Salles: ‘Quanto maior o apoio, maior a probabilidade de antecipar o fim do desmatamento ilegal’

Ministro do Meio Ambiente reforçou compromisso feito pelo presidente Jair Bolsonaro, que prometeu reduzir em 40% as emissões de gases do efeito estufa até 2030

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2021 12h38 - Atualizado em 22/04/2021 19h32
Fátima Meira/Estadão ConteúdoColetiva foi concedida após participação do Brasil na Cúpula do Clima

Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira, 22, após o discurso do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula de Líderes sobre o Clima, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que a probabilidade de antecipar a extinção do desmatamento ilegal, prevista para 2030, depende do envio de recursos de países e empresas estrangeiras ao Brasil. “Quanto mais recursos vierem, quanto mais apoio existir, maior a probabilidade de antecipar a extinção do desmatamento ilegal e a a redução de 50% dessas emissões [de gás carbônico]”, disse o ministro. “Isso será tão mais fortemente feito quanto a gente possa receber recursos tangíveis, volumosos e imediatos de países e empresas estrangeiras. Quanto mais recursos vierem, quanto mais apoio existir, maior a probabilidade de anteciparmos a extinção do desmatamento ilegal e a redução de 50% dessas emissões [de gás carbônico] que virá junto com a eliminação do desmatamento ilegal”, afirmou.

Salles também ressaltou que os repasses ao Fundo Amazônia, suspensos pela Noruega em agosto de 2019, podem ser restabelecidos em breve, desde que seja constatada uma tendência na queda de desmatamento na região. “Entendemos que a suspensão da fruição dos recursos do Fundo Amazônia, decisão da Noruega naquela altura, pode ser restabelecida, se ao final do ano da medição de ano de desmatamento, que se encerra no dia 31 de julho, houver número final que mostre a tendência de queda do desmatamento. [Nesse cenário] Abre-se a possibilidade de restabelecimento, mas essa é uma questão que remonta, obviamente, a posição dos doadores, sobretudo a da Noruega”, afirmou.

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu o Brasil dos ataques que o seu governo tem sofrido de diversos líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da França, Emmanuel Macron, a respeito da gestão ambiental, e disse que o Brasil, como o detentor da maior biodiversidade do planeta e potência agro-ambiental, está na vanguarda do enfrentamento ao aquecimento global. “Determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data. Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa”, afirmou o presidente.