Alta da carne vai deixar ‘ceia de Natal mais cara’, diz associação

Segundo Ricardo Asantin, o aumento pode significar uma ‘mudança no patamar de preço das proteínas no Brasil’

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2020 06h47 - Atualizado em 10/12/2020 08h20
ROMILDO DE JESUS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOApesar da pandemia e da peste suína africana, o Brasil bateu recorde de exportação, quebrando a barreira de 1 milhão de toneladas

Puxada pelas exportações, a produção brasileira de ovos e de carne de frango e de porco bateu recordes, mas a crise interna impediu um crescimento maior em 2020. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal. A China se manteve como a maior compradora do frango brasileiro, seguida da Arábia Saudita e do Japão. Em função da pandemia, as vendas externas devem fechar o ano estáveis, abaixo da alta prevista de 3%. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal chama atenção para o aumento do consumo da carne de frango no mercado interno. Segundo Ricardo Asantin, isso se deve, entre outros fatores, ao aumento do valor da carne de boi. “Muito efeito da perda de capacidade economica das pessoas, e do aumento da carne de boi. Você sabe que o bovino diminui 8%  a sua produção e aumento 9% as exportações. Esses reflexos combinados fizeram com que as pessoas buscassem uma substituição na carne suína e na carne de frango.”

Santin lembra que a alta da soja e do milho, usados na ração dos animais, encareceu a produção. O executivo ressalta que a carne vai continuar mais cara neste Natal. “Também temos o aumento do custo dos insumos. Esse preço de insumos vai fazer com que a gente tenha, não só uma ceia de Natal mais cara, mas talvez a gente enxergue que é uma mudança de patamar de preço das proteínas no Brasil”, explica. A carne suína, é a grande surpresa de 2020. Apesar da pandemia e da peste suína africana, o Brasil bateu recorde histórico de exportação quebrando a barreira de 1 milhão de toneladas. A China é a principal consumidora externa do produto, o equivalente a 50% das exportações brasileiras, seguido de Hong Kong com 17%. Para 2021, a expectativa é que esse número cresça ainda mai, e chegue a 1,1 milhão de toneladas.

*Com informações da repórter Caterina Achutti