Alta do querosene e guerra na Ucrânia influenciam aumento das passagens aéreas no Brasil

Mesmo com os valores mais caros, a Infraero estima que 576 mil passageiros devem viajar durante o feriado prolongado

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2022 11h22 - Atualizado em 21/04/2022 11h23
RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Passageiros fazem fila em guichê da Latam em aeroporto Reajuste nos bilhetes aéreos também levam em conta a pressão adicional nos custos gerada pela guerra na Ucrânia

O aumento no preço das passagens aéreas está assustando consumidores. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), com dados da Agência Nacional de Aviação civil (Anac), houve aumento de 29,8% no preço das passagens aéreas comercializadas no mercado doméstico em 2021, em relação ao ano anterior. Isso significa que o preço da tarifa média passou de R$ 480, em 2019, para R$ 494. A Anac justifica que houve uma alta de 92% no querosene usado pelos aviões, que representa mais de um terço dos custos das empresas aéreas, além de aumento de 8,4% no dólar, o que também reflete nos preços. O reajuste nos bilhetes aéreos também levam em conta a pressão adicional nos custos gerada pela guerra na Ucrânia, que chega a 57º dia de confronto nesta quinta-feira, 21. Outro ponto que contribui para a oscilação dos preços é o tributo regional sob o querosene, cobrado pelo Brasil de empresas nacionais. A taxação, isenta para companhias estrangeiras, é um dos motivos que faz com que as passagens para voos domésticos estejam, muitas vezes, mais caras do que viagens internacionais. Neste feriado prolongado, no entanto, mesmo com o aumento dos preços, a expectativa dos consumidores é positiva para as viagens. A Infraero estima que 576 mil passageiros devem viajar nos próximos dias. Ao todo, serão realizados mais de quatro mil pousos e decolagens.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos