Geadas voltam a prejudicar lavouras no Centro-Sul do Brasil

Produções de café, cana-de-açúcar, trigo, milho e hortifrúti foram danificadas devido às condições climáticas

  • Por Kellen Severo
  • 21/07/2021 10h00 - Atualizado em 21/07/2021 10h23
FABRICIO JACHOWICZ/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDOMeteorologistas alertam que, no fim do mês, as temperaturas devem cair novamente, o que gera risco de frio forte e efeitos na produção agrícola

As temperaturas caíram e geadas voltaram a ser registradas em áreas do Centro-Sul do Brasil nesta semana. Lavouras de café, trigo, milho, cana-de-açúcar e hortifrúti foram prejudicadas pela camada de gelo que encobriu os campos no país. Algumas das áreas ainda estão contabilizando os prejuízos da geada de junho e agora precisarão avaliar os efeitos da segunda onda de frio registrada em julho. Meteorologistas alertam que, no fim do mês, as temperaturas devem cair novamente, o que gera risco de frio forte e efeitos na produção agrícola. No Paraná, o sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental alerta para a possibilidade de nova ocorrência de geada nas próximas 24 horas ou 48 horas em função da massa de ar polar, frio e seco, que manterá frio rigoroso no Estado do Sul.

A produção de milho da segunda safra no Brasil já foi duramente castigada pelo tempo seco e pelas geadas e agora pode sofrer perdas adicionais. A consultoria AgRural alertou que a previsão de frio pode resultar em mais perdas nas lavouras. Os produtores rurais estão preocupados com a qualidade do milho, que pode piorar a depender das condições climáticas de agora em diante. A partir de agora, novos levantamentos sobre impactos do frio começam a ser feitos para que sejam avaliados os prejuízos em café, cana, trigo, hortifrúti e outras produções. O agro é uma indústria a céu aberto e os riscos são elevados. Quem perde não é somente o agricultor, o consumidor também é potencialmente impactado com oferta menor de produtos e até preços mais altos a depender da dimensão das perdas contabilizadas em cada região ou lavoura.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.