AO VIVO: RÚSSIA ATACA A UCRÂNIA PELO 60° DIA; ACOMPANHE EM TEMPO REAL O CONFLITO NO LESTE EUROPEU

ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS: Ucrânia convida Rússia para rodada especial de negociações em Mariupol; Zelensky e altos funcionários dos EUA se reúnem em Kiev

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2022 12h24 - Atualizado em 24/04/2022 22h07
Sergei Supimsky/AFP fim da guerra Ativistas ucranianos segurando sua bandeira e gritando slogans enquanto denunciam os crimes de guerra cometidos na Ucrânia durante a guerra ucraniano-russaAtivistas ucranianos segurando sua bandeira e gritando slogans enquanto denunciam os crimes de guerra cometidos na Ucrânia durante a guerra ucraniano-russa

No final da noite de 23 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, autorizou o maior ataque de um país europeu contra outro do mesmo continente desde a Segunda Guerra. O governo russo justifica ação militar para proteger separatistas no leste da Ucrânia. “Tomei a decisão por uma operação militar”, declarou Putin em uma mensagem inesperada, transmitida pela televisão, pouco antes da meia-noite no horário de Brasília. As tensões geopolíticas começaram após a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aumentar as atividades no território ucraniano. Depois de diversos movimentos de países ocidentais para dissuadir Putin de uma possível invasão ao país, o mandatário russo decidiu reconhecer a independência das repúblicas de Donetsk e Luhansk, internacionalmente reconhecidas como pertencentes à Ucrânia, na segunda-feira, 21, aumentando a tensão na região. A crise geopolítica teve seu estopim na noite de quarta-feira, 23, com o presidente russo dando sinal verde para a operação militar na Ucrânia. Segundo as autoridades ucranianas, as Forças Armadas da Rússia realizaram ataques e bombardeios em diversas regiões do país, incluindo em grandes cidades do país, como Odessa, no sul da Ucrânia, e a capital Kiev.

Confira a cobertura ao vivo do conflito:

22h00 – Interrupção da cobertura ao vivo

Após 60 dias do início da invasão russa na Ucrânia, o portal da Jovem Pan interrompe a cobertura ao vivo do conflito, mas sem deixar de noticiar os principais acontecimentos. Para saber as últimas notícias da guerra, basta acessar AQUI. Obrigada a todos que nos acompanharam por aqui nesses dois meses.


20h36 – Em Kiev, Zelensky se encontra com altos funcionários dos EUA

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniu neste domingo, , com os secretários de Estado e Defesa dos Estados Unidos, Antony Blinken e Lloyd Austin, em Kiev. As conversas do domingo se destinam principalmente a tratar do fornecimento de armas pelos Estados Unidos à Ucrânia. “A amizade e a colaboração entre a Ucrânia e os Estados Unidos estão mais fortes do que nunca”, tuitou Zelensky, sem dar mais detalhes. Este é o primeiro encontro do presidente ucraniano com representantes do governo dos EUA na Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro. Saiba mais


18h – Ucrânia convida Rússia para rodada especial de negociações em Mariupol
A Ucrânia convidou a Rússia neste domingo, 24, para realizar uma sessão especial de diálogo ao lado da fábrica de Azovstal, um grande complexo metalúrgico onde alguns combatentes e civis ucranianos estão entrincheirados e sem comida e munição, e a cidade está amplamente controlada pelas forças russas. No local também há centenas de feridos. A informação foi passada pelo assessor especial de Volodymyr Zelesky, Oleksiy Arestovich, indicando que estava “aguardando uma resposta” da delegação russa. Saiba mais.

13h30 – Manifestação na Itália contra a Guerra da Ucrânia recebe milhares de pessoas

A tradicional marcha pela paz de Perugia a Assis, no centro da Itália, foi dedicada à Ucrânia neste ano. Cerca de 50 mil pessoas, segundo os organizadores, percorreram os mais de 20 quilômetros entre as duas cidades, num ambiente festivo, com inúmeras bandeiras sob o lema: “Pare, a guerra é louca”. “A cada dia que passa, o confronto se torna mais violento e a guerra mais desumana e cega, destruindo qualquer espaço residual para a paz. Por isso, dizemos que deve parar imediatamente”, disseram os organizadores em seu site. Poucas horas antes do desfile chegar a Assis, o papa Francisco pediu mais uma vez, por ocasião da Páscoa ortodoxa, que se celebra neste domingo, uma trégua nos combates na Ucrânia e o fim dos ataques contra “populações exaustas”.


11h25 – Trabalhos de resgate continuam em Odesa, na Ucrânia, após atentado matar 8 pessoas

Equipes de resgate ucranianas começaram uma operação de resgate no último sábado, 23, após um bombardeio na cidade de Odesa, no sul da Ucrânia, no qual oito pessoas morreram, incluindo uma criança de três meses, e cerca de 20 ficaram feridas. Segundo a Reuters, neste domingo, 24, a operação tem continuidade.


10h – Ucrânia celebra Páscoa ortodoxa debaixo de bombas

Cerca de 50 fiéis desafiaram a possibilidade de bombardeio russa neste domingo, 24, em Lyman, para receber a tradicional benção na Páscoa ortodoxa, que os ucranianos celebram em meio à tristeza e aos danos causados pela invasão do território, que completa dois meses. Na frente de batalha da cidade oriental de Lyman, os soldados trocaram a habitual saudação patriótica de “Glória à Ucrânia!” por “Cristo ressuscitou!”. “Realmente ressuscitou!”, respondem em coro. Os civis rezaram desde o amanhecer, enquanto ouviam disparos da artilharia durante o canto dos salmos. “Se tomamos decisões equivocadas, a escuridão nos destruirá, como a escuridão está nos destruindo durante essa guerra”, disse o sacerdote em seu sermão. “Estamos agradecidos pela ajuda humanitária e pela comunidade que cuida dos deslocados”, acrescentou. Dez soldados e policiais uniformizados, alguns com coletes à prova de balas, também assistiram à missa pascoal.

*Com informações da AFP


9h – Em dia de Páscoa ortodoxa, autoridades ucranianas pedem orações para o país

Neste domingo, 24, quando é celebrada a Páscoa da igreja ortodoxa, autoridades da Ucrânia usaram as redes sociais para pedir paz e orações de todo o mundo pelo país, que está há dois meses enfrentando uma intensa investida bélica da vizinha Rússia. “No brilhante domingo de Páscoa, oramos e cremos na vitória da luz sobre as trevas e da vida – sobre a morte, na vitória da Ucrânia sobre os invasores russos. Apelo a todos os cristãos do mundo que celebram este dia de hoje para ajudar nossos defensores e civis em Mariupol com oração e ação”, escreveu o chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba, em suas redes sociais. 


5h – Chanceler da Ucrânia classifica ataque a Odessa como “terrorismo”
“O único objetivo dos ataques com mísseis russos em Odesa é o terror”, declarou Dmytro Kuleba, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia nas redes sociais. “A Rússia deve ser designada como um estado patrocinador do terrorismo e tratada em conformidade. Sem negócios, sem contatos, sem projetos culturais. Precisamos de um muro entre a civilização e os bárbaros atacando cidades pacíficas com mísseis”, pediu em complemento.


24/04 – 00h – Zelensky anuncia visita de secretários dos EUA à Ucrânia no domingoVolodymyr Zelensky, anunciou que os representantes de alto escalão do governo dos Estados Unidos –  o secretário de Estado, Anthony Blinken, e o secretário de Defesa, Lloyd Austin – chegam neste domingo, 24, à Ucrânia. Em entrevista coletiva, Zelensky disse que, durante a visita de Blinken e Austin, as conversas terão como objetivo principal os armamentos que o país precisa para e o ritmo de sua entrega. “Gostaríamos de ter armas pesadas e poderosas”, declarou o presidente ucraniano, acrescentando que a situação em relação às armas melhorou na última semana. Zelensky também expressou sua esperança de que muito em breve a situação de segurança permita que Biden visite a Ucrânia pessoalmente para “apoiar o povo ucraniano”.


21h15 – Rússia afirma que destruiu depósito de armas estrangeiras perto de Odessa

O Ministério da Defesa da Rússia informou neste sábado, 23, que as forças russas destruíram um estoque de armas estrangeiras perto da cidade portuária ucraniana de Odessa. “As Forças Armadas russas deixaram inoperante hoje, com mísseis de alta precisão e longo alcance, um terminal logístico em um aeródromo militar perto de Odessa, onde grandes quantidades de armas estrangeiras fornecidas pelos Estados Unidos e países europeus foram armazenadas”, afirma um relatório militar russo.

*Com EFE


19h30 – Polônia forneceu armas à Ucrânia no valor de 1,6 bilhão de dólares

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, informou neste sábado, 23, que a Ucrânia forneceu armas à Ucrânia por um valor de 1,6 bilhão de dólares para ajudar o país contra a invasão russa. “Até o momento, a Polônia enviou ao nosso vizinho do leste equipamentos militares no valor de cerca de 7 bilhões de zlotys, ou seja, mais de 1,6 bilhão de dólares”, disse após uma reunião na Cracóvia com seu par ucraniano, Denys Chmygal. Segundo ele, “estes equipamentos salvam a soberania ucraniana, polonesa e europeia”. 


17h – Presidente da Ucrânia diz que ida do secretário-geral da ONU a Moscou não tem lógica

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a decisão “sem lógica” do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, de ir a Moscou na próxima semana sem antes passar em Kiev. “É simplesmente errado ir primeiro para a Rússia e depois para a Ucrânia”, disse Zelensky em entrevusta coletiva neste sábado, 23. “É uma decisão sem nenhuma justiça nem lógica”, acrescentou.

*Com informações da AFP


14h55 – Zelensky pede reunião com Putin ‘para pôr fim à guerra’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que pediu uma reunião com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para “pôr fim à guerra”. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa em Kiev neste sábado, 23. Segundo a AFP, o líder ucraniano afirmou que nunca teve medo de se reunir com Putin, mas disse que vai encerrar as negociações de paz se seus soldados forem mortos em Mariupol, cidade portuária que vive forte tensão diante da invasão russa.


13h49 – Rússia impediu saída de civis de Mariupol, diz autoridade local

Segundo o conselheiro da Prefeitura de Mariupol, Petro Andryushchenko, as tropas russas impediram a retirada de civis da cidade neste sábado, 23. Segundo este assessor, cerca de 200 habitantes de Mariupol foram para o ponto marcado para o embarque, mas foram “dispersos” pelos militares russos. Alguns deles, acrescentou, foram forçados a entrar em ônibus rumo a Dokuchaievsk, uma cidade ocupada pelos russos 80 quilômetros ao norte de Mariupol. “As pessoas não tinham o direito de sair dos ônibus”, relatou, acrescentando que os russos atribuíram a mudança de itinerário “aos disparos de nacionalistas na área”.

*Com informações da AFP


13h15 – Bombardeio russo em Odessa deixa ao menos cinco mortos e 18 feridos

Ao menos cinco pessoas morreram, e 18 ficaram feridas após um bombardeio da Rússia em Odessa, cidade no sul da Ucrânia. A informação foi divulgada pelo chefe de gabinete da Presidência ucraniana, Andrii Yermak. “Odessa: cinco ucranianos mortos e 18 feridos. E são apenas os que conseguimos encontrar. É provável que o número seja maior”, anunciou. Entre os mortos, segundo a autoridade, está um bebê de três meses.


9h30 – Ucrânia anuncia ter recuperado três localidades perto de Kharkiv

A Ucrânia informou que recuperou o controle de três localidades próximo a Kharkiv, no Leste do país. “Nosso Exército ucraniano lançou com sucesso uma contra-ofensiva ontem pela manhã. Após longos e ferozes combates, nossas tropas desalojaram tropas russas de Bezruki, Slatine e Prudyanka”, informou o governador da região de Kharkiv, Oleg Synegubov. Prudyanka fica a cerca de 15 quilômetros da fronteira com a Rússia.


7h30 – Guerra na Ucrânia é ‘conflito armado entre Rússia e Otan’, diz especialista

Na visão do mestre em relações internacionais pela Universidade de São Petersburgo e pesquisador da Universidade de São Paulo, Valdir da Silva Bezerra, a guerra entre Rússia e Ucrânia é, indiretamente, um conflito entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e Moscou. “Embora a Otan tenha tomado cuidado em não participar diretamente desse conflito, porque a Ucrânia não é um lembro da Aliança, esse é um um conflito com a Rússia de maneira indireta. Uma participação direta poderia fazer esses combates escalassem de forma global, mas que já estão acontecendo [de forma indireta], isso é um fato”, afirmou Valdir, em entrevista à Jovem Pan News. Segundo ele, atualmente, há um clima de “apatia” entre os russos com relação à guerra. “No começo das operações houveram bastante manifestações e com o passar do tempo e aprovação de leis restringindo acabou criando um clima de apatia, em vista do clima que acabou se instalando e as narrativas apresentadas”, completou.


6h35 – Refugiados começaram a retornar à Ucrânia; há ‘enormes filas’ na Polônia

Na manhã deste sábado, o Serviço de Guarda de Fronteira do Estado da Ucrânia sinalizou a volta de refugiados ao país. Segundo informações divulgadas em canal oficial do Telegram, há ‘enormes filas’ na fronteira com a Polônia. A maior concentração de veículos acontecem no posto de controle “Dorogusk – Yagodyn”, onde cerca de 800 carros e 250 caminhões aguardam.


6h15 – Lviv anuncia novo toque de recolher

Com o aumento das tenções na região de Lviv, um novo toque de recolher será adotado a partir das 23h deste sábado até às 5h do domingo, 24. Segundo autoridades locais, o período de toque de recolher será adotado diariamente e proibe a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades, incluindo de cultos noturnos. “Infelizmente, o inimigo não tem um grande feriado religioso. Ele é tão bestial que não entende o que é a Páscoa. Portanto, nestes dias brilhantes, há uma grande ameaça de provocações”.


1h50 – Moldávia convoca embaixador russo após Kremlin anunciar objetivo de acessar o país

O Ministério das Relações Exteriores e Integração Europeia da Moldávia convocou o embaixador da Rússia presente no país para prestar exclarecimentos. O motivo, segundo a pasta, é o anúncio do governo de Vladimir Putin que busca controlar o sul da Ucrânia para ter acesso ao território moldavo. No comunicado, o governo alega que “tomou nota das declarações do representante do Ministério da Defesa da Rússia” e expressa “profunda preocupação com as declarações feitas pelo funcionário russo”.


23/04 – 00h10 – Mariupol é a “maior catástrofe humanitária” do século, afirma o Primeiro-ministro da Ucrânia

Denys Shmyhal, primeiro-ministro ucraniano, declarou nesta sexta-feira, 23, que o conflito em Mariupol é a “a maior catástrofe humanitária” do século. O local enfrenta constante bombardeio das tropas russas desde o início da invasão. A fala foi realizada durante uma coletiva de imprensa em Washington, nos Estados Unidos. No local, o governista alegou que a população verá “atrocidades quando ela [a cidade] for libertada dos russos”.


21h30 – Chefe da ONU irá a Kiev e Moscou na próxima semana

O secretário-geral da ONU, António Guterres, viajará à Ucrânia na próxima semana para se encontrar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, depois de se encontrar com Vladimir Putin em Moscou, anunciou o órgão em comunicado nesta sexta-feira, 22. Guterres “se encontrará com o chanceler Dmitro Kuleba e será recebido por Volodimir Zelensky em 28 de abril”, disse a ONU. A reunião com o presidente russo está marcada para terça-feira em Moscou.


20h – Rússia relata um morto e 27 desaparecidos em naufrágio de navio militar no Mar Negro

Um marinheiro morreu e 27 pessoas estão desaparecidas desde o naufrágio do navio russo “Moskva” no Mar Negro na semana passada, disse o Ministério da Defesa nesta sexta-feira (22), admitindo pela primeira vez a perda de vidas nesse naufrágio. “Um militar morreu e 27 tripulantes foram declarados desaparecidos”, enquanto outros 396 foram evacuados, disse o ministério, citado por agências de notícias russas.

*Com AFP


18h40 – Rússia está disposta a uma trégua humanitária na zona industrial da cidade ucraniana de Mariupol

O exército russo afirmou que está disposto a uma trégua total ou parcial da zona industrial de Azovstal, o último reduto das forças ucranianas em Mariupol, para permitir a retirada dos civis e a rendição dos combatentes. “O ponto de partida da trégua humanitária seria que as tropas ucranianas levantassem uma bandeira branca em uma parte ou na totalidade de Azovstal”, afirmou o ministério russo da Defesa em um comunicado onde também deixou claro que os civis que decidirem sair terão a possibilidade de escolher se vão para territórios controlados pela Rússia ou sob controle da Ucrânia e que os soldados ucranianos serão bem tratados e os feridos serão atendidos. 


16h50 – ONU documentou assassinatos de 50 civis na cidade ucraniana de Bucha

A ONU documentou os assassinatos de 50 civis na cidade ucraniana de Bucha, nas proximidades de Kiev, declarou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos nesta sexta-feira, 22. “Durante uma missão em Bucha, em 9 de abril, os investigadores de direitos humanos da ONU documentaram os assassinatos, alguns deles execuções sumárias, de 50 civis na localidade”, disse Ravina Shamdasani à imprensa.


16h40 – Rússia quer controle total do Donbass e do sul da Ucrânia

A Rússia quer controlar totalmente o sul da Ucrânia e a região do Donbass (leste), foi essa a afirmação feita pelo subcomandante das forças do distrito militar do centro da Rússia, Rustam Minnekayev, nesta sexta-feira, 22. “Desde o início da segunda fase da operação especial, um dos objetivos do exército russo é estabelecer o controle total sobre o Donbass e o sul da Ucrânia. Isto permitiria garantir um corredor terrestre até a Crimeia”, explica Minnekayev, que também reitera que essa conquista vai assegurar um corredor terrestre até a Crimeia e uma influência nas infraestruturas chaves da economia ucraniana, como os portos do Mar Negro, por onde são feitos os embarques de produtos agrícolas e metalúrgicos. Quanto ao domínio do sul da Ucrânia, Minnekayev diz que vai fazer com que seja possível ajudar os separatistas pró-Rússia da Transnístria, que desde 1992 controlam um território da Moldávia – país pertencente a União Soviética e que tem um governo pró-Ocidente. “O controle do sul da Ucrânia também é um corredor para a Transnístria, onde também observamos casos de opressão da população de língua russa”, disse o general. 


8h50 – Futuro da guerra na Ucrânia depende do destino de Mariupol, afirma governador

O governador de Mariupol, Pavlo Kyrylenko, afirmou à AFP que o futuro da guerra na Ucrânia “depende do destino de Mariupol”. Ele considera que a cidade é “estratégica” para os ucranianos em sua defesa da região, assim como para os russos para assegurar uma ligação terrestre até a anexada Crimeia. O governador regional declarou ainda que os “bombardeios continuam” sobre Azovstal, onde os combatentes ucranianos enfrentam “uma situação muito difícil”. No entanto, ele garantiu, porém, “que vão resistir o tempo que for necessário”. “É evidente que estão muito cansados. Mas ainda têm algumas munições.”


7h30 – Militares ucranianos treinam no Reino Unido, diz Boris Johnson

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, informou que militarres ucranianos estão sendo treinados em Londres para usar os veículos blindados fornecidos pelo país. “Estamos treinando ucranianos na Polônia no uso de defesas antiaéreas e, de fato, neste país [Reino Unido], no uso de veículos blindados”, disse Johnson.  De acordo com o porta-voz do líder conservador, “duas dúzias” de soldados ucranianos estão em treinamento. “Estamos trabalhando com nossos aliados para fornecer novos tipos de material, nos quais os ucranianos podem não ter experiência. É razoável, portanto, que recebam o treinamento necessário para aproveitá-lo ao máximo”, acrescentou.

*Com Agence France-Presse


6h17 – Rússia impõe sanções contra Kamala Harris e Mark Zuckerberg

Como resposta às recentes sanções anunciadas pelos Estados Unidos contra 40 indivíduos e empresas, a Rússia divulgou uma lista com um novo lote de sanções individuais contra autoridades e personalidades norte-americanas, como a vice-presidente Kamala Harris e o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. O documento, que contempla cerca de 30 pessoas, também inclui cônjuges de altos funcionários dos EUA, que serão proibidos de entrar em território russo por criar “uma agenda russofóbica”, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado. Saiba mais.


5h30 – Durante a guerra, o exército russo perdeu mais de 21,2 mil soldados

Nos quase 60 dias de conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, o Kremlin já perdeu mais de 21,2 mil soldados, informou balanço do Ministério da Defesa ucraniano. Além disso, entre os armamentos, as baixas incluem perdas de 176 aeronaves; 153 helicópteros; 838 tanques de guerra; 2.162 veículos militares blindados; 397 sistemas de artilharia; 69 equipamentos de defesa aérea; 8 embarcações; 76 tanques de combustível e 1.523 carros militares entre outros.


5h15 – Avião An-26 caiu no norte da Ucrânia; há vítimas

Um avião de transporte An-26 caiu no norte da região de Zaporizhia nesta sexta-feira, 22. A informação foi divulgada pela administração militar regional. “Esta manhã, no distrito de Vilnyansky, na região de Zaporozhye, o avião AN-26 caiu. A aeronave realizou um voo técnico. Existem vítimas. As circunstâncias estão sendo esclarecidas”, disse a autoridade. Em outro nota, foi confirmado que ao menos um corpo já foi localizado, além de dois feridos. Segundo Fedor Venislavsky, membro do Comitê Verkhovna Rada de Segurança Nacional, Defesa e Inteligência, a aeronave era civil e “nada a ver com as Forças Armadas”. “Este é mais um crime da Rússia, que abate aviões civis civis. A companhia aérea que realizou a decolagem técnica do avião não tem nada a ver com ação militar.”


22/04 – 00h40 – Zelensky: Governo ucraniano precisa de US$ 7 bilhões mensais para compensar prejuízos da guerra

Volodymyr Zelensky participou de evento no fórum do Banco Mundial e alegou que seu governo precisa de uma ajuda financeira de US$ 7 bilhões mensais para compensar as perdas econômicas causadas pela guerra e que outras “centenas de bilhões de dólares” financiarão a reconstrução local.


22h20 – Ucrânia afirma que Rússia irá se empobrecer caso anexe território invadido

O presidente Volodymyr Zelensky alegou, nesta quinta-feira, 22, que o futuro econômico do Kremlin depende do anexo ou não de territórios invadidos. Caso opte por expandir suas fronteiras em terras ucranianas, Moscou irá se tornar tão pobre quanto no início do século passado. “Então é melhor buscar a paz agora”, afirmou.


19h50 – Putin ordena bloqueio de último foco subterrâneo de resistência em Mariupol

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, celebrou nesta quinta-feira, 21, o “sucesso” de suas tropas ao tomar Mariupol e ordenou o bloqueio de todas as saídas possíveis de onde estão entrincheirados os últimos a resistirem à ação russa na cidade portuária localizada no sudeste da Ucrânia. “O fim do trabalho de libertação de Mariupol é um sucesso”, disse Putin a seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu, em uma reunião transmitida pela televisão. Apesar da comemoração, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, diz que “ainda não há provas de que Mariupol tenha caído completamente” em mãos russas e que Putin “nunca terá sucesso” na ocupação da Ucrânia.

*Com informações da AFP


18h00 – OEA suspende Rússia como observador permanente até fim da invasão à Ucrânia

A Organização dos Estados Americanos (OEA) suspendeu a Rússia, nesta quinta-feira, 21, como observador permanente com efeito imediato, até que “cesse suas hostilidades” e “retire” as tropas da Ucrânia. Em sessão extraordinária do Conselho Permanente, órgão executivo da organização, a resolução que suspende seu status de observador permanente da Rússia foi aprovada por 25 votos a favor, entre os 34 membros ativos, nenhum contra e oito abstenções. Os países que se abstiveram foram México, Argentina, Brasil, Bolívia, El Salvador, Honduras, São Cristóvão e Nevis e São Vicente e Granadinas.


16h00 – FMI pede que ajuda à Ucrânia seja por meio de doações, não de empréstimo

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sugeriu nesta quinta-feira, 21, que a ajuda financeira enviada pelos países à Ucrânia seja feita como doação, não como empréstimo, para evitar que o país acumule uma alta dívida, o que vai dificultar sua recuperação no pós-guerra. Segundo Georgieva, autoridades ucranianas disseram ao FMI que precisam de US$ 5 bilhões por mês para que a economia do país continue operando. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, no entanto, que a quantia necessária para cobrir as perdas econômicas é de US$ 7 bilhões.

*Com AFP


14h23 – Rússia anuncia sanções contra 29 norte-americanos

A Rússia anunciou nesta quinta-feira, 21, que proibiu por tempo indeterminado a entrada de 29 personalidades estadunidenses, incluindo a vice-presidente Kamala Harris e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg. A punição é uma resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos a Moscou devido à invasão russa à Ucrânia. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também barrou o ingresso em seu território de 61 canadenses. Funcionários do Departamento de Defesa, jornalistas e empresários de ambos os países não poderão entrar em solo russo.


12h00 – Biden considera ‘questionável’ controle russo sobre Mariupol

O presidente  dos Estados Unidos, Joe Biden, questiona a informação de que a Rússia teria assumido o controle da cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia. “É questionável que controle Mariupol”, disse Biden, acrescentando que “ainda não há provas de que Mariupol caiu por completo”. A informação acontece horas após o presidente Vladimir Putin comemorar o sucesso da “libertação” da cidade e confirmar o controle russo do município.


11h00 – Rússia fecha consulados da Letônia, Lituânia e Estônia e expulsa funcionários

A Rússia anunciou o fechamento dos consulados da Letônia, Lituânia e Estônia em São Petersburgo e Pskov, em resposta a uma medida similar adotada pelos países bálticos. A decisão de Moscou foi justificada pelo “princípio da reciprocidade” e pela assistência militar dada pelos governos à Kiev, informa comunicado do Ministério das Relações Exteriores. Segundo a Chancelaria russa, os chefes e os outros funcionários consulares das missões diplomáticas dos três países bálticos passam a ser considerados ‘persona non grata’. “Terão que deixar o território da Rússia nos mesmos prazos que foram dados aos funcionários diplomáticos russos”, indica a nota.

*Com EFE


8h47 – Unesco adia por tempo indeterminado reunião prevista para junho na Rússia

A Unesco adiou por tempo indeterminado uma reunião prevista para junho na Rússia, informou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, citada pela AFP. Após intensas negociações, o compromisso proposto pelo embaixador russo, Alexander Kuznetsov, atual presidente do Departamento do Comitê de Patrimônio Mundial, foi confirmado nesta quinta-feira, anunciou a Unesco, que citou um adiamento por tempo indeterminado.


7h30 – Mais de 1 mil corpos de civis estão nos necrotérios de Kiev após a retirada russa

Mais de 1 mil corpos de civis estão atualmente nos necrotérios da região de Kiev, informou à AFP a vice-primeira-ministra da Ucrânia, que acusa os russos por uma “massacre” de centenas de pessoas durante a ocupação de de março. “Um total de 1.020 corpos de civis, apenas civis, estão nos necrotérios de Kiev”, declarou Olga Stefanishyna. Ela explicou que o número representa o total de corpos de civis “encontrados nos imóveis e também nas ruas” desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. Pouco antes, o governador da região de Kiev, Alexander Pavliuk, declarou que os civis foram “assassinados ou torturados até a morte” pelos russos. Legistas estão examinando os corpos, segundo ele. Desde a saída da Rússia da região, centenas de cadáveres de civis foram encontrados pelas autoridades ucranianas, que denunciam “crimes de guerra”, o que Moscou nega.


7h04 – Vladimir Putin celebra a ‘libertação’ de Mariupol

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quinta-feira, 21, que o exército do país conseguiu tomar, “com sucesso”, o controle da cidade portuária de Mariupol. Ele também ordenou o cerco aos últimos combatentes entrincheirados na fábrica de Azovstal, mas sem um ataque. “O fim do trabalho de libertação de de Mariupol é um sucesso”, declarou Putin ao ministro da Defesa, Serguei Shoigu. O mandatário russo também indicou que prefere cercar os últimos combatentes ucranianos na fábrica de Azovstal, porque um ataque provocaria muitas mortes. “Considero que o ataque proposto na zona industrial não é apropriado. Ordeno o cancelamento. “Precisamos pensar (…) na vida de nossos soldados e oficiais. Não há necessidade de entrar nestas catacumbas e rastejar no subsolo através das instalações industriais. Bloqueiem toda a área industrial para que nem mesmo uma mosca possa escapar”, disse o presidente. Atualmente, quase 2 mil militares da Ucrânia permanecem nas instalações industriais, segundo o Ministério da Defesa da Rússia. Mais uma vez, Putin propôs salvar a vida dos que se renderem. “Proponham mais uma vez a todos aqueles que não entregaram as armas que o façam, o lado russo garante a vidas e que serão tratados com dignidade”, afirmou.

*Com Agence France-Presse


6h10 – Rússia rejeita ‘pausa humanitária de Páscoa’ proposta pela ONU

A Rússia rejeitou uma proposta do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, de introduzir uma “pausa humanitária de Páscoa” de quatro dias na Ucrânia. A informação foi compartilhada pelo representante ucraniano na entidade, Serhiy Kyslytsia. “A posição do Führer de Moscou foi expressa em poucas horas no Conselho de Segurança”, diz mensagem, que acompanha vídeo com a declaração de renúncia. Segundo o representante da Rússia na ONU, “pedidos de paz e cessar-fogo são muito falsos e insinceros nestas circunstâncias”. Para ele, a trégua é “um desejo de dar aos nacionalistas e radicais de Kiev um descanso para que possam se reagrupar”.

 


1h – Forças russas continuam o ataque à usina em Mariupol, segundo think tank dos EUA

Um importante think tank de defesa dos Estados Unidos disse que a Rússia obteve ganhos menores nesta quarta-feira, 20, na invasão à usina siderúrgica de Aço Azovstal, em Mariupol. O Instituto para o Estudo da Guerra relatou que as forças russas capturaram parcialmente duas cidades próximas no leste: Rubizhne e Popasna. Avanços territoriais estão lentos, mas as tropas continuam a atacar as regiões povoadas de Kharkiv e Kherson. As tropas ucranianas estão encurraladas em Azovstal há dois dias. O presidente Zelensky disse que os combatentes não iriam se render.


21/04 – 00h – Biden fará novo anúncio sobre Ucrânia entre rumores de mais ajuda militar

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará um anúncio relacionado à Ucrânia nesta quinta-feira, 20, entre rumores de que a Casa Branca se prepara para autorizar outros US$ 800 milhões em assistência militar ao país. Ao anunciar a agenda pública presidencial para a quinta-feira, a Casa Branca indicou que Biden falará com a imprensa pela manhã, às 10h45 (horário de Brasília), para fazer um anúncio “sobre Rússia e Ucrânia”. O gabinete presidencial não deu mais detalhes, mas, horas antes, a emissora “CNN” assegurou que o governo americano preparava um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia avaliado em US$ 800 milhões. Isso elevaria a US$ 3,4 bilhões a assistência militar proporcionada pelos EUA desde que a Rússia invadiu o país europeu, em 24 de fevereiro, de acordo com a “CNN”, que citou fontes oficiais. Biden fará a declaração antes de iniciar uma viagem à costa oeste dos EUA, a Portland (Oregon) e Seattle (Washington), que será focada na agenda econômica e na crise climática.
*Com informações da EFE


22h30 – Ministros ocidentais protestam contra presença da Rússia no G20

Vários ministros das Finanças e governadores de bancos centrais dos países mais ricos do mundo, presentes nesta quarta-feira (20) em reuniões do FMI e do Banco Mundial, abandonaram a sessão plenária ou apagaram suas telas como forma de protesto contra a presença da Rússia, que invadiu a Ucrânia. A presidência indonésia do G20 está sob pressão desde o mês passado para excluir Moscou do grupo, mas recusou porque queria permanecer “imparcial”. Outros, como México ou Brasil, também vêm adotando uma posição mais neutra. “A guerra é incompatível com a cooperação”, declarou o ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, na abertura da reunião do G20, pedindo à Rússia que “se abstenha de participar das reuniões”. Seu colega russo, Anton Siluanov, retrucou que “o G20 sempre foi e continua sendo acima de tudo um fórum econômico”. O G20 é formado pelos Estados Unidos, União Europeia, China, Reino Unido, França, Itália, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Canadá, Brasil, México, Argentina, Índia, Austrália, Arábia Saudita, Indonésia, África do Sul e Turquia.

*Com informações da AFP


21h30 – Servidores ucranianos alegam estar dispostos a ir a Mariupol negociar evacuação de soldados e civis

David Arakhamia, líder da maioria parlamentar ucraniana, e Mykhailo Podolyak, conselheiro do chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky alegaram nesta quarta-feira, 20, que podem ir a Mariupol para iniciar uma evacuação local. A iniciativa visa “salvar nossos militares, civis, crianças, os vivos e os feridos, todos”, afirmou Podolyak. Svyatoslav Palamar, capitão do Regimento Azov da Ucrânia, ressaltou que a ida à cidade sitiada também tem como objetivo “levar os corpos dos mortos e enterrá-los com honras no território não controlado pela Federação Russa”.


20h10 – Noruega irá enviar sistema de defesa aérea e mísseis antiaéreos à Ucrânia

O governo da Noruega anunciou que irá enviar um sistema de defesa aérea para a Ucrânia. Segundo o ministro da Defesa norueguês, Bjørn Arild Gram, o equipamento militar é “uma arma eficaz” e “será de grande benefício ao governo de Zelensky”. O país também disponibilizará a Kiev cerca de 100 mísseis antiaéreo.


19h00 – Zelensky: ‘Discussões com presidente do Conselho Europeu foram ‘substantivas’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira, 20, que suas discussões com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel foram “substanciais” em relação ao apoio da UE. “Já provamos que o Estado ucraniano e as instituições cívicas são eficazes o suficiente para resistir a uma provação de guerra”, argumentou o mandatário, que acrescentou alegando que seu país já fez “tanto pela defesa da liberdade no continente europeu” quanto outros países.


17h50 – Ucrânia quer negociar com a Rússia na cidade de Mariupol

O negociador ucraniano, Mykhailo Podolyak, afirmou nesta quarta-feira, 20, que a Ucrânia está pronta para uma nova rodada de negociações com a Rússia sem quaisquer condições. Por meio de um post no Twitter, o negociador declarou: “Estamos prontos para realizar uma “rodada especial de negociações” em Mariupol. Um em um. Dois em dois. Para salvar nossos caras, Azov, militares, civis, crianças, os vivos e os feridos. Todos. Porque eles são nossos. Porque estão no meu coração. Para todo sempre.” Pela manhã, durante uma entrevista coletiva, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, informou que um projeto de documento referente às negociações foi entregue para Kiev e que eles estavam aguardando uma resposta dos ucranianos.”Entregamos à parte ucraniana nosso projeto de documento, que inclui formulações absolutamente claras e desenvolvidas”, disse o Peskov.


17h – Secretário-geral da ONU pede reuniões com Putin e Zelensky 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, quer se reunir com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky em uma tentativa de tentar chegar a um acordo sobre um cessar-fogo. Segundo o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, cartas separadas foram enviadas à Rússia e à Ucrânia pedindo que Putin receba Guterres em Moscou, e que Zelensky o recepcione em Kiev. “O secretário-geral gostaria de prosseguir com os passos urgentes para trazer um estatuto para a Ucrânia e o futuro do multilateralismo fundamentado no das Nações Unidas e nas leis internacionais”, disse Dujarric em nota. Na terça-feira, Guterres pediu uma trégua humanitária para que os civis consigam deixar as áreas de conflito e seja possível levar ajuda para as áreas atingidas. A principal autoridade da ONU ainda não se encontrou pessoalmente com os chefes de Estado desde o início da guerra.


16h15 – Mais de 50 mil pessoas perderam o emprego na Rússia por causa de sanções

Cerca de 50 mil pessoas perderam o emprego na Rússia por causa das sanções impostas ao país em decorrência da invasão à Ucrânia que beira os dois meses. O dado, divulgado pelo Ministério do Emprego e da Proteção Social da Rússia, também aponta que 98 mil estão em férias forçadas. Desde o dia 24 de fevereiro, aproximadamente 300 companhias internacionais encerraram as atividades em Moscou. Na terça-feira, 19, o prefeito da capital russa, Sergey Sobianin, afirmou que 200 mil pessoas podem perder o trabalho na capital, devido ao fechamento de empresas estrangeiras. Na contramão desses números, o vice-ministro da pasta, Andrey Pudov, informou que 2,5 milhões de contratações no início da primavera russa. “Hoje, cerca de 670 mil cidadãos russos estão registrados nos centros de emprego, enquanto há 1,9 milhão de postos de trabalho no banco de vagas”, afirmou o vice-ministro. 

*Com informações da EFE


15h – Putin ameaça Ocidente com teste de míssil nuclear mais poderoso do mundo: ‘Não terá nada a fazer’

A Rússia enviou um novo alerta aos inimigos nesta quarta-feira, 20, ao testar o novo míssil balístico intercontinental que tem capacidade nuclear. Essa nova arma, que vai servir para reforçar o potencial militar das Forças Armadas russas, também garante a segurança e fará “aqueles que ameaçam nosso país com uma retórica desenfreada e agressiva pensarem duas vezes”, afirmou o Vladimir Putin durante um anúncio televisivo. Segundo ele, o armamento “dará o que pensar aos que tentam ameaçar” a Rússia e que nem o sistema antimísseis dos EUA é capaz de combater. “Não terá nada a fazer”, disse o chefe de estado em 2018 quando apresentou o Sarmat. O míssil balístico intercontinental pesado de quinta geração é capaz de derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos. “Não tem análogos no mundo e não terá durante muito tempo. De fato, é uma arma única”, disse. Saiba mais

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14h15 – Rússia avança nas negociações e envia proposta de acordo de paz à Ucrânia

O Kremlin informou nesta quarta-feira, 20, que um projeto de documento nas negociações de paz foi entregue para a Ucrânia. “Na data de hoje, entregamos a parte ucraniana nosso projeto de documento, que inclui formulações absolutamente claras e desenvolvidas”, disse o porta-voz, Dmitry Peskov. “A bola está no campo deles, e esperamos uma resposta”, acrescentou o responsável pelas comunicações da presidência russa. Esse é um passo inédito no conflito que está prestes a completar dois meses. Apesar de aguardar um retorno, Peskov não especificou nenhum prazo e disse que isso depende de Kiev, a qual voltou a dizer que deixam a desejar em acordos para chegar a um cessar-fogo de forma rápida. “Reitero mais uma vez, e temos dito isso em várias ocasiões, que a dinâmica da parte ucraniana deixa muito a desejar”, disse o porta-voz do Kremlin que enfatizou que os negociadores ucranianos não mostram uma grande tendência a intensificar o processo de negociações. Saiba mais


12h55 – Ucrânia apoia ‘pausa humanitária’ com trégua de Páscoa de quatro dias

Ucrânia apoia a iniciativa do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, de introduzir uma “pausa humanitária” de quatro dias na Páscoa na Ucrânia, que começaria a partir desta quinta-feira, 21. “Compartilhamos plenamente a visão de que a pausa humanitária é necessária para a evacuação segura de milhares de civis que desejam deixar as zonas perigosas de hostilidades em andamento e possíveis, especialmente da sofrida Mariupol”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.


12h20 – Sobrevivente do Holocausto de 91 anos morreu em porão de Mariupol

Uma sobrevivente do Holocausto morreu em um dos abrigos na cidade porturária de Mariupol, cercada por tropas russas desde 1º de março. Segundo informações divulgadas pelo Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau, a sobrevivente era Wanda Obedkova. Nas últimas semanas, a mulher não conseguia sequer andar. “Aos 10 anos, Wanda Semenivna Obedkova sobreviveu aos alemães, escondendo-se em um porão em Mariupol. 81 anos depois, ela morreu no porão da mesma cidade, vítima de uma guerra terrível, escondendo-se dos russos “, escreveu o Museu Auschwitz-Birkenau no Twitter.


11h50 – Rússia já perdeu 3,5 vezes mais equipamentos que a Ucrânia

Analistas apontam que a Rússia perdeu cerca de 3,500 equipamentos limitares durante os primeiros dias de confrontos com a Ucrânia, sendo destruídas 1.588 equipamentos, 47 danificados, 244 abandonados e 1.123 capturados. Ao mesmo tempo, de acordo com o think tank Oryx, a Ucrânia perdeu perdeu 848 unidades de equipamentos, entre eles 125 tanques, 88 veículos de combate de infantaria, 75 veículos blindados.


11h10 – Rússia entrega documento nas negociações com a Ucrânia, diz Kremlin

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a Rússia entregou para a delegação da Ucrânia um documento para as negociações de paz entre os dois países. “Na data de hoje, entregamos a parte ucraniana nosso projeto de documento, que inclui formulações absolutamente claras e desenvolvidas. A bola está no campo deles, e esperamos uma resposta”, afirmou o responsável, sem mencionar possíveis prazos de resposta. “Temos dito isso em várias ocasiões que a dinâmica da parte ucraniana de deixa muito a desejar. Não mostram uma grande tendência a intensificar o processo de negociações. Naturalmente, isso tem consequências muito ruins, do ponto de vista da eficácia das negociações”, disse o porta-voz, segundo a EFE.


10h40 – Mais de 50 mil pessoas perderam o emprego na Rússia por causa de sanções

O Ministério do Emprego e da Proteção Social da Rússia divulgou que 50 mil pessoas ficaram desempregadas e outras 98 mil estão em férias forçadas devido às sanções impostas por países do Ocidente e pela saída de empresas internacionais do território russo.”Segundo os dados operacionais atuais, 98 mil trabalhadores estão inativos. Falando em termos absolutos, 2,5 vezes mais do que em 1º de março. Sobre os números anunciados de demissões, são cerca de 50 mil pessoas, embora que, claramente, não houve demissões em massa”, apontou o vice-ministro da pasta, Andrey Pudov. Até o fim de março, cerca de 300 companhias internacionais encerraram as atividades em Moscou e a estimativa é que até 200 mil pessoas possam perder seus empregos na capital russa.

*Com EFE


9h30 – ‘História não esquecerá os crimes de guerra’ na Ucrânia, diz presidente do Conselho Europeu

Em visita à região de Kiev, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmou que “a história não esquecerá os crimes de guerra” cometidos pela Rússia na Urânia. “Em Borodianka, como em Bucha e tantas outras cidades da Ucrânia, a História não esquecerá os crimes de guerra que foram cometidos aqui”, afirmou no Twitter. “Não pode existir paz sem justiça”, acrescentou.


8h20 – Mais de 5 milhões de ucranianos fugiram da guerra, diz ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU), informou nesta quarta-feira, 20, que mais de cinco milhões de ucranianos já deixaram o país desde que a guerra com a Rússia começou. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), 5.034.439 ucranianos deixaram o país. O número diz respeito apenas a pessoas que nasceram na Ucrânia. Estrangeiros representam mais de 200 mil, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o que aumenta a quantidade total para aproximadamente 5,25 milhões de refugiados. Esse é o maior fluxo de refugiados que a Europa enfrenta desde a Segunda Guerra Mundial. Saiba mais.


7h10 – Separatistas afirmam que cinco soldados ucranianos se renderam em Mariupol

Autoridades da autoproclamada república separatista de Donetsk afirmam que cinco militares ucranianos que defendiam o último reduto controlado pela Ucrânia na cidade de Mariupol entregaram as armas. “Cinco militares ucranianos abaixaram as armas e abandonaram por vontade própria a fábrica Azovstal”, onde estão entrincheirados os últimos defensores de Mariupol, afirmaram em um comunicado. Em outra nota, o grupo informou que 140 civis foram retirados da localidade, segundo apuração da AFP.


6h20 – Rússia afirma que guerra beneficia EUA, Otan e fabricantes de armas

O vice-embaixador da Rússia na ONU, Dmitry Polyanskiy, acredita que a guerra na Ucrânia está beneficiando os Estados Unidos, os fabricantes de armas americanos e os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Em fala durante reunião do Conselho de Segurança dedicada à Ucrânia, ele afirmou que o conflito entre os países está servido ao Ocidente “para travar uma guerra por procuração”. “Vocês precisam dos ucranianos como bucha de canhão, mas não se esquecem de seus interesses”, acrescentou, citando que “ações subiram 40% nas primeiras semanas da ofensiva” e que os países do Leste Europeu, “felizes porque estão se livrando das velhas armas soviéticas”. Saiba mais. 


6h01 – Presidente do Conselho Europeu visita Kiev

Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, desembarcou nesta quarta-feira, 20, em Kiev, capital da Ucrânia. “Em Kiev hoje. No coração de uma Europa livre e democrática”, escreveu Charles Michel no Twitter. A chegada de Michel acontece em um momento em que a Rússia intensifica a ofensiva no leste da Ucrânia.

*Com AFP


5h40 – Mariupol terá corredor humanitário para mulheres, idosos e crianças

Na tarde desta quarta-feira, 20, um corredor humanitário será aberto em Mariupol para a saída de mulheres, crianças e idosos, informou a vice-primeira-ministra, Iryna Vereshchuk. “Dada a catastrófica situação humanitária em Mariupol, é nessa direção que concentraremos nossos esforços”, afirmou. A cidade está rodeada pelas tropas russas desde 1º de março. Segundo Iryna, o deslocamento dos civis será de Mariupol a Zaporozhye, passando por Mangush, Berdyansk, Tokmak e Orikhiv. Saiba mais.


5h15 – Madrugada na Ucrânia tem série de bombardeios

Durante a última noite, diversos bombardeios foram realizados pelas tropas russas em cidades da Ucrânia. Segundo balanço local, entre os locais atingidos está Kharkiv, onde o exército atacou áreas residenciais, mas sem registro de feridos. Na região de Luhansk, bombardeios “pesados” foram registrados em Novodruzhesk e Gorske, também com foco em prédios residenciais. Após tentativas de invadir Rubizhne e Severodonetsk, cerca de 130 soldados russos foram internados no hospital de Novoaydar. Em Donetsk, um ataque ao centro de Avdiivka trouxe significativos danos à infraestrutura local e a cidade segue parcialmente sem eletricidade. Ao todo, três pessoas morreram e seis ficaram feridas na região nas últimas 24 horas. A situação segue “consistentemente difícil” em Kherson. Os relatos são de combates em quase toda região e, no momento, não há informações sobre as vítimas. Nas comunidades na fronteira com as regiões de Mykolayiv e Dnipropetrovsk, não há luz, gás, água.


1h15 – Coréia do Sul envia 20 toneladas de ajuda humanitária à Ucrânia

Nesta terça-feira, 19, foi anunciado que a Coréia do Sul enviou 20 toneladas de ajuda humanitária para a Ucrânia com primeiros socorros, desfibriladores e outros bens solicitados pelo governo ucraniano em meio a guerra. O pacote de ajuda vale em torno de US$ 30 milhões (R$ 140 milhões, na cotação atual). Essa ajuda se soma a uma enviada em março no valor de US$ 10 milhões (R$ 46 milhões). Os Estados Unidos também informaram que países ocidentais enviaram ajuda para o país de Zelensky, mas não citou quais foram os doadores.


00h40 – Rússia emite novo ultimato às tropas ucranianas em Mariupol

O Ministério da Defesa da Rússia emitiu um novo ultimato aos combatentes ucranianos que estão em um complexo industrial na cidade portuária de Mariupol, de acordo com um relatório da Reuters. “As forças armadas da Rússia, baseadas puramente em princípios humanitários, propõem novamente que os combatentes dos batalhões nacionalistas e mercenários estrangeiros cessem suas operações militares a partir das 14h de Moscou (9h de Brasília) em 20 de abril e deponham as armas”, disse o Ministério. Saiba mais.


17h30 – Países ocidentais vão continuar fornecendo munições para Ucrânia, diz Casa Branca

Joe Biden se reuniu nesta terça-feira, 19, com representantes dos países aliados para discutir a guerra na Ucrânia que chegou a uma nova escalada com ofensivas sobre o leste. A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse a repórteres no Air Force One que os líderes reafirmaram seu compromisso de fornecer segurança e assistência econômica e humanitária à Ucrânia. “Continuaremos a fornecer mais munição a eles, assim como forneceremos mais assistência militar”, disse Psaki. Ela disse que os Estados Unidos estão preparando outra rodada de sanções a serem impostas a Moscou. A conversa entre os representantes foi feita por videoconferência e durou 90 minutos. 

Um conselheiro presidencial francês disse que os aliados discutiram como providenciar garantias de segurança à Ucrânia após a guerra se o país não for integrante da Otan, e seu mecanismo automático de defesa, conhecido como artigo 5. “Nosso país está pronto para oferecer garantias de segurança”, afirmou a autoridade francesa. “Sejam elas em forma de suprimentos militares, para que possam lidar com um novo ataque, ou, possivelmente, garantias que veriam nosso envolvimento caso a Ucrânia seja atacada de uma maneira em que pudéssemos avaliar como ajudá-la.”

*Com informações da Reuters 


16h – Canadá impõe sanções contra filhas de Vladimir Putin

As duas filhas de Vladimir Putin, Katerina Vladimirovna Tikhonova e Maria Vladimirovna Vorontsova, foram sancionadas nesta terça-feira, 19, pelo governo do Canadá em uma nova rodada de sanções econômicas contra a antiga república soviética, em resposta à invasão da Ucrânia que acontece desde o dia 24 de fevereiro. Além das duas, outras 12 pessoas também estão presentes na lista, como: Igor Makarov, um ex-ciclista profissional e presidente do Areti International Group; Elvira Nabiullina, governadora do Banco Central da Rússia; Sergei Roldugin, amigo pessoal de Putin; Maria Lavrova, mulher do ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, assim como a filha dela Ekaterina Vinokurova.


14h30 – Biden se reúne com aliados para discutir guerra na Ucrânia

Joe Biden se reúne nesta terça-feira, 19, com seus principais aliados para discutir a guerra na Ucrânia que passou para uma nova fase agora que as tropas russas se concentram no leste e brigam pelo Donbass. O encontro começou às 10h (11h horário de Brasília) e tem a participação de: Emmanuel Macron, Boris Johnson, Olaf Scholz, Klaus Iohannis, Andrzej Duda, Mario Draghi, Justin Trudeau e Fumio Kishida. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen e Charles Michel, respectivamente, também participam do encontro virtual, informou a Casa Branca. Segundo a Casa Branca, Biden discutirá o “apoio contínuo à Ucrânia e os esforços para responsabilizar a Rússia”,


13h15 – Chefe da ONU pede ‘pausa humanitária’ de quatro dias no confronto entre Rússia e Ucrânia 

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu nesta terça-feira,19, uma “pausa humanitária” de quatro dias pela Páscoa ortodoxa. Rússia e Ucrânia cessariam o confronto de quinta-feira a domingo 24 de abril. “A concentração intensa de força e fogo torna esta batalha inevitavelmente mais violenta, sangrenta e destrutiva”, disse Guterres ao denunciar as ofensivas russas no leste da Ucrânia que se intensificaram nesta semana. 

*Com informações da AFP


12h15 – Kiev anuncia nova troca de prisioneiros com a Rússia

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, informou que 66 ucranianos foram libertados em uma nova troca de prisioneiros com a Rússia. “Trocamos 60 militares, incluindo 10 oficiais. Dezesseis civis também voltaram para casa”, afirmou, sem informar, no entanto, quantas pessoas foram entregues às autoridades russas. Na segunda-feira, os serviços de segurança ucranianos divulgaram um vídeo em que o empresário Viktor Medvedchuk, detido na Ucrânia e considerado próximo ao presidente russo Vladimir Putin, pede para ser trocado por soldados e civis cercados na cidade de Mariupol.

*Com Agence France-Presse


11h10 – Rússia promete salvar vida de militares ucranianos que entregarem as armas

A Rússia prometeu nesta terça-feira, 19, salvar a vida de militares ucranianos que se renderem. “Não desafiem a sorte, tomem a decisão correta, a de acabar com as operações militares e deponham as armas”, afirmou o ministério da Defesa russo por meio de um comunicado. A mensagem foi um ultimato às tropas da Ucrânia que operam na cidade portuária de Mariupol. Na nota, os russos também propuseram um cessar-fogo de quatro horas, entre “14H00 (8H00 de Brasília) e 16H00 (10H00 de Brasília), para que todas as unidades do exército ucraniano e todos os mercenários estrangeiros saiam sem armas nem munições. Saiba mais.


10h08 – Governo da Rússia se recusa a comentar baixas no naufrágio do navio Moskva

O governo da Rússia se recusou a comentar as baixas sofridas no naufrágio do Moskva, um dos principais navios russos no Mar Negro. As forças armadas da Ucrânia dizem ter afundado a embarcação na semana passada. “Todas as informações são divulgadas pelo ministério da Defesa. Não temos a prerrogativa de comunicar”, disse o porta-voz da presidência, Dmitri Peskov, nesta terça-feira, 19. Oficialmente, a tripulação foi retirada e as autoridades dizem que não há mortos, feridos ou desaparecidos. Entretanto, depoimentos de familiares dos tripulantes mencionam marinheiros desaparecidos. Saiba mais.


9h15 – Rússia inicia ‘nova fase’ da guerra na Ucrânia com ataques por quase todo o leste nesta terça

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou inicia uma nova etapa da guerra, com foco total no leste da Ucrânia, onde estão situadas as cidades de Mariupol e Kharkiv, além do Donbass. Segundo ele, o novo momento será um desdobramento ‘significativo’ do conflito. “Outra etapa desta operação [no leste da Ucrânia] está começando e estou certo de que este será um momento muito importante de toda esta operação especial”, disse Lavrov. Diversas autoridades da Ucrânia e de países ocidentais já previam há dias a intensificação do conflito na região, já que as tropas russas estavam se concentrando no leste.


8h10 – Rússia mantém objetivo de ‘libertar’ o leste da Ucrânia, afirma ministro da Defesa

A Rússia deseja “libertar” militarmente o Donbass, afirmou o ministro da Defesa, Serguei Shoigu. “O plano de libertação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk é implementado gradualmente”, declarou Shoigu, citado por agências russas, em referência às regiões separatistas pró-Rússia.

*Com Agence France-Presse


7h20 – Mais de 6 milhões de ucranianos têm acesso limitado à água potável, diz Unicef

Segundo a Unicef, mais de seis milhões de pessoas têm problemas de acesso à água potável na Ucrânia.  “Mais de um mês de intensas hostilidades na Ucrânia levaram à destruição das redes de água e eletricidade, deixando mais de 4,6 milhões de pessoas com acesso limitado à água. No total, mais de 6 milhões de pessoas na Ucrânia lutam todos os dias pela oportunidade de ter água potável, que é uma das necessidades humanas mais importantes”, disse a entidade no Twitter.


6h10 – Casa Branca diz que ‘não há planos’ para visita de Biden à Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não tem planos de viajar à Ucrânia para ver pessoalmente as consequências da guerra contra a Rússia, informou a Casa Branca nesta segunda-feira, 18. A declaração, que reforça comunicado anterior, aconteceu após o presidente Volodymyr Zelensky convidar o democrata para visitar o país e comprovar a devastação causada pela invasão russa.“Não há planos para o presidente Biden viajar para a Ucrânia”, mencionou Jen Psaki, porta-voz da Casa Branca. No entanto, ela confirmou que existem planos para que um funcionário do alto escalão do governo seja enviado à Ucrânia.


5h55 – ‘Não há tempo para pensar, saiam’, diz autoridade de Luhansk

Com aumento da escalada no leste da Ucrânia, as autoridades da região de Luhansk indicam, mais uma vez, que os moradores devem evacuar imediatamente. “Não há tempo para reflexão. As decisões devem ser tomadas rapidamente. Vá embora! Salvem suas vidas para não se tornarem mão de obra barata ou se mobilizarem nas forças de ocupação. Aqueles que discordam são mortos pelos russos no local. Os ônibus estão esperando!”, disse o chefe da administração militar regional, Serhiy Haidai.


5h39 – Não haverá corredores humanitários pelo terceiro dia consecutivo

A Ucrânia não conseguiu chegou a um acordo sobre corredores humanitários para evacuação segura de civis para esta terça-feira, 19. Por isso, os chamados “caminhos verdes” vão permanecer suspensos pelo terceiro dia consecutivo. Segundo a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk, os bombardeios continuam intensos em Donbass, o que coloca em risco a saída dos moradores. “Em Mariupol, os russos se recusam a fornecer um corredor para civis na direção de Berdyansk. Continuamos as difíceis negociações sobre a abertura de corredores humanitários nas regiões de Kherson e Kharkiv”.


5h16 – Durante a guerra, o exército russo perdeu 169 aeronaves e 150 helicópteros

Nos 54 dias de conflitos entre a Rússia e a Ucrânia, o Kremlin já perdeu 176 aeronaves e 150 helicópteros, informou balanço do Ministério da Defesa ucraniano nesta terça-feira, 19. Além disso, entre os armamentos, as baixas incluem perdas de 802 tanques de guerra; 2.063 veículos militares blindados; 386 sistemas de artilharia; 67 equipamentos de defesa aérea; 8 embarcações; 76 tanques de combustível e 1.495 carros militares entre outros. Entre os soldados, 20.800 foram mortos em confrontos, desde 24 de fevereiro.


1h – UE adverte que Rússia destrói patrimônio cultural ucraniano ‘de propósito’

O alto representante de Relações Exteriores da União Europeia (UE), Josep Borrell, alertou nesta segunda-feira, 18, que a Rússia está destruindo o patrimônio cultural da Ucrânia “de propósito” durante a invasão desse país, que começou no último dia 24 de fevereiro. “Objetos do patrimônio cultural são destruídos de propósito na guerra da Rússia contra a Ucrânia”, escreveu Borrell em seu perfil oficial no Twitter, no qual acrescentou que a cultura ucraniana “é uma parte importante da herança europeia”. Leia mais.


19/04 – 00h – Estados Unidos contabiliza mais de 3 mil refugiados ucranianos na fronteira

A patrulha de fronteira dos Estados Unidos encontrou 3.274 cidadãos ucranianos na fronteira EUA-México somente no mês de março, um número 12x maior do que o registrado em fevereiro, de acordo com a Alfândega e a Patrulha de Fronteira norte-americano. A maioria, cerca de 62%, viajou com um familiar. O número de travessias na fronteira está alto e deve aumentar nos próximos meses depois que Biden derrubou a política dos tmepos de pandemia que permitia que os migrantes fossem imediatamente expulsos do país. Nesta segunda-feira, o governo de Biden também aprovou um programa que permite que os ucranianos que vivem nos EUA sem documentação fiquem temporariamente e trabalhem.


18h – ‘Tropas russas começaram a batalha pelo Donbass’, afirma Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta segunda-feira, 18, que as tropas russas começaram a ofensiva contra a região de Donbass, localizada no leste da Ucrânia. “Agora podemos dizer que as tropas russas começaram a batalha pelo Donbass, para a qual se prepararam durante muito tempo”, escreveu em uma publicação no Telegram. “Uma grande parte de todo o exército russo se dedica agora a esta ofensiva”, acrescentou. Saiba mais.


17h – Ucrânia pode receber estatuto de candidato a UE em algumas semanas, diz Zelensky

Volodymyr Zelensky disse nesta segunda-feira, 18, que espera receber, em algumas semanas, o estatuto de candidato a aderir à União Europeia. “Nosso povo, em seu íntimo, em sua alma, já está mentalmente na Europa há tempos. Apesar de tudo, cada país deve cumprir esse procedimento”, afirmou. A vontade do líder ucraniano em fazer parte do bloco ficou ainda maior depois que a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, entregou um questionário para Zelensky durante uma visita à Ucrânia. Em uma reunião em Kiev, o chefe de estado entregou ao embaixador da UE na Ucrânia, Matti Maasikas, dois volumosos arquivos com o pedido de adesão ao bloco. Por meio de uma publicação no Twitter, Maasikas, declarou que a entrega das respostas ao questionário marca mais um passo no caminho da Ucrânia para a UE. “Honrado em receber de Zelensky as respostas ao questionário da União Europeia”, tuitou. “Tempos extraordinários dão passos extraordinários e velocidade extraordinária”, acrescentou. Saiba mais.


15h – Rússia diz ter destruído importante depósito de armas estrangeiras perto de Lviv

O Exército russo informou que destruiu um importante depósito de armas estrangeiras fornecidas recentemente à Ucrânia, perto de Lviv. O ataque teria sido realizado com mísseis de alta precisão na manhã desta segunda-feira. “O centro logístico e importantes lotes de armamentos estrangeiros, fornecidos à Ucrânia durante os seis últimos dias pelos Estados Unidos e países europeus, que estavam estocados, foram destruídos”, disse o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konachenkov.


14h05 – EUA vão boicotar sessões do G20 se a Rússia participar 

A secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, que representa os Estados Unidos esta semana no encontro de ministros das Finanças do G20, boicotará algumas das reuniões, se a Rússia participar delas. Em comunicado, o Departamento declarou que os Estados Unidos e seus aliados “continuarão seus esforços” para aumentar a pressão econômica sobre a Rússia. 


12h50 – Brigada acusada pela Ucrânia de atrocidades em Bucha recebe título honorário de Putin; ‘são um exemplo de execução do dever militar’, declarou

A 64ª brigada de infantaria motorizada na Rússia, acusada pela Ucrânia de ter cometido atrocidades na cidade de Bucha, recebeu nesta segunda-feira, 18, um título honorário de Guarda de Vladimir Putin pelo “heroísmo e tenacidade, determinação e coragem” apresentada no conflito no Leste Europeu que já chega ao de 54º dia. De acordo com um comunicado do Kremlin, o presidente russo fez a seguinte declaração aos militares: “As ações habilidosas e decisivas de todo o pessoal na operação militar na Ucrânia são um exemplo de execução do dever militar, coragem, determinação e grande profissionalismo”.


11h10 – Ao menos nove pessoas morreram e 25 ficaram feridas em bombardeio russo em Kharkiv

As tropas russas voltaram a intensificar os bombardeios no leste da Ucrânia. Nesta segunda-feira, 18, um ataque em Kharkiv deixou ao menos nove mortos e 25 feridos. Segundo as agências de notícias ucranianas, esta não foi a única região atingida pela Rússia, Derhachiv e Zolochiv também foram alvos no 53º dia de guerra. Três pessoas morreram em decorrência destes dois bombardeios. Kharkiv é a segunda maior cidade da Ucrânia e sofre com as ofensivas desde o dia 24 de fevereiro. Os ataques ao leste do país são uma estratégia de Vladimir Putin para reagrupar sua tropa e lançar uma grande operação sobre as regiões pró-russas do Donbass. Saiba mais.


10h10 – Exército russo erguem monumento a Lenin, diz imprensa local

A imprensa ucraiana afirma que soldados russos ergueram um monumento dedicado a Lenin na cidade de Genichesk, na região de Kherson, atualmente ocupada pelas tropas de Moscou. Em uma foto compartilhada nas redes sociais, é possível ver que a estátua está construída em frente ao prédio da administração distrital. Para o primeiro vice-presidente do conselho regional de Kherson, Yuri Sobolevsky, os russos estavam tentam “parasitar a nostalgia da era soviética”.


