Denise: Leilão do pré-sal será o maior do mundo e deve trazer alívio aos cofres públicos

  • Por Jovem Pan
  • 06/11/2019 10h07
Geraldo Falcão/Fotos PúblicasValores arrecadados serão dividios entre a União, Estados e municípios

Todas as atenções do setor de óleo e gás estão voltadas para o Brasil nesta quarta-feira (6), quando acontece o leilão da cessão onerosa do pré-sal, que ofertará quatro áreas para exploração na Bacia de Santos. Para além dos benefícios que o certame pode trazer para o país no exterior – espera-se um bônus de R$ 106,5 bilhões, garantindo um importante ciclo de investimentos, que deve colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo -, a União, Estados e municípios estão grande expectativa, já que o leilão vai impactar diretamente no destino de suas contas.

Isso porque com o dinheiro das concessões, tanto o governo como Estados e municípios receberão uma quantia dos recursos, conforme partilha acertada com o Congresso. A lei aprovada define que, se houver a arrecadação prevista (com todas as áreas arrematadas), a Petrobras ficará com R$ 34 bilhões; a União com 67%, ou R$ 48,5 bilhões; Estados 15% e municípios com 15%, totalizando R$ 22 bilhões e os outros 3% adicionais iriam para Rio de Janeiro, já que é o local onde estão as áreas de extração do petróleo.

Esse será o maior leilão de óleo e gás já realizado no mundo em termos de valor de arrecadação de bônus de assinatura – que é o valor que as empresas pagam pelo direito de exploração. 12 empresas devem participar da rodada, entre elas a Petrobras, que exerceu direito de preferência para operar duas áreas, Búzios e Itapu.

Resta ver qual será o interesse efetivo, já que algumas chegaram a questionar o valor e já houve algumas (poucas) desistências antes do leilão, da BP e da Total. Essas áreas, no entanto, têm um diferencial importante além do potencial a ser explorado. A densidade é mais leve, o que reduz o custo de refino e produção de derivados de alto valor, como diesel, gasolina e lubrificantes.