Banqueiros, empreiteiros, mídia e seus advogados sonham com derrota de Bolsonaro

Exceto nas pesquisas nada confiáveis, que mais parecem peças de propaganda, a oposição ao presidente não consegue emplacar seus candidatos; antipetismo e anticorrupção ainda motivam o eleitorado

  • Por Jorge Serrão
  • 19/01/2022 14h39
ALEXANDRE BRUM/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO Presidente Jair Bolsonaro Bolsonaro deve tentar a reeleição no pleito deste ano, que ocorre em outubro

Um spoiler da sucessão 2022: Jair Messias Bolsonaro é o candidato a ser batido nesta (re)eleição. Por enquanto, os demais são incógnitas. Luiz Inácio Lula da Silva pode nem ser o candidato do PT. Se sentir que pode perder, inventa um jeito e uma desculpa para fugir da disputa. Sergio Fernando Moro não tem pegada política nem proposta programática para ser terceira via. Claramente, tenta se viabilizar como vice de João Doria Jr. – que aposta na decolagem pela estrutura do PSDB. Outro que tenta um milagre é Ciro Gomes, que pode ganhar relevância se conseguir emplacar o debate sobre “crescimento relacionado ao consumo das famílias, ao investimento empresarial, ao investimento público e à política industrial e de comércio exterior. Demais candidatos tentam um milagre. Dificilmente surgirá um nome surpresa na disputa deste ano ao Palácio do Planalto.

Todas as “pesquisas” que indicam a falsa vitória de Lula são financiadas por esquemas dos banqueiros, grandes bancas de advocacia e toda uma cleptocracia empresarial. A dúvida é clara: Como pode ser favorito nas pesquisas alguém que tem sua imagem fortemente ligada à corrupção? A “descondenação” de Lula pelo Supremo Tribunal Federal é outro fator de desgaste inequívoco. Além disso, o antipetismo continua uma tendência consistente na percepção do eleitorado. Por isso, não dá para levar a sério qualquer favoritismo de Lula. Claramente, o chefão petista teve os direitos políticos reabilitados para fazer a polarização contra Jair Bolsonaro – que tem a máquina a seu favor. Nenhum candidato à reeleição desde Fernando Henrique Cardoso, passando por Lula e Dilma Rousseff, perderam a reeleição. Assim, uma aposta contra Bolsonaro parece uma alternativa pouco sábia.

A aposta dos inimigos e opositores de Bolsonaro é no fracasso da economia. A torcida pelo caos se baseia na alta da inflação, na alta dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, no aumento dos preços dos alimentos e no descontrole sobre o reajuste da energia elétrica. Além de financiar pesquisas manipuladas a favor de Lula, os banqueiros têm outra tática para sabotar a reeleição de Jair Bolsonaro. Fazem pressão pela subida da taxa Selic. Querem juros altos para lucrar e, ao mesmo tempo, travar o crescimento econômico. Mas essa intenção maléfica tem tudo para falhar, em função dos altíssimos investimentos produtivos em infraestrutura – o que prepara um salto de qualidade no crescimento econômico consistente.

Os banqueiros tradicionais perderam bilhões com a implantação do pix e com a ampliação da atuação das fintechs e cooperativas de crédito. Enquanto estiveram baixos, os juros prejudicaram os lucros de tesouraria – estratosféricos nas gestões petistas. As grandes empreiteiras também deixaram de ganhar dinheiro fácil, via corrupção sistêmica, com o apoio velado ou a omissão de quem era titular do Palácio do Planalto. Esses são os motivos pelos quais os operadores do mecanismo odeiam Jair Bolsonaro e prometem fazer o que for possível e impossível para que ele não se reeleja. Nesse cenário, só nos resta ter estômago para assistir à desenvoltura dos que esbanjam milhões roubados, recebem altos salários do Fundo Partidário e desfilam como candidatos a cargos poderosos.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.