9h30 – Sanções contra Rússia põem em risco 200 mil empregos em Moscou

Segundo o prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin ao menos 200 mil empregos estão em perigo, devido à saída e à paralisação das atividades de empresas estrangeiras após o início da guerra na Ucrânia. Em mensagem compartilhada em seu site, ele menciona pacote de ajuda de US$ 43 milhões para os habitantes da capital em risco de demissão.”Este programa diz respeito, sobretudo, aos funcionários de empresas estrangeiras que suspenderam, temporariamente, suas atividades, ou decidiram deixar a Rússia. Segundo nossas estimativas, cerca de 200 mil pessoas correm o risco de perder o emprego”, relatou o prefeito. Para minimizar os danos, a prefeitura vai oferecer trabalhos temporários e as famílias também devem receber apoio.


8h00 – Líder em Luhansk pede que civis evacuem: ‘Situação mudou drasticamente’

Segundo o hefe da administração militar regional de Luhansk, Serhiy Haidai, a situação na região mudou “drasticamente” na última noite e a recomendação é que os civis evacuem. “Apelamos para que as pessoas saiam, evacuem, porque haverá problemas. Essa noite a situação mudou drasticamente, houve uma batalha muito difícil”, afirmou. Mesmo com os alertas, há cerca de 50 mil pessoas na região. “Tentamos nem galar sobre como transportamos as pessoas, quais estações nos ajudam, porque assim que anunciamos os militares russos imediatamente bombardeiam lá”, declarou.


6h12 – Volodymyr Zelensky pede que Joe Biden visite a Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu neste domingo, 18, que o seu homólogo dos Estados Unidos, Joe Biden, visite o país para ver os resultados da guerra contra a Rússia. “Claro que é decisão dele, e depende da segurança, mas creio que o líder dos Estados Unidos deveria vir aqui para observar”, disse Zelensky, que se mostra bastante convencido de que o norte-americano deve aceitar o convite. “Ele fará isso”, completou. Em março, o presidente dos EUA esteve na Polônia, mas na ocasião descartou a possibilidade de pisar em território ucraniano.


5h49 – Kremlin perdeu mais de 20,6 mil soldados desde o início da guerra

Segundo balanço divulgado por autoridades ucranianas, ao menos 20,6 mil soldados da Rússia foram mortos em confrontos, desde 24 de fevereiro. Além disso, entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 167 aeronaves; 147 helicópteros; 790 tanques de guerra; 2.041 veículos militares blindados; 381 sistemas de artilharia; 67 equipamentos de defesa aérea; 8 embarcações; 76 tanques de combustível e 1.487 carros militares entre outros.


5h34 – Mais de um milhão de ucranianos voltaram ao país durante a guerra

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, cerca de 1,06 milhão de ucranianos retornaram ao país, informou Andriy Demchenko,  porta- voz do Serviço de Guarda de Fronteiras. “No total, desde 24 de fevereiro, 1 milhão e 60 mil de seus cidadãos foram perseguidos para entrar na Ucrânia”, disse. Segundo ele, em 16 de abril, pela primeira vez desde o início da guerra, houve uma vantagem de entrada sobre a saída da Ucrânia.


5h15 – Ucrânia descarta corredores humanitários após novos bombardeios

A Ucrânia não vai abrir corredores humanitários nesta segunda-feira devidos aos novos bombardeios da Rússia em cidades do país. A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk. O motivo é risco de que os chamados “caminhos verdes”, usados para evacuação de civis, sejam bombardeados. É o segundo dia seguido que os corredores humanitários são suspensos.


5h02 – Ataque com cinco mísseis russos atinge Lviv; há ao menos 6 mortos

O Exército da Rússia disparou, na manhã desta segunda-feira, 18, cinco mísseis em Lviv, informou o prefeito da cidade ucraniana, Andriy Sadovy. “5 ataques de mísseis direcionados a Lviv. Serviços relevantes já chegaram. Estamos descobrindo informações mais detalhadas.” Segundo ele, três mísseis atingiram infraestruturas militares. Como resultado dos bombardeios, ao menos seis pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas, incluindo uma criança. Incêndios estão sendo controlados e as instalações sofreram danos significativos.


1h – Moradores de Luhansk são convocados a evacuar cidade imediatamente

Os moradores de Luhansk, leste da Ucrânia, foram alertados a evacuar imediatamente, de acordo com um relatório da agência de notícias ucranianas UNIAN. “A próxima semana pode ser difícil. [Esta] pode ser a última vez que ainda temos a chance de salvá-la”, disse o chefe da administração regional, Sergei Gaidai. A região de Donbas é o foco da tropa russa por questões estratégicas. As forças ucranianas estão concentrando sua defesa na cidade e se preparando para “uma brutal ofensiva russa”.


18/04 – 00h – Rússia quer arrassar Mariupol, diz ministro ucraniano

O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, disse que a cidade de Mariupol ‘não existe mais’. A cidade portuária do sudoeste tem sido o alvo dos russos e segue tentando resistir há dois meses. Em entrevista ao Face the Nation, da CBS, Kuleba afirmou que as tropas inimigas ‘decidiram arrasar a cidade a qualquer custo’. Neste fim de semana, a Rússia deu um ‘ultimato’ para a rendição ucraniana na cidade, mas o presidente Zelensky disse que as tropas seguiriam resistindo.


20h10 – Ucrânia conversa com FMI sobre reconstrução pós-guerra

Volodymyr Zelensky disse que conversou com o Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a estabilidade financeira da Ucrânia e a reconstrução do país no pós-guerra. Ele afirmou que a discussão com a diretora-gerente, Kristalina Georgieva, apresentou “planos claros”. “Temos planos claros para agora, bem como uma visão de perspectivas. Tenho certeza que a cooperação entre o FMI e a Ucrânia continuará sendo frutífera”, escreveu em seu twitter o presidente. O assessor econômico de Zelensky disse que o país pedirá ao FMI e aos países do G7 US$ 50 bilhões para cobrir seu déficit ligado à guerra. O primeiro-ministro, Denys Shmyhal, irá participar das reuniões do FMI e do Banco Mundial, em Washington DC, nos EUA, na próxima semana.


18h15 –  Papa volta a fazer apelo por paz em uma ‘Páscoa de guerra’

O Papa Francisco pediu neste domingo que os líderes das nações “escutem” o clamor pela paz em uma “Páscoa de guerra” e se referiu a uma Ucrânia “martirizada” pelo conflito. “Nossos olhos também estão incrédulos nesta Páscoa de guerra. Vimos muito sangue, muita violência. Nossos corações também se encheram de medo e angústia, como muitos de nossos irmãos e irmãs que tiveram que trancar-se para ficar a salvo de bombardeio”, disse o pontífice. “Que haja uma decisão pela paz. Que acabe com a flexão de músculos enquanto as pessoas sofrem.”


15h00 – Zelensky convida Macron ‘para ver genocídio na Ucrânia com os próprios olhos’

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que convidou Emmanuel Macron para visitar a Ucrânia para ver por si mesmo que as forças russas estão cometendo “genocídio”, um termo que seu colega francês até agora se recusou a usar. “Acho que ele quer garantir que a Rússia se engaje em um diálogo”, opinou Zelensky, para explicar a recusa do líder francês em denunciar um “genocídio” das tropas russas invadindo a Ucrânia, ao contrário da posição do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. “Eu o convidei para vir quando tiver uma chance”, disse o líder ucraniano. “Ele virá e verá, e tenho certeza de que entenderá”, acrescentou. Macron explicou que a palavra “genocídio” deve, em sua opinião, ser “qualificada por advogados, não por políticos”. Saiba mais.


13h45 – Ucrânia rejeita ultimato Rússia e diz que não vai se render em Mariupol

O ultimato lançado pela Rússia para exigir aos últimos defensores ucranianos de Mariupol que abandonassem as armas no estratégico porto do sudeste da Ucrânia expirou neste domingo, 17. A conquista de Mariupol, onde a situação é “desumana”, segundo o líder ucraniano Volodymyr Zelensky, representaria uma vitória importante para Moscou. A Rússia alega que controla quase toda a cidade. As forças russas também anunciaram que bombardearam outra fábrica militar nos arredores de Kiev, em um momento de intensificação dos ataques em torno da capital ucraniana, após a destruição do principal navio de sua frota no Mar Negro. A Ucrânia negou o pedido de rendição e afirma que vai lutar “até o fim”.


10h30 – Rússia ataca Kharkiv, incendeia prédios e deixa pelo menos cinco mortos

Uma série de ataques a Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. deixou cinco mortos e 13 feridos, de acordo com a AFP.  Tiros e cinco incêndios em bairros residenciais aterrorizaram os moradores no centro da cidade. Caminhões de bombeiros cruzaram a cidade em todas as direções para chegar aos locais em chamas.  Logo após os ataques, houve um momento de pânico nas ruas. Pedestres e carros fugiram rapidamente da área. Um morador disse ter ouvido de seis a oito mísseis caindo. No sábado, os ataques já haviam incendiado vários prédios no centro da cidade. Uma cozinha comunitária que preparava comida para os moradores também foi destruída.


07h00 – Zelensky diz que acordos de paz devem incluir mecanismo de garantia de segurança para a Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste sábado, 16, que os acordos de paz para acabar com a guerra devem incluir, além de um pacto bilateral entre Kiev e Moscou, “mecanismos de garantia de segurança” para a Ucrânia. “Acredito que podem ser dois documentos diferentes: um de garantias de segurança dos países que estão prontos para fornecer essa ajuda e um documento separado com a Rússia”, declarou Zelensky à mídia ucraniana em resposta a uma pergunta sobre o documento final. O Presidente observou que a Rússia gostaria de ter um acordo que abrangesse todas as questões. No entanto, nem todos os países que poderiam ser garantidores da segurança se veem na mesma mesa com a Federação Russa. “Para eles [os países aliados], as garantias de segurança para a Ucrânia são uma questão e os acordos com a Rússia são outra questão. A Rússia quer que tudo esteja em um documento, mas as circunstâncias estão mudando, os formatos de acordos futuros estão mudando. Todos veem isso e querem cada vez menos ter acordos com a Rússia e mais acordos com a Ucrânia”, disse Zelensky.


00h10 – Rússia estima mortes das forças ucranianas em 23,3 mil

A Rússia estimou 23.367 o número de mortes sofridas pelo Exército e outras formações militarizadas da Ucrânia desde o início da guerra.”Hoje as perdas irrecuperáveis (ucranianas) somam 23.367 pessoas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, general Igor Konashenkov, em entrevista à imprensa. Ele especificou que esse número inclui soldados do Exército e da Guarda Nacional da Ucrânia, bem como mercenários estrangeiros.


22h50 – Presidente da Ucrânia promete reconstruir casas e fornecer moradia a civis e militares 

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, emitiu um comunicado na noite deste sábado, 16, prometendo um plano de habitação aos civis e militares afetados pela guerra com a Rússia. De acordo com o mandatário, a ideia de seu governo é reconstruir casas e fornecer moradias para os ucranianos, um problema antigo do país. “A fila de habitação existe há décadas e nunca acabou. Ela existe desde os tempos soviéticos. Milhões de pessoas sabem como é difícil conseguir uma casa, ganhar a vida, construir uma casa”, afirmou o presidente em comunicado noticiado pelo portal ucraniano Ukrainska Pravda. “Não pode mais ser o caso de uma pessoa dedicar toda a sua vida ao serviço militar, mas se aposentar sem ter seu próprio apartamento”, disse o líder ucraniano.


19h20 – Rússia anuncia que tropas tomaram as áreas urbanas de Mariupol

Ministério da Defesa russo anunciou neste sábado, 16, que liberou toda a área urbana de Mariupol das forças ucranianas e disse que apenas alguns combatentes permanecem na siderúrgica Azovstal, palco de vários confrontos. Em uma publicação online, o ministério disse que até 16 de abril as forças ucranianas na cidade portuária sitiada haviam perdido mais de 4 mil pessoas. Os combatentes russos tentam há várias semanas tomar o porto, que fica no Mar de Azov, a nordeste do Mar Negro.

“Toda a área urbana de Mariupol foi completamente liberada… os remanescentes do grupo ucraniano estão completamente bloqueados no território da usina metalúrgica Azovstal”, disse o ministério. “A única chance de eles salvarem suas vidas é abaixar voluntariamente suas armas e se render”. Não houve reação imediata de Kiev à declaração do ministério russo, que também disse que 1.464 militares ucranianos se renderam até agora.


16h30 – Rússia apresenta tripulantes de navio afundado no Mar Negro

O Ministério da Defesa da Rússia apresentou neste sábado, 16, tripulantes do cruzador Moskva, que afundou n Mar Negro nesta quinta-feira, 14. Os militares aparecem perfilados em um vídeo divulgado nas redes sociais com a legenda: “Comandante-em-chefe da Marinha Almirante Nikolay Evmenov e o comando da Frota do Mar Negro realizaram uma reunião com a tripulação do cruzador de mísseis Moskva em Sebastopol”. O navio, considerado o principal da marinha russa, naufragou após uma série de explosões. A Ucrânia afirma que acertou a embarcação com dois mísseis, o que não foi confirmado por Moscou.


14h20 – Zelensky alerta que ataques aos soldados de Mariupol levará a fim das negociações de paz

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, afirmou neste sábado, 16, que o ataque contra soldados em Mariupol levaria ao fim de negociações para paz com os russos. “A eliminação de nossos militares, de nossos homens acabará com qualquer negociação”, disse durante entrevista ao site Ukraïnska Pravda.


10h40 – Primeiro-ministro do Reino Unido é proibido de entrar na Rússia

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia proibiu o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e outros 10 altos ministros de entrar no país por causa da “ação hostil” do governo britânico contra Moscou após o início da guerra na Ucrânia. A ação foi executada neste sábado, 16. Em 9 de abril, Johnson chegou a visitar a capital ucraniana, Kiev, de surpresa, em forma de demonstração de apoio. Além disso, os britânicos estão mobilizados desde o início do conflito no leste europeu, pela diplomacia, aplicação de sanções à Rússia e pelo envio de equipamentos e armas à Ucrânia.


8h10 – Ataque da Rússia em Kharkiv deixa um morto e 18 feridos

Uma pessoa morreu e 18 ficaram feridas quando um míssil russo atingiu um dos distritos centrais da região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, neste sábado, 16. A informação foi divulgada pelo governador regional em comunicado no aplicativo de mensagens Telegram.


6h20 – Rússia volta a bombardear alvos perto de Kiev e também em Lviv

Explosões foram ouvidas nas primeiras horas deste sábado na capital ucraniana, Kiev, e em Lviv, no oeste do país. A Rússia havia parado os ataques nas regiões há dias, após uma reunião diplomática, e estava concentrando suas tropas no leste da Ucrânia. Entretanto, os novos golpes foram uma resposta ao ataque ucraniano que incendiou e naufragou um dos principais navios de guerra russo, o ‘Moskva’. Na última sexta-feira, 15, a Rússia já havia realizado um bombardeio em um alvo militar próximo a Kiev e prometido novos ataques na região.


3h30 – Zelensky afirma que 3 mil soldados ucranianos foram mortos até agora

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, disse que cerca de 2,5 mil a 3 mil soldados ucranianos foram mortos em sete semanas de guerra com a Rússia e cerca de outros 10 mil ficaram feridos. Em entrevista à CNN na última sexta-feira, 15, ele afirmou ainda que os russos perderam de 19 mil a 20 mil soldados na guerra. Moscou afirmou no mês passado ter perdido 1.351 e ter ficado com 3.825 feridos desde o início do conflito, em 24 de fevereiro. Os números não puderam ser checados.


1h – Em discurso, Zelensky faz previsão de quanto tempo durará a guerra

Em seu tradicional discurso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky comentou sobre o tempo que a guerra com a Rússia pode durar. Segundo ele, é difícil prever. “É claro que também ouço previsões diferentes. Tenho muito mais informações do que alguns meios de comunicação sobre as intenções e capacidades do exército russo”, diz ele. “Sobre o potencial da economia russa. Sobre o estado emocional da sociedade na Rússia”, completou. “O sucesso de nossos militares no campo de batalha é realmente significativo. Historicamente significativo. Mas ainda não o suficiente para limpar nossas terras dos ocupantes. Vamos vencê-los mais”, afirmou o mandatário. Zelensky ainda acrescentou que os países do ocidente podem “encurtar a guerra” se quiserem. “As sanções contra a Rússia são muito significativas. Economicamente dolorosas. Mas ainda não suficientes para que a máquina militar russa fique sem meios de subsistência. Promovemos outras mais fortes e destrutivas. Se alguém disser: ano ou anos, eu respondo: você pode encurtar a guerra”, finaliza.


16/04 – 00h – Forças especiais da Grã-Bretanha estariam na Ucrânia treinando soldados

O SAS, famoso corpo de forças especiais da Grã-Bretanha, estaria em solo ucraniano treinando soldados ucranianos na região de Kiev, informaram fontes militares ao ‘The Times of London’. Oficiais de dois batalhões disseram ao jornal nesta sexta-feira, 15, que as tropas do SAS lideraram sessões de treinamento nas duas últimas semanas. Os treinos são para utilização do NLAWs, um tipo de míssil antitanque britânico. A excursão, no entanto, não foi confirmada pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.


20h40 – Ucranianos esgotam ‘selo comemorativo’ com navio russo abatido

Os ucranianos montaram filas enormes em frente aos correios em Kiev nesta sexta-feira, 15, para adquirir uma ‘lembrancinha’ do navio russo Moskva, que foi atingido por um míssil e afundou na quinta-feira, 14. O selo postal que mostra um guarda de fronteira da Ucrânia desafiando o navio com um gesto obsceno se esgotou em poucas horas, assim como envelopes de souveniers, o que deixou alguns cidadãos decepcionados. O serviço postal Ukrposhta informou que mais folhas de selos estarão disponíveis para compra na segunda-feira, dia 18.


19h – Rússia exige que EUA parem de fornecer armas à Ucrânia e faz ameaça de ‘consequências imprevisíveis’

A Rússia avisou os Estados Unidos que, caso o governo Joe Biden e a Otan continuem armando a Ucrânia, o mundo sofrerá com “consequências imprevisíveis”. A mensagem de Putin para os Estados Unidos acontece na mesma semana em que Biden anunciou ajuda extra de 800 milhões de dólares em assistência militar à Ucrânia, incluindo obuses de 155 mm, drones de defesa costeira e veículos blindados, além de armas antiaéreas, antitanques portáteis adicionais e milhões de cartuchos de munição.


16h – EUA dizem que navio russo afundou após ser atingido por mísseis ucranianos

Um funcionário de alto escalão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira, 15, que o navio russo que afundou no Mar Negro foi atingido por dois mísseis ucranianos. Ele classificou o ocorrido como um “duro golpe” para a Rússia. A declaração bate de frente com a versão de Moscou, que garante que a embarcação sofreu “danos graves” por causa de um incêndio e depois naufragou. Contudo, o funcionário americano não confirmou a versão de que o exército ucraniano teria distraído a defesa da embarcação com um drone em uma das laterais do barco, enquanto os mísseis o atingiam pelo outro lado. “Acreditamos que houve vítimas, mas é difícil saber quantas”, disse o interlocutor, ao acrescentar que os Estados Unidos têm conhecimento de que os sobreviventes foram resgatados por outros barcos russos na região.


14h30 – Jornalista é preso na Rússia acusado de divulgar notícias falsas

A Justiça russa ordenou a prisão de um jornalista siberiano que afirmou em uma reportagem de sua autoria que 11 membros da polícia de choque do país se recusaram a se juntar à campanha militar de Moscou na Ucrânia. De acordo com o Comitê de Investigação da Federação Russa, o homem, editor-chefe de um site na região siberiana de Khakassia, é acusado de “divulgar deliberadamente informações falsas” sobre as forças armadas russas.


10h10 – Rússia volta a advertir para consequências se Suécia e Finlândia entrarem na Otan

A Rússia alertou nesta sexta-feira, 15, para as consequências negativas da possível entrada da Suécia e da Finlândia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para as relações com Moscou e o sistema de segurança europeu. “Naturalmente, as próprias autoridades suecas e finlandesas têm que decidir, mas precisam entender as consequências desse passo para nossas relações bilaterais e a arquitetura de segurança europeia em geral, que agora está em crise”, disse a porta-voz de Relações Exteriores russa , Maria Zakharova em comunicado. Na última quinta-feira, 14, o Kremlin já havia ameaçado instalar armas nucleares na região por causa da possibilidade dos vizinhos ingressarem no grupo comandado pelos Estados Unidos.


9h25 – Cinco milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da guerra, afirma ONU

Mais de cinco milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da guerra com a Rússia, em 24 de fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 15, pelo Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Refugiados (ACNUR). No total, a agência contabilizou 4.796.245 ucranianos que deixaram o país. A eles se juntam 215 mil pessoas não ucranianas que fugiram da Ucrânia, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).


7h40 – Pelo menos sete civis mortos em ataque russo durante evacuação no leste da Ucrânia

A Ucrânia informou nesta sexta-feira, 15, que pelo menos sete civis morreram e outros 27 ficaram feridos na última quinta em um ataque atribuído aos russos contra um ônibus que retirava pessoas da região de Kharkiv, no leste do país. “Em 14 de abril, militares russos dispararam contra um ônibus de retirada com civis na cidade de Borova. Segundo as primeiras informações, sete pessoas morreram e 27 ficaram feridas”, informou a procuradoria-geral da Ucrânia no Telegram.


5h – Rússia diz ter bombardeado alvo perto de Kiev e promete novos disparos nesta sexta

O Ministério da Defesa da Rússia disse nesta sexta-feira, 15, que atingiu um alvo militar nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia, durante a noite com mísseis de cruzeiro e prometeu mais ataques contra a cidade em resposta aos ataques ucranianos a alvos russos realizados na última quinta. Um navio de guerra russo afundou após ser bombardeado. A Ucrânia afirmou ser a responsável pelo ataque. O Kremlin ainda acusou Kiev de realizar ataques em cidades de fronteira no leste. As tropas russas haviam se retirado de Kiev há semanas, após uma reunião diplomática, e estavam se agrupando no leste, preparando uma nova ofensiva.


1h05 – Chefe da região de Kharkiv diz que 503 pessoas foram mortas pelos russos

O chefe da região leste de Kharkiv, Oleg Synegubov, disse que pelo menos 503 civis morreram desde que a invasão russa começou em 24 de fevereiro. Em postagem no Telegram, Oleg informou que entre os mortos estão 24 crianças. “Esta é uma população civil inocente, não vamos perdoá-los por nenhuma vida”, escreveu ele. Kharkiv tinha uma população de 1,5 milhão antes do início da guerra e milhares já deixaram a região. Desde o início a cidade enfrenta os combates, sem interrupção.


15/04 – 00h – Moldávia aprova proibição de símbolos de guerra da Rússia

Os deputados da Moldávia votaram pela proibição de símbolos de guerra usados pela Rússia em invasão na Ucrânia, incluindo as letras Z e V e a fita de São Jorge. Todos esses são símbolos utilizados pela tropa de Vladimir Putin. Foram 53 votos a favor da medida que define multas por fazer, distribuir, usar e exibir esses símbolos. A oposição pró-Rússia tentou atrapalhar a votação definindo que a proibição “viola a liberdade de expressão” e divide a sociedade.


17h45 – Rússia afirma que principal navio no Mar Negro afundou

O governo da Rússia afirmou nesta quinta-feira, 11, que o cruzeiro Moskva afundou no Mar Negro após sofrer uma série de explosões. Esta era a principal embarcação de Moscou na região. Segundo informações, o navio afundou enquanto era rebocado. A Ucrânia afirma que o Moskva foi alvo de um ataque com mísseis.


16h50 – Embaixada da França retorna à Kiev

A embaixada da França na Ucrânia voltou para Kiev, anunciou o governo de Emmanuel Macron nesta quinta-feira, 14. A representação havia sido transferida para Lviv, na região oeste do país, após o avanço das tropas de Moscou ao redor da capital. Os franceses são apoiadores do presidente Volodymyr Zelensky e fornecem ajuda humanitária e militar à resistência ucraniana.


14h45 – FMI diz que guerra ajuda a desacelerar o crescimento mundial

O Fundo Monetário Internacional (FMI) não prevê uma recessão mundial, mas reduziu suas previsões de crescimento para 2022 e 2023 devido à guerra na Ucrânia e seu efeito na inflação, anunciou nesta quinta-feira, 14, a diretora-gerente da instituição, preocupada com uma “fragmentação” do mundo. Em janeiro, antes mesmo de a Rússia invadir a Ucrânia, o FMI já havia reduzido sua previsão de crescimento global para este ano para 4,4%, por conta da variante Ômicron da Covid-19, mas revisou para cima suas projeções para o próximo ano. Contudo, a guerra piorou essas previsões. O conflito iniciado em 24 de fevereiro com a invasão russa da Ucrânia agravou a inflação, que “agora representa um perigo real” para a recuperação, destacou Kristalina Georgieva.


12h30 – Ucrânia nega bombardeio em cidades russas na fronteira

O governo ucraniano rechaçou as afirmações da Rússia de que bombardeou cidades fronteiriças russas. Além disso, os ucranianos acusam Moscou de planejar “ataques terroristas” na região de fronteira para alimentar o que chamam de “histeria antiucraniana”. Segundo o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, “os serviços especiais do inimigo começaram a colocar em prática um plano para realizar atentados terroristas com o objetivo de injetar histeria antiucraniana na Rússia”.


10h50 – Rússia evacua duas cidades e acusa Ucrânia de novo bombardeio na fronteira 

O governador da região russa de Belgorod, perto da fronteira com a Ucrânia, disse na última quarta-feira que duas cidades na região tiveram que ser evacuadas após bombardeios das forças de Kiev. De acordo com Vyasheslav Gladkov, o exército ucraniano primeiro bombardeou a cidade de Klimovo e depois a vila de Spodaryushino. O responsável afirmou que não houve vítimas ou destruição significativa, mas que as autoridades evacuaram a segunda cidade atacada e outra cidade próxima por precaução.


9h48 – Rússia ameaça empregar armas nucleares se Suécia e Finlândia entrarem na Otan

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, ameaçou nesta quinta-feira, 14, instalar armas nucleares na região do mar Báltico caso a Suécia e a Finlândia ingressarem na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A tentativa de ingresso na organização pela Ucrânia foi um dos principais motivos da guerra no Leste Europeu e invasão russa. “Será preciso reforçar o agrupamento de forças de terra, a defesa antiaérea, mobilizar importantes forças navais nas águas do golfo da Finlândia. Nesse caso, já não será possível falar do Báltico sem armas nucleares. O equilíbrio deve ser reestabelecido”, escreveu o também ex-presidente russo, em mensagem no Telegram.


8h50 – Governador russo acusa Ucrânia de bombardear cidade fronteiriça e deixar feridos
O governador de uma região da Rússia que faz fronteira com a Ucrânia acusou as tropas de Kiev de bombardear uma cidade russa nesta quinta-feira, 14, deixando feridos. “As forças armadas ucranianas dispararam contra a cidade de Klimovo. Dois prédios residenciais foram danificados por bombardeios e há feridos entre os habitantes”, disse o governador de Bryansk, Alexandre Bogomaz, pelo aplicativo de mensagens Telegram. A informação foi publicada pela agência de notícias AFP.


8h – Rússia diz que navio bombardeado pela Ucrânia não afundou

O cruzeiro”Moskva”, principal navio da frota russa no Mar Negro, danificado durante a ofensiva contra a Ucrânia, não afundou e as explosões a bordo pararam, informou o Ministério da Defesa da Rússia. “O foco do incêndio foi contido, não há mais chamas. As explosões de munição cessaram. O ‘Moskva’ mantém sua flutuabilidade. Foram tomadas medidas para rebocar o navio de cruzeiro ao porto”, disse o ministério, que afirma ainda estar investigando as causas do incidente. A Ucrânia, por sua vez, afirma ter atacado o navio. – Com informações da AFP.


7h – Guerra na Ucrânia mata pelo menos 1.932 civis e deixa 2.589 feridos, afirma ONU

A guerra da Rússia na Ucrânia já deixou pelo menos 1.932 mortos e 2.589 feridos entre civis, informa o Escritório do Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos (ACNUDH). Os números foram computados do início do conflito, em 24 de fevereiro até 12 de abril. Entretanto, a instituição aposta em números mais alarmantes devido à subnotificação. Entre os mortos estão cerca de 485 homens, cerca de 313 mulheres, cerca de 54 meninos e 31 meninas morreram, enquanto o sexo de 72 crianças e 977 adultos ainda não foi determinado. Já entre os feridos, foram identificados 52 meninas e 52 meninos, além de 146 crianças cujo sexo ainda não foi determinado.


6h – Rússia coloca 87 senadores canadenses em lista de sanções

Em mais uma tentativa de retaliação, Moscou colocou 87 senadores canadenses em uma lista de sanções, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado. “Após a decisão que as autoridades canadenses tomaram em 24 de março, colocando na ‘lista negra’ todos os membros da Assembleia Federal Russa e impondo sanções a eles, incluindo a proibição de entrar no país, medidas semelhantes foram introduzidas em senadores canadenses com base na reciprocidade” diz o comunicado.


5h – Comissão Europeia afirma que aceitar pagamento de gás russo em rublos é violação das sanções

A Comissão Europeia apresentou aos seus países membros uma análise do decreto do presidente russo Vladimir Putin sobre o pagamento de gás da Rússia em rublos e afirmou que a aceitação de tal medida violaria as sanções anti-russas. De acordo com a análise jurídica prliminar da comissão, o decreto russo poderia alterar significativamente o procedimento e criar uma nova situação jurídica, que “transfere ao Estado russo o controle total” sobre “quando a transação é concluída e em que momento o comprador será liberado das obrigações”, disse uma fonte da comissão à Bloomberg. Ainda de acordo com a agência de notícias, o novo procedimento permitiria que Moscou manipulasse a taxa de câmbio a seu favor.


1h30 – Rússia diz que mais de mil fuzileiros navais ucranianos se renderam em Mariupol

A Rússia anunciou nesta quarta-feira, 13, que mais de 1.000 fuzileiros navais da Ucrânia se renderam na cidade portuária sitiada de Mariupol, mas os ucranianos negam. O vice-prefeito Serhiy Orlov disse à BBC que as tropas ucranianas seguem lutando. O combate se intensifica próximo da siderúrgica Azovstal, que está sob domínio russo. Um canal de televisão da Rússia transmitiu imagens que, segundo eles, mostram fuzileiros navais se entregando. Porém, o assessor do presidente ucraniano insistiu que os fuzileiros estavam entrando para se conectar com as forças do batalhão Azov, em outra parte da siderúrgica. Mariupol é o principal alvo da Rússia nas últimas semanas de invasão, porque estabelece uma rota terreste para a península da Crimeia, conquistada em 2014.


00h30 – Ucrânia negocia liberação de soldados feitos reféns na Rússia e Bielorrússia

Jornal ‘The Kiev Independent’ diz que há negociações em andamento para a troca de 169 militares da Guarda Nacional da Ucrânia capturados em Chernobyl. Segundo o ministro de Assuntos Internos, Denys Monastyrsky, as tropas russas levaram os soldados capturados para a Rússia e Bielorrússia, aliada de Vladimir Putin.


14/04 – 00h – Cruzador russo é atingido por míssil

A Ucrânia informou que um cruzador de mísseis Moskva, da Rússia, foi atingido e seriamente danificado por um incêndio. O assessor presidencial ucraniano, Oleksiy Arestovych, disse que o navio por ter até 510 tripulantes a bordo e não foi possível um resgate. No Telegram, o governador de Odessa ‘comemorou’. “Foi confirmado que o cruzador de mísseis Moskva hoje foi exatamente para onde foi enviado por nossos guardas de fronteira na Ilha da Cobra”, escreveu Maksym Marchenko, fazendo referência ao incidente do dia 24 de fevereiro, quando um cruzador atacou a Ilha da Cobra que tinha alguns soldados ucranianos, feitos reféns


21h50 – Biden e Zelensky conversam sobre novas sanções ao Kremlim

A Casa Branca confirmou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e juntos discutiram a possibilidade de um novo pacote de sanções ao governo russo. Segundo o líder ucraniano, possíveis “crimes de guerra” cometidos pelas tropas do Kremlin também foi pauta da discussão.


20h40 – Presidente da Polônia afirma que invasão russa à Ucrânia ‘não é guerra, é terrorismo’

Andrzej Duda criticou a decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em enviar tropas para invadir o território ucraniano e matar civis deliberadamente. “Não é guerra, é terrorismo quando os soldados são enviados para assassinar civis. Os autores desses crimes, diretos e indiretos, devem ser punidos. Os promotores coletam evidências em locais onde ocorreram assassinatos em massa”, afirmou o mandatário, após declarar que não há diálogo com o Kremlim e que deseja rápida aprovação do governo de Volodymyr Zelensky na União Europeia.


19h20 – União Europeia cede 500 milhões de euros para Ucrânia em ajuda militar

A União Europeia anunciou nesta quarta-feira, 13, através de um comunicado de imprensa do Conselho Europeu, que aprovou uma ajuda de 500 milhões de euros (ou R$2.5 bilhões) em armamento bélico. Segundo Josep Borrell, alto representante da União Europeia para Relações Exteriores, “enquanto a Rússia se prepara para uma ofensiva no leste da Ucrânia, é crucial que continuemos e intensifiquemos nosso apoio militar à Ucrânia para defender seu território e população e evitar mais sofrimento”. Com o recurso, serão adquiridos equipamentos de proteção individual, militares, combustível e kits de primeiros socorros para as tropas ucranianas.


18h – ONU diz que trégua humanitária na Ucrânia não parece possível no momento

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou durante uma entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira, 13, que um cessar-fogo com fins humanitários não parece possível atualmente na Ucrânia. “É o que desejávamos, por razões humanitárias, mas isso não parece possível”, disse. A declaração vem após um alto funcionário da organização, o vice-secretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, ter sido enviado para Rússia e Ucrânia com objetivo de tentar negociar um cessar-fogo humanitário. Em Moscou, Griffiths se reuniu com responsáveis de Assuntos Exteriores e Defesa, e entregou propostas para facilitar a entrega de ajuda humanitária e as retiradas de civis presos nos combates. Saiba mais.


17h20 –  Rússia sanciona 398 congressistas americanos como represália 

A Rússia proíbe que 398 membros do Congresso americano entrem em seu território. Medidas são em resposta às medidas adotadas por  Washington pela ofensiva de Moscou na Ucrânia. “Em reação a uma nova onda de sanções anti-russas tomadas em 24 de março pelo governo Biden contra 328 deputados da Duma (…), foram adotadas medidas punitivas recíprocas contra 398 membros da Câmara de Representantes dos Estados Unidos”, disse a diplomacia russa em um comunicado.


16h20 – Biden anuncia nova ajuda militar de US$ 800 milhões para a Ucrânia

O presidente norte americano, Joe Biden, anunciou que vai enviar mais US$ 800 dólares em ajuda militar ao presidente Volodymyr Zelensky. Esta ajuda inclui equipamentos “muito eficazes que já entregamos” à Ucrânia, mas também “novas capacidades”, entre elas “sistemas de artilharia” e “meios de transporte blindados”, disse o governo, que afirma ter autorizado o transporte de helicópteros.


15h – Kremlin descarta troca de prisioneiros por homem próximo a Putin preso na Ucrânia

O Kremlin recusou nesta quarta-feira, 13, a proposta de trocar o magnata Viktor Medvedchuk, acusado de alta traição e tentativa de saque de recursos naturais na Crimeia por ucranianos capturados na Rússia. “Em relação à troca de diferentes personalidades em Kiev insistam com tanto ardor, Medvedshuk não é um cidadão russo, ele não tem vínculos com a operação militar especial, ele é um político estrangeiro”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov.


13h40 – Em resposta a Biden, Kremlin diz que é inaceitável acusar Rússia de ‘genocídio’; Macron pede cuidado no uso das palavras

Em respostas a fala de Joe Biden, que chamou Vladimir Putin e as tropas russas de genocidas, na última terça-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, rebateu nesta quarta-feira, 13, o posicionamento do líder americano e disse que considera “inaceitável qualquer tentativa de distorcer a situação dessa maneira”. Apesar de estar junto com Biden na tentativa de cessar-fogo e de proporcionar punição à Rússia, Emmanuel Macron, presidente francês, se negou a repercutir a acusação feita por seu homólogo americano e alertou que esta escalada verbal não ajuda a pôr fim à guerra. Em entrevista à imprensa, Macron defendeu que os governantes devem ter cuidado com sua linguagem. “Não estou certo de que as escaladas verbais sirvam para esta causa”, declarou. Saiba mais.


12h30 – Finlândia prevê tensões com a Rússia em caso de entrada na Otan

O governo da Finlândia prevê tensões com a Rússia como consequência de um futuro ingresso na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O Executivo do fez as considerações em relatório apresentado ao Parlamento, que oferece uma análise profunda sobre os efeitos da invasão russa na política exterior, de segurança e de defesa da Finlândia, assim como as repercussões econômicas. “O efeito preventivo da defesa da Finlândia seria consideravelmente maior que na atualidade, já que, por trás, estariam todas as capacidade da Aliança”, indica o texto, que também considera possíveis consequências “em grande escala e difíceis de prever” com a Rússia.

*Com EFE


12h00 – Zelensky anuncia a lista de armas para derrotar a Rússia

O presidente Volodymyr Zelensky divulgou uma lista de armas que a Ucrânia precisa para vencer a Rússia. “Para continuar a defender heroicamente o mundo da agressão russa, a Ucrânia precisa de uma lista específica de armas. Apelo aos cidadãos de todo o mundo para ajudar a transmitir aos seus governos, administrações presidenciais, líderes de seus países as reais necessidades da Ucrânia para ajudar a parar a guerra. Dê armas à Ucrânia agora para derrotar esse mal juntos”, disse o mandatário, em vídeo. Segundo ele, o país precisa de instalações de artilharia pesada, munições, projéteis, veículos blindados, tanques, sistemas de defesa aérea e aeronaves.


11h20 – Kremlin perdeu quase 20 mil soldados desde o início da guerra

Segundo balanço divulgado por autoridades ucranianas, ao menos 19,8 mil soldados da Rússia foram mortos em confrontos, desde 24 de fevereiro. Além disso, entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 158 aeronaves; 143 helicópteros; 739 tanques de guerra; 1.964 veículos militares blindados; 358 sistemas de artilharia; 64 equipamentos de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.429 carros militares entre outros.


10h50 – Kremlin considera ‘inaceitável’ que Biden acuse Rússia de ‘genocídio’

O Kremlin considera “inaceitável” que o presidente Joe Biden acuse as forças russas de cometerem “genocídio” na Ucrânia. “Discordamos completamente e consideramos inaceitável qualquer tentativa de distorcer a situação dessa maneira”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Nesta terça-feira, o democrata acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de cometer um “genocídio” na Ucrânia, na primeira vez que usou a palavra para descrever a situação no país invadido por Moscou.

*Com Agence France-Presse


9h40 – Em Dipro, mais de 1,5 mil corpos de militares russos estão em necrotério

O necrotério de Dnipro, na região central da Ucrânia, armazena mais de 1,5 mil corpos de militares da Rússia, afirmou o prefeito da cidade, Mykhailo Lysenko. Segundo a mídia local, o líder político pede que “as mães russas levem os corpos” dos filhos mortos no país. “Agora, há mais de 1.500 militares russos mortos no necrotério de Dnipro, que ninguém quer retirar. Estão armazenados em câmaras frigoríficas. Já temos quatro câmaras frigoríficas lotadas de corpos de soldados russos”, disse o prefeito. Ele afirma não se importar com a nacionalidade dos combatentes, mas afirma que são “são filhos de alguém”.


9h10 – ‘Ucrânia é uma cena de crime’, afirma procurador do Tribunal de Haia

Karim Khan, procurador britância do Tribunal Penal Internacional, em Haia, afirmou que a Ucrânia é “uma cena de crime”, durante visita a Bucha. “Estamos aqui porque temos motivos razoáveis para acreditar que crimes que estão dentro da jurisdição do tribunal estão sendo cometidos. Temos que atravessar a névoa da guerra para chegar à verdade”, disse Khan. Por sua vez, a Rússia nega responsabilidade na morte de centenas de civis em Bucha e o presidente Vladimir Putin afirma que os relatos são “falsos”.


8h20 – Sete pessoas foram fuziladas por militares russos no sul da Ucrânia

A Procuradoria-Geral da Ucrânia anunciou que soldados russos fuzilaram sete pessoas que estavam em uma casa em Pravdyne, na região de Kherson, e depois explodiram a residência. “De acordo com a investigação, os militares russos fuzilaram seis homens e uma mulher na localidade de Pravdyne. Com a intenção de dissimular o crime, os ocupantes explodiram a casa onde estavam os corpos das pessoas fuziladas”, afirmou a Procuradoria em um comunicado. O órgão também afirmou que está adotando medidas para identificar as vítimas e estabelecer as circunstâncias da tragédia.


7h20 – Rússia diz que mais de mil soldados ucranianos se renderam em Mariupol

O ministério russo da Defesa russo informou nesta quarta-feira, 13, que mais de mil soldados da Ucrânia se renderam na cidade de Mariupol. “1.026 militares ucranianos da 36ª brigada da Marinha entregaram as armas de maneira voluntária”, disseram por meio de um comunicado que também dizia que 150 estavam feridos e foram levados para um hospital. O governo ucraniano não confirma a informação. Entretanto, na segunda-feira, 11, o Exército da Ucrânia havia informado que eles se preparavam para a batalha final, pois a munição estava acabando. Na ocasião, por meio de uma publicação no Facebook, a tropa tinha informado que ‘é a morte para alguns de nós e cativeiro para os demais”. Saiba mais.


6h40 – Ucrânia não terá corredores humanitários por falta de segurança, afirma Kiev

A Ucrânia não abriu corredores humanitários nesta quarta-feira, 13, anunciou o governo de Kiev, que acusou a Rússia de “violar as normas do direito internacional”, o que torna a situação “perigosa”. “Lamentavelmente não abriremos corredores humanitários hoje. Na região de Zaporizhzhya, os ocupantes bloquearam os ônibus e na região de Lugansk violam o cessar-fogo”, afirmou a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk no Telegram. “Os ocupantes não apenas não respeitam as normas do direito internacional, como também não conseguem controlar de maneira correta seus homens.”


6h05 – Rússia planeja ‘carnaval da vitória’ em Mariupol em 9 de maio

Petro Andriushchenko, conselheiro do prefeito de Mariupol, afirma que a Rússia estaria planejando um desfile das tropas em Mariupol, cidade portuária sitiada, para o dia 9 de maio, o “Dia da Vitória”, caso a chamada “operação militar especial” seja bem-sucedida. “De acordo com nossas informações,  Ivashchenko foi ordenado a limpar parte do distrito central da cidade dos destroços e dos corpos dos mortos para garantir que um desfile seja realizado em 9 de maio. Os ocupantes planejam realizar um ‘carnaval da vitória’ em Mariupol em 9 de maio se sua ‘operação especial’ for bem-sucedida”, escreveu ele, no Telegram. O Serviço de Segurança do Estado SBU da Ucrânia em 9 de abril aprovou um aviso de suspeita para Kostiantyn Ivashchenko, a quem os invasores russos declararam o “prefeito” de Mariupol.


5h40 – Moradores da região de Luhansk devem evacuar.

Serhiy Haidai, chefe da Administração Estatal Regional de Luhansk, pediu que os moradores deixem a região imediatamente. “Evacuem enquanto podemos buscá-los! Os russos estão acumulando equipamentos perto de Rubizhne e em outros lugares. As tensões estão aumentando dia a dia, tensões ao custo de milhares de vidas civis”, afirmou nesta quarta-feira, 13. Nenhum corredor humanitário foi acordado para a região. A justificativa é que as tropas russas estariam violando o cessar-fogo necessário para saída dos civis.


5h15 – Kharkiv foi alvo de 53 bombardeios nas últimas 24 horas

Segundo o prefeito de Kharkiv, Oleg Synegubov, a região foi alvo de mais de 50 ataques pelas tropas russas nas últimas horas. “Os russos continuam a aterrorizar a população civil. Nas últimas 24 horas, as forças de ocupação realizaram cerca de 53 ataques de artilharia e MLRS”, afirmou no Telegram. De acordo com o prefeito, 22 pessoas ficaram feridas após os ataques e sete foram mortas. Uma criança de dois anos que tinha sido ferida em um bombardeio anterior também morreu no hospital. “Não vamos perdoar nada! O inimigo age com métodos patéticos, aterrorizando os civis”, completou. Synegubov também disse que “não há motivos para evacuação em Kharkiv”.  “Nossas Forças Armadas destroem muitos equipamentos e mão de obra dos russos todos os dias, confie em nossos defensores e mantenha a calma!”


1h – Pelo menos 20 jornalistas já morreram na Ucrânia

Segundo o Sindicato Nacional dos Jornalistas da Ucrânia, pelo menos 20 jornalistas perderam suas vidas enquanto trabalhavam cobrindo a invasão da Rússia na Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro. O Sindicato repassou essa informação por Telegram. De acordo com a BBC, os nomes dos profissionais foram divulgados em uma lista e apenas as mortes confirmadas pelo gabinete foram incluídas. Alguns desses eram estrangeiros, mas a maioria era local.


13/04 – 00h – BBC aponta que bomba de fragmentação foi usada em ataque à estação ferroviária de Kramatorsk, na Ucrânia

O ataque à estação ferroviária de Kramatorsk, na Ucrânia, que vitimou 50 pessoas pode ter acontecido com uma bomba de fragmentação, que é proibida por muitos países sob a lei internacional. Quem revelou a notícia foi a BBC, que diz ter evidências desse uso. As bombas de fragmentação são compostar por uma carga útil de bombas que se espalham e explodem em uma ampla área. Vestígios na estação foram encontrados por jornalistas. Restos de um míssil Tochka-U da era soviética foram encontrados nos aredores do ataque.


20h40 – Zelensky propõe ao Kremlin troca de prisioneiros ucranianos por aliado de Putin

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que está disposto a entregar o magnata e oligarca Viktor Medvedchuk ao Kremlin em troca de prisioneiros. “Proponho à Federação Russa que troque esse seu cara por homens e mulheres ucranianos em cativeiro russo”, publicou o chefe do Executivo em seu canal no Telegram.


19h30 – França congela ativos mais de US$ 25 bilhões em ativos russos, diz Ministério das Finanças

O Ministério das Finanças francês divulgou um relatório onde afirma ter congelado 23,7 bilhões de euros (ou R$ 116 milhões) em ativos pertencentes ao Banco Central da Rússia. A lista de bens que foram confiscados incluem 33 imóveis, três iates, seis helicópteros e três obras de arte.


18h40 – Governo holandês anuncia detenção de iates russos

O Ministério das Finanças da Holanda emitiu um comunicado nesta terça-feira, 12, que 20 iates adquiridos russos não poderão deixar o país após autoridades alfandegárias colocarem as embarcações sob “vigilância”. Os proprietários serão investigados e, durante o período, eles não poderão ser vendidos ou exportados.


18h10 – Biden diz que economia norte-americana não pode depender de um ‘ditador que comete genocídio’

Presidente dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira, 12, que a economia do país não deve depender do Kremlin. “Seu orçamento familiar, sua capacidade de encher o tanque, nada disso deve depender de um ditador declarar guerra e cometer genocídio a meio mundo de distância”, declarou o mandatário. O chefe da Casa Branca ressaltou, ainda, que irá autorizar a liberação de “um milhão de barris por dia da reserva estratégica de petróleo” para combater a alta no preço do gás vendido pelo governo de Vladimir Putin.


17h48 – Kiev anuncia prisão de magnata ucraniano próximo de Putin

As autoridades de Kiev informaram nesta terça-feira, 12, que o , muito próximo do presidente russo, Vladimir Putin, e que estava foragido desde o começo da invasão à Ucrânia, foi capturado em uma operação especial. “Uma operação especial foi realizada graças ao SBU (os serviços de segurança ucranianos, ndlr). Parabéns!”, declarou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pelo aplicativo Telegram. Zelensky publicou uma foto em que é possível ver o detento algemado e vestindo um uniforme ucraniano. “Você pode ser um político pró-Rússia e trabalhar para o Estado agressor durante anos. Você pode fugir. Você pode até usar um uniforme ucraniano para passar despercebido. Mas isso irá te ajudar a escapar da punição? Absolutamente não”, confirmaram os serviços de segurança ucranianos no aplicativo Telegram.


17h38 – Putin: ofensiva russa na Ucrânia continua ‘com calma’ para minimizar baixas conflito

O presidente russo, Vladimir Putin, garantiu, nesta terça-feira (12), que a ofensiva russa na Ucrânia continua, “com calma” e “minimizando as perdas”, e se recusou a divulgar um cronograma. “Nossa tarefa é atingir os objetivos estabelecidos, minimizando as perdas.  Vamos agir de maneira harmoniosa, calmamente, em conformidade com o plano proposto, desde o início, pelo Estado-Maior”, frisou Putin, em entrevista coletiva em um cosmódromo do Extremo-Oriente russo.

*Com informações da AFP


14h30 – Após um mês de terror, moradores de Bucha retornam para a cidade

A cidade de Bucha, na Ucrânia, ganhou destaque no mundo após imagens de corpos de civis largados pelas ruas começarem a circular nas redes sociais. A região, tomada pelas tropas russas no dia 27 de fevereiro, foi recentemente recuperada pelos ucranianos que encontraram um o local massacrado, pois foi palco de um dos combates mais violentos desde o início da guerra com a Rússia, que já chega ao 48º dia. Além das mortes e das diversas valas que foram abertas para poder enterrar os mortos – já que os três cemitérios da cidade estavam ao alcance dos disparos russos, tornando-os inacessíveis -, edifícios devastados, carcaças de carros e ruas repletas de escombros também fazem parte de Bucha.

Um mês após o ocorrido, as pessoas começaram a voltar para sua cidade. “Estamos muito felizes que nossas forças armadas conseguiram expulsar esses bastardos”, exclama Hanna Predko, de 31 anos, que tinha fugido com seus três filhos e retornou para Bucha na quinta-feira, 7. “Agora todo mundo conhece esse lugar, infelizmente por um preço alto”, acrescenta a jovem que, junto com a mãe, distribuiu comida para os moradores na praça da cidade. “Estou muito, muito feliz por voltar e ver nossa bandeira nacional após a libertação de nossa cidade pelo exército ucraniano. Glória à Ucrânia!”, diz Natalia Predko, de 69 anos, se referindo a bandeira do país que foi posta na prefeitura na cidade. Saiba mais.


11h31 – Forças russas mataram mais de 400 civis em Bucha, diz líder regional

Segundo o chefe da Administração Militar Regional de Kiev, Oleksandr Pavliuk, os soldados russos matam mais de 400 civis durante a ocupação de Bucha. “Cidadãos da minha cidade denunciaram abusos e torturas significativos por parte de agressores russos. Temos 403 corpos que foram brutalmente torturados e mortos”, afirmou prefeito de Bucha, Anatoliy Fedoruk, também neste terça-feira, 12. Os novos corpos são descobertos diariamente desde a libertação da cidade, em 1º de abril. Vídeo compartilhado pelas autoridades locais no Telegram mostra a exumação de corpos de uma das valas comuns perto da igreja em Bucha.


11h10 – Mais de 870 ucranianos já retornaram ao país, diz Serviço de Guarda de Fronteira 

Segundo o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia, mais de 870 mil ucranianos já retornaram. Ao mesmo tempo, mais de 3 milhões de ucranianos deixaram o país desde o início da invasão russa, além de 350 mil estrangeiros.


10h30 – Massacre na cidade ucraniana de Bucha é ‘notícia falsa’, diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta terça-feira, 12, que as acusações de massacre da Rússia na cidade de Bucha, com a descoberta de dezenas de corpos de civis, é “notícia falsa”. Segundo apuração da AFP, Putin comparou essas acusações às que foram feitas contra o governo de Bashar al-Assad na Síria pelo suposto uso de armas químicas durante a guerra neste país e afirmou: “Temos o mesmo tipo de informação falsa em Bucha”.


10h00 – Presidente da Ucrânia denuncia ‘centenas de estupros’ em zonas ocupadas pelos russos

O presidente Volodimir Zelensky denuncia “centenas de casos de estupro” em áreas ocupadas pelo Exército da Rússia, “incluindo meninas menores de idade e meninos muito pequenos”. “Nas zonas libertadas dos ocupantes, o registro e a investigação de crimes de guerra cometidos pela Rússia continuam. Novas valas comuns são encontradas quase diariamente”, afirmou o mandatário em mensagem ao Parlamento lituano por videoconferência, citada pela AFP. “Milhares e milhares de vítimas. Centenas de casos de tortura. Corpos continuam sendo encontrados em esgotos e porões”, continuou.


8h30 – Seis pessoas mortas a tiros são encontradas em porão de Kiev

Os corpos de seis pessoas mortas a tiros foram encontrados em um porão no leste de Kiev, informou a Procuradoria-Geral da Ucrânia. “Os corpos de seis civis com ferimentos de bala foram encontrados no porão de uma casa. De acordo com uma investigação preliminar, os militares russos assassinaram civis na localidade de Shevchenkovo, no distrito de Brovary, perto de Kiev”, afirmou a Procuradoria no Telegram.


7h20 – Kremlin perdeu mais de 19,5 mil soldados na Ucrânia

Segundo balanço divulgado por autoridades ucranianas, ao menos 19,5 mil soldados de Moscou foram mortos em confrontos no país. Além disso, entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 157 aeronaves; 140 helicópteros; 732 tanques de guerra; 1.946 veículos militares blindados; 349 sistemas de artilharia; 63 equipamentos de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.406 carros militares entre outros.


6h48 – Ucrânia investiga possível uso de armas químicas pela Rússia em Mariupol

Ucrânia está verificando nesta terça-feira, 12, relatos de que as forças bélicas da Rússia usaram armas químicas na cidade portuária sitiada de Mariupol. A informação foi repassada pela vice-ministra da Defesa, Hanna Malyar. “Existe uma teoria de que podem ser munições de fósforo”, disse ela em comentários televisionados. Na noite da última segunda-feira, 11, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky também falou que os russos poderiam recorrer a armas químicas ao reunir tropas na região leste de Donbas para um novo ataque a Mariupol. Entretanto, ele não confirmou se realmente já foram usadas. Saiba mais.


6h20 – Conflitos já mataram 186 crianças, diz Procuradoria-Geral da Ucrânia.

Segundo a Procuradoria-Geral da Ucrânia, os conflitos com a Rússia já causaram, desde 24 de fevereiro, a morte de 186 crianças. Ao todo, mais de 530 crianças sofreram na Ucrânia como resultado da agressão armada da Rússia. A maioria das crianças atingidas foram na região de Donetsk – 113, região de Kiev – 99, região de Kharkiv – 76, região de Chernihiv – 54, região de Mykolaiv – 40, região de Luhansk – 36, região de Kherson – 36, região de Zaporizhzhia – 22, Kiev cidade – 16, região de Sumy – 16 e região de Zhytomyr – 15.


5h45 – Exército russo bombardeia centro de ajuda humanitária

Um centro de ajuda humanitária em Sievierodonetsk, região de Luhansk, foi destruído após um bombardeio do Exército da Rússia. Segundo as autoridades locais, o espaço fornecia refeições para até 300 pessoas diariamente, além de alimentos e produtos de higiene para pacientes acamados. “Um dos centros de ajuda humanitária montados em Sievierodonetsk por voluntários sofreu um bombardeio maciço. Imediatamente, oito bombas atingiram o local onde o centro estava localizado e destruíram as paredes. O fogo irrompeu no armazém. Felizmente, não havia vítimas”, afirmou Serhiy Haidai.


5h20 – Combates no leste da Ucrânia devem se intensificar em 2 ou 3 semanas, diz Reino Unido

Segundo relatório diário da inteligência britânica, os combates no leste da Ucrânia devem se intensificar nas próximas duas a três semanas. “Os ataques russos ainda estão focados em posições ucranianas perto de Donetsk e Luhansk, os combates continuam nas áreas de Kherson e Mykolayiv, e a ofensiva em Kramatorsk é retomada”, disse o comunicado, que menciona o contínuo redirecionamento de forças rumo ao leste do país e a retirada de tropas de Belarus.


1h- Quase dois terços das crianças ucranianas fugiram de suas casas, diz ONU

A UNICEF anunciou nesta segunda-feira, 11, que dois terços de todas as crianças ucranianas fugiram de suas casa em seis semanas de invasão russa. A ONU também confirmou que 142 jovens foram mortos nos confrontos. Segundo o diretor de programas de emergência da UNICEF, Manuel Fontaine, 4,8 milhões das 7,5 milhões de crianças ucranianas foram evacuadas e ele nunca viu algo tão rápido em seus 31 anos de trabalho humanitário. “Das 3,2 milhões de crianças que se estima terem permanecido em suas casas, quase metade corre o risco de não ter comida suficiente”, alertou Fontaine ao conselho de segurança da ONU. Ele alegou que a situação é pior em cidades como Mariupol e Kherson.


12/04 – 00h – Ucrânia espera ataque russo na região leste de Donbass

A Ucrânia informou nesta segunda-feira, 11, que espera um novo ataque da Rússia na região leste de Donbass depois de observar um extenso comboio próximo da cidade. O principal alvo russo nessa região é o porto de Mariupol. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou essas suspeitas. O chanceler austríaco Karl Nehammer, que se encontrou com o presidente russo Vladimir Putin pessoalmente, disse que a ofensiva “está evidentemente sendo prepara em grande escala”. O Pentágono também confirmou a ofensiva intensificada na região. Um funcionário do Pentágono disse para a ABC que o comboio em direção à cidade de Izyum, no leste, continha artilharia, além de apoio de aviação e infantaria, elementos de comando e controle do campo de batalha e outros materiais.


23h – Mais de 10 mil civis morreram em Mariupol, relata prefeito

O prefeito de Mariupol, Vadym Boychenko, disse que mais de 10 mil civis da cidade morreram desde que começou a invasão russa e o local foi cercado. Boychenko ainda disse que mais de 20 mil pessoas poderiam morrer enquanto prosseguem as semanas de provação e ataques dos russos, acusou os inimigos de bloquearem a passagem de comboios humanitários que levariam itens de primeira necessidade para os ucranianos e relatou que os russos realmente levaram equipamentos móveis de cremação para Mariupol. O município, na costa do mar de Azov, é importante na estratégia russa porque permitiria uma ligação por terra entre a Crimeia, dominada pelos russos desde 2014, e o Donbas, região que agrega duas “repúblicas” separatistas, que visam se dividir da Ucrânia.


22h – Rússia ameaça Finlândia e Suécia: ‘Aliança com a Otan não traz paz’

O porta-voz da Rússia, Dmitry Peskov, conversou com jornalistas nesta segunda-feira, 11, e ameaçou os países vizinhos que buscam entrar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Segundo o governista russo, uma eventual entrada da Suécia e da Finlândia na aliança militar coordenada pelos Estados Unidos “não traz qualquer paz ou estabilidade”, já que “ela é apenas uma ferramenta para confrontação”. O Departamento de Estado norte-americano havia confirmado que o grupo mantêm negociações com ambos os países. Leia mais.


20h30 – Conselheiro do Ministério de Relações Exteriores da Ucrânia acusa russos de usarem armas químicas em Mariupol; Pentágono não confirma

O Conselheiro do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Anton Gerashchenko, acusou nesta segunda, 11, os russos de usarem armas químicas em um ataque à cidade de Mariupol, que está cercada. O Batalhão de Azov, milícia neonazista integrada às forças de defesa da Ucrânia, também relatou um ataque, que teria sido feito a partir de um drone, e teria levado às vítimas a apresentarem insuficiência respiratória e ataxia. Ao jornal ‘Kiyv Independent’, Andriy Biletsky, líder da unidade, disse que três pessoas demonstraram “sinais de envenenamento”, mas que não pareceram ter consequências desastrosas para a saúde. O Pentágono informou que ainda não conseguiu confirmar que armas químicas foram usadas. “Estamos cientes de relatos que afirmam que as forças russas podem ter lançado munição química em Mariupol, na Ucrânia. Não podemos confirmar no momento e continuaremos monitorando a situação de perto. Esses relatórios, se verdadeiros, são profundamente preocupantes e refletem as preocupações que tivemos sobre o potencial da Rússia de usar uma variedade de agentes de controle de distúrbios, incluindo gás lacrimogêneo misturado com agentes químicos, na Ucrânia”, declarou John Kiby, porta-voz do Comando Militar dos Estados Unidos.


19h30 – Procuradora-geral da Ucrânia diz que sua equipe está construindo 5.800 investigações de crimes de guerra

A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, informou nesta segunda, 11, que seu escritório trabalha para construir 5.800 acusações de crimes de guerra cometidos pelos soldados da Rússia, incluindo os que ocorreram em Bucha, onde corpos foram vistos nas ruas. Ainda estamos exumando os cadáveres da vala comum. Na verdade, o que vemos, agora, vemos muitos crimes de guerra, na verdade, não são apenas crimes de guerra. Agora podemos dizer… muitos crimes contra a humanidade”, comentou Venediktova em entrevista à rede americana CNN. Anteriormente, o órgão comandado por ela publicou uma nota em que afirma que 183 crianças morreram e 342 foram feridas durante a invasão.


18h30 – Prefeito de Kharkiv relata diversas mortes em bombardeio, incluindo ao menos uma criança

O prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov, relatou nesta segunda que os pesados bombardeios sobre a segunda maior cidade da Ucrânia causaram diversas mortes de civis, incluindo a de ao menos uma criança. Questionado sobre a possibilidade de um novo ataque russo à cidade, Terekhov disse que as forças ucranianas estão focadas e prontas para defender o local. “Não há pânico na cidade”, garantiu o mandatário. Kharkiv fica próxima à fronteira com a Rússia e boa parte de seus habitantes fala russo, mas a cidade tem demonstrado tanta resistência à invasão quanto outras regiões ucranianas.


17h – Pelo menos de 142 crianças já morreram na Ucrânia por causa da guerra, diz Unicef

A cada dia que passa o número de mortos na Ucrânia aumenta. Sejam crianças, soldados ou civis, é possível perceber a quantidade de perda que os ucranianos vêm sofrendo. Por mais que as autoridades locais e a ONU divulguem alguns números, eles estimam que a quantidade seja muito maior. No último balanço, realizado na segunda-feira, 11, Manuel Fontaine, diretor da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgou que foram registradas 142 mortes de crianças e 229 feridos. “Sabemos que esses números podem ser muito maiores, e eles foram causados por disparos ou o uso de explosivos em áreas povoadas”, disse durante participação em uma reunião de um Conselho de Segurança. Durante pronunciamento, Fontaine se mostrou preocupado com as crianças que permanecem no país. Segundo ele, cerca de 3,2 milhões estão em suas casas em toda a Ucrânia e aproximadamente metade delas estão sujeitas a ficarem sem acesso à água e comida. A ONU também fez um balanço nesta segunda sobre a quantidade de civis mortos durante o combate, são 1.842. A quantidade de feridos é de 2.493.


15h – ‘Rússia não vai interromper bombardeios para negociar cessar-fogo’, diz ministro 

Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, declarou nesta segunda-feira, 11, durante entrevista realizada para uma TV estatal russa, que o país não vai interromper os ataques antes da próxima rodada de negociações de cessar-fogo com a Ucrânia. “Depois que nos convencemos de que os ucranianos não planejavam retribuir, foi tomada a decisão de que, durante as próximas rodadas de negociações, não haveria pausa enquanto um acordo final não fosse alcançado”, afirmou Lavrov que também relatou que as conversas não estão avançando rapidamente como gostariam. Eles acusam os ucranianos de tentar atrasar as negociações de paz com alegações de crimes de guerra cometidos pelas tropas russas, a qual Moscou nega. Na última semana, depois de recuperarem a cidade de Bucha, o exército ucraniano encontrou dezenas de corpos de civis largados nas ruas. 


