Constantino: Governo tem boas condições para elevar expectativa do PIB para 2020

  • Por Jovem Pan
  • 05/11/2019 09h24
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilCrescimento da economia, deta vez, está vindo com qualidade, de forma sustentada

A equipe econômica do governo federal deve elevar, nessa semana, a projeção do Produto Interno Bruno (PIB) para 2020. A nova estimativa de crescimento da economia brasileira deve ficar mais próxima de 2,5% – atualmente, está em 2,17%.

“A nova estimativa é viável. O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, fez um estudo minucioso sobre isso e, mais importante que isso, é a qualidade do crescimento. A gente fala muito sobre o crescimento do PIB e fica quase obcecado com isso, só que existem qualidades muito distintas quando você fala em crescimento da economia.

O governo tem instrumentos para estimular um crescimento, por exemplo, de curto prazo. Só que isso seria um voo de galinha. O que nós estamos vendo, até agora, é uma qualidade desse crescimento, que está retomando e tem sinais positivos de que vai engatar em um patamar mais elevado, com uma qualidade superior, também. Porque o investimento público, por exemplo, e o governo em si, estão reduzindo seu papel no todo, enquanto o setor privado está puxando, como deveria ser.

Então por exemplo: o governo reduziu em quase 30 mil vagas o seu tamanho, o seu funcionarismo, em junho, enquanto o setor privado gerou quase 500 mil vagas de emprego. Além disso, o setor privado tem também um estímulo muito grande da queda da taxa de juros – Selic -, que é sustentável, ao contrário do que fez o governo do PT com a ex-presidente Dilma Rousseff, que marretou a inflação para baixo e deixou a taxa de juros furar o teto.

Hoje, a inflação está absolutamente controlada, o Copom [Comitê de Política Monetária] avalia que esse nível vai perdurar por muito tempo abaixo da meta – perto de 3% -, então o Brasil tem um PIB potencial de 2,5%, 3%, sem chegar a incomodar a inflação. Nós temos outros sinais: seis empresas do setor de construção civil, que emprega bastante, captaram quase R$ 4 bilhões desde junho, o que também tem a ver com a redução dos juros – que estimula as empresas a irem buscar alternativas no mercado, e estimula a Bolsa de Valores.

Ou seja: temos vários sinais de que há uma recuperação está vindo forte e sustentada, o que é mais importante, porque sua qualidade é muito melhor, muito mais dependente da iniciativa privada do que do governo. São boas notícias”, disse Constantino.