Procuradora-geral da Venezuela afirma que são 19 os mortos em protestos

  • Por Agencia EFE
  • 06/03/2014 18h43

Caracas, 6 mar (EFE).- A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, disse nesta quinta-feira que os protestos das últimas três semanas deixaram, até agora, 19 mortos e 318 feridos, além de 1.103 pessoas detidas que receberam medidas cautelares.

“Temos 318 pessoas feridas e 19 falecidas. Das 318 lesionadas, 217 são civis e 81 são policiais e promotores”, afirmou Luisa, em declarações ao canal de TV “Globovisión”.

Ela informou que hoje morreram duas pessoas no leste de Caracas vítimas da violência dos protestos: um funcionário da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e um civil, ambos por tiros.

“Há poucas horas, estes fatos violentos fizeram duas novas vítimas, um funcionário da Guarda Nacional perdeu a vida. Ele foi baleado no peito, enviado a um centro médico e morreu na sala de cirurgia. O outro foi um mototaxista que passava por acaso no local”, explicou.

A procuradora-geral informou, além disso, que foram formuladas 25 denúncias perante o Ministério Público por violação dos direitos humanos por parte de funcionários de segurança pública.

“Temos privados de liberdade 15 funcionários ativos por casos de violações aos direitos humanos (…) ainda ali temos cinco ordens de captura de funcionários”, ressaltou.

Luisa assegurou que punirá todos os funcionários que apareçam como responsáveis na violação de direitos humanos, e recomendou que as denúncias sejam feitas para o Ministério Público e não na imprensa ou redes sociais.

“Eu peço ao Fórum Penal que não vá aos veículos de comunicação, que vá ao Ministério Público (…) eu quero que levem todas essas denúncias que diz ter”, sustentou.

O diretor do Fórum Penal Venezuelano, Alfredo Romero, informou na semana passada sobre uma lista de 33 pessoas que tinham sido torturadas por funcionários de organismos de segurança pública.

Ela também comentou que 1.322 pessoas foram apresentadas perante os tribunais de controle, a 35 deles foi concedida liberdade plena.

A Venezuela está imersa em uma onda de protestos desde o último dia 12 contra o governo que se desenvolveram em várias cidades do país, e que em alguns casos tornaram-se violentas. EFE