14h – Russos ficam mais próximos a Putin conforme Ocidente aumenta sanções por guerra na Ucrânia

 A popularidade de Vladimir Putin, presidente da Rússia, aumentou desde que ele decretou a ‘operação militar’ na Ucrânia, que acontece desde o dia 24 de fevereiro. O ato que surtiu efeitos econômicos e comerciais no país em decorrência das sanções que o Ocidente impôs, tem feito com que os russos se aproximem cada vez mais do chefe de estado. Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto independente Levada, 83% dos russos aprovaram a ação de Putin, que ganhou 12 pontos desde o começo da guerra. Neste número, estão pessoas que antes não eram a favor do governante, entretanto, mudaram o posicionamento após a invasão e as sanções que foram impostas ao país. Saiba mais.

13h – Rússia afirma ter atingido defesas aéreas da Ucrânia antes de ofensiva no leste

A Rússia alegou que destruiu vários sistemas de defesa aérea na Ucrânia no último final de semana. Em um ataque anunciado nesta segunda-feira, 11, Moscou disse que atingiu quatro lançadores S-300 fornecidos por um país europeu que não nomeou. A Eslováquia deu à Ucrânia exatamente esse sistema na semana passada, mas negou que tenha sido destruído. A Rússia relatou anteriormente dois ataques a sistemas semelhantes em outros lugares. A ação russa visa destruir armas que Kiev descreve como cruciais para o combate, na esperada nova ofensiva no leste ucraniano. Saiba mais.


11h44 – Separatistas pró-Moscou anunciam conquista do porto de Mariupol

O chefe dos separatistas pró-russos da região de Donetsk anunciou o controle total do porto de Mariupol, cidade no sudeste do país, cercada pelas tropas russas há mais de um mês. “Em relação ao porto de Mariupol, já está sob nosso controle”, declarou Denis Pushilin, citado pela agência de notícias russa RIA Novosti.


11h05 – Exército da Ucrânia alerta para ofensiva russa no leste ‘muito em breve’

O Ministério da Defesa da Ucrânia espera que a Rússia lança um nova ofensiva no leste do país “muito em breve”. “Segundo nossas informações, o inimigo está quase terminando sua preparação para um assalto no leste. O ataque começará muito em breve.Antecipamos que combates intensos vão acontecer nesses territórios em um futuro próximo”, disse o porta-voz do Ministério ucraniano da Defesa, Oleksandr Motuzyanyk. “O Exército ucraniano está pronto”, frisou, sem mencionar, no entanto, quando as ofensivas devem acontecer.


10h20 – Rússia tomará ações legais se for ‘forçada’ a entrar em default

A Rússia adotará ações legais se for forçada pelo Ocidente a dar calote de sua dívida, afirmou o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, após o país ser colocado em “default seletivo” no sábado, 9, pela agência de classificação financeira S&P Global Ratings . “Iremos aos tribunais, porque tomamos todas as medidas necessárias para que os investidores recebam seus pagamentos. Vamos apresentar nossas contas à Justiça, confirmando nossos esforços para pagar tanto em moeda estrangeira quanto em rublos. Não será um processo fácil. Teremos de provar nossa posição de forma muito ativa, apesar de todas as dificuldades”, declarou. “A Rússia tentou de boa-fé pagar os credores externos, transferindo os valores correspondentes em moeda estrangeira para pagar nossa dívida. A política deliberada dos países ocidentais é, no entanto, criar artificialmente um não pagamento por todos os meios. Se uma guerra econômica e financeira está sendo travada contra nosso país, somos obrigados a reagir, cumprindo todas as nossas obrigações”, completou.


9h15 – Zelensky fala em ‘dezenas de milhares’ de mortos em Mariupol

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirma que há “dezenas de milhares” de mortos em Mariupol, cidade no sul do país. Em pronunciamento ao Parlamento da Coreia do Sul, o mandatário disse ainda que a Rússia “destruiu completamente” a cidade. “Os russos destruíram totalmente Mariupol e a queimaram até reduzi-la a cinzas. Ao menos, dezenas de milhares de cidadãos de Mariupol devem ter morrido”, pontuou.


8h00 – Exército ucraniano se prepara para “batalha final” em Mariupol

O exército ucraniano se prepara para a “batalha final” no porto devastado de Mariupol, cidade cercada pelas tropas russas há mais de 40 dias. “Hoje será provavelmente a última batalha, pois a munição está acabando (…) É a morte para alguns de nós e cativeiro para os demais”, escreveu no Facebook a 36ª brigada da Marinha, que integra as Forças Armadas da Ucrânia. Saiba mais.


6h30 – Banco francês Société Générale vai deixar a Rússia

O banco francês Société Générale, que prosseguia com suas atividades na Rússia desde o início da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro, anunciou nesta segunda-feira, 11, o fim de sua presença no país com a cessão de toda sua participação no Rosbank.”Com o acordo, concluído após várias semanas de trabalho intenso, o grupo se retiraria de forma efetiva e ordenada da Rússia, assegurando uma continuidade para seus colaboradores e clientes”, afirmou o banco. O Société Générale destacou que a saída da Rússia terá um impacto negativo para o grupo de 3,1 bilhões de euros (3,4 bilhões de dólares). A operação ainda deve ser aprovada pelas autoridades competentes da área de regulamentação e direito de concorrência. A conclusão deve acontecer nas próximas semanas.

*Com Agence France-Presse


6h00 – Ucrânia denuncia roubo e destruição de equipamentos em Chernobyl

Autoridades denunciaram roubo e a destruição de equipamentos da antiga usina nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia. Em comunicado divulgado neste domingo, 10, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que foram reportados danos nos laboratórios de análise de controle de radiação e indicaram que as instalações “foram destruídas e os instrumentos analíticos roubados, quebrados ou inutilizados”. Além disso, a agência também menciona o saque de 133 substâncias altamente radioativas. “Inclusive uma pequena parte dessa atividade é mortal, se manipulada de forma pouco profissional”, acrescentou a agência.  O local, onde ocorreu o pior acidente nuclear da história, em 1986, esteve ocupado pelo Exército da Rússia até 31 de março.  Sabia mais.


5h36 – Finlândia e a Suécia estão prontas para se juntar à Otan

A Finlândia e a Suécia estão prontas para se juntar à Otan, informou o The Times, citando autoridades dos Estados Unidos. Para os norte-americanos, o interesse de mais dois grupos na Aliança mostra que a Rússia cometeu um “grande erro estratégico” com a invasão à Ucrânia. A entrada dos países é aguardada por Washington e vai expandir o grupo para 32 membros. “Como isso pode ser outra coisa senão um erro estratégico em larga escala de Putin?” disse um oficial americano. A expectativa é que aFinlândia se inscreva em junho, seguida pela Suécia.


11/04 – 5h15 – Nas últimas 24 horas, 11 pessoas foram mortas em bombardeios em Kharkiv
A região de Kharkiv foi alvo de 66 bombardeios nas últimas 24 horas, que causaram a morte de 11 pessoas. Outros 14 civis ficaram feridos. “Durante o dia, as tropas russas atacaram cerca de 66 ataques de artilharia, morteiros, MLRS. Saltivka, Pyatihatki, Kholodna Gora, Pisochyn, Zolochiv, Balakliya, Dergachi ficaram feridos. Equipes de resgate apagaram incêndios em casas, armazéns e outras instalações. Como resultado do bombardeio dos russos, 11 civis foram mortos, incluindo uma criança de 7 anos e 14 feridos. Os médicos da região de Kharkiv prestam os cuidados médicos necessários e lutam pela vida dos feridos”, disse Oleg Sinegubov nesta manhã. A recomendação das autoridades é que os civis tomem cuidado com explosivos que possam ser encontrados inativados e se mantenham nos abrigos.

20h10 – Banco Mundial divulga previsões ‘catastróficas’ para a economia da Ucrânia

O Banco Mundial divulgou previsões catastróficas sobre a economia da Ucrânia em 2022, apontando uma queda profunda do Produto Interno Bruto (PIB). O principal fato responsável pela é a invasão russa no território ucraniano. Segundo o Banco Mundial, o PIB do país deverá cair 45,1% neste ano enquanto que o PIB russo deverá registrar queda de 11,2%


17h42 – Ataques no leste da Ucrânia deixam pelo menos 10 civis mortos e 11 feridos

O governador de Kharkiv, Oleg Synegubov, afirmou no Telegram neste domingo, 10, que um ataque ocorrido neste sábado deixou pelo menos 10 civis mortos, incluindo uma criança, e 11 feridos, mas não deu mais detalhes. Kharkiv é a segunda maior cidade da Ucrânia e tinha em torno de 1,5 milhão de habitantes antes da guerra. Ela está localizada a cerca de 40 quilômetros da fronteira russa e já foi alvo de intensos bombardeios russos desde a invasão ordenada por Vladimir Putin.


15h50 – Chanceler da Áustria vai se reunir com Putin nesta segunda-feira

O chanceler austríaco, Karl Nehammer, vai se reunir com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou nesta segunda-feira, 11, informou a chancelaria à AFP. Um porta-voz do chanceler afirmou que ele é o primeiro líder europeu a visitar Putin desde o início da invasão russa à Ucrânia. Nehammer disse que organizou a viagem a Moscou durante sua estadia na Ucrânia, pois quer “fazer todo o possível para que possam ter progresso rumo à paz”, mas admitiu que as chances são baixas.


15h03 – Ministro afirma que propaganda russa contra ucranianos incentivou massacre em Bucha

O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que o massacre ocorrido em Bucha, cidade próxima a Kiev, não aconteceu “em um dia”. Segundo ele, a tragédia é consequência da incitação de ódio aos ucranianos promovida pelas elites políticas e propagandas russas. “Por muitos anos, as elites políticas e propagandas russas vêm incitando o ódio, desumanizando os ucranianos, nutrindo superioridade russa e preparando o terreno para essas atrocidades”, publicou o ministro em seu perfil no Twitter. “Encorajo os estudiosos de todo o mundo a pesquisar o que levou a Bucha”, concluiu.


13h57 – Ucrânia se prepara para ‘grandes batalhas’, diz assessor da presidência ucraniana

A Ucrânia está se preparando para ‘grandes batalhas’ no leste do país, região que tem sido alvo de fortes bombardeios russos após a saída das tropas dos arredores de Kiev. “A Ucrânia está pronta para grandes batalhas e pode vencê-las, inclusive no Donbass”, afirmou o assessor da presidência ucraniana, Mikhailo Podoliak, citado pela agência Interfax. “Quando isto ocorrer, a Ucrânia terá uma posição negociadora forte, que lhe permitirá determinar certas condições”, concluiu. Na última sexta-feira, a cidade de Kramatorsk, que fica no leste, foi alvo de um bombardeio em uma estação de trem que deixou pelo menos 52 pessoas mortas, inclusive crianças.


12h50 – Reino Unido volta a afirmar que Rússia tenta aumentar e reagrupar tropas 

O serviço de inteligência do Reino Unido, ligado ao Ministério da Defesa do país, voltou a afirmar que Rússia está tentando aumentar suas tropas, enquanto regrupa seus agentes no leste da Ucrânia. Em atualização no Twitter, a Pasta disse que “os esforços para gerar mais poder de combate também incluem a tentativa de recrutar da região não reconhecida da Transnístria da Moldávia”. E completou: “Em resposta às perdas crescentes, as forças armadas russas procuram aumentar o número de tropas com o pessoal dispensado do serviço militar desde 2012”.


11h42 – Ucrânia afirma ter encontrado mais de 1.200 mortos na região de Kiev 

A procuradora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, informou neste domingo, 10, que foram encontrados 1.222 cadáveres na região em torno da capital Kiev, que esteve parcialmente ocupada pelas forças russas durante várias semanas. “Temos até agora 1.222 mortos só na região de Kiev”, afirmou Venediktova, em entrevista em inglês à emissora britânica Sky News, na qual destacou que há 5.600 investigações abertas sobre supostos crimes de guerra desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro. A procuradora não explicou se os corpos encontrados eram exclusivamente de civis.


10h40 – Ucrânia diz que soldados russos roubaram substâncias radioativas de Chernobyl

As forças russas que ocuparam Chernobyl de 24 de fevereiro a 31 de março roubaram dos laboratórios substâncias radioativas que poderiam ser letais, afirmou neste domingo, 10, a agência estatal de gestão da zona de exclusão que rodeia a antiga usina nuclear. A agência informou no Facebook que os soldados russos saquearam dois laboratórios na região. Segundo as autoridades, eles entraram em uma zona de armazenamento e roubaram 133 substâncias altamente radioativas. “Uma pequena parte desta atividade é mortal, se manipulada de forma pouco profissional”, acrescentou a agência.


9h30 – ONU eleva estimativa de deslocados internos na Ucrânia para 7,1 milhões de pessoas

O número de pessoas deslocadas internamente na Ucrânia devido à guerra desencadeada pela Rússia chegou a 7,1 milhões, de acordo com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). O número representa mais de um quarto da população da Ucrânia, que foi forçada a deixar suas casas. Além disso, até o momento mais de 4,3 milhões de refugiados deixaram a Ucrânia, tornando esta a crise de refugiados que mais cresce desde a Segunda Guerra Mundial, diz o relatório oficial da ACNUR. Segundo o escritório, 2,59 milhões de refugiados foram para a Polônia, 755.300 para a Romênia e Moldávia, 419.100 para a Hungria, 404.400 para a Rússia, 314.500 para a Eslováquia e 19.100 para a Bielorrússia.


9h15 – Aeroporto de Dnipro é ‘destruído’ por bombardeios russos, afirma governador

O governador da cidade de Dnipro, na Ucrânia, afirmou que o aeroporto da cidade foi “destruído” por bombardeios russos na manhã deste domingo, 10. Dnipro é a quarta maior cidade do país e possui cerca de um milhão de habitantes. Está localizada no sudeste do país, às margens do rio Dniepre. Além disso, a cidade é a capital e centro administrativo do óblast de Dnipropetrovsk.


8h30 – Boris Johnson  celebra a ‘gente de ferro’ da Ucrânia após visita surpresa à Kiev

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse, em vídeo divulgado neste domingo, 10, um dia depois de sua visita surpresa a Kiev, ter viajado de trem da Polônia à capital ucraniana, e prestou homenagem à “gente de ferro” do país. “Bom dia, sou Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, viajo a bordo de um trem fantástico da companhia ferroviária ucraniana da Polônia a Kiev”, anuncia no vídeo, no qual aparece de pé a bordo de uma composição, vestindo camisa branca e suéter azul marinho. “Aqui dizem ‘gente de ferro’. É em relação à sua profissão, mas também reflete sua mentalidade, uma verdadeira mentalidade que os ucranianos demonstram ao resistirem à horrível agressão russa”, prosseguiu Johnson.


7h40 – Papa pede “trégua de Páscoa” na Ucrânia para “conseguir a paz”

Em celebração na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste Domingo de Ramos, 10, o papa Francisco pediu “trégua de Páscoa” na Ucrânia para “conseguir a paz” no Leste Europeu. O pontífice evocou o sofrimento dos civis ucranianos e condenou o conflito, chamando de “loucura da guerra”. “Quando recorremos à violência, mostramos que não sabemos mais nada sobre Deus, que é nosso Pai, nem mesmo sobre os outros, que são nossos irmãos e irmãs. Perdemos de vista por que estamos no mundo e até acabamos cometendo atos de crueldade sem sentido. Vemos isso na loucura da guerra, onde Cristo é crucificado mais uma vez. Sim, Cristo é crucificado outra vez, à cruz das mães que choram a morte injusta de maridos e filhos, é crucificado à cruz de refugiados que fogem das bombas com crianças nos braços, na cruz dos idosos deixados sozinhos morrer, dos jovens privados de futuro, dos soldados enviados para matar seus irmãos. Cristo está crucificado lá hoje”.


6h30 – Zelensky afirma que Rússia tem toda a Europa como alvo com invasão da Ucrânia

A Rússia tem como alvo toda a Europa com sua invasão da Ucrânia , e parar a agressão de Moscou é essencial para a segurança de todas as democracias, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em seu discurso noturno. Segundo ele, o objetivo de guerra da Rússia “não pretendia se limitar apenas à Ucrânia” e que “todo o projeto europeu é um alvo”. “É por isso que não é apenas o dever moral de todas as democracias, todas as forças da Europa, apoiar o desejo de paz da Ucrânia”, disse ele. “Esta é, de fato, uma estratégia de defesa para todo estado civilizado”, completou. No último sábado, 9, Kiev recebeu a visita surpresa do premiê britânico, Boris Johnson, e neste mesmo dia civis continuam tentando fugir do leste ucraniano antes que uma nova e intensa investida da Rússia, prevista por diversos órgãos internacionais, tenha início na região.


6h – Governo da Ucrânia fixa legalmente decisão de encerrar relações comerciais com a Rússia

A vice-primeira-ministra e ministra da Economia da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, confirmou que o país fixou legalmente a decisão de encerrar as relações comerciais com a Rússia. A medida foi acertada em conjunto pelo gabinete de ministros da Ucrânia. “Foi tomada uma decisão muito importante. Esta é uma confirmação legal do término real das relações comerciais com a Federação Russa, que aconteceu em 24 de fevereiro”, disse Svyrydenko. Segundo ela, tal decisão bloqueia anualmente os ganhos da Rússia em pelo menos US$ 6 bilhões.

*Com informações da agência de notícias ucraniana Interfax


3h – Guerra na Ucrânia já matou pelo menos 1.766 civis, afirma ONU

A guerra da Rússia na Ucrânia já matou pelo menos 1.766 civis desde o início do conflito até o último dia 8, afirma o escritório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) em Direitos Humanos (ACNUDH). O total de feridos é de 4.149. De acordo com os dados, os mortos eram 452 homens, 284 mulheres, 43 meninos e 27 meninas morreram, enquanto o sexo de 69 crianças e 891 adultos ainda é desconhecido. Apesar disso, a organização acredita que o número pode conter subnotificações e, por isso, ser ainda pior.  “O ACNUDH acredita que os números reais são consideravelmente maiores, pois o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi adiado e muitos relatórios ainda estão pendentes de confirmação”, diz o documento da ONU.


21h30 – Shakhtar Donestk começa turnê pela Europa para pedir paz na Ucrânia

O clube ucraniano Shakhtar Donestk começou uma turnê na europa com o objetido de sensibilizar a população contra a guerra. Chamada “Futebol pela Paz”, a turnê começou na Grécia, onde a equipe perdeu por 1 a 0 para o Olympiakos. Cerca de 5 mil torcedores estavam presentes, incluindo ucranianos e o ministro das Relações Exteriores da Grécia, Nikos Dendias. Os jogadores da equipe ucraniana vestiram uma camisa com os nomes de 10 cidades da Ucrânia que resistiram à invasão russa, enqunato que os atletas do Olympiakos utilizaram camisas com o slogan “Parem a guerra”. O Shakhtar enfrentará o Lechia Gdansk na Polônia (14 de abril), o Fenerbahçe em Istambul (19 de abril) e o Hajduk Split na Croácia (1º de maio) em sua turnê.


20h15 – Canadá aumenta ajuda humanitária à Ucrânia e dará assistência para refugiados

O governo do Canadá anunciou medidas para facilitar a chegada de refugiados ucranianos e prometeu mais de C$ 100 milhões (dólares canadenses) em ajuda a Ucrânia e países vizinhos. Segundo os canadenses, o valor será utilizado para cuidados médicos de emergência e necessidades básicas. O montante foi anunciado pelo primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau.  Além disso, o governo dará apoio financeiro aos refugiados ucranianos e duas semanas de acomodação em hotel. “Estamos considerando fornecer assistência de  500 dólares por semana durante seis semanas”, disse o ministro da Imigração, Sean Fraser.


18h30 – Berlusconi diz estar ‘profundamente decepcionado’ com Putin

O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que estava “profundamente decepcionado” e “magoado” pelas atitudes do presidente da Rússia, Vladimir Putin, do qual era muito próximo. Segundo ele, o russo “carrega a responsabilidade muito séria” pelos massacres na Ucrânia. “Não posso e não quero esconder que estou profundamente desapontado com o comportamento de Vladimir Putin, que tem uma responsabilidade muito séria perante o mundo”, disse Berlusconi em Roma. “Eu o conheci (Putin) há cerca de vinte anos e ele sempre me pareceu um democrata e um homem de paz”, continuou o italiano, que concluiu: “A Rússia não pode negar suas responsabilidades diante do horror dos massacres de civis em Bucha e em outros lugares, autênticos crimes de guerra”


17h22 – Ucrânia anuncia mais uma troca de prisioneiros com a Rússia

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, anunciou no Telegram neste sábado, 9, mais uma troca de prisioneiros com a Rússia, o que permitiu a libertação de 12 soldados e 14 civis ucranianos. “Por ordem do presidente Zelensky, a terceira troca de prisioneiros ocorreu hoje. Doze de nossos soldados estão voltando para casa, incluindo uma oficial. Também permitimos a libertação de 14 civis, incluindo nove mulheres”, afirmou Vereshchuk.


15h52 – Boris Johnson oferece veículos blindados a Zelensky durante visita a Kiev

O premiê britânico Boris Johnson ofereceu veículos blindados e mísseis anti-embarcações à Ucrânia após anunciar que daria apoio militar ao país durante visita surpresa a Kiev neste sábado. Segundo comunicado, o envio de ajuda militar é  “para ajudar a Ucrânia nesta fase crucial, enquanto continua a ofensiva ilegal da Rússia”. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que “o resto dos países” deveria seguir o exemplo do Reino Unido. Johnson ainda disse que era um “privilégio” conhecer o líder ucraniano.


14h03 – Retirada de civis em Kramatorsk continua após bombardeio que matou mais de 50

A retirada de civis da cidade de Kramatorsk continua neste sábado, 9, após bombardeio que deixou mais de 50 mortos, incluindo crianças, nesta sexta-feira. De acordo com jornalistas da AFP, os sobreviventes do ataque passaram a noite em uma igreja protestante no centro da cidade, perto da estação de trem bombardeada ontem. Agora, vários micro-ônibus e caminhonetes estão buscando essas pessoas. Cerca de 80 pessoas, em sua maioria idosos, buscaram abrigo nesse templo, segundo a AFP. “Ontem entre 300 e 400 pessoas correram para cá logo após o bombardeio”, contou Yevguen, membro da igreja.


12h33 – Boris Johnson vai a Kiev para demonstrar solidariedade à Ucrânia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, viajou à capital da Ucrânia neste sábado, 9, para se reunir com o presidente do país, Volodymyr Zelensky, e demonstrar solidariedade aos ataques que a Ucrânia vem sofrendo desde que a Rússia invadiu o território do Leste Europeu, no fim de fevereiro. Mais cedo, Zelensky afirmou que quer uma resposta global dura após um míssil atingir uma estação de trem lotada de civis que aguardavam a hora de deixar a cidade de Kramatorsk, região onde o bombardeio ocorreu. Pelo menos 52 pessoas, incluindo crianças, morreram no ataque.


11h30 – União Europeia vai debater apoio à investigação sobre crimes de guerra com promotor do Tribunal Penal Internacional

Karim Khan, o promotor do Tribunal com sede em Haia, vai se reunir no domingo, 10, com o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, em Luxemburgo, e depois vai participar de uma reunião com os ministros das Relações Exteriores dos países do bloco na segunda, 11. A UE tem intensificado o apoio à investigação de possíveis crimes de guerra cometidos pela Rússia, principalmente após a descoberta do massacre de Bucha, cidade a poucos quilômetros da capital Kiev. Josep Borrell, principal diplomata da UE, já havia declarado que  vão “continuar a apoiar firmemente a Ucrânia e avançar com urgência no desenvolvimento de novas sanções contra a Rússia”.


10h30 – Presidente da Ucrânia diz que país se mantém ‘disposto’ a conversar com a Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o país se mantém “disposto” a manter conversas com a Rússia para um acordo de cessar-fogo mesmo após a descoberta do massacre em Bucha, na região de Kiev. “A Ucrânia sempre se disse disposta a negociações e que buscaria as possibilidades de parar a guerra. Paralelamente, vemos, infelizmente, preparativos para combates importantes, alguns dizem decisivos, no leste”, afirmou Zelensky. A última rodada de negociações ocorreu no dia 29 de março, na Turquia, e deu sinais de avanços. No entanto, as conversas estão paralisadas desde que corpos de civis foram vistos nas ruas de Bucha.


09h20 – Rússia adverte para represálias depois de YouTube bloquear canal do Parlamento

Autoridades russas advertiram para possíveis represálias após o YouTube, plataforma da empresa americana Google, bloquear o canal do Parlamento do país. O presidente da Câmara baixa do Parlamento, Viacheslav Volodin, afirmou que o canal no YouTube “Duma-TV” tinha sido bloqueado e denunciou que com esta medida os Estados Unidos violaram “os direitos dos russos”. “Os Estados Unidos querem ter o monopólio da difusão da informação”, declarou em sua conta no Telegram. “Não podemos permiti-lo”, assegurou. Sem explicar quais represálias, a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova disse que “Tudo parece indicar que o YouTube assinou sua própria condenação”.


8h30 – Rússia acusa YouTube de bloquear conta do Parlamento do país

Autoridades russas acusaram neste sábado, 9, a plataforma YouTube, que pertence à gigante de tecnologia americana Google, de ter bloqueado o canal do parlamento russo e ameaçaram com represálias. O presidente da Câmara baixa do Parlamento, Viacheslav Volodin, afirmou que o canal no YouTube “Duma-TV” tinha sido bloqueado e denunciou que com esta medida os Estados Unidos violaram “os direitos dos russos”. “Os Estados Unidos querem ter o monopólio da difusão da informação. Não podemos permitir”, declarou no Telegram.


8h – Ucrânia pede que civis fujam após ataques em ferrovias

A Ucrânia pediu neste sábado, 9, que os civis da região leste de Luhansk fujam dos bombardeios da Rússia depois de pelo menos 52 mortes serem relatadas pelas autoridades locais após um bombardeio em uma estação de trem na cidade de Kramatorsk na última sexta-feira, 8. Sirenes de ataques aéreos soaram em grande parte do leste da Ucrânia na manhã de sábado, disseram autoridades, enquanto o governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, instou as pessoas em um discurso televisionado a sair. As tropas russas continuam se reagrupando e reunindo forças para uma ofensiva mais intensa.


7h – Ucrânia busca resposta dura após míssil matar 52 na estação

O presidente Volodymyr Zelensky disse, em seu discurso noturno, na pultima sexta-feira, 8, que quer uma resposta global dura depois que um míssil atingiu uma estação de trem lotada de civis tentando escapar de uma iminente ofensiva russa no leste da Ucrânia, matando pelo menos 52 pessoas. A AP News relata que a voz de Zelensky subiu de raiva durante seu discurso ao falar do ataque à estação de trem de Kramatorsk, que considerou outro crime de guerra. Cinco crianças estão entre os mortos e dezenas de pessoas ficaram gravemente feridas, disseram autoridades ucranianas.“Todos os esforços mundiais serão direcionados para estabelecer a cada minuto quem fez o quê, quem deu quais ordens, de onde veio o míssil, quem o transportou, quem deu o comando e como esse ataque foi acordado”, disse o presidente.


6h –  Sobe para 52 o número de mortos após bombardeio em Kramatorsk

Balanço ucraniano aponta que ao menos 52 pessoas morreram após o bombardeio à estação ferroviária de Kramatorsk. Dentre eles, há cinco crianças. Pelo menos 100 pessoas também ficaram feridas, com gravidas variadas. A Rússia continua negando a autoria do ataque com mísseis e culpa as próprias tropas ucranianas pelos mísseis disparados, sob o discurso de que Kiev estaria armando uma narrativa internacional contra o Kremlin. Em outros momentos, os russos já negaram crimes de guerra, como ocorreu no início da semana em relação ao massacre em Bucha.


1h – Rússia substitui comandante de guerra, diz oficial

A Rússia reorganizou o comando de suas operações na Ucrânia com um novo general. Alexander Dvornikov é quem lidera a invasão nesse momento. Uma autoridade, que não teve sua identidade revelada, contou à BBC que o comandante estava no distrito militar do sul da Rússia anteriormente. “Esse comandante em particular tem muita experiência em operações russas na Síria. Portanto, esperamos que o comando e o controle geral melhorem”, afirmou. A ideia das tropas de Vladimir Putin é melhorar a coordenação dos militares, que estavam organizados e comandados separadamente. Os russos falharam em capturar grandes cidades como Kiev, mas agora voltam a atenção para a região de Donbas, no leste. A fonte ainda afirmou que a Rússia espera ter algum tipo de sucesso antes de 9 de maio, data que marca a vitória na Segunda Guerra Mundial.


09/04 – 00h – Número de sem-teto ucranianos no Reino Unido preocupa autoridades

Os conselhos do Reino Unido estão vendo um ‘aumento preocupante’ de refugiados ucranianos desabrigados no Reino Unido. A causa é uma ruptura no relacionamento de patrocinadores e problemas de acesso a acomodação. Os refugiados chegaram com visto familiar e estão tentando conseguir dinheiro enquanto esperam por benefícios. De acordo com a Press Association, algumas famílias estão sendo colocadas em hotéis ou acomodações de emergência. Em pesquisa realizada pela LGA, 57 conselhos foram procurados por 144 família desabrigadas depois que chegaram ao país.


18h – Na Ucrânia, autoridades da União Europeia se encontram com Zelensky e entregam questionário para adesão ao bloco

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, visitaram a Ucrânia nesta sexta-feira, 8, e se encontraram com o presidente Volodymyr Zelensky após visitarem a cidade de Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas. Durante entrevista coletiva realizada junto ao líder ucraniano, eles condenaram os ataques cometidos pelas tropas russas e entregaram um questionário sobre a possível adesão do país ao bloco europeu. Saiba mais. 

Zelensky, borrell e Von der Leyen

Ursula Von der Leyen se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky e falou sobre o ingresso da Ucrânia na União Europeia


16h – Chefe da UE prevê “decomposição” da Rússia e “futuro europeu” para a Ucrânia

Durante sua visita à Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a Rússia está condenada à decomposição de suas estruturas econômicas, enquanto um futuro europeu aguarda a Ucrânia. “A Rússia afundará na decadência econômica, financeira e tecnológica, e a Ucrânia caminhará em direção a um futuro europeu”, disse von der Leyen em entrevista coletiva ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.


15h10 – Biden acusa Rússia de ‘atrocidade’ na cidade ucraniana de Kramatorsk

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou a Rússia de cometer uma “horrível atrocidade” na cidade de Kramatorsk, onde cerca de 50 pessoas, incluindo cinco crianças, morreram após um bombardeio na estação ferroviária. “O ataque a uma estação ucraniana é uma nova atrocidade horrível cometida pela Rússia, afetando civis que tentavam sair em segurança”, tuitou o presidente e informou que vão continuar dando assistência de segurança e entregas de armas para ajudar a Ucrânia a defender seu país. “Junto com nossos aliados e parceiros, apoiaremos os esforços para investigar esse ataque enquanto documentamos as ações da Rússia e as responsabilizamos”, acrescentou.


14h30 – Rússia expulsa 45 diplomatas poloneses

A Rússia anunciou a expulsão de 45 diplomatas poloneses, nesta sexta-feira, 8, em represália por uma medida equivalente decidida no final de março pela Polônia. “Devido ao princípio de reciprocidade, 45 colaboradores da embaixada da Polônia e de seus consulados gerais en Irkutsk, Kaliningrado e São Petersburgo foram declarados ‘persona non grata'”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado. Esses diplomatas deverão abandonar a Rússia antes de 13 de abril. 


14h – Londres anuncia envio de mais mísseis à Ucrânia após ataque contra estação de trem

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou, após o ataque contra a estação de trem em Kramatorsk, que vai enviar mais mísseis antitanques e antiaéreos à Ucrânia. Afirmando que os “crimes da Rússia na Ucrânia não ficariam impunes”, Johnson anunciou a entrega de material militar no valor de 100 milhões de libras (130 milhões de dólares), incluindo mísseis antiaéreos Starstreak e outros 800 mísseis antitanques. 


13h30 – Presidente da Comissão Europeia visita Bucha, cenário de massacres na Ucrânia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen visitou nesta sexta-feira, 8, a cidade de Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados pelas ruas da cidade após retomada do controle da região pelas tropas ucranianas. Von der Leyen, acompanhada pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, e o primeiro-ministro ucraniano, Edouard Heger, visitaram as valas comuns cavadas para enterrar os muitos civis mortos na cidade. 

Ursula Von der Leyen


12h10 – Veja as principais sanções impostas à Rússia pela guerra na Ucrânia

Desde que a Rússia começou a intensificar os indícios de ataque à Ucrânia, que se concretizou em 24 de fevereiro, países ocidentais começaram a aplicar sanções a Vladimir Putin e aos russos como forma de retaliação a ação e visando tentar cessar os ataques não justificados. Conforme a guerra se estende, as medidas também aumentam a atingem desde pessoas, como as filhas de Putin que foram sancionadas na última quarta-feira, 6, pelos Estados Unidos, suspeitas de esconderem a riqueza do presidente da Rússia, até o comércio e setores financeiro e de transporte. A população já começou a sentir os impactos das proibições impostas ao país. Veja as principais sanções impostas à Rússia pela guerra na Ucrânia.


11h56 – Ucrânia e Rússia estão prontas para negociações na Turquia, diz oficial turco

A Ucrânia e a Rússia estão prontas para continuar as negociações, apesar da tensão após a repercussão de Bucha. “Tanto a Rússia quanto a Ucrânia estão prontas para conversar na Turquia, mas estão longe de chegar a um acordo sobre um texto conjunto”, informou um oficial turco à Alarabiya News. Segundo ele, existem algumas questões “não resolvidas”, incluindo os cenários de Donbass e Crimeia, bem como garantias de segurança. Até o momento, no entanto, a nova data para as negociações não foi definida.


11h40 – Sobe para 50 o número de mortos após bombardeio em Kramatorsk

Balanço oficial ucraniano aponta que ao menos 50 pessoas morreram após o bombardeio à estação ferroviária de Kramatorsk. “Cinquenta mortos, entre eles cinco crianças. É o número atual de mortos pelo bombardeio realizado pelas tropas de ocupação russas em Kramatorsk”, escreveu o governador da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, Pavlo Kyrylenko, no Telegram. A Rússia, no entanto, nega autoria do ataque com mísseis e culpa as tropas ucranianas pelos ataques.


11h25 – Japão vai proibir importação de carvão e vodka de Moscou e novos investimentos na Rússia

O governo do Japão vai proibir novos investimentos na Rússia e impedir a importação de carvão, vodka, madeiras e máquinas do país, em resposta aos “crimes de guerra” supostamente cometidos por Moscou na Ucrânia. “As tropas russas mataram civis e atacaram instalações nucleares, o que constitui uma grave violação do direito internacional humanitário. São crimes de guerra imperdoáveis”, declarou o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida. Além disso, o governo japonês também vai expulsar oito diplomatas russos.  Anteriormente, o Japão já havia estabelecido sanções contra a Rússia, incluindo bloqueios a mais de 100 pessoas e congelamento de ativos em bancos. Da mesma forma, a lista de bens e tecnologias proibidas para exportação abrange mais de 300 itens, incluindo semicondutores, equipamentos de telecomunicações, armas, software, equipamentos de refino de petróleo.


11h09 – Zelensky pede sanções ‘potentes’ do Ocidente contra a Rússia

O presidente Volodymyr Zelensky voltou a pedir sanções mais rígidas contra a Rússia. Na fala, direcionada ao Parlamento da Filândia, o líder ucraniano disse que o país não pode mais esperar para receber novas armas e defendeu bloqueios “potentes” contra o Kremlin, como um “coquetel Molotov” de sanções, em referência às bombas. “Precisamos de sanções poderosas e eficazes contra a Rússia, sanções permanentes, um ‘coquetel de sanções’ que lembremos como lembramos dos coquetéis Molotov”, disse Zelensky, que completou afirmando que o país precisa de armas que os países da União Europeia possuem. ” Por quanto tempo a Europa pode ignorar um embargo contra o petróleo russo?”, questionou.


10h52 – Rússia diz que Ucrânia atacou Kramatorsk para impedir evacuação de civis

Em novo comunicado, divulgado pela agência de notícias russa Ria Novosti, o Ministério da Defesa da Rússia afirma que informações atualizadas apontam que os mísseis que atingiram a estação ferroviária em Kramatorsk foram disparados pela Ucrânia, com o objetivo de interromper o êxodo em massa de moradores da cidade para usá-los como” escudo humano”. “O ataque à estação ferroviária de Kramatorsk foi realizado por uma divisão de mísseis das forças armadas ucranianas da área do assentamento de Dobropolye , 45 quilômetros a sudoeste da cidade”, disse o comunicado. disse o departamento. Mais cedo, a defesa russa já havia afirmados que os mísseis eram ucranianos e negado a autoria do bombardeio. Até o momento, a Ucrânia não se posicionou sobre as acusações e culpa o Kremlin pelo ataque, que matou ao menos 39 pessoas e deixou mais de 100 feridos.


10h35 – Bombardeio em Avdiivka deixa um morto e uma ferido; 5 casas são atingidas

Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida após um ataque russo à comunicada de Avdiivka, na região de Donetsk, na Ucrânia. “Esta manhã, a comunidade de Avdiivka foi atacada – pelo menos uma pessoa foi morta e uma ficou ferida, cinco casas foram danificadas”, escreveu Pavlo Kyrylenko, governador local, no Facebook. Segundo ele, a situação na região é cada dia “mais tensa”. “Os russos continuam atirando em civis ao longo de toda a linha de frente”, completou.


10h18 – Em Chernihiv, 700 pessoas morreram desde o início da invasão russa, diz prefeito

Cerca de 700 pessoas morreram vítimas dos bombardeios russos em Chernihiv, cidade ao norte de Kiev, perto da fronteira com Belarus. A informação foi confirmada pelo prefeito Vladyslav Atrocenko nesta sexta-feira, 8, citado pela agência de notícias Unian. “Posso dar um número aproximado, 700 pessoas. São militares e civis”, disse o prefeito. Segundo ele, dois terços dos habitantes deixaram a cidade desde o início dos conflitos.


10h03 – Ursula Von der Leyen e Josep Borrell estão a caminho de Kiev

Para demonstrar apoio à Ucrânia em meio aos conflitos com a Rússia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, estão a caminho de Kiev, capital ucraniana. O anúncio foi feito pelas autoridades nas redes sociais. Von der Leyen publicou uma foto no Twitter ao lado do primeiro-ministro da Eslováquia, Eduard Heger, e de Borrell. “Ansiosa para estar em Kiev”, escreveu.  Nesta quinta-feira, 7, a líder europeia afirmou que a viagem busca manifestar seu “apoio indefectível” à Ucrânia. Por sua vez, o diplomata foi mais direto e confirmou a viagem em mensagem. “Vamos para Kiev”, afirmou , também pelas rede social.


9h45 – Ucrânia recupera controle da região de Sumy, na fronteira russa

O governador de Sumy, localizada no nordeste da Ucrânia e na fronteira com a Rússia, afirmou que a região foi “liberada” das forças de Moscou. “O território foi liberado dos ‘orcs'”, disse Dmytro Jivitsky no Telegram, advertindo, no entanto, que a área “não é segura”. De acordo com ele, há zonas minadas, onde especialistas trabalham para desativá-las, informou a AFP. A região de Sumy, onde viviam cerca de 250 mil pessoas, foi sitiado nos primeiros dias da guerra e teve períodos de difícil acesso, embora os russos não tenham tomado o controle total da região.

*Com informações de AFP


9h30 – Cada dia de guerra custa até US$ 4 bilhões à Ucrânia, diz primeiro-ministro

Segundo o primeiro-ministro da Ucrânia, Denys Shmyhal, os prejuízos diários ao país relacionados à guerra, devido a infraestrutura destruída e à perda de potencial econômico chegam a US $ 4 bilhões. “É um dia de guerra em termos de destruição de nossa infraestrutura, perda de potencial econômico, perda de PIB futuro”, acrescentou Shmyhal, informou a imprensa local.


9h17 – Eslováquia envia sistema de defesa aérea S-300 para a Ucrânia

A Eslováquia anunciou o envio de um sistema de defesa aérea S-300 para a Ucrânia. “Acreditamos que este sistema ajudará a salvar o maior número possível de ucranianos inocentes”, disse o primeiro-ministro eslovaco Eduard Heger, nesta sexta-feira. Ele destacou, no entanto, que o envio não significa que seu país “faça parte do conflito armado na Ucrânia” e que a doação é uma resposta ao pedido de assistência feito por Kiev para sua “legítima defesa”, de acordo com o artigo 51 da Carta da ONU.


9h01 – Reino Unido aplica sanções contra filhas de Putin e do chanceler Lavrov

Reino Unido anunciou nesta sexta-feira, 8, que vai aplicar sanções às filhas do presidente da Rússia, Vladimir Putin, Katerina Tikhonova e Maria Vorontsova, e à filha do ministro das Relações Exteriores do país, Serguei Lavrov, Yekaterina Vinokurova, atacando o “luxuoso estilo de vida do círculo próximo ao Kremlin”. As três ficam proibidas de entrarem no Reino Unido, onde seus ativos serão congelados, informou a chancelaria britânica, que emula medidas similares às adotadas por Washington e Bruxelas contra as filhas do presidente russo. Anteriormente, os ingleses já haviam aplicado sanções a Polina Kovaleva, filha da suposta amante de longa data de Lavrov. Saiba mais.


8h46 – Rússia cita fragmentos de mísseis encontrados e  culpa Ucrânia por ataque em Kramatorsk

O Ministério da Defesa da Rússia negou ser responsável pelo bombardeio a uma estação ferroviária de Kramatorsk, ocorrido nesta sexta-feira, 8. Segundo a agência de notícias russa Tass, o ministério diz que fragmentos de um míssil tático Tochka-U, usados apenas pela Ucrânia, foram encontrados no local. O órgão afirma que em 14 de março os ucranianos atacaram “com um míssil Tochka-U semelhante contra o centro de Donetsk, no qual 17 pessoas foram mortas e outros 36 civis ficaram feridos”.   “Todas as alegações de representantes do regime nacionalista de Kiev de que a Rússia teria realizado um ‘ataque com mísseis’ em 8 de abril contra o terminal ferroviário de Kramatorsk são uma provocação e nada têm a ver com a realidade. As Forças Armadas Russas não tinham tarefas de fogo e não planejou nada na cidade de Kramatorsk em 8 de abril”, enfatizou o ministério.


8h30 – Conflitos já mataram 169 crianças, diz Procuradoria-Geral da Ucrânia.

Segundo a Procuradoria-Geral da Ucrânia, os conflitos com a Rússia já causaram, desde 24 de fevereiro, a morte de 169 crianças. “Mais de 475 crianças sofreram na Ucrânia como resultado da agressão armada da Rússia. Em particular, 169 crianças foram mortas e mais de 306 ficaram feridas. Esses números não são definitivos, pois o trabalho está em andamento nas áreas de hostilidades ativas, nos territórios temporariamente ocupados e liberados”, diz comunicado. A maioria das crianças atingidas foram na região de Kiev – 88, região de Kharkiv – 38, região de Donetsk – 81, região de Chernihiv – 50, região de Mykolaiv – 40, região de Zhytomyr – 15, região de Sumy – 16, região de Kherson – 29 e Cidade de Kiev – 15.


8h18 – ‘Rússia é um país terrorista’, diz porta-voz ucraniano após bombardeio

Para Mykhailo Podolak, porta-voz da presidência da Ucrânia, o bombardeio da Rússia em Kramatorsk é um exemplo de como o Kremlin é “terrorista” e, por isso, manter as relações comerciais com Moscou é também financiar os ataques. “Bater deliberadamente na estação ferroviária de Kramatorsk é um ato deliberado de intimidação das pessoas, que não tem desculpa. Dezenas de civis foram mortos. Centenas de feridos. Famílias com crianças aguardando evacuação. O mundo deve entender: a Rússia é um país terrorista. Compra de petróleo e gás é um financiamento do terrorismo.


8h02 – ONU diz que mais de 1,6 mil civis morreram desde o início da invasão

Segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, 1.611 civis morreram, incluindo 410 homens, 240 mulheres, 25 meninas e 43 meninos, além de 63 crianças e 831 adultos não reconhecidos. Além disso, outros 3,8 mil civis ficaram feridos, incluindo 104 crianças. A agência da ONU menciona que maioria das mortes foi causada pelo uso de armas explosivas, incluindo bombardeios de artilharia pesada e sistemas de foguetes de lançamento múltiplo, mísseis e ataques aéreos. ““O ACNUDH acredita que os números reais são consideravelmente maiores, pois o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi adiado e muitos relatórios ainda aguardam confirmação. Isso diz respeito, por exemplo, a Mariupol e Volnovakha (região de Donetsk), Izium (região de Kharkiv), Popasna (região de Luhansk) e Irpin (região de Kiev), onde há alegações de inúmeras vítimas civis.”


7h45 – Se Rússia não for punida, nunca vai parar, diz Zelensky

O presidente Volodymyr Zelensky se pronunciou a respeito da Rússia após ataque a estação ferroviária de Kramatorsk. Em mensagem no Telegram, ele mencionou o número de mortos – que se aproximada de 40 – e afirmou que a Rússia não abandonou seus métodos e está destruindo civis. “Os não-humanos russos não abandonam seus métodos. Sem força e coragem para nos enfrentar no campo de batalha, eles estão destruindo cinicamente a população civil. É um mal que não tem limites. E se [a Rússia] não for punido, nunca vai parar”, afirmou.


7h29 – Crianças estão entre os mortos após bombardeio em Kramatorsk, diz Polícia Nacional

Segundo a Polícia Nacional da Ucrânia, crianças estão entre as vítimas do bombardeio russo a uma estação de trem em Kramatorsk, realizado nesta sexta-feira, 8. “Já sabemos sobre os mortos, incluindo crianças. Também há feridos. A assistência é fornecida a todos que precisam. Por cada crime, por cada vida ceifada, a Rússia responderá perante a lei”, escreveu no órgão em comunicado no Facebook. De acordo com informações das autoridades locais, o míssil atingiu a sala de espera, onde centenas de pessoas esperavam pelo trem de evacuação. “É mais uma prova de que a Rússia é brutal, a maneira de destruir os civis da Ucrânia, cujo único propósito é matar”, completou a mensagem. Equipes de médicos, socorridas e policiais trabalham no local. Processos criminais foram instaurados para investigar violação das leis e costumes de guerra. De acordo com o Serviço de Segurança da Ucrânia, o número de mortos chega a 39, incluindo 4 crianças.

policial ucraniano se curva sobre corpos deitados no chão e cobertos com lona depois que um ataque com foguete em estação de trem em Kramatorsk

Policial ucraniano se curva sobre corpos deitados no chão e cobertos com lona depois que um ataque com foguete em estação de trem em Kramatorsk


7h12 – 64% dos ucranianos consideram ‘impossível’ uma reconciliação com a Rússia

Com o avanço dos conflitos no leste Europeu, que chega ao 44º dia nesta sexta-feira, 8, aumenta o número de ucranianos que consideram “impossível” uma reconciliação com a Rússia pós-guerra. Pesquisa realizada pelo Grupo Sociológico Rating, em 6 de abril, aponta que a taxa de civis que descartam o retorna de relações amistosas entre os países passou de 42% para 64%, o que representa um aumento de 1,5 vezes. Para 22% dos entrevistados, essa aproximação pode acontecer em pelo menos 20-30 anos, enquanto outros 10% acreditam na reconciliação em até 15 anos. “Mesmo no sul e no leste, mais da metade dos entrevistados não acredita em restaurar a amizade entre as nações”, diz relatório.


6h54 – Rússia conclui os preparativos para grande batalha por Donbass

A Rússia está concluindo o deslocamento e suas tropas para a região de Luhansk e se prepara para uma grande batalha pelo Donbass, informou o chefe da administração militar regional de Luhansk, Serhiy Gaidai. “Constantemente temos o inimigo tentando romper a linha de defesa em certas direções. Vemos que a acumulação [tropas e equipamentos] está acontecendo, há um aumento de bombardeios e bombardeios, e tentativas de ataques, mas isso não é um avanço”, afirmou. Segundo Gaidai, a situação na região não é fácil. Há relatos de disparos constantes em diversos locais e muitos golpes de artilharia.


6h38 – Ataque à estação de trem em Kramatorsk deixa 30 mortos e 100 feridos

Um ataque com mísseis contra a estação de trem de Kramatorsk, cidade do leste da Ucrânia, nesta sexta-feira, 8, causou a morte de pelos 30 pessoas, enquanto outras 100 ficaram feridas. “Mais de 30 pessoas morreram, e mais de 100 ficaram feridas após um disparo de foguetes contra a estação (…) É um ataque deliberado”, afirmou o chefe da empresa ferroviária Ukrzaliznytsia, Oleksander Kamyshin, no aplicativo Telegram. Segundo ele, os civis aguardavam um trem para evacuação da cidade. Em comunicado, o exército da Rússia negou ter atacado a estação de trem ucraniana


6h24 – Situação em Borodyanka é ‘muito mais horrível’ do que em Bucha, diz Zelensky

Segundo o presidente Volodymyr Zelensky, a situação em Borodyanka, cidade a noroeste de Kiev recentemente evacuada pelas tropas russas, é “muito mais horrível” do que em Bucha, local onde foram encontrados centenas de corpos de civis mortos pelo Exército de Moscou.  “Há mais vítimas”, disse Zelensky. Diferente de Bucha, em Borodyanka os moradores relatam que há muitos desaparecidos e os corpos ainda não foram encontrados.

*Com informações da EFE


6h06 – Trens retomam evacuação em Donetsk após bombardeio russo

Três trens  retomaram a evacuação de civis nesta sexta-feira, 8, após serem bloqueados por um ataque aéreo da Rússia na região de Donetsk. Segundo o chefe da administração militar regional, Pavel Kirilenko, não há registro de feridos. “Os três trens de evacuação continuaram, após serem bloqueados devido a um ataque aéreo de aviões russos a um viaduto perto da estação de Barvenkove. Os trens já estão a uma distância segura do epicentro do ataque aéreo e seguem uma rota específica”, disse no Telegram. Ele lembrou que diariamente trens fazem a retirada de civis para as regiões ocidentais da Ucrânia e incentivou a evacuação dos moradores.


5h49 – Hospitais estão prontos para salvar vítimas de ataques químicos

Segundo o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Alexei Danilov, os hospitais da Ucrânia já estão prontos para salvar possíveis vítimas de ataques químicos. De acordo com ele, existem antídotos suficientes para o tratamento, se necessário. “Antes, foi dito que os russos poderiam preparar um ataque químico contra as Forças Armadas e algumas de nossas cidades. O trabalho foi realizado e o pessoal médico foi treinado. Hoje, existem antídotos suficientes nos hospitais e nossas forças de defesa”, reforçou. Anteriormente, o diretor do Escritório Regional da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que a entidade considera todos os cenários e se prepara para várias situações em que o povo da Ucrânia pode sofrer, desde o tratamento contínuo de vítimas em massa até ataques químicos.


5h32 – Um terço dos migrantes quer voltar para a Ucrânia em breve

Um terço dos civis que saíram de suas casas por causa dos conflitos entre Rússia e Ucrânia pretendem voltar um futuro próximo, enquanto para 40% deles isso deve acontecer apenas depois da guerra. Os dados são de uma pesquisa do grupo Rating, realizada em 6 de abril. Segundo o estudo, 20% da população ucraniana adulta mudou de residência desde o início dos conflitos. A maioria dos que foram forçados a deixar seu local de residência estava na região leste (46%), onde o Kremlin pretende concentrar as ofensivas futuras. Os jovens também saíram mais (31%), os mais velhos acharam mais difícil sair de casa (13%).


5h15 – Kremlin perdeu 19 mil soldados em 43 dias de guerra

Segundo balanço divulgado por autoridades ucranianas, ao menos 19 mil soldados de Moscou foram mortos em confrontos no país. Além disso, entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 150 aeronaves; 135 helicópteros; 700 tanques de guerra; 1.891 veículos militares blindados; 333 sistemas de artilharia; 55 equipamentos de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.361 carros militares entre outros.


1h30 – Repórter da Fox News revela lesões que sofreu em ataque com duas mortes em Kiev

O repórter da Fox News, Benjamin Hall, ficou gravemente ferido em ataque matou dois de seus colegas na Ucrânia há três semanas. Nesta quinta-feira, 7, o profissional publicou uma foto sua nas redes sociais e agradeceu às pessoas que o salvaram. “Perdi meia perna de um lado e um pé do outro. Uma mão está se juntando, um olho não está mais funcionando e minha audição está bastante danificada”, escreveu Benjamin no Twitter. Em postagem anterior, o repórter lembrou de seus amigos que faleceram. “Preciso prestar homenagem aos meus colegas Pierre e Sasha que não conseguiram naquele dia. Pierre e eu viajamos pelo mundo juntos, trabalhar era sua alegria e sua alegria era contagiante”, disse. O cinegrafista Pierre Zakrzewski e a jornalista Oleksandra Kuvshinova, conhecida como Sasha, morreram em 15 de março quando o carro em que estavam foi atingido por um incêndio nos arredores de Kiev. Veja fotos.


08/04 – 00h20 -Austrália envia veículos blindados para a Ucrânia

A Austrália enviou três caminhões militares blindados para a Ucrânia, de um total de 20 que serão encaminhados a pedido do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Os veículos Bushmaster são fortemente fortificados e servem para transportar soldados e civis na zona de guerra. O país da Oceania já usou 190 milhões de dólares australianos (R$ 675 milhões, na cotação atual) em ajuda militar e humanitária. “Senhor presidente, o povo da Austrália está com a Ucrânia em sua luta pela sobrevivência”, disse o primeiro-ministro Scott Morrison, que também declarou que as democracias liberais devem se unir para defender a liberdade e “o direito de viver livre de coerção, intimidação e força bruta”.


23h – Zelensky pede mais armas para a Ucrânia e mais sanções para a Rússia

No discurso desta quinta, 7, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky voltou a pedir por mais apoio das potências ocidentais ao seu país, que deveriam se materializar na forma de mais envios de armas para a Ucrânia e mais sanções que prejudiquem a economia russa. “Ressalto mais uma vez: são necessárias mais sanções. São necessárias sanções ainda mais ousadas. A coragem deve ser um critério para avaliar as decisões. Coragem e praticidade. A Ucrânia precisa de armas que nos permitam vencer no campo de batalha. E esta será a sanção mais forte contra a Rússia de todas as possíveis”, declarou o presidente ucraniano, que também destacou a bravura do povo ucraniano na resistência contra os russos.


22h45 – Pink Floyd lança música com músico ucraniano e doará dinheiro arrecadado para ajuda humanitária

A lendária banda de rock Pink Floyd lançou uma nova música, chamada ‘Hey Hey Rise Up’, cujos lucros serão destinados à ajuda humanitária para a Ucrânia. A canção conta com a participação de Andriy Khlyvnyuk, vocalista da banda ucraniana Booombox. Ao site do Pink Floyd, o guitarrista e vocalista David Gilmour disse ter se sentido inspirado por ver Khlyvnyuk deixar uma turnê nos Estados Unidos e retornar à Ucrânia para se juntar às forças de defesa. “Então eu vi esse vídeo incrível no Instagram, onde ele está em uma praça em Kiev com esta bela igreja com cúpula dourada e canta no silêncio de uma cidade sem trânsito ou ruído de fundo por causa da guerra. Foi um momento poderoso que me fez querer colocá-lo em música”, relatou Gilmour. O músico britânico disse ter conversado com o colega ucraniano quando este estava no hospital, se recuperando de um ferimento de morteiro. “Toquei um pouco da música para ele na linha telefônica e ele me deu sua bênção. Nós dois esperamos fazer algo juntos pessoalmente no futuro”, completou Gilmour.


22h10 – OMS contabiliza mais de 100 ataques contra infraestrutura de saúde na Ucrânia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou nesta quinta, 7, que confirmou a ocorrência de 103 ataques contra instalações médicas e de saúde na Ucrânia após o início da guerra, com 73 pessoas mortas e 51 feridas, entre pacientes e profissionais da saúde. Dos ataques, 89 foram a serviços de transporte, incluindo ambulâncias. “Estamos indignados que os ataques aos cuidados de saúde continuem”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da OMS, acrescentando que eles constituem “uma violação do direito internacional humanitário”.


21h – Situação em Borodianka, perto de Kiev, é ‘muito pior’ do que em Bucha, diz Zelensky

A situação em Borodianka, uma cidade no noroeste de Kiev evacuada recentemente por tropas russas, é “muito pior” do que em Bucha, onde foram cometidos massacres de civis que causaram comoção mundial, declarou nesta quinta-feira (7) o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Nesta pequena cidade “há mais vítimas” do que em Bucha, afirmou Zelensky em um vídeo, acrescentando que “cada crime será esclarecido e seu carrasco, encontrado”. Pouco antes, a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, anunciou no Facebook que socorristas tinham encontrado 26 corpos nos escombros de dois edifícios bombardeados na cidade, que tinha pouco mais de 13.000 habitantes antes da guerra. Mas “é impossível prever” quantos mortos houve no local, acrescentou Venediktova, para quem a localidade “é a cidade mais destruída da região”.

*Com informações da AFP


20h30 – União Europeia enviará mais ajuda militar à Ucrânia, no valor de 500 milhões de euros

O chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, apoiou nesta quinta, 7, a aprovação de um pacote adicional de ajuda militar da União Europeia à Ucrânia, no valor de 500 milhões de euros. “Uma vez aprovado rapidamente, isso elevará para 1,5 bilhão de euros o apoio da UE já fornecido para equipamentos militares para a Ucrânia”, twittou Michel, também agradecendo ao chefe diplomático da UE, Josep Borrell, por propor o financiamento extra. A proposta foi um acordo entre embaixadores dos países na entidade. O dinheiro vem de um fundo de paz europeu de 5 bilhões de euros criado pelos Estados membros.


20h – Pentágono afirma que Putin desistiu de tomar Kiev

Lloyd Austin, secretário de Defesa dos Estados Unidos, participou de uma audiência no Congresso nesta quinta-feira, 7, e afirmou que o presidente da Rússia desistiu de tomar a capital ucraniana, Kiev. “[Vladimir] Putin pensou que poderia tomar rapidamente o controle da Ucrânia ao tomar rapidamente o controle da capital e ele estava errado”, alegou o governista. De acordo com o chefe do Pentágono, a mudança nos planos levou o Kremlin a redirecionar seu exército e focar em ocupar “o sul e o leste da Ucrânia”. Leia mais.


19h30 – Jornalista vencedor do Prêmio Nobel da Paz é atacado com tinta em trem na Rússia

O jornalista Dmitry Muratov, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2021 por seu trabalho em prol da liberdade de imprensa na Rússia, foi atacado com tinta vermelha e acetona em um trem que viajava entre as cidades de Moscou e Samara, na Rússia. Muratov disse que seus olhos ardiam após o ocorrido, mas não havia mais informações sobre alguma possível complicação. De acordo com o Novaya Gazeta, veículo fundado por Muratov, os autores gritaram: ‘Muratov, isso é pelos nossos garotos’. O Novaya Gazeta era um dos últimos veículos independentes da mídia russa, mas teve que suspender suas operações após avisos das autoridades relacionados ao trabalho que faziam, incluindo a cobertura da guerra na Ucrânia.


19h – Ucrânia reporta 26 corpos em dois prédios destruídos

Autoridades ucranianas reportaram nesta quinta-feira a descoberta de 26 corpos retirados dos escombros de dois prédios bombardeados em Borodianka, a noroeste de Kiev. “Apenas a população civil foi alvo dos ataques: aqui não há nenhuma base militar”, publicou a procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, no Facebook, acrescentando que “é impossível prever” quantos mortos houve no local. Borodianka, localidade que passou recentemente para as mãos ucranianas, “é a cidade mais destruída da região”, acrescentou a procuradora. Descobertas macabras se multiplicam há dias nas cidades dessa área, devastada por combates.

*Com informações da AFP


18h35 – Saiba quem é Alina Kabaeva, ex-ginasta apontada como amante de Putin

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira, 6, mais uma rodada de sanções contra Vladimir Putin. Além da proibição de investimento de empresas americanas na Rússia, as medidas também se aplicam às filhas do líder russo, Maria Putina e Katerina Tikhonova, acusadas de esconder a riqueza do presidente russo. A repercussão do caso, fez com que os líderes da oposição pedissem que mais uma pessoa ligada ao chefe de Estado fosse punida pela invasão à Ucrânia e pelo massacre na cidade de Bucha, Alina Kabaeva, ex-ginasta olímpica, apontada como amante de Putin. Vencedora de duas medalhas olímpicas e com mais de 20 conquistas europeias, Alina Kabaeva tem 38 anos e ingressou na carreira política em 2008. Saiba mais.

amante de putin

Alina Kabaeva é apontada como a amante de Vladimir Putin


17h35 – Itamaraty diz que Brasil se absteve na ONU para evitar polarização

A Assembleia Geral da ONU se reuniu nesta quinta-feira, 7, e decidiu pela suspensão da Rússia do Conselho dos Direitos Humanos. O Brasil se absteve da votação. Em nota, o Itamaraty declarou que o motivo da escolha por não apoiar a decisão é “por entender que a iniciativa implicará polarização e politização das discussões do CDH” e que “poderá resultar no desengajamento dos atores relevantes e dificultar o diálogo para a paz”. No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores declarou que “considera importante preservar os espaços de diálogo, por meio de respostas que favoreçam o engajamento das partes em defesa da proteção dos direitos humanos e da paz” e enfatizou que “o Governo brasileiro apoia as medidas adotadas pelas Nações Unidas em resposta ao conflito”. Saiba mais.


17h – Influenciadoras cortam bolsas da Chanel em protesto às sanções impostas à Rússia

Influenciadoras russas gravaram um vídeo nesta quinta-feira, 7, cortando bolsas da marca Chanel como forma de protesto às sanções que vêm sendo impostas à Rússia em decorrência da guerra contra Ucrânia que já chega ao seu 43º dia. Segundo elas, essa é uma resposta a decisão da marca que, após fechar as lojas no país, também impossibilitaram que os russos conseguissem comprar seus produtos em outros países.  Todas argumentaram que a sanção imposta pela marca é russofóbicas e que: “Se para comprar Chanel você precisa vender sua pátria, então eu não preciso de tal Chanel”. Saiba mais.

 

 


15h50 – Secretário de Defesa dos EUA diz que país compartilha informações com a Ucrânia sobre atuação em Donbas

Lloyd Austin, que integra o governo norte-americano, afirmou em pronunciamento nesta sexta-feira, 7, que a Casa Branca trabalha em conjunto com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para que as atuações de defesa em Donbass sejam coordenadas. “Estamos fornecendo a eles inteligência para conduzir tais operações e a medida que essa luta migrar mais para a região de Donbas, ajustaremos nosso conteúdo e fluxo de informações conforme necessário”, informou o governista.


15h25 – G7 anuncia novas sanções econômicas e financeiras contra a Rússia 

O G7 anunciou nesta quinta mais sanções contra a Rússia. Os líderes optaram por “proibimos novos investimentos em indústrias-chave da economia russa, incluindo energia”. Em comunicado, eles também informaram que também haverá “sanções adicionais contra o setor de defesa russo” e contra “elites e seus parentes” que apoiam a guerra decidida pelo presidente russo Vladimir Putin contra a Ucrânia. Essas novas medidas vêm em resposta ao massacre ocorrido em Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas.


