Facebook diz que conteúdo impróprio não foi um ataque hacker, mas sim uma ‘falha técnica’

Segundo a empresa, na quarta-feira à noite foi implantada uma alteração de código que fez com que os sistemas configurassem incorretamente o link de várias imagens

  • Por Jovem Pan
  • 28/08/2020 18h37
EFE/EPA/JOHN G. MABANGLOImagens impróprias apareceram em publicações de veículos de comunicação

O Facebook informou nesta sexta-feira, 28, que as publicações com imagens inadequadas em páginas de veículos de comunicação na rede social não foram causadas por um ataque hacker ou “violação por terceiros dos sistemas, do seu gerenciador de negócios ou de suas contas de anúncio”. Se tratou, na verdade, de uma falha técnica, que exibiu os conteúdos impróprios para algumas pessoas. “A imagem em cache substituta, mencionada anteriormente, pertencia a um conteúdo externo e aleatório que já estava armazenado nesta infraestrutura externa. Localmente aconteceu desta imagem ser uma imagem pornográfica. Em alguns casos ela era um meme”, explicou em nota a rede social, que também é responsável pelo Instagram.

Segundo o Facebook, para ajudar na experiência das pessoas e para que as imagens carreguem mais rápido em suas plataformas, é utilizada uma infraestrutura de vários servidores ao redor do mundo que armazenam imagens — chamadas de imagem de cache. Cada uma delas possui um identificador exclusivo que a vincula à imagem original fora das plataformas do Facebook. Na quarta-feira à noite, foi implantada uma alteração de código que fez com que os sistemas configurassem incorretamente o link de várias imagens para um único identificador de imagem em cache. “A imagem em cache substituta foi atribuída aleatoriamente, sem envolvimento humano e, infelizmente, algumas incluíram conteúdo questionável e que viola nossas políticas”, afirmou a empresa.

Desde então, as equipes trabalharam para resolver o problema e apagar os conteúdos impróprios “o mais rápido possível”, serviço que foi concluído no final do dia de ontem. “Como esse problema afeta as imagens armazenadas em cache (que são previamente salvas nos dispositivos dos usuários), um número muito pequeno de usuários ainda pode ver as imagens erradas, se encontrarem o mesmo conteúdo visualizado anteriormente. Nossas equipes estão trabalhando continuamente para implementar a correção necessária ao código e impedir que as pessoas que têm a imagem em cache em seus telefones as vejam novamente”, disse a empresa.