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Acordo entre EUA e UE mostra que negociação com Brasil não é prioridade para Trump

Governo Lula corre contra o tempo para evitar imposição de tarifas, que estão previstas para começar na sexta-feira; secretário de Comércio dos Estados Unidos confirma que não haverá adiamento

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Trump na escocia
Trump na escocia Alex WROBLEWSKI / AFP

O Brasil se encontra em uma corrida contra o tempo para evitar a imposição de uma tarifa de 50% sobre seus produtos exportados para os Estados Unidos, com a medida prevista para entrar em vigor a partir de sexta-feira (1º). Após um acordo entre o governo de Donald Trump e a União Europeia, que estabeleceu uma tarifa de 15% para o bloco, o Brasil fica em uma posição delicada e cada vez mais isolado nas negociações. A situação é agravada pela falta de sinais por parte de Trump de que irá abrir uma negociação com o Brasil. Nem mesmo a pressão do setor produtivo americano tem sido suficiente para sensibilizar o governo republicano a estabelecer um canal de diálogo. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, confirmou que não haverá adiamento da medida.

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Caso a tarifa de 50% seja confirmada, os impactos na economia brasileira são inevitáveis. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima uma queda de R$ 52 bilhões nas exportações e a perda de 110 mil empregos. De acordo com o ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, Welber Barral, a tarifa pode ser “impeditiva” para a continuidade das exportações. Barral prevê, em alguns casos, que as exportações serão mantidas em um patamar muito mais baixo, com o custo sendo repassado ao consumidor americano, o que pode levar a uma diminuição do consumo. Em outros cenários, empresas brasileiras tentarão exportar para outros mercados, mas provavelmente com uma queda na rentabilidade.

*Com informações de Daniel Lian

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*Reportagem produzida com auxílio de IA