Mendonça concentra 2 mil processos no STF; ministro passa a relatar casos do INSS e Master
Levantamento da coluna mostra que ministro amplia protagonismo em duas investigações de alcance nacional
Levantamento feito pela coluna aponta que o ministro André Mendonça é relator de 2.069 processos no Supremo Tribunal Federal (STF), com forte concentração em temas ligados ao poder público e à área penal.
Do total, 610 processos estão em Direito Administrativo e matérias de Direito Público. Outros 509 são de Direito Processual Penal e 199 da área penal. O gabinete ainda reúne 187 ações em Direito Processual Civil e do Trabalho, 166 trabalhistas, 125 tributárias e 99 na área da Saúde, além de 174 processos classificados em outros ramos.
Desde quinta-feira (12), Mendonça passou a concentrar duas das investigações mais sensíveis em curso no País. Já relator dos inquéritos que apuram um esquema de fraudes no INSS — envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões — o ministro foi sorteado para substituir Dias Toffoli na relatoria do caso que envolve o Banco Master.
Os dois casos se comunicam. Há suspeitas de fraudes atribuídas ao Master tanto no sistema financeiro quanto na concessão de crédito consignado vinculado ao INSS.
Com a redistribuição, Mendonça herda os inquéritos sobre a operação do BRB na compra do Master — prorrogado até março — e a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição.
No caso do INSS, Mendonça já conduz as investigações desde 25 de agosto de 2025, quando foi designado relator após decisão da presidência da Corte. As apurações tratam de descontos considerados irregulares sobre benefícios previdenciários.
A escolha do ministro para assumir também o caso Master foi bem recebida por integrantes da CPMI que acompanha o tema, mas gerou tensão em setores do Centrão.
Com mais de dois mil processos sob sua responsabilidade e agora à frente de duas frentes de investigação de alcance nacional, Mendonça consolida posição estratégica no Supremo em temas que envolvem sistema financeiro, Previdência e impacto político direto em Brasília.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.
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