Entenda como se dá a construção da nossa autoimagem

Processo nos acompanha ao longo da nossa vida, a partir das experiências e trocas, na busca de um ‘eu’ ideal que nunca vai ser alcançado, mas que é fundamental para nos mover

  • Por Camila Magalhães
  • 01/07/2021 10h00
Kelsey Vere/PixabayEm tempos de selfies e postagens nas redes sociais, maior a chance de nos preocuparmos em vendermos uma imagem diferente do que somos

Talvez um dos maiores desafios humanos seja a construção de uma imagem confortável de quem somos e de como as pessoas nos veem. Mas como se dá a construção da nossa autoimagem? Bem, a construção de quem somos e de nossa autoimagem é um processo que nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, a partir das nossas experiências e trocas, na busca de um ‘eu’ ideal que nunca vai ser alcançado, mas que é fundamental para nos mover. A nossa autoimagem passa por muitas mudanças na vida e é basicamente moldada pela combinação entre o ideal de quem somos, que nos faz criar um senso de identidade, juntamente a uma comparação contínua com o outro, ou seja, através de uma via de mão dupla que atinge tanto quem vê, quanto aquele que está sendo visto e tanto quem fala quanto aquele que escuta.

É óbvio que a forma como construímos nossa autoimagem e como nos sentimos sobre nós mesmos acaba orientando as nossas ações ao longo da vida. Quanto mais as nossas ações estão de acordo com o que nos agrada, ficamos mais próximos do que somos, mas quanto mais produzimos uma imagem próxima da esperada pelos outros, maior a chance de nos frustramos e nos fecharmos para as experiências de vida. Em tempos de selfies e postagens nas redes sociais, maior a chance de nos preocuparmos em vendermos uma imagem diferente do que somos. Há muitos que perdem um tempo precioso da vida se esforçando para mostrar a melhor versão de si mesmo e, principalmente, comprometendo sua autoestima quando se inclina aos comentários alheios e mede a sua popularidade pelos likes.

É do ser humano que a gente se preocupe com a opinião do outro para que a gente desenvolva um convívio social, mas quando perdemos tempo demais acompanhando a vida do outro e questionando sobre nossa inferioridade, ou quando precisamos de aprovação constante para nos sentirmos bem, isso pode se tornar um problema. Nesse contexto, é importante estarmos em harmonia com o que gostamos de ser e fazer e aos modelos que a gente se identifica que darão mais forma e equilíbrio à nossa vida. Quer sugerir algum tema? Escreva para mim: dracamila@jovempan.com.br.