15h – Rússia reconhece que sofreu ‘importantes baixas’ militares na Ucrânia

O Kremlin reconheceu nesta quinta-feira, 7, que sofreu baixas importantes entre seus militares na Ucrânia. Apesar de não ter revelado um número, eles classificaram como uma grande tragédia. “Tivemos baixas importantes entre as tropas, é uma grande tragédia para nós”, afirmou Dmitri Peskov em entrevista ao canal privado britânico Sky News. O exército de Vladimir Putin reconheceu no final de março que havia perdido 1.351 soldados e que outros 3.825 ficaram feridos desde o início de sua ofensiva na Ucrânia em 24 de fevereiro.  

*Com informações da AFP


14h30 – Nova ‘Dama da Morte’? Conheça a atiradora que está sendo aclamada na Ucrânia

Uma atiradora tem chamado atenção das pessoas na Ucrânia, seja de soldados ou da população, e até recebeu o apelido de nova ‘Dama da Morte’. A jovem que não teve seu nome revelado, atende pelo codinome de Charcoal, que significa carvão, e passou a ser tratada como heroína. De acordo com uma publicação realizada pelo exército ucraniano no Facebook, a moça se juntou à tropa porque queria que seu irmão mais novo, que também é soldado, tivesse orgulho dela. “Em 2017 realizei tarefas de combate no leste da Ucrânia”, declarou Charcoal. Até janeiro deste ano, ela estava sem contrato e tinha optado por fazer uma pausa na profissão, entretanto, com a invasão à Ucrânia no dia 24 de fevereiro, a atiradora voltou ao Corpo de Fuzileiros Navais para defender o seu país. “Certamente venceremos. Vou ficar de pé até o último! Ainda bem que alguns dos nossos abriram os olhos e agora entendem quem é quem!”, declarou. A origem do apelido tem a ver com uma outra atiradora que se destacou durante a Segunda Guerra Mundial. Lyudmila Pavlichenko atuo pelo Exército Vermelho soviético e matou cerca de 300 soldados nazistas. Em relação a Charcoal, não foi informado sobre o seu desempenho e quantos pessoas ela já teria atingido.


14h – ‘Não resta nem mesmo um hospital’, diz governador de Lugansk

O governador de Lugansk, Serhiy Gaidai, denunciou nesta quinta-feira, 7, que as unidades de saúde da região foram totalmente destruídas, enquanto seguem os apelos para a retirada da população, diante da iminência de uma ofensiva russa no Donbass. “Não resta nem mesmo um hospital”, disse o líder político local, em mensagem veiculada através do Telegram. Gaidai ainda afirmou que o objetivo das tropas russas é impedir que possa acontecer atendimento aos feridos, para provocar o maior número de vítimas entre a população.

*Com informações da EFE 


13h30 – Rússia é suspensa do Conselho dos Direitos Humanos e fica mais isolada

A Assembleia Geral da ONU decidiu na quinta-feira, 7, pela suspensão da Rússia do Conselho dos Direitos Humanos, com 93 votos a favor. A decisão vem após a repercussão do massacre na cidade de Bucha, na Ucrânia, e ao pedido dos países ocidentais pela suspensão dos russo. O Brasil se absteve da votação. Para suspender a participação de um país, é necessário o voto favorável de dois terços dos países, dentro de um total de 193 Estados-membros. Com o resultado, país se torna o segundo a ser punido pela Assembleia Geral da ONU. Saiba mais.


12h09 – Otan não enviará armas para a Ucrânia, reconhece chanceler

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, reconhece que a Organização do Atlântico Norte (Otan) não tem planos de fornecer armas à Ucrânia. “Estou cautelosamente otimista em relação aos suprimentos de alguns aliados, mas não estou otimista de que a Otan fornecerá à Ucrânia as armas de que precisa no futuro próximo. Isso pode mudar, mas ainda não vejo isso”, disse Kuleba. Ele explicou, no entanto, que a organização encoraja que os aliados ajudem o país. “É assim que funciona agora. E a Otan serve como plataforma para discutir essas coisas”, acrescentou.


11h55 – Iniciar investigação sobre mortes em Bucha é ‘próxima etapa’, diz ONU

Uma investigação sobre as circunstâncias das mortes de pessoas em trajes civis em Bucha é a “próxima etapa”, afirmou o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths. Segundo ele, o “mundo já está profundamente chocado”, se referindo às imagens dos corpos de civis encontrar na cidade depois da saída do Exército russo.


11h39 – Batalha por Donbass será semelhante à Segunda Guerra, diz ministro

Para o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, a possível batalha entre as tropas do país e os soldados russos será semelhante Segunda Guerra Mundial em número de ofensivas e operações. “Lamento dizer isso, mas é verdade: a batalha pelo Donbass vai lembrar a Segunda Guerra Mundial, com grandes operações, manobras, envolvendo milhares de tanques, veículos blindados, aeronaves, artilharia. Esta não será uma operação local, com base no que vemos nos preparativos da Rússia para isso. A Rússia tem um plano, nós temos o nosso, e o resultado desta batalha será decidido no campo”, afirmou.


11h21 – Massacre em Bucha ‘ofuscou’ negociações entre Ucrânia e Rússia, diz chanceler turco

Para o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, acredita que as imagens de corpos de civis encontrados em Bucha e Irpen são “inaceitáveis” e “ofuscaram” as negociações por um cessar-fogo no Leste Europeu. “Rússia e Ucrânia, no entanto, parecem dispostos a voltar a uma reunião em Istambul”, acrescentou o chanceler, informou a AFP. A Turquia foi sede em duas ocasiões de negociações diretas entre as duas partes, a última delas em 29 de março em Istambul, mas a “atmosfera positiva que emergia, infelizmente, foi ofuscada”, insistiu o ministro.


11h03 – Rússia ‘cruzou linha vermelha’ com invasão da Ucrânia, diz Carlos França

O governo brasileiro recebeu um grande consternação as notícias e imagens de violência contra civis e de elevado número de mortos na cidade de Bucha, a 60 quilômetros de Kiev, na Ucrânia. Apesar do presidente Jair Bolsonaro (PL) não estar se manifestando de forma incisiva em relação a invasão da Rússia ao país, devido às relações comerciais existentes com o Brasil, o Ministério de Relações Exteriores vem se manifestando veementemente contra esses ataques. Na última quarta-feira, o ministro da Pasta, Carlos França, chamou de ‘inadmissível’ os bombardeios e disse que a Rússia ultrapassou uma linha vermelha ao atacar a Ucrânia. Saiba mais. 


10h48 – Nas negociações, Ucrânia pede fim das hostilidades à Rússia

As autoridades ucranianas pediram que a Rússia “reduza sua hostilidade” nas negociações, após Moscou ter a Ucrânia de modificar suas propostas feitas em Istambul, na Turquia. “Se a Rússia quer mostrar que está pronta para o diálogo, deve reduzir sua hostilidade”, disse Mikhailo Podoliak, assessor do presidente Volodymyr Zelensky. A fala acontece após o chanceler russo Serguey Lavrov afirmar que Kiev estaria modificando os acordos já firmados em negociações anteriores. “Com tudo isso, vemos que o regime de Kiev está controlado por Washington e por seus aliados, que pressionam o presidente Zelensky a levar os combates adiante”, disse Lavrov.


10h26 – OMS pede acesso humanitário a Mariupol

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu acesso humanitário ao porto de Mariupol e voltou a condenar as agressões contra o sistema de saúde da Ucrânia, alvo de 91 ataques. “A OMS conseguiu entregar material que permite salvar vidas em várias zonas afetadas, mas é verdade que em algumas continua sendo muito difícil”, reconheceu o diretor Hans Kluge, em uma coletiva realizada em Lviv. “Penso que a prioridade é, claramente, Mariupol”, afirmou.

*Com AFP


10h08 – Em discurso na Grécia, Zelensky cede a palavra a membro do batalhão Azov

Durante discurso ao Parlamento da Grécia, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cedeu a palavra a um soldado grego-ucraniano que luta em Mariupol, identificado como integrante do batalhão neonazista Azov. Durante sua fala,oo combatente disse  que tem origem grega e que seu avô “havia lutado contra os nazistas na Segunda Guerra Mundial”. A aparição do soldado, usada por Zelensky para mostrar o testemunho de um cidadão, provou revolta em parte dos presentes na audiência, levando quatro deputados do Syriza, principal partido de oposição à esquerda ao governo da Grécia, a abandonarem o sessão. Para a legenda, a participação foi “inaceitável”.

*Com EFE


9h49 – Estônia deixará de importar gás russo em 2022

O governo da Estônia decidiu parar de importar gás da Rússia ainda em 2022. Segundo informações do governo, um terminal será construído em Paldiski. “Decidimos aumentar nossas reservas nacionais de gás e construir instalações para receber GNL em Paldiski, onde um terminal flutuante de GNL poderia ser lançado no outono”, disse o primeiro-ministro Kaja Kallas. “O objetivo do governo é priorizar o gás derivado do GNL ao construir reservas de gás”, completou, em fala mencionada pela agência de notícias russa Interfax.


9h33 – Parlamento Europeu pede um embargo imediato ao gás, petróleo e carvão russos

O Parlamento Europeu aprovou a adoção de um embargo “total e imediato” às importações de “petróleo, de carvão, de combustível nuclear e gás” da Rússia. “Este é um momento muito importante e um passo significativo. A posição do Parlamento é clara e envia as mais fortes mensagens de apoio aos que estão na linha da frente”, disse a presidente da instituição, Roberta Metsola, informou a AFP. A Comissão Europeia propôs na terça a ampliação das sanções contra o Kremlin,  suspendendo a compra de carvão russo, que representam 45% das importações totais de carvão da UE, e fechando os portos europeus aos navios russos.


9h17 – Maioria dos civis em Bucha foram mortos por balas, diz prefeito

Segundo o prefeito de Bucha, Anatoliy Fedoruk, o número de corpos encontrados na cidade está crescendo a cada dia, e quase todos foram baleados. “Na noite passada (6 de abril.) Havia 320 civis. Especialistas estão trabalhando com os corpos, criminologistas e policiais, mas o número de corpos encontrados está crescendo a cada dia. Eles são encontrados em propriedades particulares, parques, praças, onde era possível, quando não havia bombardeios. São corpos enterrados. As pessoas tentavam enterrar os mortos para que os cães não fossem arrastados. Agora, nas aldeias da comunidade, em tais enterros temporários, encontramos novos corpos todos os dias”, afirmou.


9h01 – Austrália impõe sanções a outros 67 russos pela guerra

A Austrália impões sanções financeiras e proibição de viagem a outros 67 russos em razão dos conflitos no Leste Europeu, ampliando o número total de indivíduos e organizações bloqueados para quase 600. “Hoje, estou anunciando 67 sanções adicionais contra as elites e oligarcas russos, aqueles próximos ao presidente russo Vladimir Putin que promovem e apoiam suas ações ultrajantes”, disse ministra das Relações Exteriores da Austrália, Maris Payne, a Reuters. Segundo ela, as novas sanções acontecem após “evidências de crimes de guerra cometidos pela Rússia em Bucha e outras cidades ao redor de Kiev”.


8h46 – Spotify vai suspender o trabalho na Rússia a partir de 11 de abril

O Spotify vai interromper completamente seus serviços de streaming na Rússia a partir de 11 de abril.”Em 11 de abril, o Spotify suspenderá o trabalho na Rússia. Isso significa que não será mais possível usar os serviços no site e no aplicativo”, disse a empresa. Atualmente, o serviço de streaming já não está disponível.


8h30 – Prefeito de Dnipro recomenda evacuação de mulheres, crianças e idosos

O prefeito de Dnipro, Borys Filatov, aconselha que mulheres, crianças e idosos sejam evacuados da cidade. Da mesma forma, ele pede que os moradores que já deixaram a região não retornem ainda. Segundo o gestor, a situação em Donbass está piorando. “Os chefes das administrações militares das regiões de Donetsk e Luhansk afirmaram que todos os civis precisam deixar o território dessas regiões o mais rápido possível. […] Recomendo que eles avancem em direção à Ucrânia Ocidental, onde é seguro em qualquer caso”, afirmou Filatov.


8h14 – Rússia acusa Google de difundir ‘fake news’ sobre Ucrânia e proíbe publicidade

O regulador russo das telecomunicações anunciou a proibição do Google de fazer publicidade na Rússia. O órgão também acusa o Youtube de divulgar informações falsas sobre a guerra. “O YouTube se tornou uma plataforma-chave para a divulgação de ‘fake news’ sobre a operação militar especial no território da Ucrânia, desacreditando as Forças Armadas russas”, justifica a Roskomnadzor. A agência reguladora também acusa o Google de censurar a mídia estatal russa, que tiveram seus canais do YouTube fechados. Com a decisão, o Google não terá mais direito de “fazer publicidade do Google LLC” e de suas plataformas na Rússia. Além disso, os mecanismos de busca russos terão de indicar que o Google e suas afiliadas violam a lei russa quando se faz uma busca de seus nomes.

*Com Agence France-Presse


7h56 – Kiev mostrou incapacidade de negociar, disse Lavrov

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov afirma que Kiev se mostrou incapaz de negociar um cessar-fogo com o Kremlin. Segundo ele, a proposta de acordo apresentada na quarta-feira, 6, pela Ucrânia mostra uma afastamento das negociações fixadas em Istambul. Lavrov menciona que, na ocasião, os representantes de Kiev prometeram que as garantias de segurança não se aplicariam à Crimeia, mas essa cláusula estaria faltando na nova versão do acordo. Além disso, segundo relato citado pela Ria, ele menciona que as autoridades ucranianas também mudaram sua disposição sobre a realização de exercícios militares, sem mencionar a necessidade de obter consentimento da Rússia.


7h39 – Rússia tenta desgastar militares da Ucrânia enquanto se prepara para novo ataque

Para o Ministério da Defesa do Reino Unido, a Rússia está bombardeando alvos de infraestrutura na Ucrânia para desgastar os militares locais, enquanto se prepara para um novo ataque. A informação considera relatório do departamento de inteligência do ministério que aponta que “o progresso das operações ofensivas no leste da Ucrânia é o foco principal das forças militares russas”. Com isso, os soldados de Moscou visam atacar a infraestrutura no interior ucraniano “para degradar a capacidade dos militares ucranianos de reabastecer e aumentar a pressão sobre o governo”. Mesmo assim, o Reino Unido diz que “as forças russas provavelmente continuarão enfrentando problemas de moral e escassez de suprimentos e pessoal”.


7h21 – Operação na Ucrânia inaugura nova era histórica, diz Lukashenko

Para o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, o início da chamada “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia marca um “divisor de águas” na relação entre o Ocidente e o Oriente. “Não há dúvidas de que, com o lançamento da operação especial da Rússia na Ucrânia, toda uma era histórica chegou ao fim. Em meio ao crescente confronto entre os principais atores, está surgindo um novo divisor de águas entre o Oriente e o Ocidente”, disse Lukashenko, em uma reunião do Conselho de Segurança.


7h06 – Autoridades ucranianas adverte civis para ‘última chance’ de fugir

Autoridades de cidades do leste da Ucrânia advertiram civis que os próximos dias serão a “última chance” de fugir da região antes de uma grande ofensiva da Rússia. “Os próximos dias são, talvez, a última oportunidade de fugir”, afirmou o governador Sergey Gaidai, no Facebook. Segundo ele, as tropas russas estão “cortando todas as vias possíveis de saída”. Saiba mais.


6h50 – Chanceler da Ucrânia pede mais armas aos países da Otan

O ministro ucraniano das Relações Exteriores pede que os países da Otan forneçam mais armamento à Ucrânia. “Venho pedir três coisas: armas, armas e armas. Quanto mais rápido forem entregues, mais vidas serão salvas e destruições evitadas”, declarou Dmytro Kuleba, afirmando que são necessários “aviões, veículos blindados e defesa antiaérea”. “Sabemos lutar. Sabemos como vencer, mas sem um abastecimento constante e suficiente de todas as armas solicitadas pela Ucrânia, esta vitória vai impor enormes sacrifícios”, completou. Por sua vez, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou: “A Ucrânia tem direito à defesa. Vamos escutar as necessidades que serão apresentadas por Dmytro Kuleba e conversar sobre como responder”, declarou.


6h34 – França convoca embaixador da Rússia após mensagem sobre Bucha

O Ministério de Relações Exteriores da França convoca o embaixador da Rússia após uma mensagem da representação diplomática considerada “indecente” sobre o massacre de civis em Bucha. “Diante da indecência e da provocação da comunicação da embaixada da Rússia na França sobre o que aconteceu em Bucha, decidi convocar o embaixador russo”, escreveu no Twittter o chanceler Jean-Yves Le Drian. A fala do diplomata faz referência a uma mensagem com o título “cenário de filmagem”, em que a embaixada russa na França acusa Kiev de “encenar” com os corpos encontrados na cidade.


6h16 – Ucrânia acusa Hungria de ajudar Putin na guerra

Autoridades da Ucrânia acussam a Hungria de “ajudar Putin” na guerra. A fala acontece um dia após as declarações do primeiro-ministro Viktor Orban afirmar que está disposto a comprar gás russo e pagar em rublos. “Budapeste passou para a próxima etapa: ajudar Putin a continuar sua agressão contra a Ucrânia”, afirmou em um  comunicado o porta-voz do ministério ucraniano das Relações Exteriores, Oleg Nikolenko. Para ele, a posição da Hungria “destrói a unidade da União Europeia”. Saiba mais. 


6h00 – Dez corredores humanitários farão evacuação de civis

Segundo informações da vice-primeira-ministra e chefe do  Ministério da Integração, Iryna Vereshchuk, dez corredores humanitários foram acordados para esta quinta-feira, 7. As rotas para evacuação de civis, em sua maioria, têm como destino a cidade de Zaporozhye. Veja abaixo as opções:

  • Mariupol a Zaporozhye: em transporte próprio
  • Berdyansk a Zaporozhye: em ônibus enviados pela administração
  • Tokmak a Zaporozhye: em transporte próprio e por ônibus de evacuação
  • Energodar a Zaporozhye: em transporte próprio
  • Melitopol a Zaporozhye: em transporte próprio e ônibus de evacuação
  • Severodonetsk a Bakhmut: local de encontro será na Avenida Khimikiv, 28
  • Lysychansk a Bakhmut: local de encontro em st. Saussure, 324
  • Popasna a Bakhmut: local de encontro na S. Pervomaiskaya, 42
  • Rubizhne a Bakhmut: partindo da vila de Gorske à cidade de Bakhmut

5h44 – Prefeito de Irpen denuncia estupro de mulheres e ‘atrocidades’ dos soldados russos

Em uma conferência online nesta quinta-feira, 7, do Comitê Verkhovna Rada de Política Externa e Cooperação Interparlamentar, o prefeito de Irpen, Alexander Markushin, relatou que os soldados russos estupraram mulheres e cometeram “atrocidades” na cidade. Em discurso, o ucraniano afirmou que depois de retomar o controle total da cidade, foi preciso “coletar restos [das vítimas] com pás”. “Quando libertamos, nossos moradores me disseram que os ocupantes começaram a dividir famílias, tirar homens e deixar crianças e mulheres. Os homens foram levados como prisioneiros, aqueles que não gostaram deles – há fatos, há testemunhos de pessoas – foram fuzilados, aqueles que não quiseram se render foram fuzilados, uma criança morreu, muitos homens morreram”, afirmou Markushin.

“Ainda mais brutais, simplesmente desumanas, foram as manifestações quando atiraram em nosso povo e depois dirigiram tanques sobre esses corpos. Só quando expulsamos essa abominação [as tropas russas] conseguimos recolher os restos mortais das pessoas. Retiramos os corpos do asfalto”, completa o discurso. O prefeito também afirmou que além de matar e assediar mulheres, os soldados também saquearam as casas da cidade, levando desde máquinas de lavar até roupas íntimas.


5h27 – Kharkiv foi alvo de 48 ataques durante a noite

O chefe da Administração Estatal Regional de Kharkiv, Oleg Sinegubov, afirma que 48 ataques de mísseis, artilharias e morteiros foram registrados em Kharkiv. “Como resultado do bombardeio de artilharia de ontem em Balaklia, três pessoas morreram. À noite, os russos dispararam foguetes em Lozova, ninguém ficou ferido. Em Lozova e Barvinkovo ​​​​chamamos a evacuação da população e 15 mil cidadãos já partiram”, escreveu Sinegubov, no Telegram. Segundo ele, as tropas russas se concentram em direção ao leste de Kharkiv, possivelmente para novos ataques. “Nossas Forças Armadas estão sempre prontas para defender e manter suas posições!”, completou.


5h10 – Rússia perdeu quase 19 mil soldados em 42 dias de guerra, diz Ucrânia

Segundo balanço divulgado por autoridades ucranianas, ao menos 18,9 mil soldados de Moscou foram mortos em confrontos no país. O número representa 300 mortes nas últimas 24 horas. Além disso, entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 150 aeronaves; 135 helicópteros; 698 tanques de guerra; 1.891 veículos militares blindados; 332 sistemas de artilharia; 55 equipamentos de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.358 carros militares entre outros.


1h40 – ONU votará sobre expulsão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos

A Assembleia Geral da ONU votará nesta quinta-feira, 07, sobre a suspensão da Rússia do principal órgão de direitos humanos da ONU. A medida foi iniciada pelos EUA em resposta à descoberta de centenas de corpos de civis ucranianos em Bucha, após a retirada das tropas russas. A embaixadora norte-americana, Linda Thomas-Greenfield, fez um apelo para que o país seja retirado da lista de 47 membros. “Acreditamos que os membros das forças russas cometeram crimes de guerra na Ucrânia e acreditamos que a Rússia precisa ser responsabilizada. A participação da Rússia no Conselho de Direitos Humanos é uma farsa”, disse na última segunda-feira. Saiba mais.


h1h – EUA alertam a Índia sobre ‘parceria muito próxima’ com a Rússia

Os EUA alertaram a Índia contra uma parceria muito próxima com a Rússia após a invasão da Ucrânia. “Nossa mensagem para o governo indiano é que os custos e consequências para eles de adotar um alinhamento estratégico mais explícito com a Rússia serão significativos e de longo prazo”, disse o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Brian Deese, a repórteres nesta quarta-feira, 6. “Certamente há áreas em que ficamos desapontados com as decisões da China e da Índia, no contexto da invasão”, acrescentou. A Índia foi um dos países que se recusaram a aplicar sanções contra os russos.


07/04 – 00h – Mães russas escrevem dados pessoais nos corpos dos filhos

Em meio ao horror da guerra e muitos civis morrendo em diversas regiões, algumas mães começaram a escrever nos corpos de seus filhos pequenos os dados pessoais das crianças, como nome e data de nascimento, e telefones de parentes caso morram em algum bombardeio e os filhos sobrevivam. O caso foi compartilhado pela jornalista ucraniana Anastasiia Lapatina, que fez uma crítica “e a Europa discutindo o gás”, escreveu em sua conta do Twitter.


23h20 – Combates começam a se intensificar no leste da Ucrânia

A ofensiva militar russa está se intensificando no leste da Ucrânia. Segundo a mídia internacional, é possível ver longas filas de tráfego para o oeste e um intenso som de artilharia. No momento, a Rússia controla 90% de Luhansk e mais da metade de Donetsk – antigo centro industrial ucraniano. Apesar de perder muito terreno para o inimigo, a Ucrânia continua tentando proteger áreas ao leste com trincheiras.


21h50 – Zelensky: ‘Devemos fazer tudo para restaurar a economia da Ucrânia’

Presidente ucraniano realizou um pronunciamento nesta quarta-feira, 6, e pediu para que os países amigos da Ucrânia façam ‘de tudo’ para reviver a nação economicamente. “Devemos fazer todo o possível para restaurar o trabalho das empresas domésticas, atividades comerciais e reviver as pequenas e médias empresas em todo o nosso território onde é seguro e possível de trabalhar”, argumentou. Segundo o mandatário, o setor economico é a principal ‘linha de frente’ de estabilidade para os ucranianos. “Se precisamos atualizar a legislação e dar mais espaço para o desenvolvimento das empresas, os parlamentares devem fazê-lo rapidamente, se precisarmos criar condições especiais para o retorno de pessoas, e a situação de segurança em uma determinada área permitir, todos os líderes em qualquer nível devem fazer todos os esforços e fazer todo o possível para devolver as pessoas a essas áreas seguras”, disse o mandatário.


21h10 – Soldados ucranianos recebem treinamento nos EUA para usar drones armados

Um pequeno grupo de soldados ucranianos que estavam nos Estados Unidos antes da invasão russa na Ucrânia estão sendo treinados no uso de drones armados Switchblade que Washington está enviando a Kiev, disse nesta quarta-feira (6) um alto funcionário do Pentágono. O porta-voz do Departamento de Defesa, John Kirby, explicou tratar-se de um número “muito pequeno” de soldados ucranianos que já estavam nos EUA antes da Rússia invadir a Ucrânia. “Aproveitamos a oportunidade para treiná-los durante alguns dias, especialmente nos drones Switchblade. Assim, eles poderão voltar e treinar seus colegas no exército ucraniano”, explicou Kirby. O porta-voz completou que cerca de 100 drones foram enviados para reforçar a luta dos ucranianos contra as tropas russas. Este tipo de drone é essencialmente uma bomba controlada remotamente para atingir objetivos inimigos.


20h30 – Macron responde às críticas de premiê polonês a conversas com Putin

O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou nesta quarta-feira (6) as críticas do primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, às suas conversas por telefone com Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia de “infundadas” e “escandalosas”. Morawiecki, que pertence a “um partido de extrema direita”, está se envolvendo “na campanha política francesa” depois de receber “várias vezes Marine Le Pen”, candidata à presidência da França pelo partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), que “ele apoia”, acusou Macron, que é candidato à reeleição. “Assumo plenamente, em nome da França, que tenho falado constantemente com o presidente da Rússia para evitar a guerra e construir uma nova arquitetura de paz na Europa” nos últimos anos, respondeu Macron. Morawiecki afirmou que não se deveria negociar com Putin por ele ser um “criminoso”.

*Com informações da AFP


17h50 – Quem são as filhas de Putin que receberam sanções dos EUA?
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira, 6, sanções as filhas de Vladimir Putin: Maria Putina e Katerina Tikhonova. A ação é em resposta ao massacre que aconteceu na cidade de Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados pelas ruas. Segundo os norte-americanos, a razão para elas terem sido atingidas pela nova rodada é por serem suspeitas de esconder a riqueza do presidente da Rússia. Tanto Katherina quanto Maria são maiores de idade e estão na faixa dos 30 anos. Elas são filhas da ex-mulher de Putin, Lyudmila Shkrebneva, e as úncias que são assumidas pelo líder russo. Saiba mais.
Filhas Putin

Katerina Tikhonova, da esquerda, e Maria Putina, da direita, são suspeitas de esconder a riqueza do presidente da Rússia


15h30 – Biden denuncia ‘crimes de guerra graves’ na Ucrânia

O presidente americano, Joe Biden, classificou, nesta quarta-feira, 6,  o massacre de civis ucranianos supostamente pelas mãos de tropas russas na cidade de Bucha como crimes de guerra graves. “Estou certo de que vocês viram as imagens de Bucha, nos arredores de Kiev: corpos deixados nas ruas quando as tropas russas se retiraram, alguns com tiros na parte posterior da cabeça e as mãos amarradas atrás das costas”, disse Biden em um ato sindical. “O que está acontecendo não é outra coisa senão crimes de guerra graves”, disse.

*Com informações da AFP


15h – Hungria aceita pagar gás russo em rublos, diz premiê

Hungria é o primeiro país que concorda com a imposição de Putin de pagar em rublos pelas exportação do gás russo. “Não vemos problema no pagamento em rublos. Se é o que os russos querem, pagaremos em rublos”, disse o primeiro-ministro Viktor Orban, em entrevista coletiva em Budapeste. Por mais que sejam fortemente dependentes do gás russo, os demais países da União Europeia não seguem o mesmo caminho dos húngaros. Na terça-feira (5), a Comissão Europeia propôs aos 27 países do bloco o endurecimento das sanções contra a Rússia, cessando suas compras de carvão russo, que representam 45% das importações da UE, e fechando os portos europeus para navios russos. 

*Com informações da AFP


14h30 – Guerra na Ucrânia pode durar anos, afirma chefe da Otan

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, afirmou nesta quarta-feira, 6, que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não desistiu de tomar toda Ucrânia, e que a guerra pode durar anos. “Temos que ser realistas. A guerra pode durar muito tempo, vários meses, até anos. É a razão pela qual também temos que estar preparados para um longo percurso, tanto no que diz respeito ao apoio à Ucrânia, como na manutenção das sanções e no fortalecimento das nossas defesas”, declarou. “Não vemos nenhum indício de que Putin tenha mudado seu objetivo de controlar toda Ucrânia”, destacou. Saiba mais


14h – Fica ou saí? Futuro da Rússia no Conselho de Direitos Humanos vai ser decidido na quinta-feira 

Após o suposto massacre na região de Bucha, os países ocidentais se manifestaram sobre o ocorrido e pediram a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos. Atendendo aos pedidos, a Assembleia Geral da ONU vai decidir na quinta-feira, 7, a suspensão dos russos. Para suspender a participação de um país, é necessário o voto favorável de dois terços dos países, dentro de um total de 193 Estados-membros. Na segunda-feira, 4, a embaixadora dos EUA na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que a “Rússia não deve ocupar uma posição de autoridade neste órgão” e nem deve ser permitido que ela “use seu papel no Conselho como uma ferramenta de propaganda para dizer que tem uma preocupação legítima com os direitos humanos”. Saiba mais.

conselho de direitos humanos


13h30Putin denuncia ‘provocação grosseira e cínica’ da Ucrânia em Bucha

De acordo com um comunicado do Kremlin, Vladimir Putin chamou de “provocação grosseira e cínica” a descoberta de corpos de civis na cidade de Bucha, após a retirada das forças russas. Esta é a primeira reação do presidente russo ao caso, que provocou indignação internacional.  Antes do líder russo se pronunciar, outros funcionários haviam negado que as forças russas tenham cometido abusos em Bucha, enquanto o Kremlin qualificou como “montagem” as imagens de corpos espalhados nas ruas dessa cidade, publicadas pelos meios de comunicação. “Esta falsificação criminal foi inventada para justificar o próximo pacote de sanções” contra Moscou, disse a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, julgando os veículos de comunicação ocidentais como “cúmplices”.


12h55 – Cruz Vermelha acolhe 500 civis que fugiram de Mariupol

Cerca de 500 civis que saíram por conta própria da cidade de Mariupol, a mais devastada pelas tropas russas desde a invasão à Ucrânia que se iniciou em 24 de fevereiro, foram acolhidos pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR). De acordo com a organização, o grupo foi conduzido em um comboio de ônibus e veículos privados para a cidade de Zaporizhzhia, em percurso de, aproximadamente, 20 quilômetros. ” A chegada deste comboio a Zaporizhzhia é um enorme alívio para centenas de pessoas que sofreram tremendamente e, agora, estão em um lugar seguro”, disse a organização que também informou que cerca de 130 mil moradores ainda estão na região impossibilitadas de saírem e vivendo em condições extremamente difíceis, pois as tropas russas cercam o local e impedem a entrada de qualquer tipo de ajuda humanitária. O local está sem serviço de energia elétrica e de calefação. O CICR reiterou a vontade de colaborar “como um intermediário neutro” na evacuação dos moradores de Mariupol.


12h35 – EUA e Reino Unido ampliam sanções contra Rússia; investimentos e importação de carvão e petróleo estão proibidos

Os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram nesta quarta-feira, 6, novas sanções contra a Rússia em decorrência da invasão à Ucrânia que acontece desde o dia 24 de fevereiro. As novas medidas são em retaliação ao suposto massacre ocorrido na cidade de Bucha durante o final de semana, onde dezenas de corpos de civis foram deixados largados na rua. Os norte-americanos, proibiram novos investimentos na Rússia, bloquearam as principais instituições financeiras públicas e privadas da Rússia, Sberbank e Alfa Bank e colocaram sanções a funcionários do governo russo e seus familiares, incluindo as duas filhas de Vladimir Putin e de Sergey Lavrov. O Reino Unido informou que vai parar de importar carvão e petróleo russo. Em uma publicação no Twitter, o presidente dos EUA, Joe Biden, se posicionou sobre as novas medidas que foram impostas. “Deixei claro que a Rússia pagaria um preço severo e imediato por suas atrocidades em Bucha. Hoje, junto com nossos aliados e parceiros, estamos anunciando uma nova rodada de sanções devastadoras”, tuitou.

 


12h06 – Primeiro-ministro da Hungria propõe que Putin declare ‘cessar-fogo imediato’

O primeiro-ministro nacionalista húngaro, Viktor Orban, sugeriu que o presidente Vladimir Putin declare “cessar-fogo imediato”, interrompendo os conflitos na Ucrânia. Segundo o líder húngaro, a resposta do mandatário à ideia de uma possível reunião com os líderes ucraniano, francês e alemão “foi positiva, mas com condições”.


11h47 – EUA sancionam Sberbank, Alfa Bank e as filhas adultas de Vladimir Putin

A Casa Branca anunciou sanções contra as duas filhas de Vladimir Putin, presidente da Rússia. A justificativa, segundo o governo dos Estados Unidos, é que os familiares escondem a riqueza do mandatário russo. Segundo a AFP, os norte-americanos também declararam “bloqueio total” às principais instituições financeiras públicas e privadas da Rússia, Sberbank e Alfa Bank, e informou que todos os novos investimentos americanos na Rússia estão proibidos.


11h30 – Em 42 dias, bombardeios danificaram mais de 200 construções em Kiev 

Segundo a imprensa ucraiana, balanço aponta em a região de Kiev, durante os 42 dias de guerra, registou a morte de 89 civis, incluindo quatro crianças, além de outras 398 cidadãos feridos. Ao todo, foram 167 edifícios residenciais bombardeados; 44 escolas; 26 jardins de infância e um orfanato, assim como 11 prédios administrativos, 2 equipamentos desportivos, 5 equipamentos sociais, 17 equipamentos de saúde, 10 equipamentos culturais, 48 ​​equipamentos de infraestruturas de transporte.


11h10 – Negociações entre Rússia e Ucrânia continuam, diz Kremlin

Desde o final de semana, quando a cidade de Bucha foi recuperada pelas tropas ucranianas e dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas, Rússia e Ucrânia intensificaram as acusações, um ao outro, sobre crimes de guerra. Por uma lado, Kiev diz que as tropas russas têm cometido atrocidades contra a população, por outro, Moscou diz que os ucranianos estão mentindo e usando civis como escudos. Mesmo diante desse cenário, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garantiu nesta quarta-feira, 6, que as negociações de cessar-fogo continuam. “O trabalho continua. Ainda há muito caminho pela frente”, disse em entrevista coletiva que concede diariamente. Saiba mais.


10h49 – Playboy da Ucrânia retrata guerra no país em capa

A “Playboy” ucraniana saiu com uma capa dedicada à guerra do país contra a Rússia, no 42º dia de conflitos com as tropas de Moscou. Na imagem, compartilhada pelo editor chefe da revista nas redes sociais é possível ver uma ponte de Irpen quebrada, um voluntário evacuando cães, militares da Ucrânia e casas bombardeadas. “A edição especial online mais complexa sobre a guerra já está à venda. Há um link no cabeçalho do perfil onde você pode comprá-lo. Obrigado aos meus editores e a todos os envolvidos, que, sob o estrondo das explosões, os sons das sirenes, correndo para os abrigos, terminaram o trabalho. Um agradecimento especial aos fotógrafos que não têm medo de nada e fazem o seu trabalho. Os fundos arrecadados são usados ​​para comprar ambulâncias”, informa publicação.


10h29 – Noruega expulsa três diplomatas russos do país após massacre em Bucha

A Noruega anuncou a expulsão de três diplomatas russos nesta quarta-feira, 6. A alegação é que eles estariam exercendo atividades “não compatíveis com seu status”. “Essa é uma consequência das surpreendentes revelações dos ataques das forças russas à civis, em especial na localidade de Bucha, nos arredores de Kiev”, disse a ministra das Relações Exteriores do país nórdico, Anniken Huitfeldt. A chanceler reforçou que a Noruega e seus aliados vão permanecer unidos “contra a agressão da Rússia e no nosso apoio à Ucrânia”.

*Com EFE


10h13 – Vice-primeira-ministra pede que civis abandonem Kharkiv, Donetsk e Luhansk

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, pediu nesta quarta-feira, 6, que os moradores das regiões de Kharkiv, Donetsk e Luhansk evacuem as cidades “enquanto for possível”. Segundo ela, novos bombardeios pelas tropas russas são esperados, o que pode interromper os corredores humanitários.


9h55 – Vídeo mostra destruição em vila ucraniana: ‘Russos trouxeram morte e ruína’

O Ministério da Defesa da Ucrânia publicou um vídeo, feito com drone, que mostra o cenário em Borodyanka, vila na região de Kiev, após a invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro. “Apenas 42 dias atrás, 13.000 pessoas viviam nesta vila. Os ocupantes russos trouxeram morte e ruína para cá”, diz mensagem no Twitter. “Eles queriam fazer o mesmo com toda a Ucrânia, mas nosso exército reagiu. Borodyanka está novamente sob a bandeira ucraniana”, completa.


9h35 – Zelensky critica ‘indecisão’ europeia sobre sanções à Rússia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a indecisão da União Europeia de impor – ou não – novas sanções contra as importações de energia da Rússia. Para ele, alguns líderes estão mais preocupados com as perdas empresariais que com os crimes de guerra. “Não posso tolerar nenhuma indecisão depois de tudo que vivemos na Ucrânia e tudo que as tropas russas fizeram”, afirmou Zelensky em um discurso por videoconferência no Parlamento da Irlanda.”Enquanto o mundo inteiro está ciente dos crimes cometidos contra nosso povo, nós ainda temos que convencer as empresas europeias a deixar o mercado russo, temos que convencer os políticos estrangeiros a cortar os vínculos dos bancos russos com o sistema financeiro internacional, temos convencer a Europa de que o petróleo russo não pode financiar a máquina de guerra russa”, argumentou.

*Com AFP


9h13 – Mortes em Bucha se aproximam de genocídio, diz Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirma que a morte de civis em Bucha e em outros lugares da Ucrânia “não parecem estar longe do genocídio”. “Quando você olha para o que está acontecendo em Bucha, as revelações sobre o que [o presidente russo Vladimir] Putin está fazendo na Ucrânia, não parece longe de um genocídio, na minha opinião”, comentou, segundo fala citada pela AFP. “Não tenho dúvidas de que a comunidade internacional e o Reino Unido, na linha de frente, agirão juntos de novo para impor mais sanções e medidas punitivas contra o regime de Vladimir Putin”, acrescentou.


8h56 – Bombardeios contínuos atingem Severodonetsk, leste da Ucrânia

Bombas e foguetes caíam em intervalos regulares na cidade industrial de Severodonetsk, que com mais de 100 mil habitantes é considerada a maior cidade do leste sob controle do exército da Ucrânia. Nesta quarta após os bombardeios, um edifício estava em chamas e nas ruas havia apenas civis. Um comboio humanitário da ONU com oito caminhões conseguiu chegar à cidade com alimentos e roupas para 17 mil pessoas, além de quatro geradores de energia elétrica para os hospitais. Nos últimos idas, a Rússia airmou que deseja concentrar seus esforços na região leste, onde fica Severodonetsk.

*Com Agence France-Presse


8h34 – Rússia queima civis mortos em Mariupol para esconder crimes de guerra, dizem autoridades

A Câmara Municipal de Mariupol relata que após a repercussão do massacre em Bucha, lideranças da Rússia estão ordenando que civis mortos sejam queimados em “crematótios móveis”. O objetivo seria esconder possíveis crimes de guerra cometidos. “Há uma semana, estimativas cautelosas estimavam o número de mortos em 5 mil, mas considerando o tamanho da cidade, a destruição catastrófica, a duração do bloqueio e a resistência feroz, dezenas de milhares de civis de Mariupol podem ser vítimas dos ocupantes”, diz comunicado das autoridades locais, que também menciona a resistência russa de aceitar a Turquia como mediadora para evacuação de civis.  “Tdas as potenciais testemunhas das atrocidades dos ocupantes estão sendo identificadas através de campos de filtragem e destruídas.”


8h11 – Rússia ataca Kharkiv e Mariupol enquanto o Ocidente prepara novas sanções

Após se reagrupar no leste da Ucrânia, depois de deixar os arredores da capital Kiev, as tropas da Rússia realizaram novos ataques nas cidades estratégicas de Mariupol (sudeste) e Kharkiv (extremo leste) nesta quarta-feira, 6. Também no leste, a cidade de Dnipro foi alvo de bombardeios, com a destruição de um depósito de combustível. Dnipro é cortada por um rio que separa o leste ucraniano do restante do país. Enquanto os ataques ocorrem, o ocidente planeja aplicar novas sanções econômicas contra o russos, motivados pelas denúncias de genocídio e massacre na cidade de Bucha. Saiba mais.


7h51 – Russos devem atacar em 3 ou 4 dias, diz autoridade de Luhansk

Segundo Serhiy Haidai, chefe da administração militar regional de Luhansk, o Exército da Rússia continua trazendo equipamentos para a região, em um momento que ganha força, e deve promover novos ataques em poucos dias. “Estamos registrando o fornecimento constante de novas forças, equipamentos e pessoas, acho que eles planejam completar o fornecimento de todas as reservas e em 3-4 dias tentarão realizar uma ofensiva”, disse Haidai. Ele afirmou, no entanto, que as Forças Armadas da Ucrânia estão prontas para revidar e receber os ocupante “com hospitalidade”.


7h35 – Kremlin tomará medidas de retaliação para novas sanções da UE

A Rússia tomará medidas de retaliação caso a União Europeia (UE) adote nesta quarta-feira, 6, um quinto pacote de sanções contra o país, afirmou o vice-chanceler russo Alexandr Grushko. “Claro que vamos tomar medidas de retaliação, desenvolveremos medidas apropriadas para proteger nossos interesses legítimos na esfera econômica e em outras áreas”, disse o diplomata à agência Interfax. Entre os possíveis novos bloqueios a Moscou está a proibição de importação de carvão russo como a medida mais importante.


7h18 – Papa Francisco condena ‘horrenda crueldade’ em Bucha

O papa Francisco condenou nesta quarta-feira, 6, o que chamou de “horrenda crueldade” que afeta os civis da Ucrânia, “incluindo seus civis”, ao falar sobre o “massacre de Bucha“. “As últimas notícias da guerra na Ucrânia (…) mostram novas atrocidades, como o massacre de Bucha, uma horrenda crueldade, cometida também contra civis, mulheres e crianças”, disse o pontífice após a audiência geral. “São vítimas cujo sangue inocente clama ao céu e implora para que acabemos com esta guerra, para que façamos calar as armas, que paremos de semear morte e destruição”, declarou Francisco. Saiba mais.


7h06 – Tropas russas disparam contra depósito de ajuda humanitária

Em Vugledar, cidade na região de Donetsk, soldados do Exército da Rússia lançaram foguetes contra um depósito de ajuda humanitária. A informação foi divulgada por jornais ucranianos, citando autoridades locais. Até o momento, a estimativa é de ao menos dois mortos e sete feridos pelo bombardeio.


6h51 – Rússia destrói depósito de petróleo em Dnipro

Um depósito de petróleo próximo da cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia, foi bombardeado e destruído pelo exército russo na madrugada desta quarta-feira, 6, afirmaram as autoridades locais. Não houve nenhuma vítima. “Foi uma noite difícil. O inimigo atacou pelo ar e atingiu um depósito de petróleo e uma fábrica. O depósito foi destruído e um incêndio afeta a fábrica”, afirmou o governador da região de Dnipropetrovsk, Valentin Reznichenko, pelas redes sociais. O incêndio foi controlado pelo bombeiros oito horas depois do ataque. Saiba mais.


6h39 – Kremlin nega intenção de matar Volodymyr Zelensky

O porta-voz russo, Dmitry Peskov, negou a informação de que autoridades russas queriam assassinar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Ao ser questionado sobre o desejo, o russos afirmou categoricamente que “não, não é verdade”, segundo informou a agência de notícias russa Ria. De acordo com o porta-voz, a Rússia está interessada em que Zelensky concorde com os termos das negociações.


6h23 – Kharkiv sofreu 27 ataques durante na última noite, diz prefeito

Segundo Oleh Synegubov, chefe da administração regional de Kharkiv, ataques das tropas russas foram registrados em diferentes áreas residenciais da região. Mais uma vez, à noite, os ocupantes russos desferiram cerca de 27 ataques de várias armas em áreas residenciais de Kharkiv. O inimigo quer nos desmoralizar e continua a desferir ataques caóticos à infraestrutura civil”, disse. Segundo ele, durante a noite, um helicóptero e uma coluna de tanques russos foram destruídos. “O inimigo sofreu perdas”, completou.


6h05 – Guerra já matou 167 crianças ucranianas e feriu quase 280

O conflito entre Moscou e Kiev já causou a morte de 167 crianças, segundo último balanço divulgado pelas autoridades ucranianas. Além disso, outras 279 crianças sofreram ferimentos de gravidade variável. As crianças mais afetadas estavam em: Kiev – 78, Donetsk – 81, Kharkiv – 64, Chernihiv – 49, Mykolaiv – 39, Luhansk – 31, Zaporizhia – 22, Kherson – 29, a capital – 16, Sumy – 16, Zhytomyr – 15. Saiba mais.


5h48 – Ucrânia lança ‘Mapa de Perdas Culturais’; Rússia já destruiu 150 monumentos

A Fundação Cultural Ucraniana lançou o “Mapa de Perdas Culturais” interativo para demonstrar os locais destruídos durante a guerra contra a Rússia. O mapa traz informações sobre a localização e o tempo de dano ao espaço cultural, além da escala de perdas e até o número de saques pelos ocupantes também são descritas em detalhes. “A partir de agora, quase toda a destruição que o exército russo infligiu à herança cultural da Ucrânia pode ser vista em tempo real”, disse o diretor executivo da UCF, Vladislav Berkovsky. Segundo o órgão, pelo menos 150 monumentos já foram danificados.


5h32 – Rússia já perdeu 150 aviões e quase 700 tanques na guerra

Último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta que 18,6 mil soldados da Rússia morreram desde 24 de fevereiro, quando começaram os conflitos. Entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 150 aeronaves; 135 helicópteros; 684 tanques de guerra; 1.861 veículos militares blindados; 332 sistemas de artilharia; 55 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.324 carros, entre outros.


5h15 – Onze corredores humanitários são acordados para evacuação de civis

Segundo autoridades da Ucrânia, 11 corredores humanitários foram acordados para evacuação de civis e entrega de suprimentos para cidades ocupadas, inclusive de Mariupol. A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração Iryna Vereshchuk. Os corredores verdes, todos com destino a Zaporizhia, partem de Mariupol, Berdyansk, Tokmak e Energodar, com rotas exclusivas para transporte próprio e para ônibus.


1h15 – Youtube suspende canal de vlogger chinês que relatava invasão russa à Ucrânia

O vlogger Wang Jixian teve seu canal no Youtube suspenso depois de compartilhar imagens da invasão russa na Ucrânia. Morador de Odessa há quatro anos, ele disse que compartilha os vídeos para ‘contrariar a narrativa da China sobre o que está acontecendo no país’. Jixian informou que recebeu várias mensagens para não “provocar” Pequim. “Estou combatendo mentiras e pânico relatando da linha de frente”, disse Wang à Radio Free Asia. Sua suspensão aconteceu em 28 de março, ele disse que tentou entrar com recurso, mas a plataforma o ignorou.


06/04 – 00h10 – Prefeito de Bucha diz que russos mataram 320 civis

O prefeito da cidade de Bucha disse em entrevista à BBC que cerca de 320 civis foram mortos a tiros por tropas russas durante a ocupação da cidade. Anatoly Fedoruk disse que testemunhou pessoalmente as execuções. “Vi vários episódios. Havia três carros civis tentando evacuar-se para Kiev e eles foram brutalmente baleados. Havia uma mulher grávida cujo marido estava gritando pedindo para não atirar nela, mas eles simplesmente atiraram brutalmente nela”, revelou. O prefeito ainda disse que os políticos locais foram caçados. Fedoruk também pediu que o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, visite a cidade para ver “os corpos das pessoas mortas e olhar nos olhos de suas famílias, mães, maridos, crianças que ficaram órfãs”.


23h10 – Twitter introduzirá novas regras contra contas de propaganda do governo russo

O Twitter anunciou nesta terça, 5, novas medidas para limitar o alcance de contas de propaganda ligadas ao governo russo. As contas não serão mais recomendadas aos usuários da rede social, incluindo em pesquisas. O Twitter já havia tomado medidas contra a máquina de informação russa, o que levou o Kremlin a restringir a rede social. Não ampliaremos ou recomendaremos contas governamentais pertencentes a estados que limitam o acesso a informações gratuitas e estão envolvidos em conflitos armados internacionais – esteja o Twitter bloqueado naquele país ou não. Quando um governo bloqueia ou limita o acesso a serviços online em seu estado, prejudicando a voz do público e a capacidade de acessar informações livremente, mas continua a usar serviços online para suas próprias comunicações, é criado um grave desequilíbrio de informações”, disse o Twitter em comunicado oficial.


22h40 – Em Hostomel, cidade próxima a Kiev, 400 pessoas estão desaparecidas

O chefe da administração militar da cidade de Hostomel, Taras Dumenko, relatou que mais de 400 cidadãos locais estão desaparecidos – acredita-se que a maior parte deles tenha fugido ou sido morto e ainda não foram encontrados. Contudo, há relatos de que alguns estariam entre os mortos em Bucha, onde tropas russas teriam cometido um massacre contra centenas de civis. Dumenko disse acreditar que as tropas russas conseguiram esconder melhor as evidências, já que Hostomel está mais longe das linhas de combate (em Bucha, foram achados corpos na rua). Hostomel foi uma das primeiras cidades ucranianas a ser atacada por ter um aeroporto militar que daria acesso a Kiev e permitiria abastecer as tropas russas no solo por via aérea.


22h15 – Status da Crimeia e de Donbass não serão definidos em negociações, diz Zelensky

Em uma entrevista à mídia ucraniana nesta terça, 5, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky demonstrou ceticismo de que o status das regiões da Crimeia e de Donbass serão definidos em negociações entre a Ucrânia e a Rússia. Embora sejam internacionalmente reconhecidos como parte da Ucrânia, o território da Crimeia está sob domínio russo desde 2014 e o de Donbass está dividido em duas “repúblicas autônomas” que lutam por independência. “A Rússia tem sua própria visão de Donbass, e a Ucrânia tem a sua. Então eu tinha uma sugestão simples. Acredito que não seremos capazes de concordar em todos os pontos ao mesmo tempo. Isso é impossível, mesmo que tenhamos negociações”, comentou Zelensky. A Rússia afirmou recentemente que focaria sua ofensiva em Donbass, para garantir a independência das regiões de Donetsk e Luhansk.


21h – Zelensky afirma que momento é crucial para líderes do Ocidente no apoio à Ucrânia

Em seu discurso na noite desta terça, 5, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu por mais apoio dos líderes ocidentais à Ucrânia, na forma de sanções à Rússia, e que o momento é crucial. “Agora é um momento crucial, especialmente para os líderes ocidentais. E não se trata mais de como nosso povo avaliará as novas sanções e o que direi sobre elas. Trata-se de como as decisões sobre sanções serão avaliadas nas próprias sociedades ocidentais. Se depois disso os bancos russos ainda puderem funcionar como de costume… Se depois disso o trânsito de mercadorias para a Rússia continuar como de costume… Se depois disso os países da UE continuarem pagando pelos recursos energéticos russos como de costume… Então o destino político de alguns líderes não se desenvolverá como de costume. Meu conselho para todos: sintam agora que o momento é realmente crucial”, pediu Zelensky, que ainda criticou o Conselho de Segurança da ONU, afirmando que não cumpre a sua missão por ter a Rússia como membro pleno.


20h30 – General dos Estados Unidos prevê que conflito pode se prolongar por anos

O General do Exército dos Estados Unidos Mark Milley previu que a guerra na Ucrânia, e a necessidade da Otan enviar armas para os ucranianos, pode seguir por anos, talvez décadas. “Eu acho que este é um conflito muito prolongado e acho que será medido pelo menos em anos. Não sei décadas, mas anos com certeza”, disse Milley.Acho que a Otan, os Estados Unidos e todos os aliados e parceiros que estão apoiando a Ucrânia estarão envolvidos nisso por algum tempo”, comentou Milley no Congresso americano. O general sugeriu que os Estados Unidos e a Otan mantenham bases permanentes no Leste Europeu, com forças que fizessem uma rotação entre elas.


20h – Exército russo anuncia “ofensiva final” pela tomada de Mariupol

O exército da Rússia anunciou nesta terça-feira a ofensiva final para a tomada da cidade portuária de Mariupol, depois do fim do prazo para que as forças da Ucrânia entregassem as armas e batessem em retirada para os territórios controlados por Kiev. “Informamos, em reiteradas ocasiões e por todos os canais acessíveis das propostas sobre a possibilidade das Forças Armadas ucranianas se retirarem de Mariupol e baixarem as armas”, disse o porta-voz do Ministério da Defesa Russo, Igor Konashenkov. De acordo com o general, desde às 6h de hoje pela hora local (12h de Brasília), foi reiterada a proposta dos militares ucranianos para entregar as armas e saírem por uma rota segura dos territórios controlados pela Ucrânia, o que foi ignorado. “Levando em conta o desinteresse de Kiev de conservar a vida de seus militares, Mariupol, será liberada das unidades de nacionalistas pelas Forças Armadas da Rússia e da República Popular de Donetsk”, disse Konashenkov.

*Com informações da EFE


19h – Procuradora-geral da Ucrânia acusa russos de assediarem sexualmente homens, mulheres, crianças e idosos

A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, acusou tropas russas de realizarem assédios sexuais contra civis ucranianos, incluindo homens, mulheres, crianças e dosos. Segundo ela, um número crescente de casos está sendo relatado e o governo ucraniano busca ajudar as vítimas das formas possíveis.


18h30 Porcentagem recorde de ucranianos apoia adesão do país à União Europeia

Um número recorde de ucranianos deseja que o país se torne integrante da União Europeia, de acordo com uma pesquisa do instituto ucraniano Rating: 91% dos moradores do país teriam a vontade de entrar para a UE, enquanto nos últimos anos, antes da invasão russa, o apoio estava em torno de 60%. Após o início da guerra, o processo de adesão da Ucrânia à entidade se acelerou – a Rússia não deseja que isso ocorra.


17h55 – Explosões na região de Lviv, no oeste da Ucrânia

Explosões foram registradas na noite desta terça-feira (5) na cidade de Radekhiv, a 70 km de Lviv, a principal cidade do oeste da Ucrânia, informou um funcionário local. “Explosões na região de Radekhiv. Todos devem permanecer em refúgios”, escreveu no Telegram Maksym Kozitsky, chefe da administração militar regional.

*Com informações da AFP


17h45 – EUA vão proibir qualquer novo investimento na Rússia

Os Estados Unidos devem anunciar na quarta-feira, 6, novas sanções contra a Rússia em retaliação ao massacre registrado nos últimos dias na cidade de Bucha, na Ucrânia. Em coordenação com a União Europeia e o G7, eles vão proibir qualquer novo investimento em territórios russos. Segundo uma pessoa próxima ao assunto, mais sanções vão ser impostas contra instituições financeiras, empresas públicas, funcionários do governo russo e seus familiares. Essas decisões deve danificar instrumentos-chaves do aparato estatal russo e causar danos econômicos imediatos e agudos”. O informante também informou que a economia russa vai se contrair “15% ou mais” em 2022 devido ao efeito da guerra na Ucrânia e às sanções do Ocidente, uma recessão de uma gravidade sem precedentes que apagará “os avanços econômicos conquistados pela Rússia nos últimos 15 anos”.


17h15 – Rússia diz que derrubou helicópteros que iam retirar chefes militares ucranianos de Mariupol

O exército russo afirmou, nesta terça-feira que derrubou dois helicópteros ucranianos que tentavam retirar os chefes de um batalhão nacionalista que participa da defesa do sitiado porto de Mariupol. “Uma nova tentativa do governo de Kiev de evacuar os líderes do batalhão nacionalista Azov foi abortada”, disse o porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov. “Dois helicópteros Mi-8 ucranianos, que tentavam chegar à cidade a partir do mar, foram derrubados por sistemas antiaéreos portáteis”, acrescentou. Segundo Konashenkov, foi oferecido aos ucraninaos que deixem a cidade por uma rota acordada, mas o exército ucraniano teria ignorado a proposta. “Como Kiev não está interessada em salvar a vida de seus soldados, Mariupol será libertada dos nacionalistas”, afirmou Konashenkov.

*Com informações da AFP


16h20 – Em dois dias, mais de 150 diplomatas russos foram expulsos de países europeus

Em 48h, mais de 150 diplomatas russos foram expulsos de países europeus. Essa medida é uma resposta às ações das tropas da Rússia na Ucrânia que já duram mais de um mês. A Itália decidiu expulsar 30 diplomatas alegando razões de segurança nacional. “Esta medida, tomada em comum acordo com os nossos parceiros europeus e atlânticos, foi necessária por razões ligadas à nossa segurança nacional e no contexto da atual situação de crise relacionada com a agressão injustificada da Ucrânia por parte da Federação Russa”, disse Luigi Di Maio. A Alemanha anunciou que estava mandando embora um grande número de diplomatas russos enviados a Berlim, segundo a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock. Ela não divulgou um número, mas estima-se que tenham sido 40. A França anunciou a retirada de 35 diplomatas “cujas atividades são contrárias aos interesses” do país, segundo uma fonte próxima ao Ministério das Relações Exteriores francês. Saiba mais.

16h – Na ONU, Zelensky compara Exército russo ao Estado Islâmico e pede garantias de proteção

O presidente Volodymyr Zelensky discursou nesta terça-feira, 5, no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e falou sobre a situação na cidade de Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas. “O massacre em Bucha é apenas um dos exemplos do que os ocupantes têm feito em nossa terra”, disse Zelensky ao comparar as ações das tropas russas com as empregadas por outros exércitos, “não são diferentes das empregadas por outros terroristas, como o Estado Islâmico”. O líder da Ucrânia denunciou os crimes de guerra que estão acontecendo e relatou que: mulheres foram estupradas e mortas na frente dos filhos, pessoas tiveram a língua cortada por não estarem dizendo o que os soldados russos queriam ouvir e muitos corpos foram encontrados largados nas estradas e jogados em poços. “São os crimes de guerra mais terríveis desde a Segunda Guerra Mundial”, disse Zelensky. “Retornei ontem da cidade de Bucha. Não há um único crime que não cometeram. O Exército russo procurou e matou deliberadamente qualquer um que servia nosso país”, disse. Saiba mais.


15h45 – Rússia diz que denúncias de atrocidades buscam o fracasso de negociações com a Ucrânia

O chefe da diplomacia russa Sergei Lavrov disse nesta terça-feira(5) que as acusações de supostas atrocidades cometidas pela Rússia após a descoberta de corpos na cidade ucraniana de Bucha são uma “provocação” para atrapalhar as negociações entre Kiev e Moscou. “Surge uma pergunta: qual é a utilidade dessa provocação aberta e falaciosa?”, questionou. “Isso nos leva a acreditar que serve para atrapalhar as negociações de paz”, continuou.


14h35 – Embaixador russo na ONU diz que ‘600 mil pessoas’ foram evacuadas da Ucrânia para a Rússia

A Rússia procedeu com a evacuação de “600.000 pessoas” da Ucrânia, que não partiram “sob coação ou foram sequestradas”, como diz o Ocidente, declarou nesta terça-feira o embaixador russo no Conselho de Segurança da ONU, Vassily Nebenzia. “Nós não viemos para a Ucrânia para conquistar territórios”, disse ele, novamente contestando as acusações de atrocidades que pesam sobre o exército russo. 

*Com informações da AFP


11h55 – Ucranianos apoiam cada vez menos a adesão à Otan, mostra pesquisa

O apoio da população ucraniana à entrada do país à Otan segue em declínio. A partir do final de março [apoio à adesão da Ucrânia] é de 68% , o que está próximo dos números pré-guerra, mostra pesquisa realizada pelo grupo sociológico Rating, citada pela imprensa da Ucrânia. Nos primeiros dias do conflito com a Rússia, o número chegou a 76%. O estudo realizado entre os dias 30 e 31 de março não indica as razões para a queda no apoio, mas aponta que um dos motivos é a falta de apoio da Otan na defesa da Ucrânia.


11h37 – UE quer proibir compra de carvão da Rússia e fechar portos a seus navios

A Comissão Europeia propôs nesta terça-feira, 5, discutir novas sanções contra a Rússia após o suposto massacre que aconteceu na cidade de Bucha, onde dezenas de corpos foram encontrados largados nas ruas, alguns com as mãos amarradas. Em resposta a essa atrocidade, os 27 países-membros da União Europeia resolveram intensificar suas pressões. Dentre as novas medidas que estão sendo discutidas está a interrupção da compra de petróleo e carvão da Rússia e o fechamento dos portos europeus para navios operados por russos. Saiba mais.


11h26 – Testemunha em Bucha viu soldados atirarem em homem que ‘ia ao supermercado’

“Bem diante dos meus olhos, atiraram em um homem que ia buscar comida no supermercado”, relata Olena, moradora de Bucha, em entevista à AFP. Segundo ela, as forças russas “cruéis”, que eram diferentes das tropas regulares, espalharam o terro na cidade, situada a 30km de Kiev. “No início, os soldados [russos] eram, sobretudo, jovens. Duas semanas depois, outros chegaram. Mais velhos, tinham mais de 40 anos. Eram cruéis. Maltrataram todo mundo. E foi aí que começaram os massacres”, conta a moradora, que se refugiou com os filhos em um porão. “Me aproximei dos soldados para perguntar o que faria para alimentar meus filhos. Eles nos deram comida. Foram eles que nos disseram que era o FSB que proibia a gente de se deslocar, que eram forças especiais muito violentas. Eram russos falando isso dos russos”, completou.


11h10 – ‘Mariupol passou do estágio de desastre humanitário’, diz prefeito 

O prefeito de Mariupol, cidade portuária da Ucrânia, afirmou nesta terça-feira, 5, que a situação no município já passou do ‘estágio de desastre humanitário’. A região está rodeada por tropas russas desde 1º de março, com bombardeios a estruturas locais e risco para permanência de civis.

*Mais informações em instantes


10h50 – Duas crianças com sinais de estupro e tortura são encontradas mortas em Irpen

A Comissária de Direitos Humanos da Verkhovna Rada, Liudmyla Denisova, falou sobre casos de torturas a civis em áreas libertadas do exército da Rússia. Segundo ela, “duas crianças menores de 10 anos com sinais de estupro e tortura foram encontradas mortas na cidade de Irpen”, na Ucrânia. Em outras regiões do país, há relatos de civis torturados até a morte, como em Kiev, no distrito de Konotop e na aldeia de Viktorivka, região de Chernihiv. A imprensa ucraniana também menciona que devido a ” condições de vida desumanas e infecções, várias doenças começaram a se espalhar, incluindo a catapora”.


