Suspeito de atentando contra sede do Porta dos Fundos é preso pela Interpol na Rússia

Eduardo Fauzi foi detido durante cumprimento de pedido de prisão expedido pela justiça brasileira; investigação afirma que foi ele quem jogou coquetel molotov contra o escritório da produtora, em dezembro

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2020 17h58
Reprodução/YouTubeEduardo Fauzi, suspeito de participar do ataque à produtora do Porta dos Fundos

O suspeito do atentando à sede da produtora Porta dos Fundos, Eduardo Fauzi Richard Cerquise, foi preso nesta sexta-feira, 4, por agentes da Interpol em Moscou, na Rússia. O Brasil mantém acordo de extradição com o governo russo. Ele foi capturado em cumprimento ao mandado de prisão expedido pela justiça brasileira em janeiro deste ano, dias depois da investigações apontar ele como o homem que aparece em filmagens jogando um coquetel molotov na fachada do prédio no Rio de Janeiro, na madrugada de 24 de dezembro de 2019. Segundo a polícia, Fauzi embarcou para a Rússia no dia 29 de dezembro, um dia antes de ter sua prisão decretada por tentativa de homicídio por explosão. O nome dele foi integrado ao sistema da Interpol em 2 de janeiro deste ano.

A apuração da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou que o crime contou com cinco integrantes de um grupo que arremessou coquetéis molotov no interior da produtora e fugiu do local em seguida. Logo após o fato, a delegacia de Botafogo deu início às investigações e conseguiu identificar um dos autores do crime. Ele foi flagrado por câmeras de segurança, após descer do veículo utilizado para fuga momentos depois do ataque. Os agentes analisaram gravações de mais de 50 câmeras de monitoramentos que auxiliaram na identificação. De acordo com o delegado Marco Aurélio Ribeiro, titular da 10ª DP (Botafogo) à época, seis dias após o crime a unidade conseguiu na Justiça um pedido de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. Foram realizadas buscas em dois estabelecimentos comerciais e duas residências, sendo apreendidos uma quantia de R$ 119 mil em dinheiro, uma arma falsa, computador e uma camiseta de um grupo de militância política.