STF anula lei que criava programa ‘Escola Sem Partido’ no Paraná

Por unanimidade, ministros decidiram que norma de Santa Cruz de Monte Castelo (PR) é inconstitucional por invadir a competência legislativa da União e ferir a liberdade de ensino

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2026 10h34
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Antonio Augusto / STF Prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília STF anula lei que criava programa 'Escola Sem Partido' no Paraná

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, de forma unânime, uma lei municipal que instituía o programa “Escola Sem Partido” na cidade de Santa Cruz de Monte Castelo, município com pouco mais de 8 mil habitantes no noroeste do Paraná. A legislação estava em vigor desde o ano de 2014.

A lei municipal tinha como texto-base o combate a uma suposta doutrinação política e ideológica nas salas de aula. A regra proibia a abordagem de conteúdos que pudessem contrariar as convicções morais ou religiosas dos estudantes e de seus pais. A ação para derrubar a medida foi apresentada ao Supremo por entidades ligadas à educação e aos direitos humanos do Paraná.

Ao analisar o caso, os ministros do STF definiram a regra como inconstitucional com base em dois argumentos principais. O primeiro é que o município não possui competência para criar normas que alterem as diretrizes e bases da educação, sendo esta uma atribuição exclusiva do Congresso Nacional (União).

O segundo argumento central é que a lei municipal feria princípios garantidos pela Constituição Federal, como a liberdade de ensinar, de aprender e de expressar ideias.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, destacou em seu voto que o ambiente escolar deve ser um espaço democrático e com pluralidade de pensamentos, não cabendo nenhum tipo de censura prévia ao trabalho desenvolvido pelos professores em sala de aula. A Corte entendeu que a educação deve promover o diálogo e a liberdade, sem espaço para restrições indevidas.

*Com informações de Anne Beckhauser

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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