‘Criptoamigáveis’, mas regulamentados: o que os EUA podem aprender com Brasil, Emirados Árabes e Singapura

Enquanto os EUA resistem às empresas cripto, outros países acolhem as moedas digitais adotando uma estrutura regulatória coerente

  • Por Silvina Moschini
  • 12/01/2024 08h00 - Atualizado em 12/01/2024 09h31
Divulgação/Unicorn Hunters Bandeiras de Brasil, Emirados Árabes e Singapura ao lado de criptomoedas em frente à Casa Branca Países com mercados de criptoativos em expansão desenvolveram bases regulatórias adequadas para atrair este tipo de investimento

As conversas sobre as regiões mais favoráveis ​​às criptomoedas geralmente fazem referência a um paraíso permissivo ou a um Velho Oeste sem regras. A realidade, no entanto, é que muitos dos países com mercados de criptoativos em expansão também desenvolveram bases regulatórias adequadas para atrair este tipo de investimento. O estabelecimento das regras do jogo tem levado a um aumento do volume de transações em criptomoedas no Brasil, em Singapura e nos Emirados Árabes Unidos, consolidando mercados mais controlados e com a participação dos Estados.

O Brasil, que este ano lança a sua moeda digital — o Drex — através do Banco Central, já possui uma lei de criptoativos, que entrou em vigor em junho de 2023, e é o país número um na utilização de criptomoedas na América Latina, segundo a Chainalysis. Singapura adotou regulamentações através da sua autoridade monetária, que criou regras claras para os ativos digitais, incluindo um regime de licenciamento robusto, normas contra a lavagem de dinheiro e proteção para consumidores e investidores. Abu Dhabi, por sua vez, é o epicentro do mercado cripto nos Emirados Árabes Unidos, com uma atividade muito maior nos protocolos DeFi do que o resto da região, de acordo com a Chainalysis. Os EAU se posicionaram como um centro de inovação no setor graças à sua regulamentação, que fomenta o desenvolvimento de plataformas seguras e disruptivas. Estas políticas atraíram muitos empreendedores e entusiastas das criptomoedas, que veem o DeFi como a ponta de lança da tecnologia blockchain.

Mudanças para alavancar o mercado cripto 

Dados como esses traçam um panorama claro: a regulamentação pode favorecer a inovação e potencializar a utilização das criptomoedas. Entretanto, antes de pensar nas questões relacionadas à adoção dos ativos digitais, é importante lembrar das lições deixadas pelas crises de mercado, que deixaram evidente a necessidade de uma nova perspectiva onde o anonimato, a volatilidade e os problemas de escalabilidade sejam coisa do passado. E é nesse contexto que os criptoativos de última geração surgem como uma oportunidade para inovar. Como no caso da Unicoin, uma criptomoeda respaldada por ativos que está transformando o mundo dos investimentos ao possibilitar a negociação direta de propriedades em troca de unicoins. Estes imóveis, adquiridos pela Unicoin a 140% do seu valor de avaliação, passam a fazer parte do lastro da criptomoeda, que também inclui ações de empresas selecionadas pelo programa Unicorn Hunters. 

Esse tipo de respaldo tem estabelecido um novo padrão de mercado, no qual as criptomoedas não apenas devem ter valor real, mas também ser regulamentadas, auditadas e transparentes. Enquanto países como os Estados Unidos ainda debatem a regulamentação, outras economias emergentes têm tirado o máximo proveito possível da tecnologia blockchain e construído um futuro no qual a intervenção estatal saudável pode gerar benefícios a longo prazo para o mundo cripto.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

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