10h37 – Rússia se prepara para tomar ‘o controle de todo o Donbass’, diz Otan

A Rússia avança para “tomar o controle de todo o Donbass”, região no leste da Ucrânia, e criar “uma ponte terrestre com a Crimeia”, afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. “Nas próximas semanas, esperamos um avanço russo no leste e sul da Ucrânia para tentar tomar o controle de todo o Donbass (…). Estamos em uma fase crucial da guerra”, alertou. “Este movimento das forças russas vai demorar algumas semanas, antes que lancem uma grande ofensiva. É essencial que os aliados apoiem os ucranianos, os ajudem a se rearmar para permitir que se defendam”, insistiu. Os ministros das Relações Exteriores da Otan vão conversar na quinta-feira com seu homólogo ucraniano Dmytro Kuleba sobre as necessidades das forças ucranianas, disse o chefe da Otan. “Não quero dar mais detalhes, mas está em análise o fornecimento de armas antitanques e de sistemas de defesa antiaéreos”, acrescentou.

*Com Agence France-Presse


10h18 – Guerra já matou 165 crianças na Ucrânia

O conflito entre Rússia e Ucrânia já causou a morte de pelo menos 165 crianças, segundo último balanço divulgado pelas autoridades locais. “Mais de 431 crianças foram afetadas na Ucrânia como resultado da agressão armada da Rússia. De acordo com os dados oficiais dos promotores juvenis, na manhã de 5 de abril de 2022, 165 crianças foram mortas e 266 crianças ficaram feridas de gravidade variável”, o serviço de imprensa do Gabinete do Procurador-Geral. As crianças mais afetadas estavam em: Kiev – 77, região de Donetsk – 78, região de Kharkiv – 61, região de Chernihiv – 49, região de Mykolaiv – 35, região de Luhansk – 31, região de Zaporizhzhia – 22, região de Kherson – 29, Kiev cidade – 16, região de Sumy – 16, região de Zhytomyr – 15.


9h58 – Kremlin diz que Ocidente não está disposto a ouvir a Rússia sobre Bucha

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que a Rússia está tendo explicar sua posição sobre a situação em Bucha, cidade ucraniana onde foram encontrados centenas de corpos de civis mortos, mas o Ocidente, “fecha os olhos e ouvidos com cortinas” e não está disposto a ouvir. “Há uma impressão de que o Ocidente coletivo simplesmente fecha os olhos e os ouvidos com as cortinas e não quer ouvir nada. Isso é lamentavelmente uma realidade, [mas], apesar de tudo disso, ainda pretendemos promover ativamente nossos argumentos”, disse. A respeito de uma investigação sobre o cenário em Bucha, o porta-voz questionando o “quanto é possível uma investigação verdadeiramente imparcial, imparcial e neutra neste momento”. “Continuamos insistindo que todas as acusações contra a Rússia, contra os militares russos não são meramente infundadas, mas um show bem dirigido, nada mais que um show trágico”, completou.


9h40 – Metrô de Kiev amplia horário de funcionamento em uma hora

A partir desta quarta-feira, 6, o metrô de Kiev, capital da Ucrânia, vai abrir uma hora mais cedo, amplicando seu tempo de funcionamento. O anúncio foi feito pela porta-voz Natalka Makogon. Com a mudança, ou horário do transporte será das 7h30 às 19h.


9h23 – Itália e Dinamarca expulsam diplomatas russos

A Itália decidiu expulsar 30 diplomatas russos e Dinamarca 15 representantes de Moscou. O anúncio foi feito pelos ministros das Relações Exteriores dos dois países, um dia após medida semelhante da Alemanha e França. “Esta medida, adotada em comum acordo com nossos sócios europeus e da aliança do Atlântico [Otan], foi necessária por razões vinculadas à nossa segurança nacional e no contesto da situação atual de crise relacionada com a agressão injustificável da Ucrânia por parte da Federação da Rússia”, afirmou Luigi Di Maio, chefe da diplomacia italiana. A Dinamarca decidiu expulsar 15 funcionários russos acusados de atuar como “agentes de inteligência”. O país escandinavo “pretende enviar um sinal claro à Rússia: a espionagem em território dinamarquês é inaceitável”, disse.


9h04 – Moradores de Kiev começaram a voltar para casa, diz imprensa ucraniana

Moradores da capital da Ucrânia, Kiev, começam a retonar para a cidade após a retirada das tropas russas e quilômetros de engarrafamentos começam a se formar nas entradas do município, relatam jornais locais nesta terça-feira, 5. A recomendação das autoridades, no entanto, é que os habitantes não “corram” para a capital. Entre os relatos de moradores, há menções ao retorno ao trabalho, visitas a soldados e para cuidados de animais de estimação. “Algumas pessoas voltam para começar a reconstruir a cidade”, relatam os jornais locais.


8h46 – Rússia acusa Ucrânia de ‘encenar’ mortes de civis

O ministério russo da Defesa da Rússia acusa as autoridades ucranianas de prepararem “encenações” de civis assassinados, após a indignação internacional com a descoberta de corpos na cidade de Bucha. “Membros do 72º centro ucraniano de operações psicológicas gravaram uma nova encenação filmada de civis supostamente assassinados por ações violentas do exército russo na cidade de Moshchun, 23 km ao noroeste de Kiev”, declarou o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov. Anteriormente, a Rússia negou o massacre e questionou a veracidade das imagens feitas em Bucha, ao mesmo tempo que denunciou uma campanha de “desinformação”.


8h29 – França diz que UE deve adotar novas sanções contra Moscou

A França antecipou que a União Europeia deve adotar uma nova série de sanções contra a Rússia nesta quarta-feira, 6, e impor um embargo contra o petróleo e o carvão russo. A antecipação dos novos bloqueios foi comentada pelo secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune.O secretário de Estado francês mencionou ainda que no caso do gás “não se trata tanto de um embargo ou de sanções imediatas”, mas sim de elaborar “um plano de saída rápida”, e referiu-se ao apresentado há algumas semanas pelo a Comissão Europeia para reduzir as importações europeias em dois terços para o próximo inverno. Atulmente, os franceses importam da Rússia cerca de 20% do gás que consomem, percentual muito inferior ao da Alemanha, que está próximo de 60%).

*Com EFE


8h12 – Imagens mostram civis de Bucha foram alvos de ataques deliberados, afirma ONU

Registros da morte de civis em Bucha, cidade ucraniana onde foram encontradas dezenas de corpos em valas comuns, apontam que a população foi “atacada deliberadamente”, afirmou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Elizabeth Throssell. “Todas os sinais apontam para o fato de que as vítimas foram alvos deliberados e assassinadas diretamente. E estas evidências são muito preocupantes”, declarou Elizabeth. Ela reforçou que o direito humanitário internacional proíbe ataques deliberados contra civis, atitude que equivale a crimes de guerra. “Embora possamos entender que um prédio, por exemplo, seja bombardeado em um contexto militar, é difícil imaginar qual seria o contexto militar de um indivíduo caído no chão com uma bala na cabeça ou de ter seu corpo queimado”, insistiu.

*Com AFP


7h57 – Ucrânia diz que Rússia prepara ofensivas no sudeste e no leste: ‘Inimigo está reagrupando tropas’

Os militares da Ucrânia afirmaram nesta terça-feira, 5, que as tropas da Rússia se preparam para realizar uma ofensiva bélica no sudeste ucraniano. Há dias, desde que as forças de Vladimir Putin deixaram os arredores de Kiev, o exército russo se concentra no leste ucraniano para tentar ganhar o controle do centro industrial conhecido como Donbass, onde estão as cidades de Donetsk e Luhansk, capitais das duas regiões separatistas pró-Rússia. Há relatos de que a Rússia deve concentrar sua atenção na conquista regional de Popasna e Rubizhne, além do porto de Mariupol, no Mar Negro. Saiba mais.


7h40 – Autoridades da UE viajarão a Kiev nesta semana

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, viajarão a Kiev esta semana. Von der Leyen e Borrell “viajarão esta semana a Kiev para uma reunião com o presidente”, disse o porta-voz da presidente da Comissão Europeia no Twitter.


7h19 – Kharkiv foi atingida 54 vezes nas últimas 24 horas; seis pessoas morreram

Na região de Kharkiv, 54 ataques do exército russo foram registrados nas últimas 24 horas, segundo relato do chefe regional Oleh Synehubov. Segundo ele, foram usados diferentes tipos de armas de longo alcance: artilharia, morteiros, bombardeios de tanques, bombardeios MLRS. “Os distritos de Saltivka, Pyatykhatky, Oleksiyivka, Kholodna Hora, Derhachi, Barvinkove, Chuhuiv foram afetados. Há vítimas civis no bombardeio de ontem de Kharkiv e Chuhuiv. Em Kharkiv e no distrito – quatro pessoas mortas, três pessoas hospitalizadas. No distrito de Chuhuiv – duas pessoas mortas, cinco pessoas feridas”, afirmou Synehubov. Ao todo, seis pessoas morreram. “A região de Kharkiv está pronta para qualquer cenário, nossas Forças Armadas da Ucrânia estão nas posições e defendem a região. Temos que manter uma retaguarda forte”, acrescentou.


6h58 – Ucrânia registra bombardeios em Kramatorsk, principal cidade do leste em seu controle

Bombardeios foram registrados na madrugada desta terça-feira, 5, em Kramatorsk, principal cidade do leste da Ucrânia que permanece sob controle de Kiev, apesar da crescente ameaça de uma grande ofensiva das tropas da Rússia na região. Os ataques, provavelmente com mísseis ou foguetes de longo alcance, destruíram uma escola no centro da cidade, ao lado da sede da polícia. Segundo relatos dos moradores, o ataque não provocou vítimas porque a escola estava vazia. As autoridades locais não divulgaram um balanço oficial até o momento. Saiba mais.


6h43 – Bombardeio atinge navio civil da República Dominicana em porto de Mariupol

No porto de Mariupol, um navio civil com bandeira da República Dominicana, atingido por projéteis russos, está afundando. A informação foi divulgada pelo Pravda, citando o Serviço Estadual de Guarda de Fronteiras da Ucrânia. “Durante outro bombardeio do mar da sofrida Mariupol, o inimigo atingiu um navio civil sob a bandeira da República Dominicana, localizado perto de um dos berços. A colisão causou um incêndio na sala de máquinas, um membro da tripulação ficou ferido. O capitão do canal internacional de segurança marítima deu um sinal SOS e a mensagem: ‘Atenção! Atenção! O navio sob a bandeira da República Dominicana foi brutalmente destruído, tudo foi destruído, a ponte foi destruída. Houve um incêndio no carro. Há feridos.'”


6h25 – Zelensky falou sobre negociações com a Rússia após ataques em Bucha

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, defende a necessidade do país continuar com as negociações por um cessar-fogo com a Rússia, mesmo após os ataques a civis em Bucha, na região de Kiev. O mandatário, no entanto, reconhece que a cada “novo Bucha”, a sociedade ucraniana terá mais dificuldade em aceitar um acordo com Vladimir Putin. “A escolha [das negociações] será mais um desafio, dentro do estado, porque todos entendem que o que fizeram é imperdoável. Ainda precisamos encontrar oportunidades para esses passos aqui”, pontuou, que defende que “medidas devem ser tomadas”. “Simplesmente dizer ‘não vamos falar de mais nada’ é a posição mais fácil. E a mais difícil é dizer o que eles fizeram, reconhecê-los como inimigos, reconhecer que esta é a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que isso é genocídio, que eles devem ser punido e na reunião encontrar uma saída para essa situação. E ao mesmo tempo não perca seu território”, completou.


6h07 – Rússia perdeu 200 soldados nas últimas 24 horas na Ucrânia

Último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta que 18,5 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano, sendo 200 nas últimas 24 horas. Entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 150 aeronaves; 134 helicópteros; 676 tanques de guerra; 1.858 veículos militares blindados; 332 sistemas de artilharia; 55 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.322 carros, entre outros.


5h48 – Russos atingem um tanque com ácido nítrico na região de Luhansk

Em Rubizhne, cidade na região de Luhansk, militares russos atingiram um tanque com ácido nítrico. A informação foi divulgada pelo chefe da administração regionel, Serhiy Haidai, pelas redes sociais. “Não saima do escondeirijo. Se estiver dentro de casa, feche as portas e janelas”, escreveu aos moradores. Haidai lembrou que o ácido nítrico é pegioso se inalado, ingerido ou em contato com a pele. A recomendação é que os moradores usam máscaras faciais, além de fecharem as janelas.


5h30 – Sete corredores humanitários são acordados para esta terça-feira

As autoridades da Ucrânia acordaram sete corredores humanitários para evacuação de civis nesta terça-feira, 5. Segundo informações da vice-primeira-ministra e ministra de Reintegração, Iryna Vereshchuk, os caminhos verdes devem partir de Mariupol e Berdyansk, por carros próprios e ônibus de evacuação, assim como de Tokmak na região de Zaporizhia, Severodonetsk, Lysychansk, Popasna e Gorsky na região de Luhansk. A evacuação de civis por ônibus de Mariupol não foi permitida pelo exército russo. “Apesar das promessas de sua liderança, as forças de ocupação não permitem que ninguém viaje para Mariupol. Eles bloquearam representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Mangush. Após conversas, eles foram soltos à noite e enviados para Zaporizhia”, diz comunicado.


5h15 – Muitas munições não detonadas foram encontradas em Bucha

O Serviço de Emergência da região de Kiev encontrou “muitas” munições e explosivos não detonados deixados pelas tropas russas em Bucha, cidade do entorno. “Todos os dias pirotécnicos do Serviço de Emergência do Estado da região de Kiev limpam os territórios, estradas, casas e objetos de infraestrutura das munições deixadas pelos ocupantes após sua retirada”, diz mensagem, que menciona as ações para retirada das bombas da região.


00h30 – Recém-nascidos na Ucrânia recebem nome de mísseis

A guerra da Rússia contra a Ucrânia tem causado efeitos diferentes na população. Segundo a mídia ucraniana, duas crianças recém-nascidas no país receberam o nome de mísseis terra-ar britânicos. Um menino foi batizado com o nome de Yan Javelin e uma garota como Javelina. O míssil Javelin é utilizado para atacar tanques russos. Os nomes incomuns foram registrados na área de Vinnytsia Oblast, segundo a ex-primeira-dama ucraniana Kateryna Yushchenko. De acordo com ela, isso é um sinal de gratidão pelas armas ocidentais que foram enviadas à Ucrânia para combater as tropas de Vladimir Putin.


05/04 – 00h – Zelensky discursará no Conselho de Segurança da ONU nesta terça

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discursará nesta terça-feira, 5, em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia, que se concentrará sobre os corpos encontrados na cidade de Bucha, anunciou a missão diplomática britânica, que preside a organização em abril. A missão não informou se a intervenção por videoconferência do presidente ucraniano no Conselho, inédita desde a invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro, será ao vivo ou gravada. A reunião já estava programada antes do anúncio do aparecimento de Zelensky, e incluirá a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres. Saiba mais.


20h40 – Zelensky: ‘Vítimas civis podem ser maiores em cidades libertadas após Bucha’

Presidente da Ucrânia afirmou que o governo espera encontrar um número maior de mortos em outras cidades ucranianas libertadas pelos russos após centenas de mortos serem encontrados em Bucha. “Já há informações de que o número de vítimas dos ocupantes pode ser ainda maior em Borodyanka e algumas outras cidades. Em muitas aldeias dos distritos libertados, ocupantes fizeram coisas que os habitantes locais não tinham visto mesmo durante a ocupação nazista há 80 anos”, alegou. Em Bucha, mais de 300 corpos foram encontrados enterrados em valas comuns e alguns deles estavam com as mãos amarradas e sinais de tortura.


19h50 – Vice-primeiro-ministro da Ucrânia: ‘Se não pararmos Putin, será o começo das atrocidades’

Iryna Vereshchuk afirmou a jornalistas nessa segunda, 4, que é preciso deter as ofensivas russas pois, caso o Ocidente falhe, “este será apenas o começo daquelas atrocidades”. Segundo a ministra, um grupo de onze prefeitos ucranianos estão sendo mantidos em cativeiro. “Infelizmente, até agora, não conseguimos entrar em contato ou libertar nenhum outro prefeito da cidade, e nem sabemos, achamos que alguns deles foram mortos”, informou.


19h00 – Embaixador da Rússia na ONU nega acusações de massacre cometido em Bucha

O embaixador da Rússia na Organização das Nações Unidas (ONU), Vassily Nebenzia, negou que o Kremlin tenha participação nas centenas de mortes ocorridas em Bucha, cidade ucraniana. De acordo com o governista, “nem um único residente sofreu qualquer violência” e que “as acusações contra civis pelas tropas russas são apenas uma provocação, uma encenação, já que nossos soldados não fizeram nada do que foram acusados”.


18h30 – Primeiro-ministro de Kosovo: ‘Rússia definitivamente está cometendo crimes de guerra’

Albin Kurti conversou com jornalistas nesta segunda-feira, 4, e alegou que a Rússia comete “crimes horríveis”. “Cabe aos investigadores também provar crimes contra a humanidade e genocídio, acredito que o Kremlin está ordenando toda essa maquinaria de guerra nesses crimes contra civis desarmados”.


17h50 – Ocidente vai aprovar novas sanções contra a Rússia ‘esta semana’, diz Casa Branca 

Os Estados Unidos e seus aliados vão anunciar “esta semana” novas sanções econômicas contra a Rússia, anunciou nesta segunda-feira (4) o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. Segundo ele, estão em estudo possíveis medidas “relacionadas com a energia”, um tema muito delicado para os europeus, que são muito dependentes do gás russo. Novas medidas são em resposta ao massacre que aconteceu na cidade de Bucha, na Ucrânia, onde cerca de 300 pessoas foram mortas pelas tropas russas e corpos largados nas ruas. 

*Com informações da AFP


17h40 – Indignação contra Rússia aumenta após massacre em Bucha; países ocidentais intensificam as pressões

O massacre ocorrido em Bucha, cidade ucraniana que fica a 37 quilômetros da capital Kiev, aumentou as acusações sobre crimes de guerra cometidos pela Rússia e fez com que representantes dos países ocidentais e da União Europeia se manifestassem sobre o ocorrido e intensificassem as medidas que já foram impostas a Vladimir Putin em decorrência da invasão à Ucrânia que já dura mais de um mês. A União Europeia declarou que a vão “continuar a apoiar firmemente a Ucrânia e avançar com urgência no desenvolvimento de novas sanções contra a Rússia” e responsabilizou as autoridades da Rússia pelas atrocidades cometidas na região de Bucha quando estavam controlando a região. Os Estados Unidos querem suspender os russos do Conselho de Direitos Humanos. Saiba mais.

Zelensky em Bucha

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, visita Bucha, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas


17h15 – Ministra da Alemanha anuncia expulsão de 40 diplomatas russos

A ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, anuncinou nesta segunda-feira, 04, que o país decidiu expulsar 40 diplomatas russos. Segundo a chanceler, os colaboradores encontravam-se em Berlim e representam uma “ameaça para quem busca proteção”. “Não os toleraremos mais”, afirmou a chanceler em nota. A embaixada russa na capital alemã, porém, publicou um comunicado em sua página no Telegram e alegou que a “infundada redução do pessoal diplomático nas missões russas na Alemanha reduzirá o espaço para manter o diálogo entre nossos países, o que levará a uma maior deterioração das relações russo-alemãs”.


16h10 – Corpos de 5 homens são encontrados com as mãos amarradas em porão da cidade ucraniana de Bucha

Os corpos de cinco homens com as mãos amarradas foram encontrados no porão de um hospital infantil de Bucha, cidade que esteve nas mãos das forças russas, informou a Procuradoria-Geral da Ucrânia em um comunicado no Telegram nesta segunda-feira (4). “No porão de uma das clínicas infantis, a polícia encontrou os corpos de cinco homens com as mãos amarradas”, disse o comunicado. “Os soldados das forças armadas russas torturaram e mataram os civis desarmados”, acrescentou. O comunicado estava acompanhado de fotos que mostram os corpos. O gabinete da procuradora Irina Venediktova informou que uma investigação foi aberta sobre as circunstâncias das mortes.


15h50 – Equipe da Cruz Vermelha é mantida fora de Mariupol pelos russos

Uma equipe da Cruz Vermelha que ia para Mariupol tentar garantir a abertura de um corredor humanitário para evacuação de civis está sendo mantida fora da cidade por tropas russas, informou a organização não-governamental nesta segunda, 4. Os voluntários estao sendo detidos em Manhush, a 20 quilômetros da cidade sitiada. “A equipe foi parada na segunda-feira enquanto realizava esforços humanitários para ajudar a liderar um corredor de passagem segura para civis. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está em contato direto com nossos colegas e está conversando com as partes de todos os lados para esclarecer a situação e permitir que retomem seu trabalho humanitário”. A Cruz Vermelha já havia informado situação parecida na última sexta, 1º de abril.


15h20 – Alemanha expulsa 40 diplomatas russos

A Alemanha decidiu expulsar “um alto número” de diplomatas russos em Berlim, em meio à guerra na Ucrânia, anunciou a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, nesta segunda-feira (4). Segundo informações da agência de notícias AFP, seriam 40. A chefe da diplomacia destacou que os funcionários da embaixada da Rússia são uma “ameaça para quem busca proteção entre nós”. A Alemanha recebe mais de 300 mil refugiados ucranianos que fugiram dos combates em seu país desde 24 de fevereiro. “Não os toleraremos mais”, acrescentou a ministra em nota. Essas expulsões ocorrem após anúncios semelhantes de vários países da UE nos últimos dias.


14h55 – Forças russas preparam ataque ‘maciço’ no leste da Ucrânia

As forças russas estão preparando um “ataque maciço” contra as tropas ucranianas na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, anunciou seu governador, Serguei Gaïdaï, nesta segunda-feira. “Temos visto equipamentos vindo de diferentes direções, que eles (os russos) estão trazendo homens, que estão trazendo combustível (…). Entendemos que eles estão se preparando para um ataque maciço”, disse em uma mensagem de vídeo.

*Com informações da AFP


14h35 – EUA querem suspender a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Após a divulgação das imagens da cidade de Bucha, na Ucrânia, onde dezenas de corpos de civis foram encontrados largados nas ruas, os Estados Unidos querem a suspensão da Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU, diante das “recentes provas” de que estão sendo cometidos “crimes de guerra” na Ucrânia. Segundo a embaixadora de Washington nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, “em próxima coordenação com a Ucrânia e outros Estados membros e parceiros da ONU, os Estados Unidos irão buscar a suspensão da Rússia”, garantiu. “Não podemos permitir que um Estado membro que está subvertendo todos os princípios que estimamos continue sendo parte”, acrescentou. Saiba mais.


13h38 – Alemanha assume temporariamente o controle da filial alemã da empresa russa Gazprom 

O Estado alemão assumirá temporariamente o controle da filial alemã da gigante russa Gazprom devido à sua “importância para o fornecimento” de energia à Alemanha, anunciou o ministro da Economia alemão Robert Habeck. Até 30 de setembro, a agência federal que administra as redes de energia se tornará a administradora da “Gazprom Germania”, da qual a Gazprom era a única proprietária. “O governo está fazendo o que é necessário para garantir a segurança do abastecimento na Alemanha e isso inclui não expor as infraestruturas de energia a decisões arbitrárias do Kremlin”, disse Habeck em entrevista coletiva. Nesta sexta-feira, a gigante russa anunciou que “encerrou sua participação na Gazprom Germania e todos os seus ativos em 31 de março”, sem detalhar a nova estrutura da propriedade. 

*Com informações da AFP


13h10 – Biden diz que Putin deve ser julgado por crimes de guerra após mortes em Bucha

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se pronunciou nesta segunda-feira, 4, sobre a suposta atrocidade contra civis cometida pelas tropas russas na cidade de Bucha, na Ucrânia. À imprensa, o líder declarou que deve haver “um julgamento por crimes de guerra” e voltou a chamar o presidente russo, Vladimir Putin, de criminoso de guerra. Bucha, foi recuperada pelas tropas ucranianas que encontraram dezenas de corpos de civis largados nas ruas, alguns tinham as mãos amarradas. O Kremlin nega que tenha cometido tal crime, alegando que há sinais de “falsificações nos vídeos” e de “fakes” nas imagens apresentadas pelas autoridades ucranianas como provas de um massacre atribuído à Rússia. “Com base no que vimos, não é possível confiar nestas imagens de vídeo”, afirmou Peskov, antes de acrescentar que “esta informação deve ser seriamente questionada”.


12h45 – Soldados ucranianos denunciam ‘tratamento desumano’ durante cativeiro 

Soldados ucranianos que foram capturados pelos exército russo e liberados recentemente, denunciaram nesta segunda-feira, 4, tratamentos desumanos durante seu cativeiro. “Foram mantidos em um campo, em uma vala, em uma garagem. Sempre levavam um deles espancado com a coronha de um fuzil”, disse Liudmila Denisova, responsável pelos direitos humanos do Parlamento ucraniano. “Foram mantidos em um acampamento com barracas em um clima de 20 graus abaixo de zero, o que congelou muitos dos rapazes”, acrescentou e informou sobre um cão que corria solto pelo acampamento.


12h10 – ‘Quanto mais a Rússia atrasar, pior será para eles’, diz Zelensky sobre encontro com Putin

O presidente Volodymyr Zelensky voltou a falar sobre as negociações com a Rússia. Após afirmar que a Ucrânia vai continuar com as tratativas pelo cessar-fogo, apesar das atrocidades cometidas em Bucha, o mandatário firmou que quanto mais a Rússia adiar a reunião entre os presidentes, pior será para Moscou. “Quanto mais a Rússia atrasar a reunião, pior é para eles e, em princípio, para esta guerra. Porque todos os dias quando nossas tropas chegam e desocupam certos territórios, você vê o que está acontecendo. É muito difícil falar quando você vê o que eles fizeram aqui. Todos os dias as pessoas são encontradas lá em barris, em porões, estranguladas e simplesmente torturadas. Portanto, acredito que eles precisam, se houver algo para pensar, pensem mais rápido”, afirmou.


11h58 – Governador diz que situação é ‘tensa’ em Donbass

Segundo o governador de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, a situação é “tensa” em todo Donbass e a população deve ser evacuada. “Mantemos firmemente todo território, (…) mas a situação é tensa em toda a parte. A situação mais difícil é na direção de Izum, onde esperamos que a situação piore. O inimigo está bombardeando por todos os lados (…) Muitas localidades ao longo da linha de demarcação foram destruídas pelos bombardeios”, relatou Kyrylenko, nesta segunda-feira, 4. Desde que a Rússia anunciou que queria “concentrar seus esforços na libertação de Donbass”, a região vive com o temor de uma grande ofensiva russa.


11h50 – União Europeia quer ajudar a reunir provas de crimes de guerra na Ucrânia

A União Europeia (UE) está pronta para enviar equipes de investigadores à Ucrânia para a coleta de evidências sobre crimes de guerra cometidos pelas forças russas na região de Kiev, anunciou a presidente da Comissão Europeia.”Os autores de crimes atrozes não devem ficar impunes. A UE criou uma equipe de investigação conjunta com a Ucrânia para coletar provas e investigar os crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A UE está disposta a reforçar o esforço enviando equipes de investigação para apoiar a Procuradoria ucraniana. A Eurojust e a Europol estão dispostas a ajudar”, declarou Ursula von der Leyen, em comentário citado pela AFP.


11h45 – Ucrânia identifica militares que participaram de ‘crimes de guerra’ em Bucha

Ministério da Defesa da Ucrânia publicou uma lista de militares que cometeram crimes de guerra contra civis em Bucha. A listagem, que conta com mais de 1,6 mil pessoas registradas, inclui nomes e dados pessoais de soldados a coronéis, como o título militar, identificação pessoal, data de nascimento e até número do passaporte. Segundo o departamento de inteligência da pasta, “todos os criminosos de guerra serão julgados e processados ​​por crimes contra a população civil da Ucrânia”.


11h30 – Lituânia expulsa embaixador russo e fecha consulado em Klaipeda

O Ministério das Relações Exteriores da Lituânia ordenou a saída do embaixador russo do país e o fechamento do consulado de Moscou em Klaipeda, “dado o papel geral não construtivo do serviço diplomático russo em sua agressão contra a Ucrânia”, informou comunicado, divulgado no site da pasta. “A Lituânia, em total solidariedade com a Ucrânia e o povo da Ucrânia, que está sofrendo uma agressão sem precedentes da Rússia, está reduzindo o nível de representação diplomática com a Rússia”, disse o ministro das Relações Exteriores, Gabrielius Landsbergis. “Com a libertação de outras cidades, também podemos ver mais exemplos de crimes de guerra hediondos. Todos os crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos pelas forças armadas russas na Ucrânia não serão esquecidos”, completou o ministro.


11h16 – Na Ucrânia, prefeita de povoado e família são encontradas mortas em cova rasa

Segundo informações do Ministério do Interior ucraniano, a prefeita do povoado de Motyzhyn, seu marido e seu filho foram mortos e enterrados em uma cova rasa, nos arredores da capital ucraniana Kiev. As vítimas foram identificadas como Olha Sukhenko, Ihor Sukhenko e Oleksandr. A confirmação aconteceu um dia após autoridades de Bucha anunciarem que cerca de 400 civis foram mortos por tropas russas.


11h05 – Desde o início da guerra, 18 jornalistas morreram na Ucrânia

De acordo com balanço divulgado pelo Gabinete do Procurador-Geral ucraniano, ao menos 18 jornalistas morreram desde o início da guerra no Leste Europeu, em 24 de fevereiro. Ao todo, os dados apontam 74 crimes contra profissionais da imprensa, incluindo mortes, sequestros e intimidações. “Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, a comunidade jornalística se uniu e se uniu contra a propaganda russa. Afinal, hoje a Ucrânia está lutando por sua independência de todas as maneiras possíveis. E nessas batalhas ferozes, infelizmente, há vítimas ” , – mencionou o departamento.


10h53 –  Mariupol está 90% destruída, afirma prefeito

O prefeito da cidade portuária de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, afirmou nesta segunda-feira, 4, que 90% do município está destruído, após seguidas semanas de ataques e bombardeios pelas tropas russas. Além disso, segundo Vadim Boichenko, 40% das infraestruturas da cidade são “irrecuperáveis”. “A triste notícia é que 90% das infraestruturas da cidade estão destruídas e 40% não podem ser recuperadas”, declarou o prefeito em coletiva de imprensa, acrescentando que “cerca de 130.000 pessoas” continuam presas pelos bloqueios de Moscou. “Planejamos retirar os habitantes que restam, mas não podemos fazer isso hoje”, lamentou.


10h38 – ‘Todos somos culpados’, diz Papa Francisco em mensagem sobre a Ucrânia

O Papa Francisco lamentou os recentes acontecimentos e a escalada das tensões na Ucrânia. Em mensagem compartilhada nas redes sociais, o pontífice afirmou que “é preciso chorar sobre as sepulturas” dos civis mortos e afirmou que a culpa é de todos. “A lógica da guerra se impôs novamente, porque não estamos mais acostumados a pensar na lógica da paz. Somos teimosos, somos apaixonados pelas guerras, pelo espírito de Caim”, escreveu no Twitter, em referência ao personagem bíblico que matou o irmão.”É preciso chorar sobre as sepulturas. Não nos importamos com a juventude? Estou triste com o que acontece hoje. Nós não aprendemos. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, de todos nós. Todos somos culpados”, completou.


10h24 – Tropas russas disparam contra igreja em Rubezhnoye, região de Luhansk; dois padres são feridos

Segundo o chefe da Administração Militar Regional de Luhansk, Serhiy Haidai, militares russos bombardearam uma igreja em Rubezhnoye, região de Luhansk, e feriram dois padres. As informações pontam que um projétil atingiu a igreja em homenagem a São Lucas da Crimeia, sendo o telhado destruído. Os estilhaços feriram os dois padres, que estavam no terreno do templo.


10h05 –  Rússia pede reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre massacre em Bucha; Londres nega

A Rússia diz que vai insistir em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre as recentes denúncias sobre Bucha, cidade ucraniana onde mais de 400 civis mortos foram identificados. Mais cedo, o Kremlin solicitou um encontro para esta segunda-feira com os membros do grupo das Nações Unidas para discutir o tema – e as acusações contra Moscou. No entanto, Londres, como presidente do Conselho de Segurança da ONU em abril, não deu consentimento ao evento, “Pelo que entendemos, a principal tarefa de nossos colegas britânicos é dissolver, sob pretextos processuais irracionais, nosso pedido durante outra reunião sobre a Ucrânia sobre um tópico mais amplo, agendada para terça-feira”, escreveu o porta-voz russo, Dmitry Polyansky. Um reunião entre membros do conselho já está agendada para esta terça-feira, 5.


9h47 – Rússia restringe a concessão de vistos para países da União Europeia

O presidente Vladimir Putin assinou um decreto que restringe a concessão de vistos a países que são considerados “hostis” e não amistosos. Entre as nações incluídas na lista de bloqueio da Rússia estão países da da União Europeia (UE), assim como de Noruega, Suíça, Dinamarca e Islândia. A medida de represália adotada pelo Kremlin vão afetar as delegações oficiais e jornalistas. Da mesma forma, também está suspensa a regra pela qual titulares de passaportes diplomáticos podem entrar na Rússia sem vistos.


9h30 – Zelensky visita Bucha e acusa Rússia de genocídio: ‘São crimes de guerra’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, visitou a cidade de Bucha e denunciou os “crimes de guerra” cometidos pelas tropas da Rússia. A visita aconteceu nesta segunda-feira, 4, dias depois de terem sido vistos corpos de civis mortos nas ruas da cidade. Ao visitar a cidade, localizada a noroeste de Kiev, Zelensky falou aos veículos de imprensa, mencionando “milhares de pessoas assassinadas e tortura, com membros decepados, mulheres estupradas e crianças assassinadas”. Segundo a imprensa local, ele inspecionou a estrada com equipamentos russos destruídos e conversou com os moradores locais. Mais cedo, Zelensky já havia chamado soldados os russos de assassinos. Saiba mais.


9h02 – Zelensky chama soldados russos de ‘assassinos’ e cresce indignação

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamou os soldados russos de “assassinos, torturadores, estupradores, saqueadores”, depois que dezenas de corpos foram encontrados perto de Kiev, à medida que aumenta a pressão para intensificar as sanções contra Moscou. “Quero que cada mãe de cada soldado russo veja os corpos das pessoas mortas em Bucha, em Irpen, em Hostomel. Quero que todos os líderes da Federação Russa vejam como suas ordens são cumpridas”, afirmou. O mandatário disse ter ordenado a criação de um órgão especial para investigar os massacres nas áreas em que as forças russas se retiraram na região da capital. A escala dos massacres ainda está sendo investigada, mas a procuradora-geral ucraniana, Iryna Venediktova, informou que 410 corpos de civis foram recuperados.

*Com AFP


8h42 – Merkel responde Zelensky, mas ignora convite para visitar a Ucrânia

A ex-chanceler Angela Merkel respondeu ao comentário feito pelo presidente Volodymyr Zelensky a respeito a decisão de não admitir a entrada da Ucrânia na Otan. Segundo porta-voz da ex-chanceler, Merkel insiste que foi a posição correta. “A chanceler federal Dra. Angela Merkel apóia suas decisões em relação à cúpula da Otan de 2008 em Bucareste”, disse. A alemã não respondeu, no entanto, o convite feito por Zelensky para visitar Bucha, uma das cidades ucranianas que sofre com as ofensivas russas desde 24 de fevereiro. “Dadas as atrocidades que estão se tornando visíveis em Bucha e em outros lugares da Ucrânia, todos os esforços do governo federal e da comunidade internacional para ficar do lado da Ucrânia e acabar com a barbárie e a guerra da Rússia contra a Ucrânia têm o total apoio do ex-chanceler”, acrescentou a porta-voz.


08h25 – Zelensky promete continuar negociações com a Rússia apesar das atrocidades em Bucha

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que, apesar as atrocidades cometidas pelas tropas do Exército da Rússia na cidade de Bucha, na região de Kiev, e demais localidades ocupadas, a delegação ucraniana vai continuar as tentativas de negociações com o Kremlin. “É difícil dizer como, depois de tudo o que foi feito, podemos ter qualquer tipo de negociação com a Rússia. Isso é no nível pessoal. Mas como presidente, eu tenho que fazer isso. Qualquer guerra tem que acabar”, disse Zelensky à CBS.


08h02 –  Macron quer interrupção completa das exportações de carvão e petróleo da Rússia para a UE

O presidente da França, Emmanuel Macron, pede um bloqueio total à importação de carvão e petróleo russo para a União Europeia, após o massacre na cidade de Bucha. Para o mandatário, há “sinais muito claros” que que crimes de guerra foram cometidos em Bucha e “está bem estabelecido que é o exército russo” que é responsável por eles. “Não podemos deixar passar. Devemos ter sanções que dissuadam com o que aconteceu lá, o que está acontecendo em Mariupol. Aqueles que estão por trás desses crimes devem responder por eles”, disse, afirmando que “não há paz sem justiça”. “Devemos enviar o sinal muito claro de que é nossa dignidade coletiva e são nossos valores que defendemos”, acrescentou.


7h45 – Rota para evacuação de civis é confirmada de Mariupol a Zaporizhia

Autoridades da Ucrânia confirmaram nota de evacuação de Maiupol para esta segunda. O caminho seguro funcionará para transporte privado com destino a Zaporizhia. Segundo a imprensa local, a delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha planeja continuar a viagem para Mariupol da cidade de Mangush junto com sete ônibus. A imprensa ucraniana afirma que tropas de Luhansk violam constantemente o regime de silêncio e disparam contra colunas humanitárias. Mesmo assim, os agentes locais continuam as ações de evacuação.


7h27 – Polônia pede comitê de investigação internacional sobre “genocídio” na Ucrânia

O primeiro-ministro da Polônia pede a criação de uma comissão de investigação internacional sobre o “genocídio” cometido pela Rússia na Ucrânia, incluindo Bucha. “Estes massacres sangrentos cometidos pelos russos, soldados russos, merecem ser chamados por seu nome. É um genocídio e deve ser julgado”, declarou Mateusz Morawiecki, propondo a criação da comissão internacional. O primeiro-ministro também pediu novas sanções contra a Rússia e comparou o presidente Vladimir Putin a ditadores do passado. “Senhor presidente Macron, quantas vezes você negociou com Putin? O que você obteve: Não se debate, não se negocia com criminosos, os criminosos têm que ser combatidos”, afirmou, em fala ao presidente francês Emmanuel Macron. “Ninguém negociou com Hitler. Você negociaria com Hitler, Stalin, com Pol Pot?”, questionou. Saiba mais.


7h07 – Alemanha diz que Ocidente vai acordar mais sanções à Rússia após massacre de Bucha

Alemanha afirma que o Ocidente deve concordar em impor mais sanções à Rússia nos próximos dias depois que a Ucrânia acusou as tropas russas de crimes de guerra perto de Kiev, aumentando a já vasta pressão econômica sobre o país por sua invasão. Diversos cadáveres estavam espalhados pela cidade Bucha no último domingo. Os russos são acusados internacionalmente de terem cometido um massacre na cidade. No mesmo dia, a Rússia negou que suas forças sejam responsáveis ​​pelas mortes de civis na localidade e disse que a Ucrânia fez uma apresentação para a mídia ocidental. “Putin e seus apoiadores vão sentir as consequências” de suas ações, disse o chanceler alemão Olaf Scholz em comunicado. Saiba mais.


6h51 – Rússia rejeita ‘categoricamente’ acusações sobre crimes em Bucha

Segundo o porta-voz russo Dmitry Peskov, a Rússia rejeita “categoricamente” todas as acusações vinculadas à descoberta de um grande número de cadáveres de civis em Bucha, próximo a Kiev, capital da Ucrânia, onde ao menos 400 civis morreram. “Rejeitamos categoricamente todas as acusações”, disse o porta-voz. Peskov afirmou ainda que funcionários do Ministério da Defesa da Rússia encontraram sinais de “falsificações nos vídeos” e de “fakes” nas imagens apresentadas pelas autoridades do país vizinho como provas de um massacre atribuído à Rússia. Saiba mais.


6h37 – ‘Rússia tinha três objetivos na Ucrânia e fracassou em todos’, diz Anthony Blinken

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, acredita que o governo de Vladimir Putin falhou em seus três objetivos na guerra contra a Ucrânia.”A Rússia tinha três objetivos: subjugar a Ucrânia à sua vontade e privá-la de sua soberania e independência; estabelecer o poder russo; dividir o Ocidente, dividir a aliança [Otan]. E fracassou em todas as três áreas. A Ucrânia está agora mais coesa. Uma Ucrânia soberana e independente durará muito mais do que Vladimir Putin no palco. O poder da Rússia na verdade caiu drasticamente. O exército estava muito atrás. Sua economia está falhando. E, claro, a Otan e o Ocidente estão mais unidos do que nunca. Portanto, é apenas com base nisso que já estamos vendo um sério revés para a Rússia”, afirmou, em discurso citado pelo Pravda. Segundo Blinken, no entanto, embora o Exército russo esteja enfraquecido, a guerra continue e a questão é quantas mortes e destruição Moscou vai causar. Por isso, ele defende que as sanções contra o Kremlin continuem. “O objetivo das sanções não é ficar lá indefinidamente, mas mudar o comportamento da Rússia. E se, como resultado de negociações, sanções, pressão, apoio à Ucrânia, conseguirmos exatamente isso, então, em algum momento, as sanções desaparecerão. Mas depende inteiramente da Rússia e do que ela fará no futuro.”


6h20 – Bombardeios russos no sul da Ucrânia deixam oito mortos

A Procuradoria da Ucrânia informa que oito pessoas morreram e 34 ficaram feridas após bombardeios russos realizados no domingo, 3, em cidades no sul do país. “Após os bombardeios do inimigo, sete moradores de Ochakiv morreram e 20 ficaram feridos. Na cidade de Mykolaiv uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas, incluindo crianças”, afirmou a Procuradoria em um comunicado, divulgado nesta manhã. Saiba mais.


6h06 – União Europeia debate com urgência novas sanções contra a Rússia

A União Europeia (UE) começou a debater uma nova rodada de sanções contra a Rússia, após a descoberta de centenas de corpos de civis na região de Kiev, em particular na cidade de Bucha. “A União Europeia condena nos termos mais fortes as atrocidades relatadas cometidas pelas Forças Armadas russas em várias cidades ucranianas, que agora foram libertadas”, afirmou Josep Borrell, chefe da diplomacia do bloco, em um comunicado citando pela AFP. O bloco “avançará, em caráter de urgência, no trabalho para novas sanções contra a Rússia”, completou o diplomata. A avaliação é que uma nova série de sanções serão debatidas pelos 27 membros da UE, mas a unanimidade é necessária para a adoção de penalidades adicionais.


5h50 – Míssil russo erra alvo, mas atinge edifícios em Odessa

Em ataque aéreo realizado na noite de domingo, o Exército da Rússia atingiu edifícios não residenciais em Odessa, quarta maior cidade da Ucrânia. Segundo o comandante operacional local, Vladislav Nazarov, citado pela imprensa ucraniana, o ataque não foi bem sucedido e alvo do míssil não foi atingido. “Tentando semear o pânico entre a população e atrapalhar a logística das forças de defesa, o inimigo atacou Odessa na noite anterior. Os mísseis não atingiram o alvo, mas há danos em edifícios não residenciais. Não há vítimas, outras circunstâncias estão sendo esclarecidas”, mencionou.


5h32 – Rússia perdeu 330 sistemas de artilharia e mais de 645 tanques na Ucrânia

Último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta que 18,3 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país. Além disso, outros mil representantes são prisioneiros. Entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 147 aeronaves; 134 helicópteros; 647 tanques de guerra; 1.844 veículos militares blindados; 330 sistemas de artilharia; 54 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.273 carros, entre outros.


5h15 – Tropas russas bombardeiam cidade de Nikolaev

A cidade de Nikolaev, no Sul da Ucrânia, foi seguidas vezes bombardeada na manhã desta segunda-feira, 4. A informação foi divulgada pelo prefeito Alexander Senkevich. “Amigos, desde a manhã que as tropas russas lançaram vários ataques de mísseis na cidade. Estamos coletando dados”, escreveu no Facebook. As sirenes de ataques aéreos foram disparadas das 00h07 às 00h29 e também  das 7h33 às 7h55 (horário local), quando se intensificaram os ataques.


23h50 – Volodymyr Zelensky realiza participação no Grammy 2022

O presidente da Ucrânia realizou uma participação na 64ª edição do Grammy’s, que aconteceu neste domingo, 04. Na premiação, o mandatário afirmou que o território ucraniano passou a produzir “o silêncio das cidades arruinadas e pessoas mortas”. “A guerra não nos deixa escolher quem sobrevive e quem fica em eterno silêncio, nossos músicos usam coletes à prova de balas em vez de smokings e cantam para os feridos nos hospitais”, afirmou. O chefe de Estado também realizou um apelo aos espectadores para que compartilhem mensagens verdadeiras a respeito do conflito no leste europeu.


20h13 – Trudeau diz que Rússia deve ser responsabilizada por assassinato de civis

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse neste domingo, 3, que a Rússia deve ser responsabilizada pelos assassinatos “atrozes” de civis na cidade ucraniana de Bucha. “Condenamos veementemente o assassinato de civis na Ucrânia, continuamos comprometidos em responsabilizar o regime russo”, tuitou Trudeau. “Os responsáveis por esses ataques hediondos e terríveis serão levados à Justiça”, acrescentou. A Ucrânia e os países ocidentais acusaram as tropas russas de crimes de guerra no domingo após a descoberta de uma vala comum e civis “executados” em Bucha, uma cidade perto de Kiev. Os corpos enterrados de 57 pessoas foram encontrados atrás de uma igreja no centro da cidade, de acordo com o chefe de resgate local Serhiy Kaplychniy, que mostrou à AFP o buraco onde os corpos estavam.


16h45 – ONU aponta possíveis crimes de guerra por cadáveres encontrados na Ucrânia

A descoberta de valas comuns em Bucha, perto de Kiev, levantou sérias questões sobre possíveis crimes de guerra, disse a ONU neste domingo, 3, pedindo que todas as evidências sejam preservadas. “Ainda não estamos em condições de comentar diretamente as causas e circunstâncias das mortes de civis em Bucha, mas o que se sabe levanta questões sérias e perturbadoras sobre possíveis crimes de guerra”, declarou a ONU. As autoridades ucranianas disseram no sábado que quase 300 corpos foram enterrados em valas comuns. O escritório de direitos humanos da ONU informou que sua equipe no local ainda não conseguiu verificar os números ou detalhes relatados pelas autoridades ucranianas.


12h43 – Rússia nega massacre de civis em Bucha

O ministério da Defesa da Rússia afirmou que as forças militares do país não mataram civis em Bucha, cidade ao noroeste de Kiev. “Durante o tempo em que esta localidade esteve sob controle das Forças Armadas russas nenhum morador sofreu ações violentas”, afirma um comunicado. Mais cedo, a Ucrânia acusou o país de fazer um “massacre deliberado” de civis na cidade.  A nota do ministério russo também insiste que as imagens de corpos nas ruas da cidade são “outra produção do regime de Kiev para os meios de comunicação ocidentais”.


12h39 – Onze prefeitos e autoridades ucranianas foram sequestrados pelos russos, diz ministra

Onze prefeitos e autoridades locais da Ucrânia foram sequestrados pelas tropas russas, afirmou a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk.”Hoje, 11 líderes de comunidades locais das regiões de Kiev, Kherson, Kharkiv, Zaporizhzhia, Mykolaiv e Donetsk estão em cativeiro”, disse em um vídeo publicado nas redes sociais. “Informamos ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a ONU, a todas as organizações possíveis, como acontece com outros civis desaparecidos”. Iryna também pediu às instituições que “que façam todo o possível” para o retorno dessas pessoas.


08h48 – Ucrânia denuncia “massacre deliberado” de civis e cobra G7

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, denunciou um “massacre deliberado” de civis na cidade de Bucha. “Os russos querem eliminar tantos ucranianos quanto possível. Nós devemos pará-los e expulsá-los. Eu exijo novas sanções devastadoras do G7 AGORA”, escreveu no Twitter. Correspondentes da AFP observaram ao menos 20 cadáveres com roupas civis em uma rua de Bucha. Um homem tinha as mãos amarradas, com o passaporte ao lado, segundo a agência.


08h30 – Rússia bombardeia instalações de combustível em Odessa

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou neste domingo, 3, que atacou uma refinaria de petróleo e três instalações de armazenamento de combustível e lubrificantes na cidade de Odessa. Mísseis marítimos e aéreos de alta precisão destruíram o local. “Odessa foi atacada do ar. Incêndios são observados em certas áreas. Alguns dos mísseis foram derrubados pela defesa aérea”, afirmou o oficial do comando regional do Sul, Vladislav Nazarov. O prefeito de Odesa, Hennadii Trukhanov, disse que o ataque não deixou vítimas.


o3/04: 07h23 -Kremlin diz que conversas com Ucrânia não são fáceis, mas continuam

As negociações da Rússia com a Ucrânia não têm sido fáceis, mas o principal é que elas continuam, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo a agência de notícias RIA, neste sábado, 2. Ele também afirmou que a Rússia gostaria de continuar as negociações com a Ucrânia na vizinha Belarus, mas Kiev se opôs à ideia. Rússia e Ucrânia realizaram várias rodadas de negociações no mês passado, antes de sua delegação se reunir em Istambul.


20h40 – Ministra ucraniana afirma que região periférica de Kiev foi recuperada das tropas russas

A ministra adjunta de Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, utilizou as suas redes sociais neste sábado, 02, que “toda a região de Kiev está liberada do invasor”. A fala é uma referência aos avanços das tropas russas nas áreas periféricas da capital ucraniana e, segundo a governista, a recuperação da região foi realizada pelas Forças Armadas.


19h05 – Ucrânia diz que Rússia aceitou ‘oralmente’ suas propostas nas negociações

Principal negociador ucraniano na guerra com a Rússia, David Arakhamia assegurou neste sábado, 2, que o governo russo aceitou “oralmente” as principais propostas ucranianas e que Kiev aguarda uma confirmação por escrito. Em um programa de televisão, ele sugeriu que as negociações para acabar com o conflito avançaram consideravelmente. “A Federação Russa deu uma resposta oficial a todas as posições, que é que eles aceitam a posição [ucraniana], exceto na questão da Crimeia”, anexada pela Rússia em 2014, disse Arakhamia.

*Com informações da AFP


17h30 – Ucrânia anuncia que retomou Kiev

O governo ucraniano anunciou neste sábado, 2, que recuperou o controle de toda a região de Kiev após quase um mês de ocupação russa. Seguindo os ucranianos, o cenário na capital e suas imediações é apocalíptico. Em Bucha, a noroeste da capital, 20 cadáveres foram e encontrados em uma rua. As forças russas reduziram sua presença nas regiões de Kiev e Chernihiv após fracassarem em sua tentativa de rodear a capital. O Exército de Putin concentrar agora os seus esforços no leste e no sul.


16h – Papa Francisco diz que planeja visitar a Ucrânia

O papa Francisco condenou neste sábado, 2, em Malta a invasão russa da Ucrânia, onde planeja ir por convite do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, e pediu respostas “compartilhadas” à “emergência migratória” agravada pela guerra. Em um discurso no palácio presidencial de Valeta, no início de uma visita de dois dias à ilha do Mediterrâneo, o sumo pontífice lamentou o “vento glacial da guerra” procedente do leste da Europa. “Algum poderoso, tristemente preso às pretensões anacrônicas de interesses nacionalistas, provoca e fomenta conflitos”, disse o líder da Igreja Católica, em uma clara alusão ao presidente russo Vladimir Putin, embora sem citar qualquer nome. Francisco denunciou ainda as “seduções da autocracia e os novos imperialismos”, que provocam o risco de “Guerra Fria ampliada, o que pode sufocar a vida de povos e gerações inteiras”. Leia mais.


15h15 – Rússia começa a se retirar do norte da Ucrânia após semanas de ataques e bombardeios

As forças russas aceleraram sua retirada do norte da Ucrânia após várias semanas de bombardeios e combates que deixaram um panorama apocalíptico, com imagens macabras como a de 20 cadáveres em uma rua de Bucha, perto de Kiev. Segundo o prefeito de Bucha, Anatoly Fedorouk, quase 300 pessoas no total tiveram que ser enterradas “em valas comuns” na cidade, palco de combates ferozes e que acaba de ser recuperada pelos soldados ucranianos. “Em Bucha, já enterramos 280 pessoas em valas comuns”, porque era impossível fazê-lo nos três cemitérios do município, todos ao alcance dos soldados russos, disse Fedorouk à AFP.


13h30 – Ao menos 20 corpos são encontrados em uma rua da cidade ucraniana

Os corpos de pelo menos 20 homens em trajes civis foram encontrados neste sábado em uma rua de Bucha, cidade ao noroeste de Kiev retomada pelas forças da Ucrânia depois que foi ocupada pelas tropas russas. As causas das mortes não foram determinadas oficialmente. As tropas russas se retiraram recentemente de várias localidades próximas de Kiev, depois que fracassaram na tentativa de cercar a capital. As autoridades ucranianas anunciaram que Bucha foi “libertada”. Leia mais.


12h00 – Ucrânia anuncia retirada rápida das tropas russas do país

A Ucrânia afirmou que as tropas russas se “retiram rapidamente” do norte do país, enquanto no sul a Cruz Vermelha se prepara para tentar retira civis de Mariupol, cidade cercada por Moscou, após uma note de bombardeios em várias regiões. “Com a rápida retirada dos russos de Kiev e Chernihiv (…) está bastante claro que a Rússia escolheu outra tática prioritária: retirar-se para o leste e sul, manter o controle de vastos territórios ocupados e conquistar um poderoso ponto de apoio na região”, afirmou o conselheiro presidencial ucraniano Mikhaylo Podoliak.


07h31 – EUA cancelam teste de míssil balístico por tensões nucleares com Rússia

Os militares dos Estados Unidos cancelaram um teste de seu míssil balístico intercontinental Minuteman III, que inicialmente pretendiam apenas adiar, em uma tentativa de diminuir as tensões nucleares com a Rússia durante a guerra na Ucrânia. O Pentágono anunciou pela primeira vez o adiamento do teste em 2 de março, depois que a Rússia disse que estava colocando suas forças nucleares em alerta máximo. Washington disse à época que era importante que os Estados Unidos e a Rússia “lembrem o risco de erro de cálculo e tomem medidas para reduzir esses riscos”. A porta-voz da Força Aérea Ann Stefanek disse que a decisão de cancelar o teste do míssil se deve aos mesmos motivos de quando foi adiado. O próximo teste do Minuteman III está programado para ocorrer ainda este ano. “A Força Aérea está confiante na prontidão das forças estratégicas dos Estados Unidos”, declarou Stefanek.

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06h24 – Pentágono anuncia US$ 300 milhões adicionais em ajuda militar à Ucrânia

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 1º, que destinará mais US$ 300 milhões para “assistência de segurança”, no objetivo de aumentar as capacidades defensivas da Ucrânia contra a invasão russa. A ajuda, somada aos US$ 1,6 bilhão já prometidos por Washington, inclui sistemas de foguetes guiados a laser, drones, munição, dispositivos de visão noturna, sistemas táticos de comunicação segura, suprimentos médicos e peças de reposição. “Esta decisão ressalta o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e integridade territorial da Ucrânia em apoio aos seus esforços heroicos para repelir a guerra da Rússia”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em comunicado.


02/04 – 00h – Zelensky critica ‘silêncio’ da Europa diante de catástrofe em Mariupol

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Europa por “reagir silenciosamente” à catástrofe humanitária na cidade de Mariupol, no sul do país, causada pelos bombardeios e pelo cerco empreendido pela Rússia. As estimativas indicam que cerca de 160.000 cidadãos vivem há mais de um mês sem serviços básicos na cidade que se tornou o principal objetivo das tropas russas devido à sua posição estratégica entre a península da Crimeia e a região de Donbas. “A Europa não tem o direito de reagir silenciosamente ao que está acontecendo em nossa Mariupol. O mundo inteiro deve reagir a essa catástrofe humanitária”, criticou o presidente em pronunciamento divulgado na noite desta sexta-feira, 1º. Mariupol, onde ocorreram alguns dos ataques que organizações de direitos humanos denunciam como possíveis crimes de guerra, sofre com a falta de água e comida há semanas, e tampouco há eletricidade ou aquecimento.


23h – Retirada de civis de Mariupol, no sul da Ucrânia, fracassa nesta sexta

A cidade ucraniana de Mariupol, que está sitiada pelas tropas russas, teve uma tentativa fracassada de retirada de civis nesta sexta, 1º. Uma equipe da Organização Nã0-Governamental Cruz Vermelha tentou se dirigir ao local com o objetivo de garantir uma saída segura para as pessoas, mas teve que recuar. Em nota oficial divulgada, a entidade explicou que a equipe, composta por três veículos e nove pessoas, voltou para Zaporizhzhia porque “condições impossibilitaram” a continuidade da missão. “Para o sucesso da operação, é fundamental que as partes respeitem os acordos e forneçam garantias de segurança”, afirmou a Cruz Vermelha. Apesar da operação da ONG beneficente ter fracassado, cerca 3 mil pessoas conseguiram sair da cidade nesta sexta, a maioria em veículos particulares, informou o governo ucraniano. No total, 6.266 conseguiram sair de zonas de conflito hoje. Leia mais.


22h30 – Pentágono anuncia US$ 300 milhões adicionais em ajuda militar à Ucrânia

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (1º) que destinará mais US$ 300 milhões para “assistência de segurança”, no objetivo de aumentar as capacidades defensivas da Ucrânia contra a invasão russa. A ajuda, somada aos US$ 1,6 bilhão já prometidos por Washington, inclui sistemas de foguetes guiados a laser, drones, munição, dispositivos de visão noturna, sistemas táticos de comunicação segura, suprimentos médicos e peças de reposição. “Esta decisão ressalta o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e integridade territorial da Ucrânia em apoio aos seus esforços heroicos para repelir a guerra da Rússia”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, em comunicado.

*Com informações da AFP


20h40 – Ucrânia afirma que impediu bombardeio russo em Odessa

O exército ucraniano informou que seu sistema de defesa antiaéreo frustrou um possível ataque russo contra a cidade de Odessa, próxima ao Mar Negro. Em uma publicação nas redes sociais, as Forças Armadas afirmaram que “o inimigo tentou de maneira insidiosa atingir instalações cruciais de infraestrutura, cuja destruição poderia ser perigosa para a população civil”, mas que “graças à resposta oportuna e eficaz das forças de defesa aérea, os mísseis não atingiram os alvos que o inimigo estava mirando”.


19h40 – Zelensky: ‘Exército russo está lentamente deixando o norte da Ucrânia’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em um pronunciamento nesta sexta-feira, 1º, que as tropas russas passaram a deixar umo norte do país. “A retirada é lenta, mas perceptível. Em algum lugar eles são expulsos com batalhas. Em algum lugar eles deixam posições por conta própria”, alegou o mandatário. o líder ucraniano, porém, ressaltou que o país precisa permanecer cauteloso quanto ao recuo do Kremlin.


18h40 – Mais de 6.000 cidadãos foram evacuados nesta sexta-feira, afirma ministra da Ucrânia

A ministra de Reintegração de Territórios Temporariamente Ocupados, Iryna Vereshchuk, informou que 6.266 pessoas utilizaram-se de corredores de evacuação e deixaram cidades ucranianas bombardeadas nesta sexta-feira, 1º. O comunicado divulgado pela governista ressalta que 1.431 ucranianos se mudaram para Berdiansk e Melitopol, municípios localizados ao sul do país, em seus próprios carros.


18h45 – Conflito no leste europeu já destruiu mais de 50 sítios culturais na Ucrânia

Um porta-voz da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) afirmou nesta sexta-feira, 01, que a guerra em solo ucraniano já destruiu 53 sítios culturais, entre eles 29 de caráter religioso e 16 edifícios históricos. “As autoridades ucranianas apontaram os fatos, que, em seguida, foram verificados por nossas imagens de satélite e pelos nossos agentes no local”, afirmou o representante. Museus e monumentos também foram esfacelados.


18h – Em conversa com Putin, presidente turco insiste em um encontro entre o líder russo e Zelensky

Durante conversa realizada com Vladimir Putin nesta sexta-feira, 1, o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, voltou a pedir que o líder russo e Volodymyr Zelensky se encontrem para falar sobre a situação na Ucrânia e discutir um cessar-fogo. Segundo o comunicado divulgado pelo governo turco, Erdogan afirmou que era importante que os lados agissem com bom senso e mantivessem o diálogo, observando que queria coroar os esforços de paz reunindo o presidente russo e o presidente ucraniano. No comunicado não tinha informações sobre qual teria sido a resposta de Putin para a solicitação realizada. Entretanto, foi informado que o chefe de estado da Rússia agradeceu o presidente turco por ter sediado a reunião entre as delegações russas e ucranianas em Istambul. O Kremlin ainda não se pronunciou sobre a ligação.


17h45 – Rússia assume controle de Urozhaynoye e avança em direção a Donetsk

Segundo a agência Ria, o porta-voz do Ministério da Defesa, major-general Igor Konashenkov, informou que o exército russo assumiu o controle da vila de Urozhaynoye e avançaram oito quilômetro em direção a Donetsk. “Unidades das forças armadas russas completaram a limpeza dos nacionalistas na aldeia de Urozhaynoye e estão lutando com a 540ª brigada mecanizada ucraniana separada pela captura da fazenda estatal de Oktyabr. Uma companhia de infantaria motorizada ucraniana, reforçada por um pelotão de tanques, foi destruído”, disse o general.


17h10 – Ucrânia informa que mais de 6.200 pessoas foram evacuadas nesta sexta-feira 

O vice-chefe do Gabinete do Presidente ucraniano, Kyrylo Tymoshenko, informou que 6.200 pessoas foram evacuadas nesta sexta-feira, das regiões de Donetsk, Luhansk e Zaporizhzhya. Segundo Tymoshenko, só de Mariupol, cidade mais devastada desde a invasão à Ucrânia, mais de 3 mil pessoas deixaram a região. “Quarenta e dois ônibus com moradores de Mariupol de Berdyansk, 12 ônibus com moradores locais de Melitopol e 300 veículos particulares”, disse ele.


16h50 – Chefe humanitário da ONU vai para Moscou tentar impulsionar trégua na Ucrânia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, informou que o chefe dos serviços humanitários da ONU, Martin Griffiths, está indo para Moscou no domingo para tentar impulsionar uma trégua na Ucrânia. Em seguida, ele deve ir até Kiev para discutir com as autoridades ucranianas a iniciativa de um cessar-fogo. Falando a repórteres, Guterres confirmou que tanto a Rússia quanto a Ucrânia concordaram em receber Griffiths para abordar sua proposta. Até agora, a Rússia rejeitou qualquer papel da ONU como mediadora e nas últimas semanas criticou repetidamente as posições de Guterres, que denunciou claramente a invasão da Ucrânia como uma grave violação da Carta das Nações Unidas. Dadas as dificuldades de intervenção no nível político, as Nações Unidas têm concentrado seus esforços no campo humanitário, com a entrega de ajuda à população ucraniana e esforços para facilitar a evacuação de civis. É nesse quadro que Guterres propôs essa ideia de um cessar-fogo, que, segundo a ONU, permitiria que a assistência fosse entregue a áreas que não podem ser alcançadas e salvaria muitas vidas.

