Protesto de professores em greve no Rio termina em confusão

  • Por Estadão Conteúdo
  • 03/06/2016 10h58
Protestos professores Rio

Professores da rede estadual do Rio de Janeiro, em greve desde 2 de março, promoveram, na tarde desta quinta-feira (2), um protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, em Laranjeiras, zona sul do Rio, para pedir que a gestão atenda às suas reivindicações. A Rua Pinheiro Machado foi interditada, a Polícia Militar interveio, um manifestante e um policial se feriram.

Os professores queriam ser recebidos pelo secretário estadual de Educação, Wagner Victer. Horas antes, o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) havia decidido manter a greve. Victer ameaça cortar o ponto dos grevistas.

O sindicato cobra do governo um calendário para atender às reivindicações dos professores, que não têm reajuste salarial desde 2014. O ato começou por volta das 14h30. Para que os revoltosos fossem recebidos, Victer exigiu que os docentes liberassem uma das pistas da rua ao tráfego.

Pouco depois das 17h30, um grupo de grevistas foi recebido pelo secretário de Governo, Affonso Monnerat, que ouviu as reivindicações. Enquanto isso, a PM tentou liberar mais pistas viárias. Professores e estudantes que apoiam a greve enfrentaram os oficiais, que reagiram com bombas de gás e balas de borracha e, dessa forma, um civil sofreu cortes na cabeça. Segundo a PM, um policial também ficou ferido. As circunstâncias dos ferimentos de ambos não foram esclarecidas.