Prefeitura de SP contrata cinco mil mães de alunos para trabalhar em escolas municipais

Mulheres receberão benefício mensal de R$ 1.155 para atuar como monitoras nas unidades de ensino; programa pretende facilitar volta às aulas e combater desemprego

  • Por Jovem Pan
  • 16/02/2021 14h34 - Atualizado em 16/02/2021 14h46
WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDOPrograma da Prefeitura de São Paulo terá duração de 6 meses

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira, 16, que está contratando cinco mil mães de alunos da rede pública para atuar como monitoras nas unidades de ensino municipais. Elas receberão um benefício mensal de R$ 1.155,00 em troca do serviço, que possui a duração de seis meses. Quem for contratada deverá trabalhar 30 horas por semana, sendo 24 horas destinadas às frentes de trabalho e seis horas a cursos de qualificação. Em primeiro momento, o programa admitirá mães de alunos ou mulheres, entre 18 e 50 anos, que vivam nas comunidades onde estão localizadas as escolas públicas.

Segundo a gestão municipal, serão investidos R$ 34,7 milhões no programa lançado pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo. Ele tem como objetivo combater o desemprego e facilitar a volta às aulas, já que uma das funções desempenhadas pelas mulheres é a constante conscientização e orientação dos estudantes sobre as normas de distanciamento social e cumprimento das determinações dos protocolos sanitários frente à pandemia de Covid-19.

As vagas serão distribuídas entre as unidades de ensino das 13 Diretorias Regionais de Ensino (DREs). Cada escola da rede municipal manterá três mulheres selecionadas para o projeto. De acordo com o secretário de Educação, Fernando Padula, elas não substituirão os trabalhos efetivos ou terceirizados das unidades educacionais. Para realizar a inscrição no projeto, é necessário ter mais de 18 anos, morar na cidade de São Paulo, estar desempregada há mais de quatro meses, não receber benefícios como seguro-desemprego e não ter renda familiar superior à metade do valor do salário mínimo.