A primeira impressão é realmente a que fica ou dá tempo de consertar uma relação quando o ‘santo não bate’?

Às vezes, não importa o esforço, não conseguimos transmitir uma boa imagem para os outros; é importante ter em mente que nem tudo está sob nosso controle

  • Por Camila Magalhães
  • 10/02/2022 10h00
mego-studio - br.freepik.com Mulher coloca a mão direita na testa e aparenta tédio durante encontro com um homem em uma cafeteria; ambos são brancos e jovens Características negativas chamam mais atenção, mas as impressões ruins são mais fáceis de serem desfeitas do que as boas

Quando conhecemos alguém, nosso cérebro cria, de maneira muito rápida e inconsciente, uma primeira impressão sobre aquela pessoa. Às vezes, não importa o quanto nos esforçamos, não conseguimos “transmitir” a melhor impressão sobre nós mesmos. Pode ser por ansiedade, timidez… De fato, alguns estudos mostraram que características negativas chamam mais atenção e são identificadas com mais rapidez pelo cérebro do que aspectos positivos. Esse viés está relacionado a mecanismos adaptativos da nossa vigilância. 

Nós sabemos que é importante para o funcionamento social a capacidade de perceber se as pessoas são confiáveis ou não. Por outro lado, essas crenças são mais flexíveis do que se imagina. Um conjunto de pesquisas sobre comportamento mostrou que as impressões ruins são mais fáceis de serem desfeitas do que as boasApesar de a maioria julgar o caráter alheio sem ter informações suficientes, nós temos um mecanismo cognitivo que “atualiza” crenças sobre outras pessoas quando as impressões ruins iniciais se revelam imprecisas. 

E como fazer para corrigir uma primeira impressão ruim? O tempo nos permite quem somos. Às vezes, causamos uma má impressão inicial por puro nervosismo. Mas, com a convivência, as atitudes ficam mais naturais, o que facilita a identificação entre as pessoas. Em alguns momentos, como em uma entrevista de emprego, pode ser que você tenha apenas uma chance para causar uma boa impressão. Nesse tipo de situação, algumas atitudes simples costumam ajudar:

  • Mantenha o foco e a atenção durante a conversa. Antes de tudo, essa é uma manifestação de respeito;
  • Exponha suas crenças e demonstre suas atitudes de modo sincero e empático; 
  • Receba bem todas as perguntas, não tema a interação. Faz parte do dia a dia no trabalho (e da nossa vida) lidar com algumas questões amenas e outras incômodas;
  • Confie em si mesmo! Mesmo sem tempo de se capacitar para um determinado trabalho, se quiser muito aquela vaga, não tenha medo de revelar o seu desejo, mesmo que precise se esforçar muito para aprender.

É importante ter em mente que, embora algumas coisas possam facilitar a interação entre as pessoas, nem tudo está sob nosso controle. Às vezes, influências externas atrapalham ou o “santo” simplesmente não bate. De qualquer forma, concentre-se naquilo que te incomoda e nas atitudes que você pode melhorar. Tem alguma dúvida ou quer sugerir um tema? Escreve para mim no Instagram @dra.camilamagalhaes.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.