Como escolher o melhor vinho para acompanhar a pizza

Não importa se a massa é fina, média, grossa, integral ou sem glúten, na hora de escolher a bebida para harmonizar, quem manda é a cobertura

  • Por Esper Chacur Filho
  • 06/11/2020 08h00
FreepikSaiba como harmonizar vinho com pizza

A pizza, que é a campeã do “delivery”, tornou-se, mais ainda, presente nas casas de todos nós. Massa fina, média, grossa, integral, sem glúten. Porém, quando chega a hora de escolher o vinho para acompanhar, quem manda é a cobertura. Muitos insistem em beber cerveja com pizza. Respeito, mas não concordo. Na verdade, acho que cerveja não acompanha bem nenhuma massa – e sim o vinho. Rara é a pizza que não leva muçarela ou outro queijo no seu preparo, assim, na dúvida, eu sempre optaria por um Pinot Noir mais simples, sem muita madeira e não muito alcoólico. Entretanto, tenho provado alguns Chianti mais simples e percebi que eles vão muito bem com pizzas. Não me refiro aos Chianti Riserva, mas sim àqueles que são vinhos de entrada das vinícolas da Toscana, na Itália

Normalmente, estes chiantis são vinhos baratos, na faixa de R$ 45 a R$ 80, e que são muito gastronômicos –digestivos – com pizzas, especialmente por causa de sua acidez e baixa taxa de açúcar residual. Agora, se for uma pizza tradicional de calabresa e cebola, eu arriscaria um branco bem ácido, com a uva Sauvignon Blanc ou Pinot Grigio, que inclusive, são bem apropriados para o verão brasileiro. A Argentina e o Uruguai têm nos proporcionado ótimos Sauvignons Blanc a custos bem possíveis ao orçamento. Pizzas com coberturas mais elaboradas, mais densas, como a de quatro queijos, podem seguir bem com vinhos da casta Viúra, da Espanha, que têm chegado ao mercado nacional a preços bem bacanas – especialmente os que são vendidos pelos aplicativos de vinho. Esta casta branca merece um resfriamento mais apurado, de modo a aumentar a sua agradabilidade e agressividade às gorduras dos queijos. 

Deixei a pizza mais famosa, para o final: a marguerita, aquela que foi oferecida ao rei Umberto I e a rainha Margherita, em visita a Nápoles em 1889, pelo mais famoso pizzaiolo de lá, Raffaele Esposito, com o fim de surpreender o casal real. E surpreendeu, tornando sua criação a receita de pizza mais famosa do mundo (muçarela, tomate e manjericão fresco), que, preferida da rainha, passou a levar seu nome. Para acompanhar tal pizza (do sul da Itália), me socorro a casta Barbera, do Piemonte. A melhor harmonização possível, pois tanto a pizza, como o tinto da casta Barbera, são delicados e com forte personalidade. Lembrem-se: toda pizza é gordurosa por excelência, assim, o vinho com boa acidez é o que irá segurá-la (acompanhá-la) melhor.   

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.