*Com informações da EFE


15h40 – Prefeito de Kiev pede para população não voltar à capital: ‘Risco de morte é grande’

O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, realizou um apelo nesta sexta-feira, 01, para a população que saiu da capital ucraniana e pensa em retornar ao município: “O risco de morte em Kiev é bastante grande, e meu conselho para qualquer um que queira voltar agora é: por favor, esperem um pouco mais”. O mandatário também alertou que a cidade segue como palco de “uma grande batalha” entre as tropas locais e russas.


15h25 – Unesco diz que invasão russa destruiu 53 sítios culturais na Ucrânia

Um porta-voz da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) informou nesta sexta-feira, 1, que a invasão russa à Ucrânia, que acontece desde o dia 24 de fevereiro, já destruiu 53 sítios culturais. “As autoridades ucranianas apontaram os fatos, que, em seguida, foram verificados por nossas imagens de satélite e pelos nossos agentes no local”, explicou. Segundo o porta-voz, desses 53 locais destruídos, estão inclusos: 29 de caráter religioso, 16 edifícios históricos, quatro museus e quatro monumentos. A destruição patrimonial é um dos crimes de guerra que existem. Saiba mais.


15h – Segundo EUA, Rússia está usando igreja como base para atacar kiev 

Um oficial do governo dos Estados Unidos informou nesta sexta que a Rússia está utilizando uma igreja em Kiev, localizada em área residencial, como base para atacar a região. A informação foi divulgada pela Reuters. Pela manhã, o governo da capital ucraniana informou que, conforme o prometido pela Rússia na rodada de negociações que aconteceu na Turquia na terça-feira, 29, as tropas começaram a recuar em Kiev e Chernihiv. Tanto a Ucrânia como líderes ocidentais, acreditam que a nova estratégia russa é focar suas forças no leste do país. 


14h05 – Ucrânia recuperou Bucha das forças russas 

A Ucrânia informou nesta sexta-feira, 1, que recuperou mais um território que estava controlado pelas tropas russas. “31 de março ficará na história de nossa cidade… como o dia de sua libertação das forças russas”, disse o prefeito Anatolii Fedoruk em um vídeo. Bucha é uma cidade que fica próxima à capital de Kiev.


13h05 – Ucrânia e Rússia trocam militares capturados

A Ucrânia anunciou nesta sexta-feira, 1, a libertação de 86 de seus militares capturados pela Rússia, em uma troca por militares russos cuja quantidade não foi informada. “A troca acabou de acontecer; 86 militares, entre eles 15 mulheres, já estão a salvo”, disse Kyrylo Tymoshenko, chefe de gabinete da Presidênia, em uma mensagem no Telegram.

*Com informações da AFP


12h32 – Ucrânia diz que são necessários pelo menos US$ 10 bilhões para restaurar a infraestrutura de Mariupol

A Câmara Municipal de Mariupol informou nesta sexta-feira, 1, que são necessários pelo menos US$ 10 bilhões para restaurar a infraestrutura da cidade. O prefeito Vadym Boychenko informou que as autoridades estão trabalhando para garantir que a Rússia pague pela reconstrução da cidade e forneça pagamentos a todos os moradores. 

cidade de Mariupol

Imagens de satélite mostram a cidade de Mariupol


11h57 – Ucrânia abre nove corredores humanitários nesta sexta

O governo da Ucrânia acordou nove corredores humanitários para a evacuação de civis, sendo eles nas cidades de Mariupol, Enerhodar, Berdyansk, Melitopol, Rubizhne, Nizhnee, Sievierodonetsk, Popasna e Lysychansk. A informação foi divulgada pela vice-primeira-ministra e chefe da reintegração dos territórios ocupados da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. Segundo o comunicado, os moradores de Mariupol, Enerhodar, Berdyansk e Melitopol serão evacuados para Zaporizhzhya, e os habitantes de Rubizhne, Nizhnee, Sievierodonetsk, Popasna e Lysychansk – para Bakhmut.

*Com EFE


11h40 – Ucrânia conduz ‘operação de defesa’ contra a Rússia, diz porta-voz após ataque em Belgorod

O porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia, Oleksandr Motuzianyk, disse o país está se defendendo das ofensivas russas. A fala aconteceu após questionarem se o país estaria envolvido com o incêndio em um depósito de combustíveis em Belgorod, na Rússia. “A partir de hoje o estado ucraniano está conduzindo uma operação de defesa para repelir a agressão armada russa no território ucraniano. E isso não significa que a Ucrânia deva ser responsável por todos os erros de cálculo e todas as catástrofes, todos os eventos que ocorrem na Rússia, “, disse Motuzianyk. Ele afirmou que não é a primeira vez que as acusações são feitas contra a Ucrânia. “Portanto, não vou confirmar nem negar esta informação”, completou.


11h26 – Shakhtar recomenda que Fifa visite Mariupol e Kharkiv após não excluir Rússia

Depois da Fifa descartar a possibilidade de excluir a Rússia, o Shakhtar Donetsk recomendou que a entidade visite Mariupol e Kharkiv, duas cidades ucranianas gravemente afetadas pelos bombardeios de Moscou. Em entrevista à “Freedom”, o diretor-geral do Shakhtar, Sergei Palkin, afirmou que “não excluir a Rússia desta organização ao mesmo tempo que o mundo inteiro está contra ela, é estranho e não cabe na mente”. “Quando as pessoas na sede da Fifa se sentam e olham pela janela no Lago Genebra, provavelmente veem realidades diferentes. Talvez devessem enviar seu pessoal a Mariupol e Kharkiv para levar esse assunto mais a sério”, acrescentou.

*Com EFE


11h10 – Prefeito diz que serão necessários US$ 10 bilhões para restaurar Mariupol

O prefeito de Mariupol Vadym Boychenko afirmou que serão necessários ao menos US$ 10 bilhões para restaurar a infraestrutura da cidade portuária. Segundo ele, a estimativa é premilitar e ainda será precisa esclarecer o alcance da destruição causada pelos ataques da Rússia, o que pode fazer o valor aumentar. “Todo crime, todo assassinato e destruição cometidos pelo agressor devem ser registrados e levados a um tribunal internacional. Os criminosos de guerra devem ser punidos. Atualmente, estamos trabalhando em estreita colaboração com o governo e a administração civil-militar de Donetsk para obter da Rússia não apenas reparações pela reconstrução completa de nossa amada Mariupol, mas também grandes pagamentos a todos os moradores de Mariupol por sofrimento e danos “, disse Boychenko.


10h55 – Zelensky e Macron discutem negociações de paz entre Ucrânia e Rússia

O presidente Volodymyr Zelensky discute as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron. “Continua as conversas com o presidente francês Emmanuel Macron. Falamos sobre o combate à agressão russa. Discutimos o processo de negociação – o curso e as perspectivas, a importância das garantias de segurança. A iniciativa da França sobre os corredores humanitários de Mariupol deve ser implementada!” disse Zelensky, em mensagem nas redes sociais.


10h40 – Rússia retoma recrutamento militar em pleno conflito com Ucrânia

A Rússia retomou nesta sexta-feira, 1º, o recrutamento de jovens para o serviço militar obrigatório. Durante um ano, os jovens de 18 a 27 anos serão convocados pelo Exército. Para a convocação da primavera, o presidente Vladimir Putin estabeleceu o objetivo de recrutar 134,5 mil jovens. No entanto, o Kremlin afirma que nenhum dos recrutas será enviado à Ucrânia, embora o Ministério da Defesa já tenha reconhecido que haviam jovens integrando as tropas no país vizinho.

*Com Agence France-Presse


10h21 – Em meio a negociações, presidente do Parlamento Europeu viaja para Kiev

A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, está viajando para Kiev, capital da Ucrânia. A presidente da Câmara será a primeira autoridade de alto escalão de uma instituição europeia a visitar a capital ucraniana desde o início da invasão, em 24 de fevereiro deste ano. Natural de Malta, Metsola foi eleita em 18 de janeiro para o cargo e não deu detalhes sobre sua viagem para Kiev. Na quinta-feira, 31, a Rússia anunciou a proibição de entrada em seu território dos dirigentes europeus e da maioria dos eurodeputados como forma de resposta às sanções aplicadas contra o governo russo. Entretanto, as autoridades não divulgaram uma lista detalhada com quais dirigentes e parlamentares foram afetados.


10h03 – Chanceler da Ucrânia nega pressão do Ocidente para negociações

O Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, negou nesta sexta-feira, 1º, que países-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou da União Europeia estejam pressionando o país para fazer concessões à Rússia e chegar a um acordo de paz. “Depois de 36 dias de guerra, garanto que ninguém na Europa ou no exterior se atreverá a pressionar o presidente Zelenky ou a Ucrânia”, afirmou Dmytro, em fala citada pelo The Kiev Independent.


9h47 – EUA vão impor novas sanções a empresas da Rússia e Belarus, diz Casa Branca

De acordo com comunicado do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, 120 entidades serão adicionadas à lista de sanções nos próximos dias. “Departamento de Comércio também tomará mais medidas para degradar os setores de defesa, aeroespacial e marítimo da Rússia, adicionando 120 entidades na Rússia e na Bielorrússia à Lista de Entidades”, disse Kate Bedingfield, Diretora de Comunicações da Casa Branca. O Office of Foreign Assets Control do Departamento do Tesouro norte-americano já sancionou 13 indivíduos e 21 entidades.


9h30 – ONU diz que mais de 1,2 mil civis morreram na Ucrânia

Segundo o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, 1.232 civis morreram, incluindo 250 homens, 176 mulheres, 18 meninas e 36 meninos, bem como 58 crianças e 694 adultos não reconhecidos. Além disso, outros quase 2 mil civis ficaram feridos, incluindo 81 crianças. A agência da ONU menciona que maioria das mortes foi causada pelo uso de armas explosivas. “O ACNUDH acredita que os números reais são consideravelmente maiores, pois o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi adiado e muitos relatórios ainda aguardam confirmação.”


9h08 – Rússia está preparando uma resposta às propostas da Ucrânia

A Rússia está preparando uma resposta às propostas apresentadas pela Ucrânia na última reunião, na Turquia. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov. “O lado ucraniano colocou no papel sua visão dos acordos que precisam ser alcançados – e esses acordos devem ser formados primeiro. Estamos preparando uma reação. Há um movimento para frente, antes de tudo, no reconhecimento da impossibilidade da Ucrânia de ser um país do bloco, a impossibilidade de a Ucrânia buscar a felicidade na Aliança do Atlântico Norte”, disse. Saiba mais.


8h53 – Rússia está transferindo sistemas de mísseis para a fronteira de Belarus

Em um movimento que pode confirmar o desejo da Rússia de conquistar as regiões separatistas ao norte da Ucrânia, Moscou está reposicionando sistemas de mísseis próximo a Belarus, explicou a vice-ministra da Defesa ucraniana, Hanna Malyar.  “O inimigo não abandona seus planos de capturar completamente as regiões de Donetsk e Luhansk. Ele também está invadindo a região de Kharkiv e tentando fortalecer sua posição lá, reagrupar tropas, fortalecer”, disse Malyar, mencionando que, aparentemente, o Kremlin quer lançar mísseis de Gomel. “Portanto, o território da Belarus continua sendo usado ativamente pela Rússia para realizar agressões”.


8h37 – Novo projétil da Ucrânia atinge aldeia Belgorod, na Rússia

Segundo a imprensa russa, o Kremlin informa que um novo projétil “disparado da Ucrânia” caiu na região de Belgorod, na Rússia. Segundo a TASS, o projétil caiu na aldeia de Mykilske e não há registros de vítimas ou danos causados. O Ministério de Emergências local disse que “houve um estrondo, nenhuma outra informação”.


8h22 – Tropas russas deixaram o distrito de Brovary, perto de Kiev, diz prefeito

Segundo o prefeito do distrito de Brovary,  perto de Kiev, as tropas russas deixaram completamente o local, enquanto as forças ucranianas intensificam as operações de limpeza da região. “Os ocupantes russos deixaram quase todo o distrito de Brovary. equipamentos e possivelmente minas”, afirmou. Segundo o Sapozhko, “muitas pessoas voltaram para a cidade”, pequenas e médias empresas estão retomando o trabalho, empresas, lojas e pavilhões estão reabrindo.


8h06 – Negociações entre Rússia e Ucrânia são retomadas

As negociações entre as delegações da Rússia e da Ucrânia são retomadas, informou o principal negociador do Kremlin, Vladimir Medinski. “Continuamos as negociações por videoconferência. Nossas posições sobre a Crimeia e Donbass não mudaram”, declarou em mensagem compartilhada em seu canal oficial do Telegram.


7h52 – Porta-voz da Ucrânia compartilha registros da vida em Mariupol: ‘Bárbaro mundo russo’

O porta-voz da presidência ucraniana, Mykhailo Podoliak, compartilhou um vídeo que mostra áreas destruídas em Mariupol, cidade portuária da Ucrânia que está cercada pela Rússia desde 1º de março. Na gravação, feita por crianças do país, é possível ver prédios pegando fogo, janelas quebradas, camas improvisadas em abrigos e porções de gelo colocadas ao Sol para serem consumidas pelos moradores após derreterem. “Mariupol. Antigamente, as crianças tiravam fotos de brinquedos, brincavam no quintal e dançavam no TikTok. Hoje, eles vendo um incêndio em uma casa ao lado, coletando neve no quintal para beber água e examinando a vida no porão. É exatamente assim que se parece o bárbaro ‘mundo russo'”, escreveu Podoliak, em sua conta no Twitter.


7h40 – Atualização: Sobe para 28  o número de mortos após ataque em Mykolayiv

Segundo os serviços de emergência da Ucrânia, o número atualizado de vítimas do ataque a um prédio do governo em Mykolayiv é de 28 mortos. Equipes de resgate retiraram 27 corpos dos escombros e outra pessoa morreu no hospital. O ataque ocorreu em 29 de março e danificou fortemente o 9º e 1º andar do prédio que abrigava a Administração Estatal Regional de Mykolayiv e o Conselho Regional de Mykolayiv.


7h27 – Sem citar a Otan, Zelensky fala em ‘corresponsáveis’ por guerra na Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelesnky, voltou a cobrar o envio de ajuda militar ao país, que sofre com as ofensivas russas desde 24 de fevereiro. Em pronunciamento compartilhado pelo Ministério da Defesa, o mandatário falou em pessoas “corresponsáveis” pela catástrofe no país. “Se alguém tem medo de tomar as decisões necessárias, para obtermos aviões, tanques, artilharia e projéteis necessários, isso torna essas pessoas corresponsáveis pela catástrofe criada pelas tropas russas“, disse Zelensky, sem citar se o discurso seria sobre a Otan ou sobre países do Ocidente que recusam os pedidos feitos para “fechar o céu da Ucrânia”.


7h11 – Rússia perdeu 200 soldados nas últimas 24 horas; são 17,7 mil no total

Último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta que 17,7 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país. Além disso, outros mil representantes são prisioneiros. Entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 143 aeronaves; 131 helicópteros; 625 tanques de guerra; 1.751 veículos militares blindados; 316 sistemas de artilharia; 54 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 76 tanques de combustível e 1.220 carros, entre outros.


6h53 – Rússia considera que ataque ucraniano em seu território afetará negociações

O Kremlin afirmou nesta sexta-feira, 1º, que o ataque realizado pela Ucrânia contra um depósito de combustíveis, em Belgorod, afetará as negociações por um cessar-fogo no Leste Europeu. “Está claro que não se pode considerar isto como algo que vai criar as condições apropriadas para a continuidade das negociações”, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, após a destruição de um depósito de combustível na região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia. Saiba mais.


6h38 – Ucrânia bombardeia depósito de gasolina na Rússia, afirma governo local

Dois helicópteros da Ucrânia bombardearam um depósito de gasolina em Belgorod, na Rússia, localizada a 80 quilômetros de Kharkiv. “Aconteceu um incêndio no depósito de petróleo devido a um bombardeio efetuado por dois helicópteros militares ucranianos, que entraram no território russo voando a baixa altitude”, afirmou Vyacheslav Gladkov, mencionando que dois funcionários ficaram feridos. O diretor de uma gráfica próxima ao local afirmou à agência russa TASS que a empresa foi atingida. “Helicópteros lançaram foguetes contra nós… as janelas estão danificadas, o equipamento está destruído ou danificado… o teto foi danificado”, declarou. A infraestrutura do aeroporto de Belgorod não foi danificada. Saiba mais.


6h23 – Plano de Putin para tomar a Ucrânia já falhou, diz chefe do exército britânico

Na visão do almirante Tony Radakin, chefe de gabinete do Reino Unido, o presidente Vladimir Putin cometeu erros catastróficos ao tentar tomar a Ucrânia, sendo enganado sobre o poderia militar russo. “Estamos começando a ver os primeiros sinais de que essas forças estão retornando de Kiev e recuando para a Rússia e a Bielorrússia. Isso em si é uma manobra difícil para a Rússia. As Forças Armadas ucranianas atacarão os russos quando eles recuarem”, disse Radakin. Ele mencionou que as próximas semanas serão muito difíceis para a Ucrânia, mas acrescentou: ‘Em muitos aspectos, Putin já perdeu…Putin se machucou devido a uma série de erros catastróficos”.


6h08 – Cruz Vermelha não sabe se retirada de civis de Mariupol acontecerá nesta sexta

Segundo apuração da AFP, a Cruz Vermelha disse que as ações para retirada de civis de Mariupol, cidade portuária da Ucrânia cercada pelo Exército russo desde 1º de março, ainda não estão confirmadas para esta sexta-feira. “Há muitas partes em ação e não foram resolvidos todos os detalhes para ter certeza de que isto acontecerá com a segurança adequada (…) Ainda não está claro se acontecerá hoje”, afirmou Ewan Watson, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Genebra. Saiba mais.


5h49 – Continua sendo perigoso regressar a Bucha, diz  – representantes da Câmara Municipal

A cidade de Bucha, próxima a Kiev, ainda não foi libertada pelos militares da Rússia. Com isso, a avaliação é que ainda é muito perigoso para a população retornar a suas casas, informou a secretária da Câmara Municipal de Bucha, Taras Shapravsky, e a deputada da Câmara Municipal do Eurosolidariedade, Kateryna Ukraintseva. “Bucha continua sendo um destino perigoso, ainda está ocupada. Há informações verificadas de nossas Forças Armadas, de nossa Agência Central de Inteligência, que veículos blindados e uma parte significativa das forças foram retirados, mas ainda há um grande número de grupos de sabotagem e militares russos disfarçados de civis”, menciona Shapravsky.


5h32 – Guerra já matou ao menos 153 crianças na Ucrânia

O conflito entre Rússia e Ucrânia já causou a morte de pelo menos 153 crianças, segundo balanço atualizado divulgado pelas autoridades locais. Ao todo, a estimativa é que quase 245 menores tenham ficado feridos desde o início da invasão russa. No entanto, esse número deve ser muito maior uma vez que em regiões como Mariupol, Kiev, Chernihiv e Luhansk, é difícil contar os mortos. Segundo o Pravda, apenas em Mariupol, em 27 de março, 210 crianças perderam a vida. As crianças mais afetadas estavam em: Kiev – 73, Donetsk – 65, Kharkiv – 53, Chernihiv – 43, Mykolaiv – 30, Luhansk – 31, Zaporizhia – 22, Kherson – 29, Sumy – 16, Zhytomyr – 15. Na capital Kiev foram 16 crianças.


5h15 – Balanço aponta disparos no leste e sul durante a madrugada na Ucrânia

Em balanço divulgado pela mídia ucraniana, que considera dados das autoridades regionais, dados apontam que o Exército da Rússia continua suas ofensivas nas regiões de Luhansk, Donetsk, Kharkiv e Kherson, com pelo menos nove civis mortos e mais de 24 feridos. Na região de Luhansk, por exemplo, houve bombardeios pesados ​​de Severodonetsk, Rubizhne, Lysychansk, Kreminna, com 20 estruturas danificados, entre elas nove apartamentos e nove casas particulares. Em Chernihiv os combates continuam, enquanto na região de Kiev, capital da Ucrânia, os balanços são de uma madrugada “tranquila”, apesar dos ataques aéreos. Mariupol segue sem alterações: a cidade está bloqueada, “mas lutando”.


1h30 – Tropas russas saíram de Chernobyl por causa da ‘doença de radiação’, diz Ucrânia

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) investiga alegações da Ucrânia de que soldados russos que ocupavam a usina nuclear de Chernobyl partiram após receber altas doses de radiação. A agência disse que não pode confirmar as alegações da empresa Energoatom, mas busca uma avaliação independente. A empresa afirma que os russos construíram trincheiras na floresta dentro da zona de exclusão da cidade e que “entraram em pânico ao primeiro sinal de doença” que apareceu rapidamente. A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, também falou sobre o caso e confirmou as alegações. Os militares estão sendo encaminhados para uma instalação médica especial na Bielorrússia. Para confirmar toda a história, a AIEA está preparando a primeira ‘missão de assistência e apoio’ a Chernobyl, no norte da Ucrânia, nos próximos dias.


1/04 – 00h – Forças russas se agrupam próximo de Mariupol, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a situação no sul do país e na região de Donbas continua extremamente difícil. Em discurso divulgado na noite desta quinta-feira, o presidente reiterou que a Rússia estava acumulando forças perto da cidade sitiada de Mariupol. “Haverá batalhas pela frente. Ainda precisamos percorrer um caminho muito difícil para conseguir tudo o que queremos”, disse ele. A Rússia informou que abriria correr humanitário durante a quinta para permitir a saída de civis da cidade, no sudeste do país.


18h10 – As medidas exigidas pela Rússia para abertura dos corredores humanitário em 1º de abril 

Após anunciar que vão abrir corredores humanitário a partir de 1º de abril, o chefe do Centro de Controle de Defesa Nacional, coronel-general Mikhail Mizintsev, informou nesta quinta-feira, 31, que uma lista de medidas precisa ser seguidas para que a operação seja bem sucedida. São elas: até às 3h (horário de Moscou) – publicar a declaração realizada por ele na mídia local em russo e ucraniano e notificar antes da 3h, representantes das embaixadas de estados estrangeiros, estruturas especializadas da ONU, da OSCE , do CICV e de outras organizações internacionais localizadas no território da Ucrânia, sobre a operação humanitária planejada; até das 6h (horário de Moscou) – notificar os civis e cidadãos sobre os locais de reunião e abertura de um corredor humanitário, e comunicar, por escrito, o lado russo e os representantes que vão estar presentes, sobre a evacuação; a partir das 9h cumprir rigorosamente as condições para criação de um corredor humanitário e estabelecer comunicação continuam com lado russo e ucraniano para troca de informações sobre o andamento das evacuações e o início efetivo do “regime de silêncio”. Saiba mais.


17h15 – Enquanto Rússia se concentrar no Donbass, conflito vai continuar, diz Pentágono

Um alto funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira, 31, que enquanto a Rússia se concentrar no Donbass – região que engloba as províncias de Luhansk e Donetsk – o conflito na Ucrânia não vai acabar e será maior e mais prolongado. “Poderia ser o presságio de um conflito mais prolongado, mais extenso, enquanto os russos tentam ganhar alguma influência, obter alguns progressos e, talvez, até conseguir algum trunfo para a mesa de negociação”, assinalou, lembrando que o conflito na região já dura oito anos, mas ressaltou que os ucranianos conhecem muito bem o território e que “eles ainda têm muitas forças ali e travam uma luta muito dura por essa área”. Saiba mais.


16h45 – Rússia vai abrir corredores humanitário em 1º de abril, diz agência 

A agência de notícias Tass, informou nesta quinta-feira, 31, que o Ministério de Defesa russo disse que vai abrir um corredor humanitário da cidade sitiada de Mariupol. Segundo a agência, Mikhail Mizintsev, diretor do Centro Nacional Russo de Gerenciamento de Defesa, informou que o corredor é resultado de um pedido do presidente francês Emmanuel Macron e do chanceler alemão Olaf Scholz ao presidente russo Vladimir Putin.


15h35 – ‘Precisamos de tempo para nos reconstruir’, diz brasileira que estava desaparecida na Ucrânia

A brasileira Silvana Pilipenko, de 53 anos, que estava desaparecida a quase um mês, postou nesta quinta-feira, 31, um vídeo no Instagram contando como foram seus últimos dias enquanto tentava sair de Mariupol, cidade que vivia com o marido e com a sogra e que agora está totalmente destruída por causa da invasão russa que já dura mais de um mês. “Saímos do território ucraniano faz dois dias. Estamos em um pequeno vilarejo na Crimeia”, disse. Silvana informou que sentiu necessidade de realizar a postagem nas redes sociais devido às mensagens de carinho que recebeu durante esses dias. “Eu, minha sogra e meu esposo estamos fisicamente bem, mas emocionalmente abalados. Precisamos de um tempo para nos reconstruir”, disse e agradeceu a todos que se preocuparam, mandaram mensagens de apoio e fizeram orações. No vídeo, que tem quase dois minutos de duração, Silvana também fala sobre a situação na Ucrânia e pede para que todos continuem rezando pelas pessoas de lá. “É uma situação muito difícil, e quem tá lá não vê muita saída e não tem muitas escolhas. Continuem orando para que eles continuem fortes, resistindo e continuem sobrevivendo a essa guerra”, declarou. Ao final, Silvana disse que vai voltar para o Brasil, apesar de ainda não ter uma data certa. “Em breve estaremos aí”, finalizou.

 


14h30 – Rússia contribuirá com acesso humanitário na Ucrânia, diz premiê da Noruega

O premiê da Noruega, Jonas Gahr Stoere, conversou por telefone nesta quinta-feira, 31, com o Vladimir Putin, e informou que pediu para que a guerra seja encerrada e permita o acesso humanitário. Stoere garantiu que a Rússia vai contribuir para assegurar o acesso humanitário a civis que estão na cidade ucraniana de Mariupol. “Minha impressão é que ele (Putin) confirma a intenção da Rússia de contribuir para isso”, disse. “Temos expectativas muito limitadas do que pode ser alcançado, mas nada deve ser deixado sem tentativa na situação em que estamos agora”, acrescentou.


14h10 – ‘Alemanha não irá pagar gás russo em rublo’, diz Olaf Scholz

Após o decreto de Putin informando que a partir do dia 1º de abril quem quiser gás russo deverá pagar em rublos, o chanceler alemão, Olaf Scholz, reiterou durante entrevista coletiva que a Alemanha não vai pagar pelo gás em rublos e espera se tornar independente das importações russas de petróleo e carvão este ano, mas levará mais tempo para reduzir sua dependência do gás russo.


13h50 – EUA aplica sanciona a setor russo de tecnologia e atinge maior fabricante de semicondutores

Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o setor de tecnologia, incluindo o maior fabricante de semicondutores da Rússia. O Departamento do Tesouro informou que foram afetadas “21 entidades e 13 indivíduos, no âmbito de suas ações contra as redes de evasão de sanções do Kremlin, e as empresas de tecnologia, que são instrumentais na máquina de guerra da Federação Russa”. A empresa Serniya Engenharia, acusada de estar no centro de uma rede criada para burlar as sanções impostas por países ocidentais, é um dos alvos desta nova rodada de sanções.


13h – Forte explosão é ouvida no centro de Kiev, diz jornal

O jornal ucraniano, The Kiev Independent, informou que uma forte explosão foi ouvida no centro de Kiev. Especulações indicam que pode se tratar de um míssil russo derrubado pelas forças de defesa aérea ou que atingiu o alvo.


12h45 – Rússia sanciona lideranças e deputados da União Europeia 

A Rússia anunciou, nesta quinta-feira, 31, a proibição de entrada em seu território aos líderes europeus e à maioria dos eurodeputados, em represália às medidas punitivas contra Moscou por sua intervenção militar na Ucrânia. “As restrições se aplicam aos dirigentes mais importantes da União Europeia, incluindo comissários europeus e chefes de órgãos militares europeus, assim como a grande maioria dos deputados do Parlamento Europeu, que promovem políticas antirrussas”, declarou o Ministério russo das Relações Exteriores, em um comunicado.

*Com informações da AFP


12h20 – Forças Armadas registraram saída de 700 grupos táticos russos de Kiev

As Forças Armadas da Ucrânia registram a saída parcial de grpos táticos do batalhão de tropas russas de Kiev, informou porta-voz militar Oleksandr Gruzevych. “Quase 700 unidades de equipamentos partiram em direção a Ivankov em direção à fronteira bielorrussa foram contadas durante a noite. Estamos considerando duas opções: ou é redistribuição e reagrupamento, ou é provável que apareçam no Donbass. Ao mesmo tempo, as forças que permanecem em torno de Kiev são bastante grandes. Não tema nada, mas eles podem fazer mal”, disse.


12h05 – Tropas russas começaram a sair de Chernobyl, diz agência nuclear da Ucrânia

As forças russas começaram a se retirar da central nuclear de Chernobyl, anunciou a agência nuclear ucraniana. As tropas que ocupam o local partiram “em duas colunas em direção à fronteira” entre a Ucrânia e Belarus, informou a Energoatom no Telegram, acrescentando que há apenas um “pequeno número” de soldados russos no local. Saiba mais.

*Com AFP


11h36 – Rússia interrompe distribuição de gás para países que não pagam em rublos

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou nesta quinta-feira, 31, um decreto que proíbe a comercialização de gás russo a países que se recusarem a pagar em rublos. “Oferecemos aos contratados desses países hostis um esquema claro e transparente. Para comprar gás natural russo, eles devem abrir contas em rublos em bancos russos”, informou o chefe de Estado. “É a partir dessas contas que o gás fornecido a partir de amanhã será pago, a partir de 1º de abril”, acrescentou. Essa decisão é uma resposta às sanções que vêm sendo impostas desde o dia 24 de fevereiro quando a Rússia invadiu a Ucrânia, e após os países ocidentais terem se reunido para boicotar o fornecimento de gás.


11h00 – Cúpula de Putin e Zelensky não ocorrerá em menos de 2 semanas, diz Ucrânia

O porta-voz de Kiev, Mykhailo Podoliak, afirma que uma reunião entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, não deve acontecer nos próximos dias ou em curto período de tempo. “Faltam duas ou três semanas para uma reunião de líderes”, indicou o assessor, que também faz parte da equipe de negociadores da Ucrânia. Segundo ele, a Rússia deve estudar agora propostas apresentadas, após um “grande avanço” alcançado na última conversa entre os países. “Preparamos documentos que servem para uma conversa dos presidentes. Constituem uma base suficiente para um acordo”, explicou Podoliak.

*Com EFE


10h35 – Sobe para 20 o número de mortos após ataque a prédio do governo em Mykolayiv

Segundo os serviços de emergência da Ucrânia, o número de mortos pelo ataque russo a sede do governo de Mykolayiv subiu para 20. Até o momento, as equipes de resgate já localizaram 19 corpos nas ruínas do edifício e uma pessoa morreu no hospital.  O governador regional acusa a Rússia de esperar até que as pessoas chegassem para trabalhar antes de atacar o prédio.


10h10 – Popularidade de Putin aumenta após ofensiva na Ucrânia, diz pesquisa

Cerca de 83% dos russos aprovam as ações do presidente Vladimir Putin, que ganhou 12 pontos de popularidade em comparação com fevereiro, segundo pesquisa do instituto independente russo Levada. O estudo aponta que apenas 15% dos russos não aprovam a ação do presidente e 2% não têm opinião sobre o assunto. Da mesma forma, o primeiro-ministro Mikhail Missouri ganhou 11 pontos (71%, contra 60% em fevereiro) e o governo 15 pontos (70% contra 55% em fevereiro).

*Com AFP


9h30 – ‘Hoje, Mariupol é o pior lugar da Europa’, diz Zelenky

Em discurso ao parlamento da Bélgica, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou que o cenário atual de Mariupol, cidade portuária, é o pior da Europa. “Hoje é o pior lugar da Europa. Há um inferno. Há uma catástrofe que todo mundo conhece, o mundo inteiro. Mas ninguém está determinado o suficiente para ajudar a parar a catástrofe nesta cidade e em outras cidades do nosso país”, disse. Nesta quinta, as autoridades da Ucrânia tentam retirar civis de Mariupol pelos corredores humanitários. A estimativa é que 160 mil habitantes permaneçam na cidade, cercada pelos russos desde 1º de março.


9h05 – Rússia não está se retirando, está se reposicionando, diz secretário da Otan

Nesta quarta-feira, a Rússia prometeu diminuir as operações próximas a Kiev e Chernihiv para “aumentar a confiança mútua e criar condições para novas negociações”. No entanto, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirma que Moscou não está reduzindo suas tropas na Ucrânia, mas sim reposicionando seu Exército. “De acordo com nossa inteligência, as unidades russas não estão se retirando, mas se reposicionando. A Rússia está tentando se reagrupar, reabastecer e reforçar sua ofensiva na região de Donbas”, disse. Stoltenberg afirmou ainda que “a Rússia mentiu repetidamente sobre suas intenções” e deve ser julgada apenas por suas ações, não pela palavra de seus líderes.


8h49 – Rússia convoca 134,5 mil recrutas, mas diz que não irá para a Ucrânia

O presidente Vladimir Putin assinou decreto nesta quinta-feira, 31, ordenando 134,5 mil novos recrutas para o Exército para a primavera. No entanto, segundo o Ministério da Defesa, a convocação não estaria relacionada com a guerra na Ucrânia e nenhum dos soldados será enviado para “pontos quentes”, informou o ministro Sergei Shoigu.


8h30 – Ucrânia inicia mais de 3,4 mil processos criminais contra militares da Rússia

Segundo porta-voz de Kiev, a Ucrânia iniciou 3.457 processos criminais contra militares russos, desde o início dos conflitos com as tropas de Moscou, em 24 de fevereiro. “O pior são assassinatos, violência em massa, abuso infantil e tortura”, disse Mykhailo Podolak. Ele pontua que as acusações estão documentadas. “As consequências para a Rússia são catastróficas em todas as jurisdições.”


8h13 – Ucrânia bloqueia 68 navios de diferentes países, diz porta-voz russo

O representante oficial do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov, afirmou que as autoridades de Kiev detem à força 68 navios de diferentes países nos portos de quatro cidades ucranianas. “Quanto à mentira de Zelensky sobre supostamente bloquear cerca de 100 navios estrangeiros nos portos ucranianos, explicamos: as autoridades ucranianas estão atualmente mantendo à força 68 navios pertencentes à Turquia, China, Suíça, Grécia, Malta, Panamá nos portos das cidades de Chernomorsk, Odessa, Nikolaev e Yuzhny, Ilhas Marshall, Serra Leoa, Comores, Belize, Libéria, Ilhas Cayman, Dinamarca, Síria”, disse Konashenkov. A afirmação acontece após o presidente Volodymyr Zelensky afirmar que cerca de 100 navios da frota mercante mundial não conseguem deixar região do Mar Negro devido aos conflitos na região.


7h57 – Militares ucranianos libertaram 5 assentamentos em Zaporizhia

Militares ucranianos já libertaram cinco regiões em Zaporizhia. A informação foi compartilha pelo Centro de Imprensa do Comando das Forças Armadas da Ucrânia, informando sobre o recuo da ocupação russa na região. “Junto com outras unidades das Forças de Defesa da região de Zaporozhye, os paraquedistas já libertaram assentamentos como Zatyshshya, Malinovka, Vesele, Zeleny Gai e Chervone”, diz comunicado.


7h40 – Rússia perdeu 17,5 mil soldados desde o início da ‘operação especial’

Último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta que 17,5 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país. Além disso, outros mil representantes são prisioneiros. Entre os armamentos, as baixas do Kremlin incluem perdas de 135 aeronaves; 131 helicópteros; 614 tanques de guerra; 1.735 veículos militares blindados; 311 sistemas de artilharia; 54 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 75 tanques de combustível e 1.201 carros, entre outros.


7h22 – Separatistas pró-Rússia reivindicam avanços territoriais no leste da Ucrânia

Separatistas pró-Rússia afirmam que controlam quase toda a região de Lugansk e mais da metade de Donetsk, após Moscou transformar os territórios em seu principal objetivo militar. “Na manhã de 31 de março de 2022, mais de 90% do território da República Popular de Lugansk foi libertado”, disse o delegado das Relações Exteriores da autoproclamada república. Segundo a TASS, o líder dos separatistas de Donetsk, Denis Pushilin, também estima que cerca de 55% a 60% do território está sob controle russo.


7h03 – Cruz Vermelha se diz pronta para coordenar evacuação em Mariupol

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que está disposto a coordenar a retirada dos civis da cidade de Mariupol, cerca pelas tropas russas desde 1º de março, desde que tenham as garantias necessárias, afirmou a organização em um comunicado. O Ministério da Defesa da Ríussia anunciou período de cessar-fogo para esta quinta-feira, com a abertura de corredores humanitários para a retirada de civis. A estimativa é que 160 mil pessoas estejam na cidade bloqueada.

*Com Agence France-Presse


6h42 – Zelensky afirma que defesa do país está em ‘ponto de virada’

Horas depois que as forças do Kremlin renegaram a promessa de reduzir algumas de suas operações, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a defesa de seu país contra a invasão da Rússia está em um “ponto de virada”. A declaração foi dada em um pronunciamento noturno à nação. Durante a fala, Zelensky também voltou a pressionar os Estados Unidos por mais ajuda no conflito bélico. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de refugiados da Ucrânia continua a crescer desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, e já passa de 4 milhões de pessoas. Saiba mais.


6h23 – Governo ucraniano envia 45 ônibus para evacuação de civis em Mariupol

O governo da Ucrânia enviou nesta quinta-feira, 31, 45 ônibus para a retirada de civis de Mariupol, cidade portuária no Sul do país. A decisão acontece após Moscou anunciar um período de trégua nos ataques para a evacuação dos moradores, informou a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk. “Fomos informados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha que a Rússia está disposta a abrir o acesso aos comboios humanitários de Mariupol até Zaporizhizha”, disse Vereshchuk, confirmando o envio dos transportes. Saiba mais.


6h05 – Russos usam projéteis de fósforo em novos ataques a Donetsk

Militares russos seguiram com os disparos na região central de Donetsk durante a madrugada, informa a admistração militar regional. “Em Maryinka, Krasnohorivka e Novomykhailivka, o inimigo novamente usou projéteis de fósforo. Onze civis feridos da comunidade de Maryinka, incluindo 4 crianças, foram levados para o Hospital Municipal de Kurakhiv”, disse Pavlo Kyrylenko, chefe local. Já na manhã desta quinta, os russos dispararam contra a comunidade de Ocheretyn, ferindo duas pessoas.


5h48 – Venda de bebidas alcóolicas será parcialmente retomada em Kiev

Em Kiev, a venda de bebidas alcoólicas será parcialmente retomada a partir de 1º de abril, informou a adminsitração local em canal oficial do Telegram. Segundo comunicado, será permitido comprar as bebidas das 11h às 16h em lojas e estabelecimentos de serviços. Anteriormente, com a imposição da lei Marcial a venda de álcool estava proibida.


5h31 – Guerra na Ucrânia já matou ao menos 148 crianças; três em 24 horas

O conflito entre Rússia e Ucrânia no Leste Europeu já causou a morte de pelo menos 148 crianças, segundo balanço atualizado divulgado pelas autoridades locais. Ao todo, a estimativa é que 232 menores tenham ficado feridos desde o início da invasão russa. “Não é possível estabelecer o número real de crianças mortas e feridas devido ao fato de que as forças de ocupação estão lutando ativamente nas cidades ucranianas”, escreveu a Comissária de Direitos Humanos da Verkhovna Rada Lyudmila Denisova. Nas últimas 24 horas, três crianças morreram na Ucrânia. Em particular, uma mãe e um menino de 11 anos foram mortos em um ataque aéreo na região de Kharkiv .


5h15 – Inteligência britânica prevê intensos combates nos arredores de Kiev

O departamento de inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido prevê intensos combates nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia, nos próximos dias, aponta relatório divulgado nesta quinta-feira,  31. “As forças russas continuam mantendo posições a leste e oeste de Kiev, apesar da retirada de um número limitado de unidades. É provável que combates ferozes aconteçam nos arredores da cidade nos próximos dias”, disse o comunicado. Além disso, a inteligência britânica também pontua que a Rússia continua com bombardeios de artilharia e foguetes em torno de Chernihiv, apesar das declações de redução da atividade militar. Ao mesmo tempo, os combates continuam pesados em Mariupol.


1h – Putin está se sentindo ‘enganado’ por seus militares, diz porta-voz da Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Kate Bedingfield, disse que Vladimir Putin está se “sentindo enganado” por suas tropas. De acordo com ela, os Estados Unidos têm a informação de que há uma tensão persistente entre Putin e sua liderança militar na Ucrânia. “A guerra de Putin foi um erro estratégico que deixou a Rússia mais fraca a longo prazo e cada vez mais isolada no cenário mundial”, disse Bedingfield. O porta-voz do Pentágono, John Kirby, chamou as avaliações de “desconfortáveis” porque se o presidente russo estiver desinformado, há uma chance de esforço “menos que fiel” para encerrar o conflito.


31/03 – 00h – Rublo russo se recupera e volta a valor pré-guerra

O rublo russo parece ter se recuperado a nivel pré-invasão à Ucrânia. Na quarta-feira, o rublo era negociado por 85 por dólar, aproximadamente o mesmo valor de 24 de fevereiro. Em 7 de março, esse valor de 150 rublos por dólar, quando Biden proibiu as importações russas de petróleo e gás. Para recuperar sua moeda, a Rússia precisou aumentar a taxa de juros para 20% e investir na introdução de controles de capital sobre os russos que desejassem trocar a moeda nacional por dólar ou euro. Porém, especialistas afirmam que o banco central russo está assumindo riscos ao aumentar as taxas de juro.


21h40 – Pentágono: Rússia retirou menos de 20% das tropas próximas a Kiev

O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, John Kirby, realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, 30, e afirmou que a Rússia não realiza uma ‘retirada’ das tropas próximas à capital ucraniana pois menos de 20% dos soldados se retiraram do local. “Se os russos estão realmente falando sério sobre a desescalada, que é o que estão dizendo, eles devem enviar todo seu exército para casa e, definitivamente, não é isso que estamos vendo”, destacou.


20h40 – Inflação da economia russa ultrapassa a marca dos 15%

O governo de Vladimir Putin vive a maior crise econômica desde 2015, com a inflação atingindo a marca dos 15,66% desde o dia 25 de março. Segundo o ministério da Economia do Kremlin, a expectativa é de que os preços aumentem ainda mais com a desvalorização recorrente do rublo. No último mês e antes da invassão à Ucrânia, a inflação no país era de 9,15% e meta anual do banco central russo girava em torno de 4%.


19h40 – Metade da cidade ucraniana de Irpin foi destruída, diz prefeito

Prefeito da cidade de Irpin alegou em entrevista que 50% da cidade e a infraestrutura crítica foi destruída e os escombros ainda não foram removidos”. O político informou que o “abastecimento de água e energia” da região foi interrompido em decorrência do constante bombardeio que a cidade sofre.


18h40 – Parlamentares ucranianos afirmam que negociações de paz com a Rússia ‘não são reais’

Ivanna Klympush-Tsintsadze, presidente do Comitê Parlamentar da Ucrânia para a Integração da Ucrânia à União Europeia, afirmou a jornalistas que “neste momento, as negociações de paz estão longe de serem reais”. Segundo a política, a estratégia russa é de se utilizar do momento para reagrupar suas forças e criar novas estratégias de avanço no território ucraniano. “Definitivamente, acho que Putin está usando isso como uma cortina de fumaça, enviando mensagens falsas e mentirosas para o mundo inteiro”.


18h – Rússia anuncia cessar-fogo temporário em Mariupol

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou um cessar-fogo temporário em Mariupol para que civis sejam retirados da cidade e levados a Zaporizhzhia. O cessar-fogo ocorrerá nesta quinta e o Ministério se comprometeu a trabalhar com a ONU e a Cruz Vermelha para garantir que seja bem-sucedido. Mariupol é uma das cidades mais visadas pelos russos, já que sua tomada poderia permitir uma conexão por terra entre a Crimeia e as regiões separatistas do Leste da Ucrânia, Donetsk e Luhansk.

*Com informações da AFP


17h30 – Tropas russas começam a se retirar da usina nuclear de Chernobyl, diz o Pentágono

As forças russas começaram a se retirar das instalações da extinta usina nuclear de Chernobyl, após terem tomado o controle da central em 24 de fevereiro, disse nesta quarta-feira (30) um alto funcionário da Defesa dos Estados Unidos. “Chernobyl é uma zona onde estão começando a reposicionar algumas de suas tropas, saindo, afastando-se das instalações de Chernobyl, e entrando em Belarus”, disse o funcionário. “Acreditamos que estão partindo, mas não posso dizer-lhes que todos tenham ido embora”, acrescentou.


17h00 – Ucrânia passa a receber equipamentos de segurança enviados pelos Estados Unidos

Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou que os seis primeiros carregamentos de asisstência à segurança da Ucrânia foram entregues nesta quarta-feira, 30. No total, serão 30 cargas com equipamentos enviados ao governo de Volodymyr Zelensky. “O material está chegando à região todos os dias, inclusive nas últimas 24 horas”, afirmou o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby. Entre os equipamentos militares, serão enviados sistemas anti-blindagem e antiaéreos e drones Switchblade.


16h30 – Ministro das Relações Exteriores francês: ‘Não há avanço nas negociações entre Rússia e Ucrânia’

Jean-Yves Le Drian, ministro das Relações Exteriores da França, conversou com jornalistas nesta quarta-feira, 30, e afirmou que não há “nenhum avanço” nas negociações entre a Rússia e a Ucrânia, que ocorrem em Istambul. “As questões ainda são as mesmas” e as tratativas não avançam, pois, de acordo com o chanceler, Vladimir Putin “ainda deseja impor sua ditadura à Ucrânia”. “Queremos um cessar-fogo o mais rápido possível, mas, enquanto isso, continuaremos a fornecer à Ucrânia armas legais e defensivas porque isso é necessário, porque queremos que a guerra pare e queremos que a guerra pare sem entrar em guerra. nós mesmos”, argumentou o político.


16h00 – Ataques aleatórios da Rússia podem resultar em ‘crimes de guerra’, diz chefe dos direitos humanos da ONU

Michelle Bachelet, líder do setor de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) esteve em Genebra nesta quarta-feira, 30, e alegou que os ataques indiscriminados realizados pelo exército do Kremlin podem ser considerados “crimes de guerra”. “A destruição massiva de bens civis e o alto número de vítimas civis indicam fortemente que os princípios fundamentais de distinção, proporcionalidade e precaução não foram suficientemente respeitados”, argumentou a política, que acrescentou dizendo que o povo ucraniano enfrenta um “pesadelo vivo”.


15h30 – OMS alega que ataques russos à setores da Saúde são propositais e estratégicos

Tedros Adhanom, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), conversou com jornalistas e confirmou mais de 80 ataques à instalações de saúdes na Ucrânia desde o início da invasão russa na região. Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira, 30, o representante do órgão mundial afirmou estar “indignado” com a “continuidade dos ataques aos serviços de saúde”, já que os 82 bombardeios já causaram “72 mortes e 43 feridos, incluindo pacientes e profissionais da área”. “Os ataques aos cuidados de saúde são uma violação do direito internacional humanitário”, ressaltou Tedros.


15h00 – Pentágono: Danos da Rússia em Mariupol são ‘devastadores’

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira, 30, que os bombardeios russos em Mariupol são contínuos e “devastadores”. “O lugar está sendo dizimado do ponto de vista estrutural pelo ataque de ataques aéreos do Kremlin”, alegou. Segundo o norte-americano, os danos foram realizados em áreas como a infraestrutura civil, edifícios residenciais, hospitais, recreação e parque públicos”.


14h50 – Biden garantiu a Zelensky o envio de meio bilhão de dólares em ‘ajuda orçamentária direta’

A Casa Branca divulgou um comunicado nesta quarta-feira, 30, onde afirma que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou por pouco mais de uma hora com o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, para compartilhar a situação “campo de batalha e na mesa de negociações” contra os adversários russos. No documento, Biden teria prometido a Zelensky o fornecimento de “US$ 500 milhões em ajuda orçamentária ao governo da Ucrânia” que serão usados para pagar salários de servidores.


14h30 – Primeiro-ministro da Eslovênia manifesta desejo de enviar sistemas de defesa aérea à Ucrânia

Janez Janša, primeiro-ministro esloveno, afirmou nesta quarta-feira, 30, que deseja enviar sistemas de defesa antimísseis S-300 para o governo de Volodymyr Zelensky. “É o equipamento que a Ucrânia mais precisa, mas não posso expor o que estamos dando a eles”, afirmou o político. O mandatário afirmou, ainda, que caso o povo ucraniano consiga vencer a guerra, é possível que a Otan os convide para integrar o bloco militar. “Depois que vencerem esta guerra, acho que será a OTAN querendo que eles se juntem, pois o exército ucraniano será um dos mais fortes, senão o mais forte exército do continente europeu”, argumentou.


14h00 – Reino Unido afirma não lutar para tirar Vladimir Putin do poder

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou nesta quarta-feira, 30, que “não é o objetivo do Reino Unido” retirar Vladimir Putin da cadeira presidencial da Rússia. “Estamos simplesmente a tentar ajudar, a proteger o povo da Ucrânia, a protegê-lo contra a violência absolutamente bárbara e despropositada, é isso que estamos fazendo”, alegou o britânico.


13h30 – Juiz norueguês vai dirigir investigação da ONU sobre violações da Rússia na Ucrânia

O Conselho dos Direitos Humanos da ONU nomeou um juiz norueguês para comandar a investigações sobre violações cometidas pela Rússia durante a guerra contra a Ucrânia. Erik Mose é ex-juiz da Suprema Corte da Noruega e do Tribunal Europeu de Direitos Humanos e presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda e foi nomeado para a comissão internacional independente nesta quarta-feira, 30. Também integrarão a equipe Jasminka Dzumhur, defensora do Povo da Bósnia e Herzegovina, e Pablo de Greiff, da Colômbia, considerado o principal especialista da ONU na promoção da verdade, da justiça e da reparação. A criação da comissão foi aprovada em 4 de março pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.


12h45 – Boris Johnson pede que Ocidente mantenha sanções até tropas russas deixarem a Ucrânia

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pediu que o Ocidente mantenha as sanções contra a Rússia até que todas as tropas russas deixem a Ucrânia. O pedido foi feiro nesta quarta-feira, 30, durante um comitê parlamentar. “Não podemos esperar que o G7 levante as sanções só porque há um cessar-fogo. […] Devemos continuar reforçando as sanções… até que cada” soldado russo esteja ‘fora da Ucrânia'”, disse Johnson.


12h30 – Comissária da ONU diz que ataques russos à áreas povoadas podem constituir crimes de guerra

A comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que os ataques russos em áreas povoadas da Ucrânia podem ser considerados “crimes de guerra”. “Os ataques indiscriminados são proibidos pelo direito internacional humanitário e poderiam constituir crimes de guerra”, afirmou Bachelet nesta quarta-feira, 30, durante o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça.


12h05 – Ucrânia concordou com as exigências fundamentais da Rússia, disse Medinsky

A Ucrânia concordou com exigências fundamentais da Rússia, disse o chefe da delegação de Moscou e assessor presidencial Vladimir Medinsky, ao canal de TV Rossiya 24. Segundo ele, pela primeira vez o governo de Kiev se mostrou disposto a negociar com o Kremlin. “O trabalho continua, as negociações continuam. Gostaria de enfatizar separadamente que a posição de princípio do nosso lado em relação à Crimeia e Donbass permanece inalterada”, disse o chefe da delegação. Entre os pontos exigidos para futuro acordo está a recusa de adesão à Otan e de armas nucleares, bem como a posse, aquisição e desenvolvimento de armas de destruição em massa.


11h43 – ‘Mortos foram esmagados por tanques’, diz prefeito de Irpen

O prefeito de Irpen Oleksandr Makrushin disse que até 300 civis, além de 50 militares, morreram em Irpen. “Eles esmagaram nossos ucranianos que foram mortos, esmagaram-nos e simplesmente os jogaram no asfalto. Foi assustador assistir. Infelizmente, 16 homens da nossa defesa morreram, 29 no hospital. Das Forças Armadas, até 50 pessoas foram mortas e cerca de 100 feridas”, disse. Segundo Makrushin, ainda não há um número exato de civis mortos, mas a estimativa é de até 300 óbitos.


11h27 – Rússia bombardeia edifício da Cruz Vermelha em Mariupol

Um edifício do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foi alvo de bombardeios russos em Mariupol. A informação foi divulgada pela secretária de Direitos Humanos no Parlamento ucraniano, Liudmila Denisova. “No momento, não temos informações sobre vítimas”, disse, sem mencionar o número de pessoas que estavam no local durante o bombardeio. Uma porta-voz da Cruz Vermelha em Genebra disse à AFP que a imagem apresenta um depósito do CICV em Mariupol. “Não temos equipe no local, então não temos informações, incluindo sobre vítimas ou danos potenciais”, afirmou.

*Com AFP


11h13 – Vice-primeira-ministra da Ucrânia teme ‘repetição de 1986’ em Chernobyl: ‘Mundo está pronto para uma catástrofe nuclear?’

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, defende que a Organização das Nações Unidas (ONU) comece uma missão especial com o objetivo de garantir de não há risco de acidente nuclear em Chernobyl. Em mensagem compartilhada em canal do Telegram, Vereshchuk questionou se o mundo “está pronto para uma catástrofe nuclear por causa da estupidez da Rússia”. ELa citou um depósito de munição russa que explodiu nesta terça-feira e questionou o que vai acontecer se o depósito próximo da usina também explodir por um erro humano. ” Uma repetição de 1986?”, questionou. “Portanto, reiteramos nosso apelo aos líderes mundiais e ao Conselho de Segurança da ONU para influenciar os russos e desmilitarizar imediatamente a zona de Chornobyl. É o caso quando a falta de profissionalismo dos ocupantes preocupa ainda mais sua astúcia.”


10h52 – Chernihiv sofre ‘ataque colossal’, diz prefeito

A administração regional de Chernihiv voltou a falar sobre os inúmeros ataques sofridos nas últimas horas, mesmo com a garantia de Moscou de que as operações militares diminuiriam. Segundo o Viacheslav Chaus, a cidade vive um “ataque colossal”, em constante fogo pelos bombardeios aéreos. Em entrevista com John Berman, do New Day, o prefeito da cidade, Vladyslav Atroshenko, criticou a alegação da Rússia de redução “drástica” dos ataques a Chernihiv e Kiev, capital da Ucrânia. Esta é mais uma confirmação de que a Rússia sempre mente”, disse Atroshenko.


10h35 – Reino Unido não está pronto para dar garantias de segurança à Ucrânia

Nesta quarta-feira, o vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Dominic Raab, disse que seu país não está pronto para dar garantias de independência da Ucrânia como parte do acordo de paz proposto por Kiev a Moscou. “A Ucrânia não é membro da Otan”, disse ele.


10h20 – Receitas tarifárias da Ucrânia caíram 80% durante a guerra, diz ministro

Segundo ministro das Finanças, Serhiy Marchenko, as receitas diárias aduaneiras caíram 80% desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia. “Esperamos da alfândega até o final do mês cerca de 7 bilhões de hryvnia. Embora outras coisas sejam iguais, ou seja, pré-guerra, nossos planos eram um pouco diferentes. Alfândega era recolher este mês (março) quase 39 bilhões. Serão sete”, disse Marchenko. Em entrevista à mídia local, ele observou que o governo ucraniano decidiu antecipar o pagamento de dividendos pelos bancos estatais, o que permitiu obter uma reserva de liquidez para março.


10h01 – EXCLUSIVO: Embaixador da Rússia no Brasil afirma que tropas não devem ceder na Ucrânia

Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, o embaixador da Rússia no Brasil Alexey Labetskiy disse que os objetivos com a operação militar na Ucrânia seguem os mesmos. “Não podemos permitir a existência de uma ameaça real a segurança do nosso povo e do nosso país”, disse. Apesar da última negociação entre os países apontar para o compromisso de neutralidade da Ucrânia e de redução de ataques em Kiev, o embaixador acredita que a Rússia não deve ceder, pois a segurança do país estaria comprometida. Saiba mais.


9h56 – Rússia anuncia a destruição de 64 alvos militares na Ucrânia em 24 horas

O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenko, anunciou que as tropas do país destruíram 64 alvos militares da Ucrânia nas últimas 24 horas, incluindo uma base do Estado Maior das Forças de Operações Especiais em Mykolaiv, cidade que registrou 13 mortos após bombardeio nesta terça-feira. Segundo Konashenko, foram usados foguetes e equipamentos de aviação tática. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, desde o começo da chamada “operação militar especial” no país vizinho, em 24 de fevereiro, foram abatidos 127 aeronaves e 77 helicópteros.


9h41 – Ônibus é atacado em Lysychansk durante evacuação de civis

Um ônibus foi atacado por tropas russas durante evacuação de civis em Lysychansk, informou o chefe da adminsitração local Serhiy Haidai no Telegram. Segundo as autoridades, não há registro de feridos. Cerca de 260 pessoas foram resgatadas da cidade durante o dia, além de 25 civis evacuados de Rubizhne, 73 de Severodonetsk, 58 de Kreminna e 13 de Popasna.


9h25 – Militares russos sequestram padre em Kherson

Um padre da Igreja Ortodoxa da Ucrânia foi sequestrado em Kherson, cidade atualmente ocupada por militares da Rússia. O sequestro aconteceu nesta quarta-feira, 30, após indivíduos se identificaram como policiais ao se apresentarem a Serhiy Chudynovych. Segundo a imprensa local, o padre foi levado por três homens, que revistaram a igreja e checaram documentos.


9h07 – 76% da população russa apoia a ‘operação especial na Ucrânia’

O número de russos apoiando a chamada “operação especial russa na Ucrânia” aumentou 11 pontos percentuais, chegando a 76% da população, informou a agência de notícias RIA. Questionados se apoiam ou não a decisão de Vladimir Putin de iniciar uma ofensiva contra o país vizinho, 76% dos entrevistados responderam que a apoiam. Para 42% dos participantes, o objetivo das ações é “proteger a Rússia, desarmar a Ucrânia e impedir a implantação de bases militares da OTAN em seu território”, enquanto 21% acreditam o Kremlin quer “mudar o curso político da Ucrânia e purificá-la dos nazistas”, 18% – “proteger a população de Donbass”, 4% – “ocupar a Ucrânia e anexá-la à Rússia”.


8h50 – Russos estão acumulando forças na área da usina nuclear de Chernobyl

Segundo informações divulgadas por autoridades ucranianas, o exército russo está acumulando tropas de ocupação na área da usina nuclear de Chernobyl. Ao mesmo tempo, os militares começam a se concentrar na instalação de abrigo e na zona de exclusão na região. Segundo o Pravda, foi  registrado o movimento de colunas mistas de veículos russos do assentamento de Ivankiv em direção à central nuclear.


8h32 – Ao menos 145 crianças morreram desde o início dos conflitos

Ao menos 145 crianças morreram e 222 ficaram feridas desde que a Rússia iniciou a sua chamada “operação militar especial” na Ucrânia. Segundo dados das autoridades locais, as crianças mais afetadas estavam em Kiev – 69, Kharkiv – 49, Donetsk – 54, Chernihiv – 39, Mykolaiv – 30, Luhansk – 28, Zaporizhia – 22, Kherson – 25, capital – 16, Sumy – 16, Zhytomyr – 15.


8h20 – Sobe para 13 o número de mortos após bombardeio em Mykolaiv, diz mídia ucraniana

Em discurso na noite desta terça-feira, o presidente Volodymyr Zelensky chegou a afirmar que 8 pessoas haviam morrido e 30 ficado feridas após ataque russo a um prédio de nove andares do governo ucraniano. Ele reconheceu, no entanto, que não eram os números finais. Agora, aados atualizados divulgados pela mídia local, citando a chefe do Conselho Regional de Mykoaiv, Hanna Zamaziyeva, apontam que são 13 mortos confirmados e mais de 40 feridos. As ações de resgate seguem em andamento ao longo do dia.


8h10 – Mariupol denuncia que mulheres e funcionários de maternidade foram levados à força para Rússia

A prefeitura de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, denunciou nesta quarta-feira, 30, que funcionários e pacientes de uma maternidade foram levadas à força para a Rússia. “Mais de 70 pessoas – mulheres e profissionais de saúde – foram levadas à força pelos ocupantes”, diz comunicado. Segundo dados da prefeitura local, citados pela AFP, mais de 20 mil moradores foram levados ao país vizinho “contra sua vontade”.


7h55 – Rússia afirma que não há ‘nada promissor’ após negociações com a Ucrânia

As negociações entre as delegações russa e ucraniana não resultaram em “nada muito promissor” ou em avanços.”No momento, não podemos informar nada muito promissor ou um avanço. Há muito trabalho por fazer”, declarou à imprensa o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov. No entanto, ele considerou positivo o fato dos ucranianos terem “finalmente começado a formular de maneira concreta suas propostas e colocá-las por escrito”. “Evitamos cuidadosamente fazer declarações públicas sobre o teor das questões que são objeto de discussões, porque acreditamos que as negociações devem ser acontecer de forma discreta”, acrescentou.

*Com AFP


7h40 – Três corredores humanitários são acordados nesta quarta

Três corredores humanitários foram acordados entre as autoridades da Ucrânia e Rússia: para evacuação de moradores de Mariupol e entrega de ajuda humanitária à cidade de Berdyansk; entrega de ajuda humanitária e evacuação de pessoas da cidade de Melitopol e para um comboio de pessoas em transporte próprio da cidade de Energodar para Zaporizhia.


7h17 – Reunião Putin-Biden é possível após desescalada na Ucrânia, diz Casa Branca

Um reunião entre os presidentes Vladimir Putin e Joe Biden só deve acontecer após uma redução significativa dos ataques na Ucrânia. A informação é da diretora de comunicações da Casa Branca, Kate Bedingfield. “Não vou estabelecer pré-condições para uma conversa entre o presidente Biden e o presidente Putin, exceto para dizer que fomos muito claros e o presidente Biden deixou muito claro que é preciso haver uma desescalada tangível da Rússia e um claro, compromisso genuíno com a diplomacia.”


6h58 –  Em Kiev, poluentes do ar são nove vezes mais do que o normal

A concentração de poluentes no ar de Kiev, capital da Ucrânia, é quase 9 vezes maior do o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), informou o Departamento de Ecologia e Recursos Naturais da Administração Estatal da Cidade de Kiev, segundo dados citados pela mídia local. Nesta quarta, a centração de poluentes está 8,8 vezes pior do que o recomendado. No dia 24, quando completou um mês da guerra, o número é 13 vezes maior; em 21 de março era 12 vezes e em 19 de março 33 vezes maior do que a norma da OMS, ocupando o primeiro lugar no mundo em termos de poluição do ar.


6h40 – Unidades russas que sofrem grandes perdas saem da Ucrânia, diz Reino Unido

Em última atualização do monitoramento da guerra na Ucrânia, o serviço de inteligência do Reino Unido apontou que “as unidades russas que sofreram grandes perdas foram forçadas a retornar a Belarus e à Rússia para se reorganizar e reabastecer” e que isso estaria dificultando ainda mais a logística de guerra das tropas russas. O serviço inglês é ligado ao Ministério da Defesa britânico e vem acompanhando toda a movimentação bélica no Leste Europeu desde o início do conflito, já tendo previsto movimentos importantes, como a tentativa de cerco a Kiev há semanas atrás. Saiba mais. 


