Confira a edição completa de “Os Pingos nos Is” de sexta-feira (20/02/2015)

  • Por Jovem Pan
  • 20/03/2015 19h13
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Reinaldo Azevedo, Patrick Santos e Victor LaRegina comentaram os principais assuntos desta sexta-feira (20) em “Os Pingos nos Is”.

Em seu editorial de abertura, Reinaldo Azevedo falou sobre a presença de Dilma Rousseff em um assentamento do MST, na região metropolitana de Porto Alegre, para participar da abertura da colheita de arroz ecológico. No entanto, a presidente ignorou a recente ação do grupo, que invadiu um laboratório e destruiu mudas de eucaliptos transgênicos, o que significa que ela apoia o ato que destruiu anos de pesquisa.

Outros destaques do programa foram:

– O dono da construtora Consilux Tecnologia, Aldo Vendramin, concedeu uma entrevista ao repórter Graciliano Rocha, da Folha Online, e disse que pagou ao petista José Dirceu para ter acesso privilegiado ao gabinete de Hugo Chávez em 2011. O objetivo do encontro era tentar evitar os recorrentes atrasos de pagamento do governo venezuelano. A Consilux ganhou contratos e aditivos de US$416 milhões para construir casas populares numa versão do Minha Casa, Minha Vida na Venezuela. Entre 2011 e 2013, a empreiteira pagou R$1,2 milhões para o petista desatar o nó político na república bolivariana. A Consilux está entre os clientes da empresa de consultoria de José Dirceu, que faturou R$ 29,3 milhões entre 2006 e 2013.

– O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, fechou um acordo de leniência com as empresas Setal Óleo e Gás e Setal Engenharia e Construções, empreiteiras citadas na Operação Lava-Jato. De acordo com o Cade, as companhias e seus funcionários confessaram a participação no cartel e “apresentaram documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações”. O acordo de leniência permite que as duas companhias do grupo Setal tenham redução na pena.

– O jornal “O Globo” informa que investigadores da Operação Lava-Jato encontraram novos indícios que reforçam as suspeitas de que o doleiro Alberto Youssef foi sócio oculto da BR Distribuidora na construção de uma usina termelétrica em Pernambuco. A usina Suape II começou a ser erguida em 2008 e ficou pronta em 2013, após investimentos de R$600 milhões, por um consórcio formado pela BR e por duas empresas controladas indiretamente por Youssef: a Ellobras e a Genpower.

– O Ministério Público anunciou hoje que trabalha por uma decisão inédita no país. Os procuradores da República que atuam na força-tarefa da Operação Lava Jato estudam uma maneira de pedir a punição dos partidos políticos envolvidos no propinoduto da Petrobras. A intenção do MP é buscar a eventual condenação das legendas, e não apenas dos seus dirigentes, como ocorrido em escândalos de corrupção anteriores. No caso do petrolão, as investigações indicam que PT, PP e PMDB se beneficiaram do esquema.

– A senadora Marta Suplicy avisou ao PSB que vai se desfiliar do PT até o mês de maio para disputar a prefeitura de São Paulo em 2016. A informação foi repassada à cúpula estadual do partido pelo empresário Márcio Toledo, namorado da petista e principal articulador de sua candidatura no ano  que vem. Além do PSB, o empresário informou a intenção de Marta ao governador de São Paulo, de Geraldo Alckmin, que deu aval ao movimento político. Os tucanos e “P-S -bistas” são aliados no Estado. Para ser candidata em 2016, Marta precisa estar filiada ao PSB em outubro, um ano antes da eleição municipal.

– O prefeito de São Paulo Fernando Haddad minimizou hoje a decisão da Justiça de paralisar obras de ciclovias na cidade. De acordo com o petista, houve um equívoco na interpretação do Ministério Público, pois as ciclovias não causam impacto no trânsito, por serem construídas em canteiros centrais e em vagas de estacionamento. Haddad também criticou a imprensa, que, para ele, faz uma grande campanha contra as ciclovias na capital paulista.

– Apesar de ter defendido Dilma Rousseff nesta quinta-feira (19), o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, fez duras críticas ao PT e à presidente há cerca de 10 dias, aqui em São Paulo. Em um evento promovido pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, onde economistas e tucanos discutiram a crise do atual governo, Perillo fez uma intervenção em que avaliou que o resultado da gestão de Dilma será “educativo”, pois vai levar ao “fim da hegemonia do PT”. Segundo ele, “governadores e prefeitos não aguentam mais” a situação, já que “72% de tudo o que se arrecada no país fica com o governo federal para formar superávit, pagar dívidas e outros compromissos, para a corrupção”, disse.

– A prévia da inflação oficial do país, medida pelo IPCA-15, chegou a 7,9% no acumulado de 12 meses, em março. O resultado é o mais alto desde maio de 2005, quando o indicador alcançou 8,19%. Entre fevereiro e março, o aumento ficou em 1,24%. De acordo com o IBGE, os setores que mais pesaram no bolso do consumidor no período foram os de Energia e Combustíveis.

– O IBGE divulgou nesta sexta-feira (20) os números do emprego na indústria. Segundo o instituto, houve uma queda de 0,1% no total de vagas formais no setor na comparação entre janeiro e dezembro. Já frente ao mesmo mês do ano passado, o emprego na indústria teve retração de 4,1%. Este é o quadragésimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.

– A presidente Dilma Rousseff encaminhou nesta sexta ao Congresso um projeto de lei que substitui a Medida Provisória 669, aquela devolvida por Renan Calheiros, que mudava o programa de desoneração da folha de pagamento. As alterações são consideradas essenciais para o sucesso do pacote de ajuste fiscal proposto pelo Planalto. Apesar da confirmação do envio da proposta ao Legislativo, o Diário Oficial da União de hoje não traz o número do projeto nem seu conteúdo.

– O procurador-geral da República Rodrigo Janot lançou hoje um pacote com 10 propostas que serão enviadas ao Congresso para endurecer o combate à corrupção. Entre as medidas, há um anteprojeto de lei que transforma em hediondo os crimes de corrupção que envolvam altos valores, elevando a pena máxima de 12 para 25 anos. Algumas propostas se assemelham às lançadas pela presidente Dilma, na quarta-feira (18), como a criminalização do caixa dois e do enriquecimento ilícito de agente público. Outras são mais rigorosas, como a alteração do sistema de prescrição penal e o fechamento de partidos envolvidos em corrupção.

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