TRE do Rio torna Crivella inelegível por unanimidade

Com a determinação do TRE, Crivella, que é candidato à reeleição, se torna inelegível neste pleito – a menos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverta a situação

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2020 15h48 - Atualizado em 25/09/2020 08h05
SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOMarcelo Crivella

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) concluiu nesta quarta-feira, 24, a julgamento pela inelegibilidade do prefeito da capital fluminense, Marcelo Crivella (Republicanos). O TRE aprovou a inlegibilidade por unanimidade – o placar foi de 7 a 0. O julgamento havia sido iniciado na última segunda e foi suspenso após pedido de vistas do desembargador Vitor Marcelo Rodrigues. O processo vem após investigação do Ministério Público de que Crivella teria pedido, em 2018, votos a funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) em candidatos de seu partido, incluindo o próprio filho, Marcelo Hodge, que concorria à Câmara dos Deputados. Segundo denúncia do PSOL, os funcionários foram levados ao local do comício com carros oficiais e durante o expediente.O prefeito é candidato à reeleição e, de acordo com a determinação do TRE, ele já se torna inelegível nesta eleição – a menos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reverta a situação. A decisão do TRE não cassa o mandato do prefeito fluminense.

Ainda no início de setembro, Crivella conseguiu o arquivamento de um pedido de impeachment contra ele na Câmara Municipal do Rio. Foram 25 votos contrários contra 23 pela abertura. Com o resultado, o pedido de impeachment foi arquivado. O pedido foi feito pela bancada do PSOL após reportagem da TV Globo denunciar um esquema de intimidação da imprensa e de pessoas em hospitais municipais. Os “guardiões do Crivella”, segundo a reportagem, eram funcionários públicos que faziam plantão na porta de hospitais para atrapalhar reportagens no local e impedir denúncias de pacientes. Diversos grupos em aplicativos de mensagens monitoravam a imprensa e combinavam estratégias para impedir reportagens. O maior grupo era denominado “guardiões do Crivella”.