Professores chilenos decidem continuar greve, que já dura 12 dias
Santiago do Chile, 12 jun (EFE).- A Assembleia Nacional do Colégio de Professores votou nesta sexta-feira a favor da continuidade da greve, que já soma 12 dias, ao rejeitar o projeto de carreira docente suspenso ontem pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados até que haja um acordo com os professores.
Durante esta sexta-feira os docentes também analisaram a opção de receber a proposta da comissão de deputados, que sugeriu formar uma mesa de diálogo tripartite entre parlamentares, governo e professores, adiando as visitas de especialistas e suspendendo também a votação geral programada para a primeira semana de julho.
Segundo o sindicato, nos próximos dias farão uma proposta que teria condições para encerrar a mobilização, iniciada em 1º de junho.
“Sempre respeitamos as decisões dos órgãos da sociedade, no entanto, lamentamos porque os mais prejudicados são nossos meninos e meninas que estão perdendo aulas”, disse o ministro da Educação, Nicolás Eyzaguirre, no Palacio de la Moeda, sede do Executivo.
Além disso, o titular de Educação chamou a “retomar o diálogo” e sustentou que “com todos os esforços que fez o Executivo por acercar posições, ao que se soma o esforço do parlamento, ainda não possamos encontrar um caminho comum”.
O magistério rejeita o requisito de render uma prova de conhecimentos para se certificar na carreira docente, da mesma forma que o montante das remunerações que, segundo o grêmio, seguem sendo muito baixas. EFE
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