Constantino: ‘Arautos da ciência desprezaram cloroquina, mas aceitam vacina feita às pressas pela China’

Comentaristas do 3 em 1, da Jovem Pan, analisaram nesta terça-feira, 2, a fala do presidente sobre vacina contra a Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2020 21h02 - Atualizado em 02/09/2020 21h04
EFE/EPA/NARONG SANGANK

Após a Secretaria de Comunicação da governo Bolsonaro divulgar nas redes sociais um post que afirmava que “ninguém pode ser obrigado a tomar vacina”, os comentaristas do 3 em 1, da Jovem Pan, analisaram as repercussões em torno do tema. No post, o governo também dizia “prezar pela liberdade do brasileiro”. Para Rodrigo Constantino, “há muita incoerência em torno” do debate sobre a obrigatoriedade da vacinação. Ainda em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que que determinava a vacina compulsória como forma de combater a pandemia do novo coronavírus.

“O movimento antivacina começou na década de 70 quando fizeram uma vacina às pressas e deu errado. É curioso a postura dos arautos da ciência que desprezam a cloroquina, que não tem efeitos colaterais, basicamente, e passaram a demonizar o remédio, mas uma vacina feita às presa pela China, uma ditadura, eles tomariam. É a mesma turma do ‘meu corpo, minhas regras’ na hora de assassinar o bebê em gestação, mas nessa hora não é mais ‘meu corpo, minhas regras’, é enfiar a agulha à força. Tem muita incoerência nesse debate”, disse Constantino.

Para Thaís Oyama, Bolsonaro “presta um inigualável desserviço para o Brasil” em torno de um tema que “o Brasil vinha relativamente bem”. “Em vários países a vacina se tornou alvo de fake news, mas isso não tinha pegado no Brasil ainda. O Datafolha diz que apenas 9% dos brasileiros não tomariam a vacina. Ao contrário dos Estados Unidos, a vacina não tinha sido politizada ainda”, analisou. Para Josias de Souza, o governo “rondou as fronteiras do impensável. O ministro interino da Saúde nomeou um veterinário, e agora um veterinário é responsável pelo programa de vacinação. O presidente fala de vacina como se estivesse com os pés no século 21 e a cabeça na era proterozoica”. Segundo Josias, o processo de aprovação da vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, “tocado também pelo seríssimo Instituto Butantan, que exporta vacina, e vai passar pelo crivo da Anvisa, e isso será distribuído pelo Ministério da Saúde, que também vai testar. Isso não é a casa da mãe Joana, não. Está sendo submetido a um processo muito criterioso. O Brasil tem tradição quando o assunto é vacina”.

Confira a íntegra do 3 em 1 desta terça-feira, 2: