Técnico do São Bento aprova partida em Volta Redonda: ‘Eu iria de mula para jogar com o Palmeiras’

A Federação Paulista de Futebol (FPF) confirmou a partida da primeira rodada para esta quarta-feira, 24, no município localizado no Estado do Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 23/03/2021 13h39 - Atualizado em 23/03/2021 16h11
Reprodução/Twitter/São BentoEdson Vieira concedeu entrevista ao Esporte em Discussão

A Federação Paulista de Futebol (FPF), enfim, confirmou nesta terça-feira, 23, que a partida entre São Bento e Palmeiras acontecerá amanhã, às 21h30 (de Brasília), em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Em entrevista ao “Esporte em Discussão”, do Grupo Jovem Pan, o treinador do time de Sorocaba, Edson Vieira, classificou a indecisão das autoridades responsáveis como “surreal” — o confronto, a princípio, seria realizado hoje. Ainda assim, o técnico demonstrou ser favorável à continuidade do Paulistão, independente do município em que o campeonato seja disputado.

“O que eu vivi nos últimos dias foi surreal. Nunca vivi isso como atleta e, agora, como treinador. Ontem, estávamos treinando e o pessoal do time saiu de um em um para fazer o teste da Covid-19. Estava tudo marcado e já iríamos para Volta Redonda. O prefeito da cidade dizia que ia ter o jogo, enquanto o pessoal do clube falava que não. Estou com a minha mala pronta há dois dias e chegou o ofício da Federação só agora”, comentou o treinador do São Bento, afirmando ser a favor de enfrentar o Alviverde em outro Estado. “Eu iria até de cavalo ou de mula para jogar contra o Palmeiras. Campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, como eu não vou querer jogar contra eles?”, completou.

Edson Vieira ainda tratou a paralisação do Campeonato Paulista como inadmissível, ressaltando que os times menores são os mais prejudicados com as medidas. “Olha, a minha opinião, como brasileiro e pai de família, em qual lugar do mundo que morreu um jogador de futebol? Não temos uma notícia. Eu fiz, ontem, o 39º teste de Covid-19. Até as cozinheiras do São Bento estão fazendo o teste. O nosso meio está sendo atacado e, no futebol, não tem um morto. Não tem! Algumas pessoas tinham comorbidades, mas atletas de futebol, nenhum”, comentou.  “No ano passado, não tivemos direito de imagem. Aqui, só recebeu em carteira. Então, é a classe… Não é só quem joga. É um todo! Eu tenho que ter cuidado, mas lutar também para o Brasil sair dessa situação. Se a gente continuar que precisa parar tudo, os nossos filhos e netos vão pagar a conta. É que tem muita gente que não percebe isso. Vamos sofrer muito!”, complementou.