Circunstâncias tornam complicada a ida de Mendes a Portugal com Temer
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Gilmar Mendes, viajou para Lisboa, em Portugal, junto ao presidente da República, Michel Temer, para o funeral do português Mário Soares.
No TSE tramita, já em fases finais, o processo que julga a cassação da chapa de Dilma Rousseff – a qual Temer era vice. Por isso, há uma situação complicada de ser explicada.
A comentarista Vera Magalhães destaca que é usual que ministros de tribunais superiores saiam em comitiva junto ao presidente da República. No entanto, “a circunstância torna complicada a proximidade”.
“Parece que Portugal tem sido encontro desses tipos de encontros nos últimos tempos. Dilma teve encontro em Portugal com o então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, fora da agenda de ambos, pouco tempo antes do impeachment”, lembra Vera.
O Palácio do Planalto alega que não há problema e que Mendes já estaria presente no funeral por uma relação histórica com Mário Soares.
“O problema é que Mendes tem feito críticas pesadas ao comportamento de outros colegas. Então esse tipo de comportamento o torna vidraça, e ele tem sido muito pedra”, destaca Vera Magalhães.
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*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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