Rodrigo Constantino: a ‘masculinidade tóxica’ do novo comercial da Gillette

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2019 18h37
FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDODa próxima vez que uma feminista tentar acusar todos os homens, esfreguem esses números em sua cara

O novo comercial da Gillette, em que adere ao movimento feminista #MeToo e ataca a “masculinidade tóxica”, gerou enorme polêmica. O intuito era mesmo “lacrar” nas redes sociais, mas a empresa talvez não esperasse reação tão contrária, como de fato houve. E uma empresa de relógio resolveu pegar carona nesse sentimento e rebater a propaganda “progressista”, saindo em defesa dos homens, celebrando a masculinidade como algo saudável e complementar às mulheres.

No vídeo “What Is a Man?”, a Egard Watches destaca inúmeras qualidades dos homens em geral, seus atos corajosos, heróicos, que tantas vezes servem para proteger as mulheres e a sociedade como um todo. Mostra um lado sensível também, como a imensa maioria dos sem-teto formada por homens, o que pode ser um resultado da enorme pressão que existe sobre nós para vencermos na vida.

O CEO da empresa, Ilan Srulovicz, disse ao Conservative Tribune que queria fazer um vídeo que levantasse a moral dos homens e ilustrasse a beleza da masculinidade verdadeira. Ele também queria trazer alguns dados estatísticos ignorados pela mídia e pelas feministas. A caricatura de homens como agressores de mulheres é nociva para a sociedade e para relacionamentos, e deixa de lado a importância dessa masculinidade para cumprir tarefas que são basicamente masculinas.

“Eu, como a esmagadora maioria dos homens, fico absolutamente enojado com a agressão sexual, estupro, intimidação, então por que jogar isso na minha cara como se meu ‘gênero’ como um todo fosse tóxico?”, questionou Srulovicz. “O uso de termos como ‘masculinidade tóxica’, etc … está usando uma abordagem muito ampla para abordar questões específicas … questões que eu concordo, que precisam ser abordadas”, acrescentou.

“A melhor forma (de lidar com o problema) é mostrar o melhor de nós, não o pior”, disse. “Quando eu vejo um homem arriscando sua vida correndo para um prédio em chamas, isso me faz querer ser melhor. Quando eu vejo um pai que fica ao lado de seus filhos, não importa o quê, isso me faz querer ser melhor. Quando eu vejo um soldado arriscando tudo para preservar minha liberdade, eu quero ser melhor”, concluiu. E eis alguns dados:

Homens correspondem a 93% das fatalidades em trabalho;
Homens representam mais de 97% das fatalidades em guerras;
79% das vítimas de homicídios são homens;
Homens são mais de 80% dos casos de suicídios;
75% dos sem-teto são homens.

Da próxima vez que uma feminista falar em “masculinidade tóxica” e tentar acusar todos os homens por seu “gênero tóxico”, esfreguem esses números em sua cara. Ela não terá uma boa resposta, restando apenas os gritos histéricos e os rótulos pejorativos para encerrar o “debate”…