Secretário diz que prioridade do governo em 2020 é ‘aprofundar relação com os EUA’

Segundo Marcos Troyjo, o Brasil ficou afastado dos EUA durante muito tempo ‘por razões ideológicas’ e ‘deixou pelo caminho iniciativas importantes’

  • Por Jovem Pan
  • 25/12/2019 17h35
ReproduçãoTroyjo é Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia

O Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou nesta quarta-feira (25) em entrevista ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, que a prioridade do governo brasileiro para 2020 é aprofundar os laços com os Estados Unidos. “Nosso objetivo é ter uma comunicação mais ampla com os EUA, buscar projetos mais ambiciosos”, disse.

Troyjo lembrou que o Brasil ficou afastado dos EUA durante muito tempo “por razões ideológicas” e que, em razão disso, “deixou pelo caminho iniciativas que poderiam ter sido muito importantes”. “Temos um esforço muito grande de reaproximação, ir em busca do tempo perdido”, declarou.

Sobre a polêmica que ocorreu em torno do anúncio do presidente Donald Trump de que o aço brasileiro seria taxado, Troyjo ressaltou que o assunto foi esclarecido “graças à liderança do presidente Jair Bolsonaro”. Na ocasião, Bolsonaro ligou para Trump e afirmou que eles chegaram a um acordo. A conversa foi confirmada pelo norte-americano em uma publicação no Twitter. “A relação entre Brasil e Estados Unidos nunca esteve tão forte”, escreveu Trump.

Acordo Mercosul-União Europeia

O secretário declarou também que o Brasil “já começou a se beneficiar” do acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, quando as empresas de fora vem se instalar no País, já levam em consideração que o Brasil fará parte deste que é “o maior acordo comercial da economia mundial”.

Ele explicou, ainda, que o texto não pode mais ser reaberto, pois as negociações já foram concluídas. Agora, o processo está na fase da revisão jurídica, e depois a íntegra será traduzida para as línguas dos países membros de ambos os grupos. Concluída esta etapa, o texto está pronto para a assinatura, seguida da aprovação.

“É um acordo grande, tem um pilar econômico, comercial, de cooperação e político”, ressaltou Troyjo.