Balança comercial registra superávit de US$ 3,7 bilhões em novembro

Saldo foi 4,7% maior que o registrado no mesmo mês de 2019; no ano, Brasil mantém resultado positivo em R$ 51,2 bilhões entre exportações e importações

  • Por Jovem Pan
  • 01/12/2020 15h51 - Atualizado em 01/12/2020 16h30
EFE/ Jerome FavreChina aumenta fatia de compra e venda de produtos ao Brasil em 2020

balança comercial brasileira encerrou novembro com saldo positivo em US$ 3,7 bilhões, resultado de US$ 17,5 bilhões em exportações ante US$ 13,8 bilhões gastos com importações, informou o Ministério da Economia nesta terça-feira, 1. O número representa alta de 4,7% no registrado em novembro de 2019. No acumulado do ano, o Brasil possui saldo positivo de R$ 51,2 bilhões, totalizando US$ 191,7 bilhões em vendas e US$ 140,5 bilhões em compras internacionais, avanço de 23,2% em comparação ao ano passado. Apesar da alta, a corrente de comércio, que mesura os valores das importações e exportações, retraiu 1,8% no mês e 9,4% no ano.

Entre janeiro a novembro, as exportações recuaram 6,1% em comparação mesmo período do ano passado, enquanto as importações registraram baixa de 13,6%. Dos três setores de exportação avaliados pelos técnicos da equipe econômica, o agropecuário foi o único que encerrou os 11 primeiros meses com saldo positivo, com alta de 22,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 42.8 bilhões. As vendas da indústria de transformação recuaram 12,4%, enquanto a indústria extrativa registrou queda de 2,1% entre janeiro e novembro deste ano, em paralelo com 2019. Já na importação, os três segmentos registraram queda. A compra de itens agropecuários encerrou o saldo do ano até novembro com baixa de 3,4%, ante recuo de 40% na indústria extrativa e 12,1% na industria de transformação.

O balanço divulgado entre janeiro e novembro desde ano mostra o crescimento da China como o maior parceiro comercial brasileiro. Em 2020, o gigante asiático foi responsável por 34,1% de tudo que foi vendido pelo Brasil no mercado internacional. Há um ano, essa fatia era de 29%. Já no caminho inverso, 22,3% do que o Brasil compra de fora vem da China, ante 20,2% registrados entre janeiro e novembro de 2019. Os Estados Unidos mantêm a segunda posição na balança comercial, mas os valores recuaram na comparação com o ano passado. Até novembro, o mercado norte-americano foi o destino de 9,9% dos produtos brasileiros, enquanto em 2019 o acumulado até novembro havia sido de 13,1%. O Brasil também diminuiu a compra de produtos dos EUA, passando de 17% do total comprado em 2019 para 15,7% neste ano.