 - Atualizado em 27/08/2025 19h27
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Wilton Junior/Estadão Conteúdo O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fala após colocar a tornozeleira eletrônica, na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), em Brasília DF - BOLSONARO/PF/BUSCAS/MEDIDAS RESTRITIVAS - POLÍTICA - O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fala após colocar a tornozeleira eletrônica, na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), em Brasília, nesta sexta-feira, 18 de julho de 2025. Bolsonaro foi alvo de mandados da Policia Federal (PF) nesta manhã. O ex-presidente também foi submetido a medidas restritivas, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele fará uso de tornozeleira eletrônica, além de precisar se submeter a recolhimento domiciliar das 19h às 7h, em dias úteis, e durante todo o final de semana. O ex-presidente também foi proibido de acessar redes sociais e não poderá se comunicar com diplomatas ou embaixadores estrangeiros. 18/07/2025

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou o monitoramento 24 horas do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar. Esta decisão veio após uma recomendação da Procuradoria Geral da República e foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes. O monitoramento será realizado do lado de fora da residência de Bolsonaro, localizada em um condomínio de luxo em Brasília, pela Polícia Penal local. No entanto, a Polícia Federal expressou preocupações adicionais, solicitando à Suprema Corte a presença de agentes dentro da casa do ex-presidente, citando riscos de fuga devido a possíveis falhas na tornozeleira eletrônica de Bolsonaro.

A apreensão do celular de Bolsonaro intensificou as preocupações da PF, especialmente após a descoberta de um rascunho de pedido de asilo político na Argentina, que seria supostamente endereçado ao presidente Javier Milei — a defesa nega veementemente. Este documento, considerado de extrema urgência, menciona uma suposta perseguição política sofrida pelo ex-presidente no Brasil. Apesar da gravidade da situação, a decisão de Moraes e da PGR foi mais branda, optando por um monitoramento externo para respeitar a integridade dos vizinhos de Bolsonaro. A PF, no entanto, continua a insistir na necessidade.

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O deputado Rogério Correa, do PT, que apresentou um requerimento ao STF sobre o risco de fuga de Bolsonaro, defendeu a medida de monitoramento. Ele argumenta que há uma tentativa contínua de desestabilização política e social no Brasil, o que justifica a vigilância rigorosa. Correa acredita que a situação atual exige medidas firmes para garantir a segurança e a estabilidade do país, e que o monitoramento é uma resposta adequada às ameaças percebidas.

*Com informações de Igor Damasceno

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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