Entenda como o Brasil bate recorde na produção de alimentos mesmo durante a pandemia

Previsão da Conab aponta para safra de grãos com 273,8 milhões de toneladas, alta de 6,5% sobre a temporada anterior

  • Por Kellen Severo
  • 12/04/2021 11h59 - Atualizado em 12/04/2021 13h47
DIRCEU PORTUGAL/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOA safra de grãos, que inclui, por exemplo, feijão, milho, soja, trigo caminha para um recorde

O Brasil deve renovar o recorde na produção de alimentos, mesmo durante a pandemia da Covid-19. Agricultores estão finalizando a colheita da maior safra de soja da história e a produção deve aumentar 8,6%, superando 135 milhões toneladas, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com isso, o país se mantém na liderança como maior produtor de soja do mundo. A safra de grãos, que inclui, por exemplo, feijão, milho, soja, trigo também caminha para um recorde. Mas você já se perguntou como o Brasil consegue aumentar a produção de alimentos, ano após ano? E mesmo durante uma pandemia, quando a logística da matéria-prima está mais difícil? Uma das principais respostas é o ganho de eficiência. Para você ter uma ideia, em três décadas, a produção de grãos aumentou em quase cinco vezes, enquanto a área avançou 1,8 vez. Ou seja, o Brasil consegue dar saltos de produtividade, à medida que aumenta a quantidade de alimento produzido por área. Isso é agricultura sustentável, fazer mais com menos. O emprego de tecnologia e a modernização do campo ajudam a explicar esses resultados, que fazem do agronegócio um dos setores mais competitivos da economia brasileira.

Safra recorde significa fartura de alimentos, que mantém a população brasileira abastecida e ainda garante excedente para exportação. O agro é, hoje, a principal fonte de receita de exportação no país. Nos últimos meses, o setor faturou mais de US$ 100 bilhões com as vendas para o exterior. A participação do agronegócio brasileiro também aumentou no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que saiu de 20,5% para 26,6% em 2020, com quase R$ 2 trilhões. E o agro não para. Enquanto parte dos Estados do Brasil colhe a soja, outra parte segue com o plantio do milho. Inclusive, já adianto para você que o milho brasileiro tem ganhado protagonismo no mercado mundial, mas isso é tema para outra conversa.