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Bruno Pinheiro

Gleisi Hoffman diz que aumento da taxa de juros é ‘incompreensível’

Ministra de Lula questiona decisão do Copom afirmando que o Brasil hoje combina 'desaceleração da inflação, crescimento da economia e investimentos internacionais'

Bruno Pinheiro

Festa de 45 anos do PT
Festa de 45 anos do PT PEDRO KIRILOS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC) anunciou, nesta quarta-feira (18), um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, que agora se estabelece em 15% ao ano. Este é o maior nível dos juros básicos no Brasil desde maio de 2006, quando a taxa foi fixada em 15,25%. O aumento foi decidido de forma unânime pelos diretores. O Copom, que anteriormente havia aumentado a taxa em 0,5 ponto percentual na reunião de maio, após três elevações consecutivas de 1 ponto, sinaliza uma desaceleração no ritmo dos aumentos. Este movimento representa a sétima vez que os diretores do BC optam por elevar a Selic desde o início do ciclo de aperto monetário em setembro de 2024.

Em resposta à decisão, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT), utilizou suas redes sociais para expressar sua insatisfação. Em uma abordagem distinta de críticas anteriores, Gleisi considerou a atitude do Copom como “incompreensível”, sem, no entanto, mencionar diretamente o presidente do BC. “No momento em que o país combina desaceleração da inflação e déficit primário zero, crescimento da economia e investimentos internacionais que refletem confiança, é incompreensível que o Copom aumente ainda mais a taxa básica de juros. O Brasil espera que este seja de fato o fim do ciclo dos juros estratosféricos”, afirmou Gleisi.

Com base nos parâmetros observados, o Copom antecipa que a reunião atual pode marcar o fim do ciclo de alta dos juros, com o intuito de avaliar os impactos e determinar se a taxa atual é adequada para garantir a convergência da inflação em relação à meta estabelecida. Em seu comunicado, o BC passou a descrever o período de juros elevados como “bastante prolongado”.

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“Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, destaca o Copom. O comunicado finaliza com a reafirmação de que o comitê permanecerá vigilante, indicando que as futuras decisões sobre a política monetária poderão ser ajustadas e que não hesitará em continuar o ciclo de ajuste caso considere necessário.

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