Brasil lidera produção de soja no mundo e prevê bater novos recordes em 21/22

Com ganhos de produtividade, país deve seguir como o maior produtor do grão na próxima temporada

  • Por Kellen Severo
  • 18/06/2021 10h00
Crédito:DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/A produção recorde projetada está ancorada em aumento de área e também em ganhos de produtividade

O Brasil é o maior produtor de soja do mundo. Neste ano, renovou o recorde de produção com mais de 135 milhões de toneladas. Para a temporada 21/22, a projeção é que o país siga na liderança mundial e atinja novas máximas históricas. Consultorias e bancos estimam aumento de área plantada de soja no país. O Itaú BBA projeta avanço de 4% na área e produção de 141 milhões de toneladas, patamar ainda não atingido no Brasil. A Datagro Consultoria vê incremento de 2,9% na área e potencial para colheita de 141,1 milhões de toneladas. Importante destacar que a soja pode ter aumento de área sem a necessidade de desmatar. Isso porque ela passa a ocupar terras antes cultivadas com outras culturas e também áreas de pastagens degradadas.

A produção recorde projetada está ancorada em aumento de área e também em ganhos de produtividade. Produtividade essa que vem aumentando. Na temporada atual, o Brasil registrou média de 58,8 sacas de soja por hectare, um avanço de cerca de 4% ante a última safra. O agricultor brasileiro vai além e eu chamo atenção para resultados brilhantes que estão espalhados pelo país. Um exemplo vem da fazenda Fundo Grande, em Pinhão, no Paraná, onde a produtividade máxima alcançada nesta safra foi de 129,16 sacas por hectare. Resultado duas vezes superior à média nacional. A visão da agricultura é de longo prazo. Os ganhos de produtividade colhidos hoje começaram com o trabalho de décadas atrás. No futuro, o Brasil poderá fazer até seis safras em 2 anos, já prevê Alysson Paolinelli, brasileiro indicado ao Nobel da paz. O que significa que, mesmo quando não tiver mais área degradada para ocupar, a produção brasileira de alimentos ainda poderá crescer e dar saltos de produtividade com investimentos em irrigação, eficiência e novas tecnologias.