6h19 – Chernihiv foi bombardeada durante ‘toda a noite’ apesar das promessas russas

O governador Viacheslav Chaus afirmou que Chernihiv, cidade no Norte da Ucrânia, foi ” bombardeada toda a noite com artilharia e aviões”, apesar do anúncio da Rússia sobre redução da atividade militar. “A situação não muda, Chernihiv é alvo de bombardeios de artilharia e aéreos”, afirmou Chaus, que mencionou a destruição de infraestruturas civis.


6h – Número de refugiados ucranianos supera 4 milhões, afirma ONU

O número de refugiados da Ucrânia, que passaram a fugir da guerra contra a Rússia, que teve início em 24 de fevereiro, superou a marca de quatro milhões de pessoas. Segundo a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) nesta quarta-feira, 30, foi contabilizado até hoje o total de 4.019.287 ucranianos que atravessaram as fronteiras do país. Ainda segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o país mais buscado pelos refugiados foi a vizinha Polônia, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e recebeu mais de 2,3 milhões de pessoas até o momento.


5h42 – Russos dispararam 3 mísseis na região de Khmelnytsky à noite

Durante a madrugada desta quarta-feira, 30, militares russos dispararam três mísseis contra instalações industriais na região de Khmelnytsky. A informação foi divulgada pelo prefeito Oleksandr Simchyshyn. Segundo ele, os foguetes causaram incêndios, mas já foram extintos. As informações sobre as vítimas estão sendo verificadas.


5h20 – Ucrânia contabiliza 17, 3mil soldados russos mortos desde o início da invasão

Segundo último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia, pelo menos 17 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país. Além disso, outros mil representantes são prisioneiros. O Kremlin também teve novas baixas de armamentos. Ao todo, foram 131 aeronaves perdidas; 131 helicópteros; 605 tanques de guerra; 1.723 veículos militares blindados; 305 sistemas de artilharia; 54 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 75 tanques de combustível e 1.184 carros, entre outros.


1h – EUA emitem novo alerta de viagem à Rússia

Os Estados Unidos emitiram um novo alerta de viagem para a Rússia nesta quarta-feira, 30, em que diz que as autoridades podem “destacar e deter” americanos no país. O pedido é que os norte-americanos não viajem para o país de Vladimir Putin ou saiam “imediatamente” sob o risco de assédio. O comunicado destaca que há relatos contínuos de cidadãos dos EUA “sendo escolhidos e detidos pelos militares russos” na Ucrânia ou quando são evacuados por terra para outros países. “Se você deseja deixar a Rússia, deve tomar providências por conta própria o mais rápido possível”, diz o texto


30/03 – 00h –  Astronautas dos EUA e da Rússia voltam à Terra juntos

Em meio às tensões entre Estados Unidos e Rússia, astronautas dos dois países retornam à Terra juntos. O astronauta da NASA, Mark Vande Hei, e os cosmonautas Anton Shkaplerov e Pyotr Dubrov embarcam na cápsula russa da Soyuz nesta quarta-feira, 30, e devem pousar no Cazaquistão. A viagem ocorre em meio à crescente incerteza sobre a cooperação norte-americana e russa no espaço. Um dia após a Rússia invadir a Ucrânia, o diretor-geral da agência espacial russa, Dmitry Rogozin, acusou os EUA de tentar “destruir” a cooperação na Estação Espacial Internacional. “Se você bloquear a cooperação conosco, quem vai salvar a ISS de uma descida descontrolada da órbita e depois cair no território dos Estados Unidos ou da Europa?” ele disse à epoca. A NASA, no entanto, informou que continuará a trabalhar com seus parceiros internacionais, incluindo a Rússia.


23h30 – Fortnite arrecada R$ 100 milhões para ajuda humanitária na Ucrânia

A Epic Games, desenvolvedora do game Fortnite, arrecadou R$ 100 milhões para ajuda humanitária às pessoas afetadas pela guerra na Ucrânia. A campanha lançada pela empresa começou dia 20 de março e vai até o dia 3 de abril. A ‘corrente’ de ajuda conta também com a Unicef, Direct Relief, UNHCR, Xbox e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (UNWFP). A ajuda humanitária inclui suporte médico e jurídico, alimentos, água potável, artigos essenciais e abrigo. A Epic informou em comunicado que outras organizações serão adicionadas nos próximos dias.


23h – Cruz Vermelha diz ser alvo de campanha de desinformação sobre trabalho que faz na Ucrânia

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmou estar preocupado com o que chama de uma campanha de desinformação “generalizada e direcionada” sobre seu trabalho na Ucrânia. De acordo com um porta-voz, as notícias falsas apareceram em diversas mídias sociais e idiomas ao mesmo tempo e estariam acusando a Cruz Vermelha de facilitar evacuações forçadas de ucranianos para a Rússia. Também houveram críticas sobre a visita do presidente internacional do Comitê, Peter Maurer, ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, na última semana. A Cruz Vermelha relembrou que Maurer visitou a Ucrânia antes, que seu trabalho é conversar com os dois lados de um conflito e que a missão da organização é ajudar vítimas de guerras, não importa de qual lado sejam.


22h30 – Trump pede a Putin que permita publicação de informações potencialmente prejudiciais sobre filho de Biden

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que o presidente russo Vladimir Putin libere informações sobre negócios de Hunter Biden, filho de Joe Biden, com oligarquias de países do Leste Europeu. “Acho que Putin saberia a resposta para isso”, disse Trump em entrevista ao canal Just the News, referindo-se aos possíveis negócios de Hunter Biden na Rússia. “Acho que ele deveria liberar. Acho que devemos saber essa resposta.” Trump citou um relatório do Senado de 2020 que revelou que a oligarca russa Yelena Baturina, então esposa do prefeito de Moscou, forneceu US$ 3,5 milhões há uma década para uma empresa cofundada pelo filho do atual presidente e perguntas não respondidas sobre por que o dinheiro foi dado. “Como é que o prefeito de Moscou, sua esposa, deu à família Biden três milhões e meio de dólares? Acho que Putin agora estaria disposto a provavelmente dar essa resposta”, disse Trump. “Tenho certeza que ele sabe”. Quando ainda estava no cargo, Trump havia pedido a Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, que investigasse Hunter Biden, e enfrentou um processo de impeachment por dar a entender que a entrega de ajuda militar à Ucrânia estaria condicionada a essa investigação ocorrer.


21h47 – Forças Armadas da Ucrânia acredita que promessa de retirada das tropas russas é armação

Em rodada de negociações nesta terça-feira, 29, representantes do governo russo informaram que retirariam as tropas russas do entorno da capital Kiev e reduziriam os ataques. No entanto, ninguém acredita na promessa das forças de Vladimir Putin. O Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia disse em postagem no Facebook que as unidades russas estão se afastando de Kiev e Chernihiv, mas acredita que essas retiradas “provavelmente são uma rotação de unidades individuais” destinadas a enganar os militares da Ucrânia e criar um “equívoco” sobre sua posição. As tropas russas têm se concentrado na parte leste do país, perto de Donetsk, e continuam atacando. Em assentamentos próximos da cidade de Zaporizhizhia, os ucranianos acreditam que os russos estão se fortalecendo e plantando campos minados.


21h10 – Show beneficente no Reino Unido arrecada R$ 76 milhões para ajuda humanitária à Ucrânia

Um show beneficente com diversas estrelas pop foi realizado em Birmingham, no Reino Unido, e arrecadou 12,2 milhões de libras esterlinas (R$ 76 milhões) para ajuda humanitária à Ucrânia. A apresentação durou duas horas e contou com artistas como Ed Sheeran, Camila Cabello, a banda Snow Patrol e a cantora ucraniana Jamala, que venceu o concurso Eurivision em 2016, além de outros artistas conhecidos do público britânico.


20h30 – Ataque em Mykolaiv deixou oito mortos e 30 feridos

Uma nova atualização sobre o ataque russo a um prédio do governo ucraniano na cidade de Mykolaiv foi dada por Zelensky, ainda no discurso desta noite. Relatos anteriores davam conta de 12 mortos, mas o presidente ucraniano relatou que oito vidas foram perdidas e 30 pessas se feriram; ele ainda ressaltou que estes provavelmente não são números finais.  “As tropas russas atingiram Mykolaiv de forma muito insidiosa. Numa altura em que as pessoas vinham aos seus locais de trabalho de manhã. Graças a Deus, a maioria das pessoas no prédio conseguiu evacuar quando ouviram um alarme aéreo”, contou Zelensky.


20h -“Não reduziremos nosso esforços defensivos”, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que, apesar da promessa russa de que os ataques contra Kiev serão reduzidos, a Ucrânia não diminuirá seus esforços defensivos da mesma maneira. “Podemos dizer que os sinais que estamos recebendo das negociações são positivos, mas não abafam as explosões de bombas russas”, disse ele. “O exército russo ainda tem um potencial significativo para continuar os ataques contra nosso estado”, acrescentou. “Portanto, não estamos reduzindo nossos esforços defensivos”, finalizou.


18h40 – Vice-secretário de Estado dos EUA acusa Putin de criar uma ‘crise alimentar global’

Wendy Sherman, vice-secretária de Estado dos Estados Unidos, realizou um pronunciamento nesta terça-feira, 29, e alegou que o presidente russo Vladimir Putin criou uma “crise alimentar global” após invadir a Ucrânia. “Enquanto Putin continuar sua guerra, enquanto as forças russas continuarem a bombardear cidades ucranianas e bloquear comboios de ajuda, enquanto civis sitiados não conseguirem chegar em segurança, esta crise humanitária só vai piorar”, afirmou a política.


18h10 – Zelensky vê avanços em negociações, mas diz não ter razão para confiar nas promessas russas

Volodymyr Zelensky viu sinais positivos na rodada de negociação entre Rússia e Ucrânia que aconteceu nesta terça-feira, 29. “Podemos dizer que os sinais que ouvimos são positivos”, disse em uma mensagem difundida em vídeo em seu canal no Telegram. “Mas os sinais não calam as explosões das bombas russas”, acrescentou se referindo aos ataques que continuam acontecendo na região e a um bombardeio contra a sede do governo de Mykolaiv que deixou pelo menos 12 mortos e mais de 30 feridos. Apesar das palavras dos negociadores russos e do Pentágono ter informado que as tropas da Rússia estão reposicionando suas forças perto de Kiev – mesmo que não se trata de uma retirada – Zelensky disse não ver razão para “confiar nas palavras de certos representantes de um Estado que continua a lutar pela nossa destruição”. Saiba mais.


17h32 – EUA e Reino Unido não acreditam que Rússia vai reduzir os ataques a Kiev

Apesar do anúncio da Rússia de reduzir os ataques na região de Kiev e Chernihiv durante a rodada de negociação com a Ucrânia que aconteceu nesta terça-feira, 29, líderes do Reino Unido e dos Estados Unidos veem com desconfianças essas garantias para cessar-fogo. Em resposta a repórteres que o questionaram sobre o assunto, Joe Biden declarou que não sabe se a Rússia vai cumprir com a promessa de reduzir suas operações militares. “Vamos ver se eles seguem o que estão sugerindo. Vamos continuar atentos ao que está acontecendo”, disse Biden.

A desconfiança não fica só em território americano, o premiê britânico, Boris Johnson, também fez um comentário sobre o assunto durante uma reunião com ministros. “A pressão sobre Putin deve ser aumentada tanto por meio de novas medidas econômicas quanto pelo fornecimento de ajuda militar para garantir que a Rússia mude completamente o curso”, anunciou o porta-voz de Johnson, que complementou dizendo que o primeiro-ministro disse que a retirada total das tropas russas da Ucrânia seria um bom começo para a mudança de postura do Reino Unido. “Julgaremos Putin e seu regime por suas ações, não por suas palavras”, declarou. Saiba mais.


16h40 – Pentágono diz que Rússia está reposicionando forças ao redor de Kiev, mas que não se trata de uma retirada 

O Pentágono informou nesta terça-feira, 29, que a Rússia está reposicionando suas forças perto de Kiev, entretanto, não se trata de um retirada e a capital ucraniana continua sob ameaça. “Estamos vendo um pequeno número de tropas que parecem estar se afastando de Kiev”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby. “Mas não estamos preparados para chamar isso de um retrocesso ou de uma retirada”, afirmou. “Acreditamos que o que eles provavelmente têm em mente é um reposicionamento para priorizar outros lugares”, acrescentou.

*Com informações da AFP


16h – Estados Unidos e aliados vão continuar aumentando os custos, diz Biden

Após conversar com líderes europeus depois do fim da rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia, o presidente norte-americano, Joe Biden, realizou um comunicado nesta terça-feira, 29, em que declarou que os Estados Unidos e os aliados concordaram em continuar aumentando os custos para a Rússia por causa da guerra com a Ucrânia que já acontece há mais de um mês.


15h40 – Em conversa com Macron, Putin pede que UE pague gás russo em rublos

Putin e Macron conversaram na terça-feira, 29, por videoconferência após o término da negociação de cessar-fogo entre representantes de Rússia e Ucrânia. Durante a reunião, o líder russo pediu ao francês para que a União Europeia pague o gás do país em rublos, o que foi negado pelo francês, e exigiu que os ucranianos largassem as armas. As informações foram passadas pelo Kremlin que também informou que os líderes discutiram sobre medidas para garantir ajuda humanitária em território ucraniano, a saída de civis de cidades como Mariupol e as negociações realizadas mais cedo entre as delegações ucranianas e russas para um acordo de paz.


15h20 – Putin reconhece avanços nas negociações, mas não está disposto a renunciar seus objetivos militares

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou com o líder francês, Emmanuel Macron, nesta terça-feira, 29, após representantes da Rússia e da Ucrânia realizarem uma rodada de negociações na Turquia. Segundo o Kremlin, que divulgou informações sobre a reunião que aconteceu por videoconferência entre os dois, Putin reconheceu os avanços das negociações com Kiev, entretanto, exigiu que os nacionalistas ucranianos de Mariupol deponham as armas alegando que “para resolver a situação humanitária na cidade, eles vão ter que acabar com a resistência e depor as armas”. Durante a conversa, Putin também falou que as negociações com a Ucrânia avançaram, porém, se manteve inflexível sobre o desejo de seguir com a ofensiva no leste do país vizinho. Segundo indicaram fontes do Palácio do Eliseu, o chefe do Kremlin garantiu que não está disposto a renunciar a seus objetivos militares, em particular, a tomada de Mariupol, já que se negou a levantar o cerco à cidade portuária. Saiba mais.


15h – Secretário dos EUA questiona seriedade da Rússia nas negociações com a Ucrânia

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, realizou um pronunciamento nesta terça-feira, 29, e questionou a seriedade dos compromissos russos à frente das negociações com a Ucrânia por um cessar-fogo na região. Segundo o político norte-americano, “existe o que a Rússia diz e o que eles fazem, estamos focados neste último”. Após declarar que a Casa Branca não enxerga sinais de que as tratativas estão “avançando de maneira eficaz”, o representante do presidente Joe Biden alertou para a possibilidade dos russos estarem utilizando as reuniões como “meio” para, “mais uma vez desviar a atenção e levar as pessoas a pensar que não está fazendo o que está fazendo”.


14h40 – Donetsk  considera se juntar à Rússia, diz líder separatista

Segundo a Agência de Notícias de Donetsk, o líder separatista Denis Pushilin, disse nesta terça-feira que a região pretende se juntar à Rússia após controlar toda a região ucraniana de Donetsk. “A DPR considerará a questão de ingressar na Federação Russa após a libertação de toda a república”, disse Pushilin e acrescentou dizendo que “a principal tarefa é alcançar as fronteiras constitucionais da república. Então determinaremos isso”. A região de Donetsk foi reconhecida por Vladimir Putin como independente três dias antes da invasão acontecer.


14h15 – Diálogo entre Rússia e EUA é necessário em qualquer caso, diz Kremlin

Após Joe Biden dizer no fim de semana que era preciso tirar Vladimir Putin do poder, e das respostas dadas pelo Kremlin a essa declaração, o porta-voz Dmitry Peskov informou a jornalistas que um diálogo entre Rússia e Estados Unidos é necessário de qualquer forma. “De uma forma ou de outra, mais cedo ou mais tarde teremos que falar sobre as questões de estabilidade estratégica, segurança e assim por diante, ou seja, aquelas questões que só nós podemos e devemos discutir”, destacou. Segundo Peskov, apesar da fala de Biden ter um impacto negativo e deixar marca nas relações entre os chefes de Estados, é preciso diálogo entre os dois, não “apenas no interesse de nossos dois países, mas também no interesse de todo o mundo”.


13h50 – Ucrânia aceita neutralidade e Rússia concorda em reduzir ataques a Kiev e região; negociações avançam

Representantes da Rússia e Ucrânia se reuniram nesta terça-feira, 29, em Istambul, na Turquia, para realizar uma nova rodada de negociações. Pela primeira vez desde o início da guerra, ambos os lados informaram que houve avanços significativos. A Ucrânia aceitou adotar um status neutro e abrir mão de fazer parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Aceitaremos um ‘status’ neutro, se o sistema de garantia de segurança funcionar”, disse David Arakhamia, deputado ucraniano que participou da rodada de negociações. “Se conseguirmos consolidar as disposições-chave, e para nós isso é o mais fundamental, então a Ucrânia estará em posição de realmente fixar seu status atual como um Estado que não fará parte de um bloco e não nuclear, na forma de neutralidade permanente”, acrescentou o negociador ucraniano Oleksander Chaly. Já a Rússia, se propôs a reduzir os ataques na região de Kiev e na cidade de Chernihiv. “A fim de aumentar a confiança mútua e criar as condições necessárias para novas negociações e alcançar o objetivo final de concordar e assinar (um) acordo, foi tomada a decisão de reduzir radicalmente, por uma grande margem, a atividade militar nas direções de Kiev e Chernihiv”, declarou David Arakhamia. Saiba mais.

negociação russia e ucrania

Rússia e ucrânia avanças nas negociações de cessar-fogo


13h20 – Biden e líderes europeus fazem reunião para falar sobre as negociações entre Ucrânia e Rússia 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou durante uma hora com Emmanuel Macron, presidente da França, Olaf Scholz, chanceler da Alemanha, Mario Draghi, primeiro-ministro da Itália e Boris Johnson, primeiro-ministro da Inglaterra, sobre a rodada de negociação entre Rússia e Ucrânia que aconteceu nesta terça-feira, 29. A informação foi passada pela Casa Branca, que também informou que os líderes ficaram conversando durante uma hora. 


13h – Bélgica e Holanda decidem expulsar diplomatas russos por suspeita de espionagem

Os governos da Bélgica e da Holanda anunciaram a expulsão de vários diplomatas da Rússia por suspeita de espionagem. As informações foram confirmadas pelas autoridades dos países nesta terça-feira, 29. Segundo a ministra belga das Relações Exteriores, Sophie Wilmès, 21 pessoas que trabalham para a embaixada e consulado russos por suspeita de estarem envolvidas em “operações de espionagem e de influência que ameaçam a segurança nacional”, disse Wilmès. Os funcionários deverão deixar o país em 15 dias. A Holanda, por sua vez, expulsará 17 diplomatas russos. “A razão é que há informações (…) que mostram que as pessoas em questão, acreditadas como diplomatas, atuam secretamente como agentes de Inteligência”, justificou a chancelaria do país. O governo holandês classificou a expulsão como uma medida de segurança nacional.

*Com informações da AFP


12h40 – ‘Russos sequestraram 11 prefeitos e oito funcionários municipais’, diz prefeito de Kiev

Em uma declaração realizada no Telegram, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que as tropas russas já sequestraram 11 prefeitos e oito funcionários municipais desde a invasão russa que já dura mais de um mês. “Amigos! Os orcs estão mais uma vez sequestrando líderes de comunidades ucranianas. Agora, o chefe de Beryslav Oleksandr Shapovalov e o chefe do Naked Pier Oleksandr Babych foram sequestrados”, declarou. “Enfatizo que o sequestro de prefeitos de vilas, vilas e cidades, especialmente em tempos de guerra, põe em perigo todos os membros da comunidade”, acrescentou. Klitschko também informou que a Rússia está cometendo atrocidades nos territórios temporariamente ocupados na Ucrânia e recorrendo à barbárie porque não podem derrotá-los. “Assassinatos, sequestros e tortura de civis – é isso que o agressor russo está fazendo, que veio para destruir a Ucrânia e os ucranianos”, disse.

Ao fim de sua declaração, Klitschko voltou a pedir para que as organizações internacionais façam todos os esforços e apliquem todos os mecanismos e pressões possíveis para ajudar a combater e superar a invasão dos ucranianos. “Gostaria de enfatizar mais uma vez que hoje a Ucrânia está lutando não apenas por sua terra e liberdade, mas também como um posto avançado de liberdade e paz em toda a Europa”, finalizou. Durante nova reunião de negociações realizada nesta terça-feira, 29, a Rússia concordou em reduzir radicalmente a atividade militar em Kiev e Chernihiv


12h20 – Encontro entre Putin e Zelensky está próximo de acontecer, dizem negociadores

Em nova rodada de reuniões realizada nesta terça-feira, 29, na Turquia, representantes russos e ucranianos informaram que já é possível organizar um encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky. “Os resultados da reunião de hoje são suficientes para um encontro a nível de chefes de Estado”, declarou David Arakhamia. O negociador da Rússia, o vice-ministro da Defesa russo, Alexander Fomin, informou que já é possível acelerar o processo para que os dois líderes conversem. Desde o início da ofensiva em 24 de fevereiro, Moscou sempre recusou essa proposta de Kiev. Além do anúncio sobre uma possível reunião entre os dois líderes, outros assuntos também avançaram durante as quatro horas de reunião. A Rússia concordou em reduzir “drasticamente” as atividades militares na de Chernihiv e nos arredores de Kiev, capital ucraniana. Saiba mais

Putin e Zelenksy


12h – Bombardeio contra sede do governo de Mykolaiv deixa pelo menos 12 mortos e mais de 30 feridos

Em meio a uma rodada de negociações entre os representantes da Rússia e Ucrânia, um bombardeio à sede do governo de Mikolaiv, realizado nesta terça-feira, 29, deixou mortos e mais de 20 feridos, mas a maioria das pessoas que estavam no local escaparam ilesas, de acordo com as informações compartilhadas no Facebook pelo governador regional, Vitaly Kim. Segundo ele, as equipes de resgate procuravam “oito civis e três soldados” sob os escombros e metade do prédio foi destruído, seu escritório está entre os destroços. “Os russos perceberam que não poderiam tomar Mykolaiv e decidiram me cumprimentar, cumprimentar a todos”, ironizou Kim. Durante a quinta rodada de negociações, os representantes russos concordaram em reduzir “drasticamente” as atividades militares na de Chernihiv e nos arredores de Kiev, capital ucraniana.

Foto divulgada pela imprensa do Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia mostra um prédio danificado da administração estadual em Mykolaiv

Foto divulgada pela imprensa do Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia mostra um prédio danificado da administração estadual em Mykolaiv


11h20 – Holanda expulsa 17 russos do país por suspeita de espionagem

Holanda expulsou 17 agentes de inteligência russos que foram credenciados como diplomatas, com base em informações de seus próprios serviços de segurança, disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado nesta terça-feira, 29. “A razão para esta decisão são informações que mostram que os indivíduos em questão, credenciados como diplomatas nas representações russas na Holanda , são secretamente ativos como oficiais de inteligência”, disse o ministério.

O ministro das Relações Exteriores da Holanda, Wopke Hoekstra, disse que o governo está preparado para qualquer retaliação de Moscou. “A experiência mostra que a Rússia não deixa tais medidas sem resposta. Não podemos especular sobre isso, mas o Ministério das Relações Exteriores está preparado para vários cenários que podem ocorrer no futuro próximo”, disse o comunicado.


10h50 – Após acusação de Kiev, Kremlin nega estar levando civis à força da cidade de Mariupol para a Rússia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou nesta terça que o exército da Rússia esteja retirando forçadamente civis da cidade de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, e levando-os para a Rússia. A defesa foi feita após uma acusação de Kiev de que as tropas russas estariam levando milhares de ucranianos para o território russo. “Afirmo que isso é uma mentida. Isso não se corresponde com a realidade”, afirmou o representante do governo, em entrevista coletiva concedida por telefone. “A Rússia não se dedica a essas coisas”, completou Peskov. O porta-voz do Kremlin insistiu que “ninguém transporta forçadamente civis para o território russo”, ao afirmar que os refugiados ucranianos que deixaram Mariupol em direção à Rússia o fizeram de forma voluntária.

*Com informações da EFE


10h20 – Rússia expulsa dez diplomatas dos países bálticos

A Rússia anunciou a expulsão de dez diplomatas dos países bálticos, sendo quatro da Lituânia, três da Estônia e outros três da Letônia, em represália a uma medida similar contra representantes de Moscou, em meio às tensões sobre a Ucrânia. A informação foi divulgada pelo Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado. A medida foi tomada “de acordo com o princípio da reciprocidade”, após a expulsão “injustificada” de dez diplomatas russos em 18 de março por esses três países-membros da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), pontuava o texto.

*Com informações da AFP


10h – Em Istambul, Ucrânia volta a demonstrar disposição em desistir de tentar entrar na Otan

A Ucrânia está disposta a desistir de entrar em qualquer aliança militar, incluindo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em troca de receber garantias de segurança por escrito de 10 países, segundo anunciou a delegação do país que participou, em Istambul, na Turquia, de uma nova rodada de negociações com a Rússia nesta terça-feira, 29. “Queremos um mecanismo internacional que funcione, similar ao artigo 5 da Otan”, disse o chefe da missão ucraniana, David Arahamiya, pouco depois do fim do encontro. “Gostaríamos que os países garantidores fossem os do Conselho de Segurança das Nações Unidas [Reino Unido, China, Rússia, Estados Unidos e França], assim como Turquia, Alemanha, Canadá, Polônia e Israel”, indicou.


9h30 – Rússia afirma que vai reduzir ‘radicalmente’ atividade militar perto de Kiev e Chernihiv

Após negociações significativas entre as delegações da Rússia e da Ucrânia em Istambul, na Turquia, nesta terça-feira, 29, os russos afirmaram que vão reduzir “radicalmente” a atividade militar perto de Kiev e Chernihiv. “À medida que as negociações sobre um acordo de neutralidade [em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)] e o status não nuclear da Ucrânia entram em uma dimensão prática (…), foi decidido, para aumentar a confiança, a redução radical da atividade militar em Kiev e Chernihiv”, declarou o vice-ministro da Defesa russo, Alexandre Fomine, em Istambul. O chefe da delegação russa, Vladimir Medinksi, classificou as negociações desta terça como “significativas”.


9h15 – Rússia abandona objetivo de “desnazificar” a Ucrânia, diz jornal britânico

A Rússia deixa de lado o objetivo da “desnazificação” da Ucrânia e está disposta a permitir que o país entre na União Europeia (UE) se Kiev não se mantiver neutra em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A informação foi publicada nesta terça-feira pelo jornal britânico “Financial Times”. Segundo a publicação, os dois países estariam alinhados, na reunião desta terça em Istambul, para encontrar um acordo de cessar-fogo que prevê que a Ucrânia não irá aderir à Otan em troca de obter “garantias de segurança” futura. O rascunho do acordo não faz nenhuma referência à “desnazificação”, “desmilitarização” e proteção para o idioma russo na Ucrânia, motivos, entre outros, alegados pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, para justificar os ataques contra o país vizinho. Ainda segundo o jornal, o suposto abandono de algumas demandas abandonadas pelo Kremlin teria sido motivado pela falta de avanços na campanha militar russa, que se deparoucom “uma resistência ucraniana mais feroz que o previsto”.

*Com informações da EFE


8h25 – Rússia afirma ter atingido principais objetivos na primeira fase da invasão da Ucrânia

Nesta terça-feira, 29, o ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoygu, afirmou em reunião com comandantes seniores do exército russo, em Moscou, que o país atingiu seus principais objetivos na primeira fase da “operação militar especial” na Ucrânia. A informação é da agência de notícias Reuters. “O potencial de combate das Forças Armadas da Ucrânia foi significativamente reduzido, o que nos permite concentrar nossa atenção e esforços em alcançar o objetivo principal – a libertação de Donbass”, falou o ministro da Defesa. Ele ainda teria afirmado que 123 dos 152 caças da Ucrânia foram destruídos, bem como 77 de seus 149 helicópteros e 152 de seus 180 sistemas de defesa aérea de longo e médio alcance, enquanto suas forças da marinha foram totalmente eliminadas. “As Forças Armadas russas continuarão uma operação militar especial até que as metas estabelecidas sejam alcançadas”, declarou.


8h – Kremlin confirma que Abramovich é um dos negociadores de cessar-fogo com a Ucrânia

O porta-voz da presidência da Rússia, Dmitri Peskov, confirmou que o oligarca bilionário russo Roman Abramovich está desempenhando um papel de mediador nas negociações entre Rússia e Ucrânia nesta terça-feira, 29, em Istambul, na Turquia, apesar de naõ ser um membro oficial da delegação russa. “Abramovich está desempenhando um papel no estabelecimento de contatos entre os lados russo e ucraniano (…) Ele está presente em Istambul”. Segundo a AFP, Peskov também rebateu as afirmações do Wall Street Journal e de fontes do governo americano de que Abramovich e dois negociadores ucranianos teria sido envenenados em uma rodada anterior de negociações: “Isto é parte da guerra de informação contra a Rússia. Esta informação não corresponde à realidade”.


7h40 – Zelensky volta a dizer que a Rússia deverá ser responsabilizada e pagar pela destruição da Ucrânia

Em discurso para o parlamento da Dinamarca na manhã desta terça-feira, 29, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a afirmar que a Rússia deverá ser responsabilizada por sua ação bélica no país, destruindo grande parte das cidades. “Abrigos de civis continuam sendo bombardeados. Tropas russas cometem um crime contra a humanidade em Mariupol. A cidade está sendo totalmente destruída, o mundo está acompanhando (…) Isso não parou desde o dia 24 de fevereiro. As pessoas que tomam as decisões na Rússia estão achando que vão sir ilesas de qualquer punição. Por enquanto, são apenas palavras, mas a Rússia vai pagar por tudo isso que está acontecendo”, disse ele.


7h – Negociador ucraniano destaca principais demandas da Ucrânia em diálogo com a Rússia

Um dos negociadores de paz da Ucrânia no conflito contra a Rússia, Mykhailo Podolak, que é também conselheiro do Chefe do Gabinete do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, informou nas redes sociais quais são as principais demandas dos ucranianos neste momento, levadas para a reunião que ocorre nesta terça com os russos: “Garantias de segurança incondicionais para a Ucrânia, cessar-fogo, decisões efetivas sobre corredores humanitários e comboios humanitários, observância pelas partes das regras e costumes de guerra”, escreveu Podolak no Twitter. E ponderou: “Negociações difíceis para a paz em nosso país. Rodada de Istambul agora”.


6h40 – Ataque da Rússia nesta terça contra sede do governo de Mykolaiv deixa dois mortos

Dois corpos foram retirados nesta terça-feira, 29, dos escombros da sede do governo de Mykolaiv após o ataque da Rússia contra o edifício. No prédio, funcionava a administração regional da cidade, que fica ao sul da Ucrânia e próximo de Odessa. As autoridades da cidade haviam anunciado mais cedo que equipes de emergência procuravam oito civis e três militares sob os escombros.

*Com informações da AFP


6h20 – Ucrânia anuncia saída de civis por três corredores humanitários nesta terça

A Ucrânia anunciou a retomada das retiradas de civis por três corredores humanitários, incluindo um a partir da cidade sitiada de Mariupol. “Autorizamos três corredores humanitários para hoje”, disse a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, em um vídeo divulgado no Telegram. Os três corredores ligarão as cidades de Melitol, Mariupol e Energodar a Zaporizhzhia. Na última segunda, o país afirmou que não iria retomar ainda a retirada de civis por medo de “provocações” russas. Hoje, as duas nações voltaram a negociar um cessar-fogo. Apesar disso, toda a Ucrânia ouviu cirenes de ataques aéreos nas primeiras horas do dia.


6h – Negociações para cessar-fogo tem início em Istambul

A rodada de negociações diretas e presencial entre os lados russo e ucraniano foi iniciada em Istambul nesta terça-feira, 29. Antes do início do diálogo, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, fez um discurso afirmando a disposição de seu país de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para alcançar a paz entre as duas nações em conflito. “As partes têm preocupações legítimas, é possível chegar a uma solução que seja aceitável para a comunidade internacional”, afirmou o chefe e Estado turco.

A Turquia recebeu em 10 de março em Antalya, no sul do país, a primeira reunião de ministros das Relações Exteriores da Rússia e da Ucrânia desde o início da invasão russa. O encontro não resultou em nenhum avanço significativo para o fim do conflito. O país compartilha a costa do Mar Negro com os dois países em guerra e atua desde o início da crise para manter laços fluidos com as duas partes, tentando se manter como mediador do conflito.


5h40 – Abramovich é visto entre negociadores de paz da Rússia e da Ucrânia em Istambul

O oligarca bilionário russo Roman Abramovich foi visto dentro do palácio Dolmabahce, em Istambul, na Turquia, onde as negociações de paz devem ocorrer nesta terça-feira, 29. Abramovich foi uma das personalidades que mais teve sua fortuna sancionada pelos países ocidentais em represália e forma de pressão para o fim do conflito no Leste Europeu conduzido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin. Segundo a agência de notícias Reuters, ainda não ficou claro qual o papel que ele deverá desempenhar nas negociações para um cessar-fogo na Ucrânia, mas acredita-se que ele tente agir como intermediário.


5h20 – Sirenes de ataques aéreos soam em toda a Ucrânia nesta terça, apesar de negociações de paz

Sirenes de ataques aéreos soaram em toda a Ucrânia antes do amanhecer desta terça-feira, 29, apesar dos negociadores de ambas as nações terem se encontrado em Istambul, na Turquia, para novas conversas em busca de um acordo de cessar-fogo. O encontro é o primeiro presencial que ocorre em três semanas, já que as partes estavam mantendo conversações por chamadas de vídeo recentemente. Kiev busca um encerramento do conflito sem comprometer o seu território ou sua soberania, mas considera fortemente aceitar uma posição neutra diante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma das principais demandas do Kremlin.

*Com informações da Reuters


3h –  Apesar da Rússia manter ofensiva em Mariupul, centro da cidade permanece sob controle ucraniano, diz Reino Unido

O serviço de inteligência do Reino Unido, ligado ao Ministério da Defesa do país, afirmou que apesar dos russos manterem os bombardeios constantes contra a cidade portuária sitiada de Mariupol seu centro continua sob controle da Ucrânia. A atualização foi publicada nas redes sociais e faz parte do monitoramento do conflito no Leste Europeu que é feito desde o seu início pelos ingleses. “As forças russas mantiveram sua ofensiva em Mariupul com bombardeios contínuos da cidade, mas o centro da cidade permanece sob controle ucraniano”, escreveu a página oficial do ministério no Twitter.


1h – Rússia e Ucrânia começam nova rodada de negociações por cessar-fogo

Negociadores ucranianos e russos irão se reunir na Turquia nesta terça-feira, 29, pela primeira vez em duas semanas. A Ucrânia busca um cessar-fogo da guerra sem abrir mão de território ou soberania. O ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, comentou sobre as negociações em Istambul. Não estamos negociando pessoas, terras ou soberania. O programa mínimo será questões humanitárias, e o programa máximo é chegar a um acordo sobre um cessar-fogo”, disse ele em rede nacional. No entanto, o ministro do interior, Vadym Denysenko, disse duvidar que haja algum avanço. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan quer participar como mediador das conversas e instou o Kremlin a concordar com um cessar-fogo.


29/03 – 00h – Pré-escolas fazem exercício de ataque aéreo em volta às aulas

As pré-escolas voltaram a abrir nesta semana na Ucrânia depois de mais de um mês do início da invasão russa. Em entrevista à BBC, Solomiia Boikovych, que administra uma rede de jardins de infância, disse que os professores e alunos estão praticando exercícios para quando as sirenes de ataque aéreo voltarem a soar. “Tivemos que praticar isso na vida real – eu estava lá quando as crianças estavam indo para o abrigo e não havia emoções negativas, nenhum pânico”, disse ela. De acordo com Boikovych, as crianças achavam que era um jogo. Uma das unidades dela criou um abrigo com área de recreação, canto de livros e centro de artes. “Antes da guerra, já tínhamos preparado muita água, comida, sacos de dormir”, acrescentou Boikovych. “Precisamos de algum tempo – não temos livros com recomendações sobre o que fazer quando a guerra chegar no século 21”. Solomiia lamentou que a educação tenha sido interrompida em praticamente todo o território ucraniano para as crianças.


23h – Guerra na Ucrânia é uma ‘repetição’ da Síria, diz Anistia Internacional

A invasão russa da Ucrânia é uma “repetição” da guerra na Síria, alertou nesta terça-feira (29, noite de segunda em Brasília) a Anistia Internacional, que denuncia um “aumento dos crimes de guerra”, após mais de um mês de conflito. “O que ocorre na Ucrânia é a repetição do que se viu na Síria”, declarou a secretária-geral da AI, Agnès Callamard, durante a apresentação em Joanesburgo do relatório 2021-2022 sobre a situação dos direitos humanos no mundo. “Estão ocorrendo ataques intencionais contra infraestruturas civis, residenciais” e bombardeios de escolas, e acusou a Rússia de proporcionar corredores humanitários para transformá-los em “armadilhas mortais”. Comparando Mariupol, no leste da Ucrânia, com a cidade síria de Aleppo, devastada pelas atrocidades do regime de Damasco apoiado pela Rússia em uma guerra que já dura 11 anos, a organização denunciou “o aumento dos crimes de guerra” na Ucrânia.

*Com informações da AFP


22h30 – Forças russas estão “enfraquecidas, desorientadas e tiveram a logística cortada”, diz Comando Militar Ucranianas

O Estado-Maior das Forças Armadas Ucranianas publicou mais um atualização sobre a guerra. De acordo com o Comando Militar Ucraniano, os russos têm tentado aumentar os bombardeios como forma de compensar os reveses ocorridos no solo. “As forças de ocupação russas estão tentando compensar o declínio do potencial de combate das unidades por meio de disparos indiscriminados de artilharia e ataques de foguetes, destruindo assim a infraestrutura das cidades ucranianas”, relatou o Estado-Maior. As forças ucranianas “continuam a manter a defesa circular da cidade de Mariupol e detêm o avanço do inimigo na região de Chernihiv”, acrescentou o relatório.


21h45 – Zelensky reconhece que tropas russas assumiram o controle parcial de Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizou um pronunciamento nesta segunda-feira, 28, e informou que o exército do Kremlin tomou controle de parte de Kiev. Segundo o mandatário, “as tropas russas controlam o norte de Kiev, têm recursos e mão de obra, eles estão tentando restaurar as unidades destruídas”, informou.


21h15 – Zelensky descreve dia “ativo diplomaticamente” por conversas com Reino Unido, Itália, Azerbaijão, Canadá e Alemanha

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descreveu um dia “ativo diplomaticamente” nesta segunda, 28, em que conversou com Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, Mario Draghi, primeiro-ministro da Itália, Olaf Scholz, chanceler alemão e Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão. De acordo com Zelensky, Johnson concordou em aumentar as sanções e ajudar a fortalecer as defesas da Ucrânia, assim como Trudeau. Também teria destacado a Scholz que é necessário aumentar a pressão sobre a Rússia através de sanções econômicas, e Draghi teria prometido que a Itália seria uma “garantidora” da Ucrânia no futuro. Nesta semana, Zelensky também deve falar com os parlamentos de Noruega, Dinamarca, Holanda, Grécia e Austrália.


20h30 – Autoridade ucraniana relata 1.009 pessoas evacuadas nesta segunda

O vice-chefe de gabinete da Presidência Ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, relatou que 1.009 pessoas foram evacuadas de zonas de conflito nesta segunda, 28, por meio de corredores humanitários. De acordo com Tymoshenko, 586 pessoas conseguiram sair de Mariupol por carro e 513 deixaram a região de Luhansk por meio de ônibus.


20h – ONU: Guerra na Ucrânia já causou a morte de mais de 1.100 civis

Um relatório divulgado pelo escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, comandado pela comissária Michelle Bachelet, nesta segunda-feira, 28, informa que 1.151 civis foram assassinados desde o início da invasão russa em território ucraniano. Deste número, 103 são crianças. Entre os que ficaram feridos devido aos ataques russos, o número sobe para 1.824 civis, incluindo 133 menores de idade. A organização mundial ressalta, ainda, que é provável que os números sejam maiores já que não há informações completas em decorrência do conflito armado e de cidades ucranianas tomadas por tropas russas. Segundo normas do direito internacional, ataques contra civis e infraestruturas não militares pode ser configurado como um crime de guerra.


19h40 – Grupo Wagner é enviado para o leste da Ucrânia, informa Reino Unido

Mercenários russos do grupo Wagner foram enviados para o leste da Ucrânia, informou nesta segunda-feira (28) o Ministério da Defesa britânico, que calcula mais de 1.000 combatentes da empresa paramilitar privada lutando no país. “A companhia militar privada russa do grupo Wagner foi enviada para o leste da Ucrânia”, declarou o ministério no Twitter. “Mais de 1.000 mercenários foram mobilizados, incluindo os responsáveis pela organização, para realizar operações de combate”.


19h20 – Rússia está disposta a aceitar entrada da Ucrânia na União Europeia

Enquanto discute a possibilidade de um cessar-fogo, a Rússia passou a aceitar que a Ucrânia integre o bloco da União Europeia. A condição para que isso ocorra, porém, seria a do governo Volodymyr Zelensky se “desmilitarize”. A justificativa dada pelo Kremlin de que iria “desnazificar” o território ucraniano, já não são mais mencionadas nas negociações de paz entre os países. David Arakhamia, chefe no parlamento do partido do presidente Volodymyr Zelensky e membro da equipe de negociação de Kiev, alegou, porém, que ainda existem “muitos pontos não resolvidos” para que o conflito acabe.


18h40 – Biden não se retratará por dizer que Putin não deve permanecer no poder

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recusou-se nesta segunda-feira (28) a se retratar após dizer que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, “não deve permanecer no poder”. O americano afirma que expressou “uma indignação pessoal” e não “uma política” de favor da mudança de regime. “Não me retrato por nada. Quero deixar claro que não estava nem no momento, nem agora, articulando uma mudança de política. Eu estava expressando a indignação moral que sinto, não peço desculpas por meus sentimentos pessoais”, disse Biden a repórteres na Casa Branca.


18h20 – Ucrânia anuncia que cidade de Irpin, nos arredores de Kiev, foi ‘libertada’ das forças russas

As forças ucranianas “libertaram” a cidade de Irpin, nos arredores de Kiev, disse o ministro do Interior ucraniano, Denys Monastyrsky, à televisão nesta segunda-feira (28). “As forças armadas estão avançando, a polícia está avançando e imediatamente realiza varreduras completas nas ruas… Então a cidade foi libertada, mas ainda é perigoso estar ali”, disse Monastyrsky. O prefeito da cidade, Oleksandr Markushin, anunciou no Telegram na segunda-feira que as tropas russas foram expulsas deste local estratégico, localizado na entrada noroeste de Kiev. Apesar do anúncio, os combates continuaram na área e os jornalistas da AFP no local ouviram cerca de vinte fortes explosões de projéteis na floresta onde passa a rodovia de 6 quilômetros.

*Com informações da AFP


17h40 – Tropas ucranianas recuperam cidade perto de Kharkiv

As tropas ucranianas informaram nesta segunda-feira, 28, que conseguiram recuperar uma cidade perto de Kharkiv. A região a qual eles se referem é a cidade de Mala Rogan, no noroeste da ucrânia. A retomada do controle comçeou no meio da semana passada, e durante o conflito vários veículos blindados foram destruídos e os corpos de dois soldados russos ainda jaziam em uma das avenidas da cidade nesta segunda. Para o presidente de Kharkiv, Igor Terekhov, a tomada de Mala Rogan “é muito importante porque daqui os soldados russos bombardeiam constantemente áreas residênciais da cidade”.


17h10 – ‘Acordos que levem a perda de território ucraniano está foram de cogitação”, diz Zelensky 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, concedeu uma entrevista a revista britância The Economist na última sexta-feira, 25, e declarou que acordos que envolvam a perda de território ucraniano está fora de cogitação. “É possível que alguns compromissos que não arrisquem nossa soberania sejam feitos”, disse ele se referindo as outras exigências de Putin para cessar-fogo. “Mas compromissos que arrisquem a desintegração do país, como os que Putin exige, nunca serão feitos”, acrescentou. Representantes russos e ucranianos voltam a se reunir na terça-feira, 29, em Istambul, na Turquia, para mais uma rodada de negociações. Tanto o Kremlin como Kiev, não estão positivos quanto a avanços em questões principais.


16h45 – Biden diz que não quer interferir na política interna russa 

Após dizer no fim de semana que Putin deveria ser retirado do poder durante sua passagem por Varsóvia, o presidente norte-americano, Joe Biden, disse nesta segunda-feira,28, que sua fala refletia a sua indignação moral e que ele não tem interesse em interferir na política interna da Rússia. A declaração de Joe Biden repercurtiu no Kremlin que reagiu dizendo que o líder russo foi eleito de forma legal pelos russos.


16h15 – Ataques russos em Mariupol já deixaram pelo menos 5 mil mortos, diz Ucrânia

Ao menos 5 mil pessoas morreram na cidade de Mariupol desde o início da invasão russa, segundo uma assessora da Presidência ucraniana. “Cerca de 5.000 pessoas foram sepultadas, mas há dez dias ninguém é enterrado devido aos bombardeios contínuos”, disse Tetiana Lomakina, estimando que “devido à quantidade de pessoas que ainda estão sob os escombros, poderia haver uns 10.000 mortos”. Mariupol está sitiada pelo exército russo desde o final de fevereiro, o que obriga milhares de moradores a viverem condições muito precárias, sem luz e água potável.


16h00 – Metade de todos os refugiados ucranianos são crianças, segundo comissária da União Europeia

Ylva Johansson, comissária da União Europeia (UE) para Assuntos Internos, afirmou a jornalistas que metade dos 3,8 milhões de refugiados na Ucrânia que se disseminaram na Europa são crianças. “O número de chegadas está diminuindo, no auge, tínhamos 200.000 chegadas por dia, agora caiu para 40.000 por dia”. A política ressaltou, ainda, que será necessário ampliar o planejamento de contigência dos imigrantes, pois será preciso se preparar para “muitos outros milhões que podem precisar fugir da Ucrânia, não sabemos o que acontecerá amanhã”.


15h45 – Ministro ucraniano diz que ‘governo não aceitará perdas territoriais’

O ministro das Finanças da Ucrânia, Serhii Marchenko, informou nesta sexta-feira, 28, que o governo Zelensky não trabalha com a hipótese de ceder espaços territoriais ao Kremlin para acabar com a guerra. “Apesar de toda a guerra que vemos agora, nosso governo ainda está funcionando”, afirmou. Segundo o político, cidadãos ucranianos que perderam o emprego em decorrência da guerra, receberá um auxílio de US$ 200 para não ‘colapsar’ a economia local.


15h30 – ONU buscará implementar um ‘cessar-fogo humanitário’ entre Rússia e Ucrânia

O secretário-geral da ONU , António Guterrez, informou nesta segunda-feira, 28, que tentará implementar um “cessar-fogo humanitário” entre Rússia e Ucrânia. Em entrevista à imprensa, ele pediu a Martin Griffiths, secretário-geral adjunto para assuntos humanitários, “que analise imediatamente com as partes envolvidas a possibilidade de acordos e convênios para um cessar-fogo humanitário na Ucrânia”. O chefe da ONU denunciou que “desde o início da invasão russa há um mês, a guerra levou à insensata perda de milhares de vidas, ao deslocamento de milhões de pessoas, essencialmente mulheres e crianças, e à sistemática destruição de infraestruturas essenciais” na Ucrânia. “Isso deve acabar”, insistiu. 

*Com informações da AFP


15h10 – Biden envia orçamento ao Congresso e propõe aumento de recursos à Otan

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enviou ao Congresso norte-americano nesta segunda-feira, 28, um projeto de orçamento que visa aumentar a contribuição do país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para “lutar contra a agressão russa”. O democrata busca disponibilizar R$ 6,9 bilhões de dólares em três frentes: Para a Iniciativa Europeia de Dissuasão, à Otan e para conter o avanço russo no leste europeu. Outro bilhão de dólares também será disponibilizado para o governo da Ucrânia. Segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca, os recursos seriam utilizados a fim de “melhorar as capacidades e a preparação das forças americanas, dos aliados da Otan e dos parceiros regionais frente à agressão russa”. Saiba mais.


14h30 – Peskov disse que a Rússia não fornecerá gás de graça

Após o G7 informar nesta segunda-feira, 28, que não vai pagar pelo gás russo em rublos e que é contra a decisão de Putin de proibir pagamento pelo gás russo em dólar ou euro, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que “o fato de não fornecemos gás de graça é inequívoco” e que na atual situação da Rússia “dificilmente é possível e aconselhável engajar-se em caridade pan-europeia”. Quando questionado sobre a decisão da Europa em se negar a pagar pelo gás russo em rublos, Peskov disse que vão “resolver os problemas assim que estiverem disponíveis”. 


14h10 – Abramovich e negociadores ucranianos apresentam sintomas de envenenamento, diz jornal

O oligarca russo Roman Abramovich e dois negociadores ucranianos apresentaram sintomas de envenenamento após uma reunião em Kiev, realizada no início de março. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 28, pelo jornal norte-americano “The Wall Street Journal”. Segundo o WSJ os três apresentaram sintomas que incluem olhos vermelhos, lacrimejamento constante e doloroso, e descamação da pele do rosto e das mãos. A informação, passada por pessoas a par do tema, foi confirmada pelo site de jornalismo investigativo Beling Cat. Até onde os veículos conseguiram apurar, a vida de Abramovich, um dos bilionários sancionados internacionalmente por ser próximo a Putin, e dos negociadores não está em risco. De acordo com o WSJ, estima-se que o ataque pode ter relação com representantes da linha-dura de Moscou que querem sabotar as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia.

Roman Abramovich anunciou que vai vender o Chelsea

Roman Abramovich anunciou no início de março que o Chelsea está a venda


13h40 – Ucrânia diz que prejuízos econômicos chegam a mais de US$ 500 bilhões e que vai exigir indenização 

A ministra da Economia ucraniana, Yulia Svyrydenko, informou nesta segunda-feira, 28, que o governo estima que as perdas econômicas causadas pela guerra com a Rússia chegam a mais de US$ 500 bilhões. “Temos que ter em conta que, a cada dia, os números mudam e, infelizmente, aumentam”, disse Svyrydenko, Segundo a última avaliação, o valor estaria em torno de US$ 564,9 bilhões. Nessa quantia estão as consequências indiretas dos combates na economia, como o aumento do desemprego, da redução do consumo das famílias ou a diminuição do orçamento do Estado. A ministra também informou que a Ucrânia vai tentar exigir pagamento de indenização ao agressor. Saiba mais


13h20 – Mais de 100 pessoas morreram em Kiev desde a invasão à Ucrânia, diz prefeito 

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que mais de 100 pessoas morreram em Kiev desde o início da invasão russa. A capital da Ucrânia não tem tropas da Rússia em seu território, entretanto, bombardeios constantes foram registrados nas duas últimas semanas, todos realizados com disparo de mísseis. Durante um discurso aos conselheiros da cidade de Florença, Klitschko comunicou que mais de 20 corpos não puderam ser identificados, e que quatro das vítimas eram crianças. Outros 16 menores de idade estão feridos em hospitais. 


12h50 – Rússia fala em guerra pela primeira vez e analisa proibir que cidadãos de países ‘hostis’ acessem seu território

O chanceler russo, Sergei Lavrov, informou nesta segunda-feira, 28, que a Rússia está analisando proibir que cidadãos de países hostis acessem o seu território. “Estamos preparando um projeto de decreto presidencial para introduzir medidas de represália, no âmbito dos vistos, relacionadas às ações hostis de vários governos estrangeiros”, disse. Durante um comunicado, Lavrov também falou pela primeira vez em guerra – palavra proibida de ser utilizada para se referir a ‘operação especial’ de Putin. De acordo com Lavrov, os Estados Unidos estão travando uma guerra com a Rússia para prejudicar o país. Saiba mais.


12h30 – ‘G7 não vai pagar pelo gás russo em rublos’, diz ministro da energia da Alemanha 

O ministro da Economia e Energia da Alemanha, Robert Habeck, informou nesta segunda-feira, 28, que os países do G7 concordaram que não vão parar pelo gás russo em rublos, e classificaram a decisão de Putin como inaceitável. “Todos os ministros do G7 concordaram completamente que isso seria uma violação unilateral e clara dos contratos existentes”, disse Habeck. Na quarta passada, Putin vetou pagamentos em dólares ou euros pelo gás entregue à Europa.


12h00 – Irpen está livre das tropas russas, diz prefeito; novos bombardeios são esperados

O prefeito da cidade de Irpen, na região de Kiev, na Ucrânia, afirmou que a cidade foi “libertada” das tropas russas. A mensagem de Alexander Markushin foi compartilhada em canal oficial no Telegram. “Nosso Irpen está livre do mal de Moscou. Glória à Ucrânia! Glória aos seus defensores! Memória eterna aos heróis caídos”, diz o texto. Segundo o prefeito, no entanto, novos ataques ainda são esperados. Por isso, a recomendação é que os moradores não retornem ainda para a cidade. “É perigoso”.


11h53 – Delegação russa chega à Turquia para negociações com a Ucrânia

A delegação formada por representantes da Rússia já chegou a Istambul, na Turquia, para a nova rodada de negociações por um cessar-fogo com a Ucrânia. A informação foi divulgada pela agência de notícias Ria Novosti, citando o jornal Daily Sabah. “A delegação russa chegou à Turquia antes das negociações de paz com seus colegas ucranianos amanhã em Istambul”, dizia mensagem. A expectativa é que as conversas aconteçam nesta terça-feira, 29.


11h26 – Países do G7 se recusaram a pagar à Rússia por gás em rublos

Os países do G7 consideraram “inaceitável” a exigência da Rússia pelo pagamento do gás em rublos. “Todos os ministros do G7 concordaram que se trata de uma violação unilateral e clara dos contratos já existentes (…) o que significa que o pagamento em rublos é inaceitável”, disse Robert Habeck, ministro da Economia alemão. “Creio que temos que interpretar essa demanda como o fato de que Putin se encontra entre a cruz e a espada”, acrescentou. Na semana passada,  Putin anunciou que não ia mais aceitar o pagamento em dólares ou em euros para a entrega de gás russo à União Europeu e deu uma semana para as autoridades russas elaborarem um novo sistema de pagamento. Por meio dessa exigência “a tentativa de Putin de nos dividir é evidente”, acrescentou o ministro.


11h08 – Sirenes de ataques aéreos são novamente ouvidas em cidades da Ucrânia

Alarmes são acionados para indicar o perigo de novos bombardeios aéreos na região. A recomendação é que a população se proteja em abrigos até que o “sinal verde” seja emitido. Alerta aéreo foi declarado em Poltava, Brovary, Vasilkiv, Boryspil e Kharkiv. “Pedimos a todos que sigam com urgência ao abrigo da Defesa Civil. Atenção! Sirenes de ataque aéreo”, diz mensagem compartilhada em grupo local.


10h56 – Quase 5 mil pessoas morreram em Mariupol, estima governo local

Autoridades de Mariupol estimam que quase 5 mil pessoas morreram pelas ofensivas russas à cidade portuária. Segundo dados citados pela mídia local, a estimativa é que quase 5 mil pessoas morreram até 27 de março, incluindo 210 crianças. Além disso disso, 150 mil cidadãos evacuaram o município ucraniano, enquanto pelo menos 160 mil permanecem no bloqueio. A cidade está sitiada desde 1º de março.


10h49 – Alarmes de ataques aéreos disparam em Kiev

Sirenes de ataque aéreo são acionadas novamente em Kiev, capital da Ucrânia. Os alarmes por possíveis novos bombardeios começaram por volta das 11h14 de maneira sequenciada. A recomendação é que os moradores permaneçam em abrigos e bunkers. Essa é a terceira vez que os avisos sonoros são ouvidos desde o início desta segunda-feira, 28.


10h36 – Número de refugiados da Ucrânia chega a 3,86 milhões, aponta Acnur

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur)  aponta que o número de pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia para outros países chegou a 3,86 milhões. Segundo a agência da ONU, a Polônia segue sendo o país que mais recebe estes refugiados, chegando já a 2,3 milhões de pessoas. Logo depois, aparece a Romênia, com 600 mil, seguido de Hungria, Eslováquia, Rússia e Belarus. De acordo com os dados divulgados, a maiorias dos refugiados segue sendo composta por mulheres, crianças e idosos. Além disso, já foi alcançada a marca de 6,5 milhões de deslocados internos na própria Ucrânia em decorrência da invasão russa. Ao todo, 10 milhões de ucranianos precisaram abandonar os lares, o que representa 25% da população.

*Com EFE


10h11 – Rússia vai restringir entrada de cidadãos de ‘países hostis’

A Rússia planeja adotar restrições à entrada de cidadãos de países considerados “hostis” pelo Kremlin. Afirmação foi feita pelo chanceler Sergei Lavrov. “Este ato introduzirá uma série de restrições à entrada no território da Rússia. Ao mesmo tempo, para evitar uma ameaça à vida e à saúde de cidadãos de países terceiros e apátridas que acabaram no território da Ucrânia, o procedimento de entrada e permanência no território da Rússia foi facilitado para eles retornarem com segurança aos países de sua nacionalidade”, disse. Embora não tenha mencionado quais nações serão incluídas na lista de proibições, Lavrov afirmou que os Estados Unidos e seus aliados “claramente” declararam uma guerra híbrida total à Rússia. “O Ocidente não esconde o propósito desse confronto – “destruir a economia russa, minar a estabilidade política doméstica e, em última análise, enfraquecer significativamente a Rússia, nos empurrar <…> para a margem da vida internacional”.


9h49 – Mais de 1,1 mil prédios foram destruídos em Kharkiv desde o início da invasão russa

O prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhovna, afirma que mais de mil prédios foram destruídos na cidade desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. “O exército russo, o exército do agressor, propositalmente, enfatizo, propositalmente, atira em bairros residenciais. Não são apenas casas individuais, mas bairros inteiros. Os moradores estão sob bombardeio total. Hoje a cidade conta destruições de 1.410 instalações, sendo que 1.177  são prédios de apartamentos altos”, afirmou. Segundo Terekhov, a cidade também soma 53 creches, 69 escolas e 15 hospitais destruídos.


9h30 – Rússia expulsa três funcionários da embaixada da Eslováquia em Moscou

A Rússia expulsou três funcionários da embaixada eslovaca em Moscou como medida de retaliação ao país. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia. “O embaixador eslovaco na Rússia L’ubomir Rehak foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores da Rússia em 28 de março para ser informado de que o lado russo decidiu declarar três diplomatas da embaixada da Eslováquia em Moscou personae non gratae em resposta à expulsão de três funcionários do Embaixada da Rússia na Eslováquia em março deste ano”, disse em comunicado. “Eles foram ordenados a deixar o território da Federação Russa dentro de 72 horas”, disse.


9h16 – Alarmes aéreos são acionados em Kiev e Kharkiv

“Aviso. Um alerta aéreo foi declaro em Kiev! Pedimos a todos que sigam com urgência o abrigo da Defesa Civil. Atenção. Sirenes de ataque aéreo em Kiev. Por favor, prossiga para os abrigos”, diz mensagem compartilhada em grupo de moradores locais, em canal do Telegram. Mais cedo, próximo das 6h50, os alarmes aéreos já haviam sido ouvidos na capital da Ucrânia. Agora, as sirenes também são acionadas em Kharkiv, segunda maior cidade do país, e em Kramatorsk, na região de Donetsk.


9h11 –  Há chances de um acordo entre Rússia e Ucrânia, diz Lavrov

Mesmo com as duras afirmações a respeito das negociações com a Ucrânia e um possível encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acredita que um acordo de cessar-fogo é possível. “Assim, ainda vejo que há chances de um acordo, porque a compreensão dos erros mais grosseiros de longo prazo de nossos parceiros ocidentais está presente, embora por razões óbvias é improvável que eles digam isso em voz alta”, disse Lavrov. Anteriormente, ele ressaltou que um encontro entre os presidentes não deve acontecer no momento. “É necessária uma reunião assim que tivermos clareza sobre as soluções para todas as questões-chave”, reforçou.


8h56 – Sirenes de ataque aéreo são acionas em cidades ucranianas: ‘Cuidado’

Os avisos sonoros de possíveis ataques aéreos são acionados em ao menos quatro cidades da Ucrânia. Segundo relatos da mídia local e de moradores das regiões, as serenes foram acionadas em Borodyanka, Makariv, Zhytomyr e Izium, de maneira consecutiva. A recomendação é que a população permaneça em locais seguros, como bunkers e abrigos da Defesa Civil.


8h43 – Kremlin considera ‘alarmante’ declaração de Biden de que Putin ‘não pode permanecer no poder’

Nesta segunda, 28, porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não cabia ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, decidir quem estaria no poder na Rússia. A fala acontece após o democrata afirmar que o russo “não pode permanecer no poder” por causa da ofensiva à Ucrânia. Para Peskov, considerar a declaração de Biden é “alarmante”. “Esta declaração é, sem dúvida, alarmante”, disse, antes de advertir que Moscou continuará “monitorando de perto” os comentários do presidente americano. Durante seu discurso, Biden também chegou a chamar Putin de “carniceiro”.


8h25 – Arredores de Mariupol são controlados por tropas de Donetsk, diz mídia russa

Segundo a agência de notícias russa Ria Novosti, as tropas da milícia da autoproclamada República Popular de Donetsk controlam totalmente os arredores de Mariupol, cidade portuária do Sul da Ucrânia. “A situação em Mariupol é muito complicada. Os arredores de Mariupol estão completamente sob nosso controle, os combates continuam na parte central”, disse Eduard Basurin, líder da milícia de Donetsk. Mais cedo, o prefeito da cidade, Vadym Boichenko, disse temer uma catástrofe humanitária no município, que deve ser completamente evacuado. Saiba mais.


8h10 – Perdas totais da Ucrânia com a guerra chegam a US$ 564,9 bilhões

Anúncio feito pela vice-primeira-ministra da Economia ucraniana, Yulia Svyridenko, aponta que os prejuízos do país pelos conflitos contra a Rússia já chegam a US$ 564,9 bilhões. O cálculo considera baixas civis, queda no Produto Interno Bruto (PIB) e investimentos. A estimativa é que a Ucrânia tenha perdido US$ 119 bilhões em infraestrutura, com a destruição de estradas, estações ferroviárias e aeroportos; US$ 1,12 bilhão em PIB potencial em 2022; US$ 90,5 bilhões em vítimas civis; US$ 80 bilhões em perdas de empresas e organizações; US$ 54 bilhões em investimento direto e outros US$ 48 bilhões foram infligidos ao orçamento do Estado. “Os mudam a cada dia e, infelizmente, estão crescendo. É por isso que a Ucrânia, apesar de todos os obstáculos, buscará a recuperação da indenização do agressor: a Rússia.” , considera Sviridenko.


