Professores paulistas decidem fazer greve e engrossam ato de movimentos sociais

  • Por Agência Brasil
  • 13/03/2015 18h10
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Em assembleia na tarde de hoje (13), no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), professores da rede pública de ensino resolveram entrar em greve a partir de hoje (13). Eles reivindicam reajuste salarial de 75,33%  e a contratação de mais professores, como forma de reduzir a superlotação de alunos nas salas de aula.

Os professores tomaram a decisão momentos antes do ato unificado com centrais sindicais e movimentos sociais pelo Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Petrobras, da Democracia e da reforma política. De acordo com cálculo da Polícia Militar, em torno de 3 mil pessoas participaram da assembleia, mas no ato unificado o número aumentou para aproximadamente 9 mil.

Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), presidente do Sindicato dos Professores no Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), disse que a paralisação continuará na semana que vem, com visitas às escolas para explicar a alunos e seus pais as razões do movimento. Outra assembleia para avaliar os rumos da greve foi marcada para o próximo dia 20, sexta-feira, às 14h, também no vão-livre do Masp.

Os professores demonstraram, no entanto, posicionamentos bastante divididos na reunião. Antes da aprovação, praticamente unânime, pela greve, professores se dividiam entre gritos de Fora, Bebel! e Fica, Bebel! Também havia divisão entre os que defendiam o PT e os que pediam a saída da presidenta da República, Dilma Rousseff, do cargo.

Mas a presidenta da Apeoesp procurou ressaltar, durante discurso e em entrevista a jornalistas, que o ato político pelo Dia Nacional de Luta em Defesa dos Direitos só aconteceria após a assembleia, unindo os professores que estavam presentes com os estudantes que chegaram para apoiar o movimento. De lá, todos caminahram para a Avenida Paulista e se uniram aos manifestantes que estavam em frentre à sede da Petrobras. “Esse ato unificado é em defesa dos direitos, da democracia e contra a privatização da Petrobras”, disse Bebel.

Todos os manifestantes – professores, sindicalistas, estudantes, sem-terra, trabalhadores estaduais da área de saúde e representantes de vários movimentos sindicais – seguiram, depois, pela Avenida Paulista, até o centro da capital, com intenção de encerraa caminhada na Praça Roosevelt. Durante a passeata, os manifestantes gritavam: “Fica, Dilma”.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria Estadual da Educação não se pronunciou sobre a greve até o fim da tarde.

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