8h – Espanha anuncia pacote de € 6 bilhões para compensar impacto da guerra na Ucrânia

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou um plano de ajudas diretas de € 6 bilhões para residências e empresas, incluindo subsídios para combustíveis, para compensar o impacto econômico provocado pela guerra na Ucrânia.  Entre as principais medidas estão o subsídio de 20 centavos de euro sobre os combustíveis, dos quais 15 centavos serão financiados pelo Estado e os outros 5 pelas empresas de petróleo. Saiba mais.


7h50 – Reunião entre Putin e Zelensky só deve acontecer quando Moscou tiver ‘clareza sobre as soluções’

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirma que um possível encontro entre o presidente Vladimir Putin e o seu homólogo Volodymyr Zelensky só deve acontecer quando o Kremlin tiver “clareza” sobre pontos fundamentais para o acordo de cessar-fogo. “É necessária uma reunião assim que tivermos clareza sobre as soluções para todas as questões-chave”, disse Lavrov. Ele afirmou que por muitos anos a Rússia avisou o Ocidente sobre os problemas da Ucrânia, que não foram ouvidos. “Agora, o principal agora é deixar de ser conivente com os ucranianos, que querem apenas criar a aparência de negociações, para criar a aparência de uma solução. Conhecemos a capacidade [da Ucrânia] de imitar o processo; eles não vão conseguir se safar dessa desta vez. É preciso um resultado após as conversas, que serão solidificadas pelos presidentes”, afirmou o ministro, defendendo que o encontro entre os presidentes seria contraproducente no momento se envolvesse uma mera troca de opiniões.


7h35 – Cerca de 30% da população fugiu de Kharkiv, diz prefeito

O prefeito de Kharkiv, Igor Terekhov, estima que cerca de 30% dos moradores abandonaram a cidade desde o início dos conflitos entre Ucrânia e Rússia. “Segundo nossas estimativas, cerca de 30% da população deixou a cidade de Kharkiv. Mas quero dizer que ultimamente temos visto homens que tomaram suas famílias de volta e se juntaram às fileiras da defesa territorial, e até famílias inteiras estão retornando porque não querem morar em outro lugar. Eles viveram, mais ou menos olharam e voltaram. Estes são verdadeiros patriotas de sua cidade e patriotas da Ucrânia”, disse o prefeito, em entrevista à TV local. Terekhov reconheceu, no entanto, que a situação na cidade “é tensa”, com problemas constantes de eletricidade, pois “o exército russo está bombardeando propositalmente nossas subestações transformadoras”.


7h18 – Conflitos entre Rússia e Ucrânia mataram ao menos 143 crianças; 4 nas últimas 24 horas

Ao menos 143 crianças morreram e 216 ficaram feridas desde que a Rússia iniciou sua invasão ao país, em 24 de fevereiro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 28, por autoridades ucranianas. Nas últimas 24 horas, os russos mataram quatro crianças. Segundo a mídia local, as tropas russas atiraram nas aldeias do distrito de Izium, nas regiões de Kharkiv e Luhansk, neste domingo, matando três crianças e ferindo outras três. A quarta morte aconteceu na região de Kherson.


7h – Rússia e Ucrânia não tiveram ‘avanços significativos’ em acordo de cessar-fogo, diz porta-voz do Kremlin

Segundo Dmitry Peskov, a Rússia e Ucrânia não alcançaram “avanços significativos” nas negociações para acabar com o conflito, no momento em que as delegações se preparam para uma nova rodada de conversações. “No momento, não podemos constatar nenhum progresso ou avanço significativo”, afirmou Peskov à imprensa nesta segunda-feira, horas antes de uma reunião entre as delegações dos dois países em um Istambul para um novo ciclo de diálogo.


6h42 – Heineken anuncia saída da Rússia por guerra na Ucrânia

O grupo holandês de cerveja Heineken anunciou nesta segunda-feira, 28, a saída da Rússia devido à invasão da Ucrânia. “Estamos muito chocados e tristes ao observar que a guerra na Ucrânia continua e está se intensificando. Após a revisão estratégica de nossas operações já anunciada, concluímos que a propriedade da Heineken nos negócios na Rússia não é mais sustentável ou duradoura no contexto atual”, afirmou em um comunicado. Anteriormente, a Heineken já havia  suspendido as vendas e a produção de sua marca em território russo. Agora, o grupo indicou que fará uma ” transferência ordenada” dos seus negócios para um novo proprietário, sem ter a intenção de lucrar com a transação, que custará quase US$ 438 milhões.

*Com AFP


6h24 – Toque de recolher é reduzido em duas horas em Kiev

As autoridades de Kiev e da região decidiram reduzir o toque de recolher em duas horas. O anúncio foi feito pelo prefeito da capital ucraniana, Vitaliy Klitschko, pelo seu canal no Telegram. “O toque de recolher está mudando em Kiev e na região. A partir de 28 de março, o toque de recolher começará uma hora depois e terminará uma hora antes”, disse na mensagem. Com isso, a partir desta segunda-feira o período de restrição à circulação de pessoas será das 21h às 6h.


6h06 – Alguns prefeitos sequestrados foram encontrados mortos pela Rússia, diz Zelensky

O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que parte dos prefeitos ucranianos que foram sequestrados pelos ocupantes não estavam mais vivos. “Eles estão sequestrando os prefeitos de nossas cidades. Eles mataram alguns deles. Alguns deles não conseguimos encontrar. Alguns deles já encontramos, e eles estão mortos”, afirmou o presidente, durante entrevista ao The Economist. Segundo ele, o exército russo usa os mesmos métodos nos territórios ocupados que usou no Donbass em 2014.


5h49 – Ucrânia não terá corredores humanitários nesta segunda; governo teme ‘provocações’ da Rússia

A Ucrânia não terá corredores humanitários nesta segunda-feira, 28. O motivo é a preocupação do governo com possíveis novos ataques das tropas militares da Rússia. “Nossa inteligência relatou possíveis provocações dos ocupantes nas rotas dos corredores humanitários. Portanto, por motivos de segurança pública, não estamos abrindo hoje corredores humanitários”, disse a chefe do Ministério da Reintegração Iryna Vereshchuk.


5h32 – Prefeito de Mariupol teme ‘catástrofe humanitária’ e diz que cidade deve ser completamente evacuada

A cidade de Mariupol está “à beira de uma catástrofe humanitária” e deve ser completamente evacuada. A afirmação foi feita pelo prefeito do município portuário, localizado no sul da Ucrânia, nesta segunda-feira, 28. Segundo Vadym Boichenko, cerca de 160 mil civis ficaram presos na cidade sem energia elétrica. A expectativa era que 26 ônibus fizessem a evacuação de parte da população, situação que vem se repetindo nas últimas semanas. No entanto, de acordo com relato da administração municipal, as tropas militares da Rússia não concordaram em dar uma passagem segura para a saída dos civis. “A Federação Russa está jogando conosco”, disse Boichenko.


28/03 – 5h15 -Ucrânia contabiliza 17 mil soldados russos mortos desde o início da invasão

Segundo último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia, pelo menos 17 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país, sendo cerca de 400 óbitos reportados nas últimas 24 horas. Além disso, outros mil representantes são prisioneiros. O Kremlin também teve novas baixas de armamentos. Ao todo, foram 123 aeronaves perdidas; 127 helicópteros; 586 tanques de guerra; 1.694 veículos militares blindados; 302 sistemas de artilharia; 54 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 73 tanques de combustível e 1.150 carros, entre outros.


20h10 – ‘Ucrânia está preparada para discutir status de neutralidade, mas insiste na soberania’, diz Zelensky

Durante uma conversa por videochamada com jornalistas russo realizada neste domingo, 27, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia está pronta para discutir a adoção de status neutro mas não abre mão da soberania e integridade territorial. “Garantias de segurança e neutralidade, status não nuclear de nosso estado. Estamos prontos para isso”, disse Zelensky lembrando que esse foi o ponto principal para a Rússia começar a guerra. Entretanto apesar de ceder a uma das exigências de Putin, o presidente ucraniano informou que “a Ucrânia insistirá na integridade territorial na próxima ronda de conversas com a Rússia”, acrescentou, se referindo ao encontro dos representantes russos e ucranianos marcado para acontecer a partir de segunda-feira, 28, para uma nova rodada de negociações de cessar-fogo. Saiba mais.


19h20 – ‘Ajuda humanitária para a Ucrânia está diminuindo’, diz vice-ministro

O vice-ministro da Saúde Ucrânia, Oleksii Iaremenko, disse à Reuters neste domingo que a ajuda humanitária para a Ucrânia está diminuindo. “Na última semana o que vimos é que o nível de ajuda humanitária está um pouco menor”, informou. “Esperamos que seja uma pausa para encontrar novos recursos, porque a agressão russa está aumentando e eles estão bombardeando civis”, acrescentou. Iaremenko agradeceu toda a ajuda que receberam até agora, mas disse que mais ajuda é “desesperadamente necessária”. “O que estamos pedindo, se você puder ajudar, por favor, ajude agora. Não espere semanas e meses, porque precisamos agora”, disse.


19h06 –  Rússia tentar cercar forças ucranianas
Segundo o assessor de presidência da Ucrânia, Oleksiy Arestovych, os russos tentam cercar as tropas ucraniana que tentar responder com ações os ataques que acontecem no leste do país. A informação foi divulgada neste domingo, 27, um dia antes do representantes do dois países se reunirem  a partir de segunda-feira, 28, para retornarem as negociações refentes a um cessar-fogo para a guerra que se encaminha para o 33º dia.

12h16 – Nova rodada de negociações Moscou-Kiev deve acontecer amanhã

Um novo encontro entre representantes da Rússia e da Ucrânia em busca de um acordo de cessar-fogo deve acontecer a partir desta segunda-feira, 28, na Turquia. Anteriormente, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan disse que a Ucrânia estava pronta para aceitar quatro das seis exigências da Rússia , incluindo a renúncia à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e o reconhecimento do russo como a segunda língua do Estado.


11h30 – Líder separatista de Luhansk diz referendo para adesão do território à Rússia será feito em breve

O líder da autoproclamada república separatista de Lugansk, Leonid Pasechnik, declarou que em um “futuro próximo” poderá ser realizado um referendo para a integração deste território à Rússia. “As pessoas exercerão seu direito constitucional absoluto e expressarão sua opinião sobre se desejam ingressar na Federação Russa. Por alguma razão, tenho certeza de que é exatamente isso que vai acontecer”, disse Pasechnik, segundo divulgado pela agência russa TASS. O governo ucraniano deu sua resposta e alertou que “nenhum país do mundo” reconhecerá o resultado de um referendo como o que pretende realizar Lugansk, pois, segundo Kiev, seria “ilegal”.


10h20 – Invasão da Rússia na Ucrânia matou 139 crianças; 3 nas últimas 24 horas

Segundo o gabinete da procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, ao menos 139 crianças morreram e mais de 205 ficaram feridas desde que a Rússia iniciou sua invasão ao país, em 24 de fevereiro. No sábado, 26, duas crianças ficaram feridas por um bombardeio em Melitopol e ao menos três crianças morreram em ofensivas no país. As regiões com maiores registros de menores afetados são: As crianças foram mais afetadas nas regiões de Kiev (65); Kharkiv (45); Donetsk (53); Chernihiv (38); Mykolaiv (29); Luhansk (25); Zaporizhia (19); Zhytomyr (15); Kherson (21) e Sumy (14).


9h40 – Moradores de Kherson protestam contra ocupação; russos usaram granadas de gás

Os moradores de Kherson voltaram a protestar na Praça da Liberdade contra a ocupação das tropa russas na cidade portuária, localizada ao Sul da Ucrânia. Em novo conflito com os militares de Moscou, a população recebida com granadas de gás. Há relatos de feridos. Os comícios e manifestações estão proibidos, mas os moradores locais continuam com os protestos diários. “Kherson é a Ucrânia”, gritam.


9h – Três bancos do Japão suspendem transações em dólar com o Sberbank, da Rússia

Os três principais bancos do Japão suspendem as transações em dólar com Sberbank, da Rússia. São eles: MUFG Bank, o Mizuho Bank e o Sumitomo Mitsui Banking Corp. A interrupção de transações em dólares e das transferências em dinheiro com a maior instituição financeira russa conte após novas sanções econômicas pela guerra na Ucrânia.


8h20 – Quase 50% das comunidades da região de Kiev foram destruídas

Segundo a administração de Kiev, capital de Ucrânia, 34 das 69 comunidades regionais foram destruídas desde o início da invasão russa ao país. “Nas últimas 24 horas, houve mais de 30 bombardeios por tropas russas de conjuntos habitacionais e infraestrutura social. Durante todo o período da guerra, a destruição foi registrada em 34 das 69 comunidades da região de Kiev, o que representa 49,2%. No total, mais de 500 objetos”, diz comunicado. Além disso, a avaliação é que o cenário é crítico nas comunidades de Bucha, Irpin, Gostomel, Borodyanka, Makariv, Velikodimersk.


7h47 – Alemanha registra entrada de mais de 260 mil refugiados da Ucrânia

Desde o início da guerra na Ucrânia, 266.975 refugiados da Ucrânia já foram registrados na Alemanha. A informação foi divulgada pelo Ministério Federal de Assuntos Internos neste domingo, 27. Segundo comunicado, a maioria são mulheres, crianças e idosos. A avaliação é que o número real de refugiados ucranianos no país seja muito maior, já que não há um controle abrangente das fronteiras.


7h23 – Padarias, cafés e lojas voltam a funcionar em Kiev; ensino retorna nesta segunda

Mercearias, cafés, lojas, postos de serviços e cabelereiros estão entre os estabelecimentos comerciais que já retomaram as atividades graduais em Kiev, capital da Ucrânia. “Até ontem, havia mais de 650 mercearias, 300 cafés, 360 postos de gasolina, 185 cabeleireiros, cerca de 50 lojas de carros, 8 feiras e 33 mercados na capital e outras instituições e organizações”, disse Mykola Povoroznyk, em comunicado. A retomada acontece mesmo com os intensos conflitos com as tropas russas, que avançam no país desde 24 de fevereiro e ainda atingem a região. Agora, a expectativa é que as escolas retomem as aulas nesta segunda-feira, 28, de forma remota. Saiba mais.


7h01 – Depósito de petróleo é destruído após bombardeio na região de Rivne

Um depósito de petróleo ficou completamente destruído após bombardeios russos na cidade de Dubno, na região de Rivne, na Ucrânia. A informação foi confirmada pelo governador Vitaliy Koval, neste domingo, 27. Segundo ele, felizmente, não há registro de vítimas do ataque, ocorrido neste sábado.


6h36 – Dois corredores humanitários farão a evacuação de civis

Segundo as autoridades ucranianas, apenas dois corredores de evacuação foram acordados para este domingo, 27, sendo um deles para evacuar a população de Mariupol, região de Donetsk, e um de Rubizhne, em Luhansk. A informação foi confirmada pela procuradora-geral Iryna Vereshcusk.


6h10 – Ucrânia contabiliza mais 100 soldados russos mortos; total chega a 16,6 mil

Segundo último balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia, pelo menos 16,6 mil soldados da Rússia morreram em território ucraniano desde o início dos conflitos no país. Além disso, o Kremlin também teve novas baixas de armamentos. Ao todo, foram 121 aeronaves perdidas; 127 helicópteros; 582 tanques de guerra; 1.664 veículos militares blindados; 294 sistemas de artilharia; 52 equipamento de defesa aérea; sete embarcações; 73 tanques de combustível e 1.144 carros, entre outros.


01h – Na Ucrânia, crianças órfãs fogem com professores em busca de lugar seguro 

Cerca de 30 crianças órfãs, de um orfanato na cidade de Polohy, região de Zaporizhzhia, esperam encontrar um lugar seguro longe das zonas de guerra ativas. Elas fugiram com seus professores para a parte ocidental da Ucrânia após os combates e a ocupação da cidade pelos militares russos.


27/03 – 0h10 – Comerciante Ucraniano cria adesivo para ajudar órfão da guerra 

Segundo o jornal Kyiv Independent, um comerciante de Toronto criou um adesivo de US$ 10 do meme viral para ajudar os órfãos ucranianos no que ele achava que seria uma modesta contribuição para a Ucrânia. Um mês depois, ele arrecadou mais de US $ 1 milhão.

 


23h20 – ‘EUA não se opõem a entrega de aviões poloneses’, diz Ucrânia 

A Ucrânia afirmou neste sábado, 26, que os Estados Unidos não se opõem à entrega de aviões poloneses para enfrentar a invasão russa que já dura um mês. “Os Estados Unidos não têm nenhuma objeção à transferência de aeronaves. Portanto, a bola está agora no campo da Polônia”, disse o chanceler ucraniano, Dmytro Kuleba, que se reuniu com o ministro ucraniano da Defesa, Oleksi Reznikov, e o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em Varsóvia. “A Ucrânia tem uma necessidade crítica de mais aviões de combate”, assinalou Kuleba, insistindo em que Kiev precisa dos mesmos para “conseguir um equilíbrio no céu” e impedir que a Rússia “mate mais civis”. Segundo a ONU, mais de 1.100 civis morreram desde o dia 24 de fevereiro e a maior parte teria sido em decorrência de ataques aéreos por parte das tropas russas. No começo do mês, o Pentágono havia rejeitado a proposta de envio de aviões poloneses para a Ucrânia por considerá-la de alto risco.

Kuleba ministro de relações exteriores

Dmytro Kuleba afirmou que o petróleo russo tem ‘cheiro de sangue ucraniano’


22h40 – ONU diz que mais de 1.100 civis já morreram na Ucrânia desde a invasão russa
O Conselho de Direito Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) informou neste sábado, 26, que mais 1.104 civis, sendo 96 crianças, já morreram em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia que acontece desde o dia 24 de fevereiro. O número de feridos contabilizados é de 1.754. As crianças representam 124 desse total. Segundo a ONU, a maioria dessas pessoas teriam sido atingidas por ataques aéreos. O presidente Volodymyr Zelensky voltou a pedir neste sábado por um suporte por parte do Ocidente e países da Otan para o fechamento do espaço aéreo. Saiba mais.

20h55 – Segundo BC, Bolsa de Moscou vai retomar negociações de ações em modo normal na segunda

O banco central da Rússia informou neste sábado, 26, que a bolsa de Moscou vai retomar as negociações na segunda-feira, 28, com ações e títulos russos em modo normal. Segundo a autoridade, a sessão irá das 9h50 às 13h50 (03h50 às 7h50, horário de Brasília. Gradualmente, o mercado russo vai retornando suas atividades após a suspensão provocada pela invasão à Ucrânia, realizada no dia 24 de fevereiro, e as sanções impostas pelo Ocidente. 


17h12 – Kremlin diz que falas de Biden diminuem chances de melhora de relações entre EUA e Rússia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as falas de Joe Biden sobre Vladimir Putin diminem as chances de uma melhora nas relações entre EUA e Rússia. “Um líder deve permanecer calmo”, disse  à agência oficial TASS depois que Biden chamou Putin de “carniceiro”, neste sábado.


16h30 – Biden diz que Putin ‘não pode permanecer no poder’ em discurso na Polônia

O presidente Joe Biden declarou neste sábado, 26, que Vladimir Putin não deveria continuar no comando da Rússia. “Pelo amor de Deus, este homem não pode permanecer no poder”, declarou o americano em um discurso realizado em Varsóvia, na Polônia. Segundo agências internacionais, o pronunciamento foi realizado em frente ao Castelo Real, local que foi danificado durante a Segunda Guerra e atualmente é visto como um dos marcos da capital polonesa.


15h44 – ‘Nem pense em se mover um centímetro dentro do território da Otan’, diz Biden a Putin

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu o líder russo, Vladimir Putin, sobre possíveis ações contra países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Nem pense em se mover um centímetro dentro da Otan”, disse o norte-americano em pronunciamento no Palácio Real de Varsóvia, na Polônia. A fala ocorreu horas depois de a cidade de Lviv, na região oeste da Ucrânia e a 90 quilômetros da Polônia, ser alvo de mísseis russos.


14h40 – Rússia lança mísseis sobre Lviv, próximo da fronteira com a Polônia, e sirenes são acionadas

Um ataque com mísseis russos contra a cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia e a cerca de 90 quilômetros da fronteira com a Polônia, deixou pelo menos cinco feridos, segundo confirmaram autoridades regionais. O chefe da administração militar da província de Lviv, Maksym Kozytsky, informou o número preliminar de feridos e confirmou o ataque com pelo menos dois mísseis, embora três explosões tenham sido ouvidas na cidade. O chefe militar alertou para o risco de outro ataque com mísseis, pedindo aos moradores da cidade e de toda a região que fiquem em abrigos até que o alerta seja suspenso. Os alarmes antiaéreos soaram novamente na cidade e o prefeito, Andryi Sadovyi, também pediu aos cidadãos em uma mensagem nas redes sociais que se dirigissem aos abrigos o mais rápido possível. Saiba mais.


14h20 – Biden chama Putin de ‘carniceiro’ após ter encontro com refugiados na Polônia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, esteve neste sábado, 26, com refugiados ucranianos na Polônia e, ao ser questionado pela imprensa sobre sua reação ao ver o sofrimento dessas pessoas, ele disse que Vladimir Putin, presidente da Rússia, “é um carniceiro”. O presidente dos Estados Unidos também disse que não tem certeza se a Rússia mudou sua estratégia na guerra na Ucrânia, depois que o Kremlin anunciou que sua prioridade agora é “libertar” totalmente a região separatista do Donbas, no leste da Ucrânia. Saiba mais.


13h10 – Russos bombardeiam Boyarka, na região de Kiev; há 4 feridos

O bombardeio de Boyarka, na região de Kiev, deixou ao menos quatro civis feridos, incluindo uma criança. A informação foi divulgada pelo gabinete do procurador regional. “Militares das Forças Armadas russas abriram fogo contra a cidade de Boyarka. Como resultado do uso de armas, segundo informações preliminares, quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança menor. Entre as infraestruturas danificadas está um arranha-céus e casas particulares, garagens e outros imóveis”, diz comunicado.


12h12 – Explosões são relatas em Lviv; sirenes de ataques aéreos são acionadas

Nas redes sociais, moradores e a imprensa local de Lviv, na Ucrânia, anunciaram novas explosões na cidade. Siredes de alerta para ataques aéreos foram acionadas e a recomendação é que a população permaneça nos abrigos e bunkers. Até o momento não há informações sobre possíveis vítimas.


11h45 – Militares russos bombardeiam memorial do Holocausto, em Kharkiv

Segundo informações do Ministério da Defesa da Ucrânia, citadas pelo The Kiev Independent, militares russos bombardearam o memorial do Holocausto em Drobytsky Yar, nos arredores de Kharkiv. Estimativas apontam que de 16 mil a 20 mil pessoas, sendo a maioria judeus, foram mortos e enterrados em valas comuns no local, entre 1941 e 1942.


11h25 – Biden diz que união entre EUA e Polônia é necessária para agir diante da ofensiva russa

O presidente Joe Biden reforçou a importância da união entre os Estados Unidos e a Polônia e a necessidade de um contato constante sobre como proceder diante da ofensiva russa. “Tudo que faremos, faremos em união”, disse em um encontro com o presidente da Polônia, Andrzej Duda. A viagem de Biden à cidade polonesa que se tornou o principal centro de ajuda militar ocidental à Ucrânia tem como objetivo sinalizar a determinação dos Estados Unidos de apoiar Kiev com armamento de alta tecnologia. No encontro, Biden ainda agradeceu a cooperação das autoridades da Polônia e o acolhimento aos refugiados. Saiba mais.


10h50 – Chernihiv está ‘completamente destruída, diz prefeito; há 200 civis mortos

O prefeito de Chernihiv, cidade no Norte da Ucrânia, afirmou que o município está “completamente destruído”. Segundo Vladyslav Atroshenko, “é mais fácil contar os edifícios que sobreviveram”. A afirmação aconteceu nesta sábado, 26. A estimativa atual é que mais da metade dos 285 mil habitantes saíram da cidade. Há registro de ao menos 200 civis mortos no município desde o início da invassão russa.


10h17 – Civis protestam em Slavutych e uma pessoa fica ferida; prefeito negocia com russos 

Moradores de Slavutych, cidade da Ucrânia, iniciaram protestos na manhã deste sábado, 26, e foram repreendidos por militares russos, que “dispararam para o ar e lançaram granas leves contra as pessoas”, diz ativista ao “Ukrainian Truth” . Uma pessoa ficou gravemente ferida. “Aparentemente, ele foi ferido por um fragmento de granada. Como eu vi, o ferimento foi na parte inferior do corpo. Ele está sendo levado para o hospital. Há feridos entre os defesa territorial”. O prefeito de Slavutych Yuri Fomichiv, que estava em cativeiro, foi solto. Ele anunciou que negocia a saída dos ocupantes. “Relatei que apenas pessoas pacíficas estão aqui, com sua bandeira da Ucrânia. Estamos sob a bandeira e legislação ucraniana, estamos todos em poder aqui, continuamos a trabalhar. Houve conversas: se for confirmado que não há soldados aqui, que não estamos lutando na cidade, então ficamos trabalhando sozinhos, sem poder ocupante”, disse Yuri Fomichiv.


9h30 – Prefeitura de Kiev cancela toque de recolher de 35 horas

Cerca de duas horas após anunciar um novo toque de recolher de 35 horas, que começaria às 20 horas deste sábado e acabaria às 7 horas da segunda-feira, 28, a Prefeitura de Kiev decidiu suspender o período estendido de restrição e revogar a medida. Em novo anúncio feito pelas redes sociais, o prefeito Vitali Klitschko afirmou que são “novas informações do comando militar”. Com a mudança, continua em vigor o toque de recolher das 20h às 7h, como ocorre diariamente. “Será possível circular pela capital e região no domingo à tarde”, diz mensagem.


8h21 – Militares de Belarus se unem às Forças Armadas da Ucrânia

Bartizado de Kastus Kalinowski, o batalhão formado por militares de Belarus se uniu aos soldados da Ucrânia. “Neste dia importante na história da Bielorrússia [Belarus], o juramento foi feito por voluntários do Batalhão Kastus Kalinowski. Nosso batalhão faz parte das Forças Armadas da Ucrânia. O voto foi escrito em bielorrusso por nossos voluntários. Estamos confiantes de que no futuro este texto será a base do juramento para o verdadeiro exército”, afirmou o grupo, em canal do Telegram. O batalhão foi criado após a invasão da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro.


8h – Parte de Kiev fica sem eletricidade após bombardeio

Neste sábado, devido a bombardeios nas últimas horas, parte de Kiev está sem energia energia elétrica. No distrito de Sviatoshynskyi, duas linhas de energia foram cortadas, levando ao apagão de três estação, o que poderá prejudicar também o fornecimento de água, informou a administração local. Os serviços de emergência avaliarão os danos após o fim das hostilidades ativas. Com a continuidade dos ataques, as ações para recuperação das linhas é considerada “impossível”.


7h35 – Joe Biden se encontrará com ministros da Ucrânia neste sábado

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai se reunir neste sábado, 26, em Varsóvia, capital da Polônia, com o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, e com o chanceler Dmytro Kuleba. O anúncio foi feito pela Casa Branca. “Esta manhã, o presidente Biden passará pela reunião entre os secretários Blinken e Austin com os ministros das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e da Defesa, Oleksiy Reznikov”, disse comunicado. Segundo o embaixador ucraniano Andriy Deshchytsia, decisões críticas podem ser tomadas durante a reunião. “Espero que seja uma reunião frutífera e eficaz”, disse. Saiba mais.


7h11 – Prefeito de Kiev anuncia novo toque de recolher de 35 horas

O prefeito de Kiev, capital da Ucrânia, anunciou novo toque de recolher de 35 horas, a ser iniciado às 20 horas deste sábado, 26. Segundo Vitali Klitschko, apenas veículos autorizados poderão circular pela cidade durante o período de restrição e os moradores de Kiev podem sair às ruas apenas para ir aos abrigos de alarme aéreo. Transporte público, lojas, farmácias, postos de gasolina não funcionarão durante o toque de recolher, que se mantém até as 7 horas do dia 28 de março, segunda-feira. A avaliação é que a restrição é imposta em caso de possível aumento dos conflitos na região.


6h50 – Ucrânia contabiliza quase 16,5 mil soldados russos mortos no país

Balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta novas baixas nas equipes e armamentos da Rússia. Ao todo, foram 117 aeronaves perdidas; 127 helicópteros; 562 tanques de guerra; 1.640 veículos militares blindados; 293 sistemas de artilharia; 51 equipamento de defesa aérea; seis embarcações; 73 tanques de combustível e 1.131 carros, entre outros. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com 16,1 mil soldados mortos.


6h20 –  Dez corredores humanitários farão a evacuação de civis neste sábado

Segundo as autoridades ucranianas, os dez corredores de evacuação vão se concentrar na região de Kiev e Luhansk, sendo quatro provenientes de cidades de Kiev e seis de municípios de Luhansk. Neste sábado, não haverá rotas de evacuação para os moradores de Mariupol. A recomendação é que a população vá até Zaporizhzhia por conta própria. “Os russos não deixam os ônibus passarem”, diz relato local.


1h – Alemanha torna crime cidadãos usarem a letra Z em alusão a apoio à guerra na Ucrânia

O ministro da Justiça da Alemanha, Georg Eisenreich, disse nesta semana que “o Ministério Público da Baviera está tomando medidas consistentes contra pessoas que aprovam publicamente a guerra de agressão que viola o direito internacional”. Essas pessoas estariam utilizando o símbolo das tropas russas na invasão à Ucrânia, a letra Z.


26/03 – 00h – Vladimir Putin aprova lei contra ‘fake news’

O presidente russo, Vladimir Putin, aprovou nesta sexta-feira, 25, uma lei que diz que as pessoas consideradas culpadas por espalhar “notícias falsas” sobre o trabalho de autoridades no exterior podem ser condenadas a 15 anos de prisão. A lei tem várias semelhanças outra que foi aprovada nem no início da invasão, que prevê pena de prisão para pessoas que espalham informações falsas sobre as forças armadas da Rússia. A Interfax, agência de notícias, explicou que um legislador sênior argumentou que a legislação era necessária para impedir que as pessoas espalhassem falsidades sobre embaixadas e organizações russas no exterior.


23h – Militares ucranianos relatam derrubadas de aeronaves russas

Os militares ucranianos relataram terem causado perdas importantes aos russos nesta sexta, 25: os defensores do país teriam destruído três aviões russos, cinco mísseis de cruzeiro, três drones e um helicóptero, de acordo com informações dadas pelo Comando Militar Ucraniano em suas redes sociais. Os números ainda não puderam ser confirmados de forma independente.


22h40 – Macron enfatiza que objetivo é retirada russa de toda a Ucrânia

O presidente da França, Emmanuel Macron, destacou nesta sexta-feira que o objetivo de seu país é um cessar-fogo e uma retirada militar russa de todo o território da Ucrânia, logo após o anúncio de Moscou de que concentrará sua operação militar em Donbas, na parte oriental da antiga república soviética. “Nosso objetivo e obsessão é um cessar-fogo e um cessar-fogo em todo o território, antes de mais nada. A segunda coisa que devemos alcançar é a retirada das tropas russas e a retirada completa de todo o território. Esses são os dois objetivos que perseguimos”, disse o mandatário francês. Ele acrescentou que, enquanto esses dois objetivos não forem alcançados, continuarão aplicando sanções à Rússia, para ajudar a Ucrânia e negociando.

*Com informações da EFE


22h20 – Rússia lançou 1.250 mísseis sobre a Ucrânia desde o início da guerra

Um oficial da inteligência dos Estados Unidos realizou um briefing com repórteres em Varsóvia, na Polônia, onde Joe Biden está no momento. Entre as informações transmitidas, está a de que a Rússia lançou 1.250 mísseis sobre a Ucrânia desde o começo da guerra; as missões aéreas sobre o território ucraniano aumentaram e agora são cerca de 300 por dia; um navio russo transportando tanques foi destruído pelos ucranianos; e as tropas russas parecem estar se entrincheirando nas proximidades de Kiev, ao invés de lançar um ataque à capital; o avanço também foi parado em Kharkiv e Mykolaiv.


21h30 – Zelensky afirma que tropas ucranianas desferiu ‘golpes poderosos’ às forças russas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em seu discurso noturno no Facebook que o país desferiu ‘golpes poderosos’ às forças russas. “Na semana passada, nossas heróicas Forças Armadas desferiram golpes poderosos no inimigo. Perdas significativas”, diz ele. “Dizem que o ministro da Defesa da Rússia desapareceu em algum lugar”, acrescenta, referindo-se ao suposto desaparecimento do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, que não é visto em público desde 11 de março. Shoigu, no entanto, foi visto na última quinta-feira por poucos segundos. “Sou grato aos nossos defensores que mostraram aos ocupantes que o mar não ficará calmo para eles mesmo quando não houver tempestade. Porque haverá fogo”, acrescentou Zelensky ameaçadoramente.


21h – Zelensky diz que Rússia perdeu 16 mil soldados e que Ucrânia não aceitará abrir mão de território em negociações

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu no seu discurso diário desta sexta, 25, que a Rússia aceite negociar o fim da guera, mas ressaltou que a Ucrânia não aceitará perder seus territórios nas conversas para a paz. O trecho do discurso pareceu uma resposta à declaração russa de que agora o foco será garantir a independência das regiões separatistas de Donetsk e Luhansk. O presidente ucraniano ainda afirmou que os russos perderam 16 mil soldados desde o início do conflito; mais cedo, o Ministério da Defesa Russo havia admitido 1.351 mortes do seu lado; os setores de inteligência dos governos ocidentais estimam um número de mortes de russos entre 7 mil e 15 mil, mas relatou que não se deve ter confiança total nestes números.


20h40 – Governo ucraniano irá construir casas temporárias para desabrigados internos

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em um discurso que os membros do governo foram encarregados de construir moradias temporárias para os ucranianos evacuados dos pontos de batalha da guerra com a Rússia. “Assim que alcançarmos a paz, iniciaremos a reconstrução imediata em larga escala de nosso país. Mas agora as pessoas precisam de um lar temporário”, disse Zelensky.


20h20 – Vice-ministro do Interior da Ucrânia afirma que ministro da Defesa russo sofreu ataque cardíaco

O vice-ministro do Interior da Ucrânia, Anton Gerashchenko, afirmou em um comunicado postado no Facebook que o ministro da Defesa da Rússia, Sergey Shoigu, está ausente de eventos públicos desde meados de março porque sofreu um ataque cardíaco. Ele havia ficado sem aparecer por 12 dias até que na quinta, 24, apareceu por alguns segundos no canto de uma teleconferência com Vladimir Putin. Recentemente, o porta-voz do Kremlin, Dmytri Peskov, negou que Shoigu estivesse doente e afirmou que a ausência seria devido a ter muitas coisas para lidar durante a guerra.


20h – OEA aprova resolução sobre Ucrânia e Kiev pede suspensão da Rússia do cargo de observadora permanente

A Organização de Estados Americanos (OEA) adotou nesta sexta-feira (25) uma resolução sobre a Ucrânia que pede o fim “de atos que podem constituir crimes de guerra”, mas a embaixadora ucraniana em Washington pediu que a entidade dê um passo a mais e suspenda a Rússia como observador permanente. Dos 34 membros ativos da OEA, 28 votaram a favor, nenhum contra e cinco se abstiveram: Brasil, Bolívia, El Salvador, Honduras e São Vicente e Granadinas. A resolução sobre a crise na Ucrânia “exige respeito pelos direitos humanos e a cessação imediata de atos que possam constituir crimes de guerra”. Também exorta a Rússia “a retirar imediatamente todas as suas forças e equipamentos militares e retorne a um caminho de diálogo e diplomacia”.


19h40 – ONU confirma existência de vala comum em Mariupol

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta sexta, 25, que confirmou a existência de ao menos uma vala comum em Mariupol, que teria no mínimo 200 corpos enterrados. De acordo com Matilda Bogner, chefe da comissão de Direitos Humanos da ONU, as informações vieram em imagens de satélite.


19h20 – Chernobyl não teve rotação de equipe nos últimos quatro dias

A equipe que trabalha na Usina Nuclear de Chernobyl não teve nenhuma rotação de pessoal nos últimos quatro dias, informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU para o tema. “A Ucrânia informou hoje à AIEA que não houve rotação de pessoal técnico em [Chernobyl] desde 21 de março e não sabia quando isso poderia ocorrer”, disse a agência em um comunicado oficiall. Chernobyl está sob controle russo e os profissionais do turno anterior tiveram que trabalhar por três semanas ininterruptamente. A usina de Chernobyl foi palco do maior acidente nuclear da história em 1986, e hoje a segurança desta planta de energia e da de Zaporizhzhia, que ainda é funcional, são fonte de preocupação.


19h – Autoridade ucraniana relata 7.331 pessoas evacuadas nesta sexta

A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, informou que 7.331 pessoas foram evacuadas de cidades em conflito nesta sexta, 25, através de corredores humanitários. De acordo com ela, cerca de 2,8 mil pessoas saíram de Mariupol, principal frente de batalha, em transportes privados.


18h40 – Putin assina lei que pune ‘informações falsas’ sobre ações da Rússia no exterior

O presidente russo, Vladimir Putin, promulgou uma lei nesta sexta-feira (25) que pune a divulgação de “informações falsas” sobre as ações da Rússia no exterior com até 15 anos de prisão, mais uma medida de controle de informações sobre a ofensiva na Ucrânia. A lei, que entrou em vigor com a assinatura presidencial, pune a “divulgação pública de informações deliberadamente falsas com a aparência de informações confiáveis” sobre as “atividades dos órgãos estatais russos fora do território russo”. A pena é aumentada para 15 anos de prisão se a “informação falsa” tiver “provocado consequências graves”.


18h20 – França anuncia ‘operação humanitária’ com Turquia e Grécia para retirar civis de Mariupol

França, Turquia e Grécia realizarão uma “operação humanitária” de evacuação de civis na cidade sitiada de Mariupol, no sul da Ucrânia, “nos próximos dias”, anunciou nesta sexta-feira (25) o presidente francês, Emmanuel Macron. “Vamos iniciar uma operação humanitária com Turquia e Grécia para evacuar todos os que quiserem sair de Mariupol”, disse Macron, ao término de uma cúpula europeia em Bruxelas. O chefe de Estado francês acrescentou que trataria do assunto com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, “no prazo de 48 a 72 horas”. “Espero poder envolver a maior quantidade de partes interessadas que for possível nesta operação”, afirmou o presidente francês, garantindo que estará “em condições” de realizar esta evacuação “nos próximos dias”.

*Com informações da AFP


17h45 – Segundo EUA, exército russo perdeu controle de Kherson

O Pentágono informou nesta sexta-feira, 25, que as tropas russas perderam o controle da cidade de Kherson, a primeira a ser tomada desde a invasão à Ucrânia no dia 24 de fevereiro. Segundo as agências de notícias internacionais, os Estados Unidos também informaram que os ucranianos estão lutando para retomar a região estratégica geograficamente. A cidade portuária de Kherson é considerada estratégia para a Rússia pelo fato de seu controle possibilitar mais força para tentar controlar os portos de Odessa e Mariupol. A Rússia não confirmou essa afirmação, e pela manhã o comandante adjunto do Estado-Maior do Exército russo, Serguei Rudskoy, informou que a cidade de Kiev, Chernigov, Kharkiv e Mykolaiv estavam bloqueadas pelas tropas russas e que a maior parte de Zaporizhzhia está sob total controle.


17h15 – Ucrânia diz que Papa prometeu ajudar na abertura de corredores humanitários

A vice-primeira-ministra  da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, informou que o Papa Francisco prometeu ajudar na abertura de corredores humanitários para retirada dos civis em segurança. “A nunciatura papal nos contatou com uma oferta de ajuda na abertura de corredores humanitários. Aparentemente, isso foi acordado com o lado russo. Se isso funcionar, ficaremos muito gratos ao Papa por seu envolvimento pessoal”, disse Vereshchuk. pelo serviço de imprensa do seu ministério. 


16h40 – Spotify vai suspender serviço na Rússia

O serviço de streaming de músicas e podcasts Spotify anunciou que irá suspender as atividades na Rússia como uma resposta à uma nova lei aplicada às mídias no país. Uma nova legislação aprovada recentemente torna ilegal relatar eventos que possam desacreditar os militares russos envolvidos na invasão à Ucrânia. “O Spotify continua acreditando que é extremamente importante tentar manter nosso serviço operacional na Rússia para fornecer notícias e informações confiáveis e independentes da região”, disse o Spotify. “Infelizmente, uma lei recentemente promulgada restringindo o acesso à informação, eliminando a liberdade de expressão e criminalizando certos tipos de notícias coloca em risco a segurança dos funcionários do Spotify e a possibilidade de até mesmo nossos ouvintes”, disse a empresa. A informação foi dada pela Reuters. O escritório da plataforma na Rússia já havia sido fechado indefinidamente no começo de março, após o que a empresa classificou como “um ataque não provocado de Moscou à Ucrânia”. O serviço deverá ser interrompido no início de abril.

Homem segurando celular com logo do Spotify à mostra


16h20 – ONU denuncia detenções e desaparecimentos forçados na Ucrânia

A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou nesta sexta-feira, 25, que dezenas de funcionários, jornalistas e ativistas ucranianos foram detidos arbitrariamente por forças russas. Em pouco mais de um mês desde a invasão, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos reuniu informações sobre o desaparecimento forçado e detenção de 22 ucranianos. Destes, 13 foram soltos. O caso mais famoso é o de Ivan Fedorov, prefeito da cidade de Melitopol, no sudeste da Ucrânia. Segundo as autoridades ucranianas, ele foi sequestrado pelas forças russas e detido por vários dias. Saiba mais.


15h55 – Comando da força aérea ucraniana é atingido por mísseis russos

Um centro de comando da Força Aérea da Ucrânia em Vinnystia foi atingido por  mísseis de cruzeiros russos nesta sexta-feira, 25. Segundo o exército ucraniano, o ataque causou “danos significativos” às instalações. “Os russos dispararam seis mísseis de cruzeiro. Alguns foram derrubados pela defesa antiaérea. Os outros atingiram vários prédios, causando danos significativos”, anunciou o exército através do Telegram.


15h30 – Rússia: ‘Primeira fase da operação na Ucrânia foi concluída’

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um comunicado nesta sexta-feira, 25, onde afirma que a “primeira fase da operação militar especial” no território da Ucrânia foi concluída com êxito. Segundo o Kremlin, no momento, “o exército não descarta a possibilidade de atacar cidades ucranianas bloqueadas”. O Kremlin rebateu as críticas realizadas pelos Estados Unidos e afirmou que o Ocidente busca “cancelar toda uma cultura de mil anos” e ressaltou ainda que trabalha com “duas opções” para o futuro de Donbass, região separatista pró-Rússia.


15h15 – ONU denuncia detenções e desaparecimentos forçados na Ucrânia

A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou nesta sexta-feira, 25, que dezenas de funcionários, jornalistas e ativistas ucranianos foram detidos arbitrariamente por forças russas. Em pouco mais de um mês desde a invasão, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos reuniu informações sobre o desaparecimento forçado e detenção de 22 ucranianos. Destes, 13 foram soltos. O caso mais famoso é o de Ivan Fedorov, prefeito da cidade de Melitopol, no sudeste da Ucrânia. Segundo as autoridades ucranianas, ele foi sequestrado pelas forças russas e detido por vários dias. Saiba mais.


15h05 – Diplomata ucraniano diz não ser correto depositar no Brasil a responsabilidade pelo fim da guerra

O encarregado da embaixada da Ucrânia no Brasil, Anatoliy Tkach, afirmou, em conversa com jornalistas que a voz do Brasil é muito importante no mundo, mas que não seria correto depositar no governo brasileiro alguma solução para o fim do conflito, nem esperar que ele seja influenciado por governos estrangeiros, afinal as decisões de estados soberanos devem seguir independentes. “Os ucranianos estão chegando ao Brasil. Nós estamos agradecidos a esse apoio brasileiro de acolher os ucraniano”, disse. Tkach ainda disse que os corredores humanitários seguem sendo prioridade na região e que o país ainda precisa de apoio com doações. Saiba mais.


13h50 – Otan pede a Rússia que não use armas ABC 

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pediu nesta sexta-feira, 25, à Rússia que não utilize armas nucleares, biológicas ou químicas na Ucrânia. Durante uma visita à base militar de Bardufoss ao norte do Círculo Polar Ártico, ele disse que o uso de tais armas “mudaria totalmente a natureza da guerra na Ucrânia”.


13h30 – Negociações entre Rússia e Ucrânia não avançam nas questões principais, diz negociador russo

O principal negociador de Moscou, Vladimir Medinski, disse nesta sexta-feira, 25, que as negociações entre Rússia e Ucrânia não avançam nas questões principais. “As posições convergem em questões que são secundárias. Mas nas principais (questões) políticas estamos estancados”, Medinski ao informar que o Kremlin insiste que Kiev concorde em assinar um status de neutralidade e desmilitarização, e reconheça a soberania russa na Crimeia e a independência das duas “repúblicas” separatistas pró-russas de Donbass. Segundo Medinski, a Ucrânia está mais preocupada em “obter garantias em matéria de segurança por parte de terceiras potências” caso “não consiga fazer parte da Otan”.

*Com informações da AFP


13h10 – Exército russo vai se concentrar sua ofensiva na ‘libertação’ do leste da Ucrânia

O exército russo disse nesta sexta-feira, 25, que vai se concentrar na “libertação” do leste da Ucrânia e afirmou que alcançou os objetivos iniciais da ‘operação militar’, informou o chefe do Estado-Maior adjunto das Forças Armadas da Rússia, Serguéi Roudskoi. “A capacidade de combate das forças ucranianas foram reduzidas significativamente (…), o que nos permite concentrar os principais esforços em alcançar nosso objetivo principal: a libertação do Donbass”, disse Roudskoi.


12h45 – Kiev, Kharkiv e mais três cidades ucranianas estão bloqueadas, diz Rússia

O comandante adjunto do Estado-Maior do Exército da Rússia, Serguei Rudskoy, informou nesta sexta-feira, 25, que a cidade de Kiev, Chernigov, Kharkiv e Mykolaiv estão bloqueadas pelas tropas russas. “As tropas russas bloquearam Kiev, Kharkiv, Chernigov, Sumy e Mykolaiv. A região de Kherson e a maior parte de Zaporizhzhia estão sob total controle”, afirmou Rudskoi, em um longo relatório sobre o 30º dia da chamada “operação militar especial” na Ucrânia. Segundo Rudskoy a “libertação da cidade de Mariupol continua”. Desde o dia 24 de fevereiro quando a Rússia invadiu a Ucrânia, tropas russas estão atingindo infraestruturas militares, equipamentos e contingente humano das Forças Armadas da Ucrânia. De acordo com o comandante do exército, essa é uma forma de imobilizar os ucranianos e e evitar um reforço em Donbass.

*Com informações da EFE


12h08 – Negociações entre Rússia e Ucrânia não avançam nas questões principais, diz negociador russo

As negociações entre Moscou e Kiev não estão avançando nas questões principais, informou Vladimir Medinski, negociador russo citado pelas agências de notícias do país. “As posições convergem em questões que são secundárias. Mas nas principais (questões) políticas estamos estancados”, afirmou. O responsável insistiu na assinatura de um “tratado” que leve em conta as exigências de neutralidade, desmilitarização e “desnazificação” da Ucrânia e reconheça a soberania russa na Crimeia e a independência das duas “repúblicas” separatistas pró-russas de Donbass. Segundo ele, no entanto, o governo ucraniano está mais preocupado “obter garantias em matéria de segurança por parte de terceiras potências” caso “não consiga fazer parte da Otan”.

*Com Agence France-Presse


11h51 – Finlândia interrompe os últimos trens entre Rússia e União Europeia

A empresa ferroviária finlandesa anunciou a interrupção do tráfego na linha que liga São Petersburgo e Helsinque. O último trem “Allegro” chegará no domingo à capital finlandesa, sendo o último a fazer a ligação entre a Rússia e a União Europeia, sendo apuração da AFP. A Finlândia acredita que já concedeu tempo suficiente e que “continuar operando o serviço não é adequado”, considerando as sanções contra Moscou.


11h30 – Rússia muda os ‘objetivos da operação especial’ na Ucrânia

Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o foco da chamada “operação especial” será a “liberação total de Donbass”. “O potencial de combate das Forças Armadas da Ucrânia foi significativamente reduzido, o que nos permite concentrar nossos principais esforços em alcançar o objetivo principal – a libertação de Donbass”, disse a pasta, citada pela Ria. No entanto, o ministério não descarta a possibilidade de tentar invadir Kiev, Kharkiv e outros centros regionais.


11h07 – Joe Biden chega a Polônia, em Rzeszow, próximo à fronteira ucraniana

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já desembarcou em Rzeszow, na Polônia, a 80 km da fronteira com a Ucrânia. Em viagem de dois dias ao país, ele deve se reunir com soldados americanos e seguir para Varsóvia, onde terá uma conversa com lideranças polonesas e visitará um centro de recepção de refugiados ucranianos .

*Com Agence France-Presse


10h43 – Putin critica ‘descriminação’ com cultura russa

O presidente Vladimir Putin criticou a “discriminação” contra a cultura russa nos países do Ocidente e a comparou com a queima de livros na Alemanha e Áustria por parte dos nazistas na década de 1930.”Hoje estão tentando anular um país que tem mil anos. Estou falando da progressiva discriminação contra tudo o que está relacionado com a Rússia”, afirmou Putin em um discurso exibido na televisão, que acusa os países ocidentais de promover uma campanha russofóbica mediante sanções impostas após a ofensiva russa na Ucrânia.

*Com Agence France-Presse


10h26 – Exército russo admite 1.351 mortos em suas fileiras na Ucrânia

O exército da Rússia admitiu nesta sexta-feira, 25, que ao menos 1.351 soldados do país foram mortos nos primeiros 30 dias de conflitos contra as tropas da Ucrânia. É a primeira vez que os militares de Moscou reconhecem as baixas expressivas pela guerra. “Durante a operação militar especial, 1.351 militares morreram e 3.825 ficaram feridos”, declarou o comandante adjunto do Estado-Maior do exército, Serguei Rudskoy. No entanto, segundo autoridades do governo de Kiev, são mais de 16 mil soldados russos mortos.


10h10 – Força militares da Ucrânia estão praticamente destruídas, diz porta-voz russo

Segundo Sergey Rudskoy, chefe do principal departamento operacional do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, a força aérea ucraniana e o sistema de defesa aérea da Ucrânia estão “praticamente destruídas”. “As forças navais do país deixaram de existir”, disse Rudskoy, segundo informações da agência de notícias russa Ria. De acordo com o general, a chamada “operação especial” acontecer por meio de ataques de alta precisão contra instalações de infraestrutura militar, locais de formações e unidades militares, aeródromos, postos de comando, arsenais e depósitos de armas e equipamentos militares, bem como pelas ações de tropas para derrotar grupos inimigos adversários.


9h52 – Bombas de fósforo: Kremlin nega violação de acordos internacionais

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou que a Rússia tenha violado as convenções internacionais sobre o uso de armas proibidas. “A Rússia nunca violou convenções internacionais”, disse ele a repórteres na sexta-feira, 25, ao ser questionado sobre a utilizado de bombas de fósforo na Ucrânia. Embora tenha negado a violação dos acordos, Peskov indicou que os esclarecimentos devem ser do Ministério da Defesa.


9h29 – Lukashenko fala sobre guerra de Belarus contra a Ucrânia: ‘Se eles começarem’

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou que o país pode entrar em guerra contra a Ucrânia caso a nação seja agredida. A afirmação foi feita à agência de notícias de Belarus, a Belta. “Só há uma maneira de nos envolver na guerra: se a agressão começar contra nós, se eles começarem a lutar contra nós”, afirmou. Mesmo com a fala, o mandatário reforçou que já disse “20 mil vezes que não tem planos de lutar na Ucrânia”.  Segundo ele, os bielorrussos “geneticamente não aceitam a guerra”.


9h06 – Rússia destruiu maior depósito de combustível do exército ucraniano

A Rússia afirmou que destruiu o maior depósito de combustível do exército da Ucrânia próximo a Kiev, capital do país. O ataque com mísseis de cruzeiro aconteceu na noite desta quinta-feira, 24. “Mísseis Kalibr de alta precisão tomaram como alvo uma base de combustível, perto da localidade de Kalinovka, ao lado de Kiev. A maior reserva de combustível restava para o exército ucraniano, que foi usada para abastecer unidades na parte central do país, foi destruída”, anunciou o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov. O bombardeio foi confirmado por uma fonte do Ministério das Situações de Emergência da Ucrânia, segundo a AFP. “Não há nenhuma ameaça de que o fogo se propague”, afirmou a fonte. O incêndio permanecia ativo nesta sexta-feira. Não há relatos de vítimas.


8h45 – Alemanha anuncia plano para reduzir dependência energética da Rússia

No mesmo dia em que a União Europeia e os Estados Unidos anunciaram uma cooperação para reduzir a dependência da Europa dos combustíveis fósseis da Rússia, principalmente o gás, a Alemanha anunciou que vai reduzir de maneira significativa e rápida sua dependência energética dos russos. O país planeja abrir mão do carvão de Moscou até junho e de quase todo o petróleo até o final deste ano. Entretanto, em relação ao gás, os alemães afirmam que o processo será mais lento, com prazo até “meados de 2024”. “Demos os primeiros passos importantes para nos liberarmos da influência das importações russas”, declarou o ministro da Economia, Robert Habeck, em uma entrevista coletiva. Saiba mais.


8h27 – Polícia confirma ao menos quatro mortos em ataque a centro médico em Kharkiv

Segundo a polícia de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, ao menos quatro pessoas morreram e três ficaram feridas após um bombardeiro russo atingir um centro médico do município. “Sete civis ficaram feridos e quatro deles não sobreviveram, após um bombardeio com vários lança-foguetes”, afirmou a polícia pelo Telegram. Ainda de acordo com a polícia regional, havia um centro de ajuda humanitária nas proximidades.


8h13 – ONU aponta mais de mil civis mortos na Ucrânia em um mês de conflito

Dados do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apontam que 1.035 civis morreram no primeiro mês da invasão russa à Ucrânia. Durante o período, 214 homens, 160 mulheres, 14 meninas e 28 meninos, bem como 48 crianças e 571 adultos que não tiveram gênero identiricaram, foram mortos. O número de feridos chega a 1.650, sendo também a maioria não identificado. Segundo a ONU, as principais causas dos óbitos foram: armas explosivas, mísseis e ataques aéreos. A entidade, no entanto, considera que os números reais são consideravelmente maioria, uma vez que há uma dificuldade para cálculo dos mortos em zonas de conflito.


7h58 – Sirenes de ataques aéreos são acionadas em Kiev e Zhytomyr

Alarmes são acionados para indicar o perigo de novos bombardeios aéreos na região. A recomendação é que a população se proteja em abrigos até que o “sinal verde” seja acionado. Alerta aéreo foi declarado em Kiev. Pedimos a todos que sigam com urgência ao abrigo da Defesa Civil. Atenção! Sirenes de ataque aéreo em Kiev”, diz mensagem compartilhada em grupo local.


7h43 – Soldados abrem quartel do Rússia Unida em Mariupol

Soldados do exército de Moscou abriram um quartel do partido Rússia Unida em Mariupol, cidade portuária da Ucrânia sitiada há mais de três semanas. A informação é da Câmara Municipal, que cita moradores locais. “Na saída de Mariupol, os ocupantes abriram a sede do partido russo Rússia Unida no shopping Metro”, diz comunicado. Há relatos de que os soldados chamam a sede de humanitária.


7h27 – Rússia já teve ao menos 16,1 mil soldados mortos na Ucrânia

Balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta novas baixas nas equipes e armamentos da Rússia. Ao todo, foram 115 aeronaves perdidas; 125 helicópteros; 561 tanques de guerra; 1.625 veículos militares blindados; 291 sistemas de artilharia; 49 equipamento de defesa aérea; quatro embarcações; 72 tanques de combustível e 1.089 carros, entre outros. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com 16,1 mil soldados mortos.


7h14 – Mísseis da Rússia têm taxa de falha de até 60%, dizem autoridades dos EUA

Mísseis guiados de precisão russos estão falhando em até 60% das vezes na Ucrânia, afirmaram três autoridades dos Estados Unidos à Reuters. O índice seria uma possível explicação para o fraco progresso da invasão do Kremlin ao país vizinho e a dificuldade do exército de Vladimir Putin de atingir seus objetivos, como neutralizar a força aérea da Ucrânia. Segundo as autoridades citadas pela agência de notícias, o Pentágono avalia que a Rússia lançou mais de 1,1 mil mísseis desde o início da invasão à Ucrânia. A estimativa é que a taxa de falha varie por dia e de acordo com cada tipo de míssil, chegando a 60% de erro. Para especialistas, acima de 20% já é considerado alta taxa de falha.


6h57 – Prefeitura de Mariupol estima 300 mortos após bombardeio em teatro

Em comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira, 25, em canal do Telegram, a Prefeitura de Mariupol, cidade portuária da Ucrânia, aponta que o número de mortos pelo bombardeio ao Teatro de Drama pode chegar a 300. “Não queremos acreditar nesse horror. Até o último queremos acreditar que todos conseguiram escapar, mas as palavras daqueles que estavam dentro do prédio no momento desse ato terrorista dizem o contrário”, diz comunicado, que cita a estimativa de vítimas do atentado em 16 de março. “Não pode haver e nunca haverá uma explicação para essa crueldade desumana, como nunca haverá perdão para aqueles que trouxeram devastação, dor e sofrimento ao nosso lar”, completa a mensagem. Saiba mais.


6h40 – EUA e UE vão trabalhar para reduzir dependência do gás russo na Europa

Os Estados Unidos (EUA) e a União Europeia (UE) anunciaram nesta sexta-feira, 25, a criação de um grupo de trabalho para atuar na redução da dependência europeia de combustíveis fósseis russos, principalmente o gás. “O governo dos Estados Unidos trabalhará com sócios internacionais e se esforçará para garantir um volume de gás natural liquefeito [GNL] para o mercado da UE de ao menos 15 bilhões de metros cúbicos em 2022”, afirma um comunicado conjunto. Saiba mais.


6h25 – Relatório britânico exalta sucesso das tropas ucranianas no Leste de Kiev

Um documento publicado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido exaltou o sucesso das tropas de Ucrânia no Leste de Kiev, capital do país. O relatório menciona que o exército local conseguiu recuperar cidades e posições defensivas. “Os contra-ataques ucranianos e a retirada das tropas russas em linhas de abastecimento excessivamente esticadas permitiram à Ucrânia reocupar cidades e posições defensivas em um raio de 35 km a leste de Kiev“, disse o comunicado. No dia anterior, o órgão britânico havia afirmado que o sucesso dos contra-ataques da Ucrânia poderiam impedir o reagrupamento das tropas russas e a retomada da ofensiva em Kiev.


6h07 – Entidades e autoridades ucranianas pedem ajuda da Cruz Vermelha Internacional

Autoridades ucranianas, assim como entidades de todo mundo, assinaram uma carda direcionada ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pedindo maior ajuda da instituição à população do país, que vive o 30º dia de guerra contra a Rússia. Em carta, direcionada a Pedro Maurer, são citadas cidades que passam por “catástrofes humanitárias” e “a morte de milhares de civis” para pedir apoio em larga escala aos chamados corredores verdes; assistência logística para chegada das ajudas humanitárias; interrupção da “deportação forçada” de moradores de Mariupol e outros territórios ocupados pelos russos; fim do sequestro de crianças em orfanatos e que os corpos dos soldados de Moscou sejam recolhidos e enviados ao país, entre outros.

“Também estamos tristes com a fraqueza das declarações do CICV. Na semana passada, em Kiev, o presidente do CICV usou a frase “conflito na Ucrânia”. Não uma guerra. Não uma invasão russa. Apenas um conflito, escreveu Vitaliy Vlasyuk, membro da Administração Militar da região de Kiev. A carta termina reforçando o pedido de ajuda, especialmente a Mariupol, o “pior lugar da Terra”. ” A situação em Mariupol é uma combinação de numerosos crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Também pode ser um ato ativo de genocídio contra os ucranianos como grupo nacional”, menciona.


5h50 – Invasão da Rússia na Ucrânia matou 135 crianças

Segundo o gabinete da procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, ao menos 135 crianças morreram e outras 184 ficaram feridas desde que a Rússia iniciou sua invasão ao país, em 24 de fevereiro. As crianças foram mais afetadas nas regiões de Kiev (64); Kharkiv (44); Donetsk (46); Chernihiv (34); Mykolaiv (25); Zhytomyr (15); Kherson (15) e Sumy (14). Na capital ucraniana foram 16 atingidos.


5h34 – Tropas russas disparam contra hospital de Osnovyansky, em Kharkiv; há mortos

Militares russos dispararam contra uma unidade hospitalar em Osnovyansky, distrito de Kharkiv, onde está localizado um centro de ajuda humanitária. Segundo a polícia local, são quatro mortos e sete feridos até o momento. Não há instalações militares nas proximidades e, agora, uma força-tarefa investiga o caso, considerado crime de guerra contra a Ucrânia. Durante a madrugada, o terminal do aeroporto de Kharkiv foi bombardeado e nas primeiras horas desta sexta-feira um supermercado foi atingido, causando a morte de seis pessoas e 17 feridos. Na quinta, os ocupantes também dispararam contra um posto de ajuda humanitária em Saltivka, matando seis pessoas.


5h10 – Apenas três corredores humanitários farão a evacuação de civis nesta sexta

Segundo as autoridades ucranianas, os corredores de evacuação funcionarão nas seguintes áreas: de Mariupol a Zaporizhzhya, com saída por transporte próprio; de Berdyansk  a Zaporizhzhya, com 48 ônibus preparados para evacuação centralizada e de Melitopol a Zaporizhzhya, também com envio de carga humanitária para a cidade. Nesta quinta-feira, nove corredores humanitários haviam sido acordados.


1h40 – Tropas russas avançam lentamente pela Ucrânia

O Institute for the Study of War (ISW) publicou um boletim atualizado da situação da guerra na Ucrânia na noite desta quinta-feira. De acordo com o documento, as forças russas continuam a fazer progressos lentos, mas constantes em Mariupol e realizaram poucas operações ofensivas em outras partes do país. Os contra-ataques ucranianos a noroeste de Kiev nos últimos dias estão aliviando a pressão sobre a cidade, e as forças russas continuaram a atacar. As forças ucranianas repeliram ataques russos limitados a nordeste da cidade e ao redor de Kharkiv.


1h10 – ONU relata desaparecimentos de civis em áreas controladas pelas tropas russas

A ONU informou à BBC que ucranianos estão sendo detidos arbitrariamente e submetidos a desaparecimentos forçados em cidades controladas pela Rússia. Pelo menos 36 casos foram confirmados pela ONU. Os ucranianos dizem temer uma campanha crescente de sequestros e intimidações, enquanto a Rússia luta para afirmar o controle sobre as cidades que captura. O caso mais famoso foi da jornalista Viktoriia Roshchyna que ficou dias sob as forças russas. Um vídeo chegou a circular no Telegram com Roshchyna de refém.


00h30 – Estação de trem em Bucareste, na Romênia, fica lotada de refugiados ucranianos

A Estação Ferroviária do Norte em Bucareste, na Romênia, é hoje o maior ponto de trânsito para refugiados ucranianos que desejam continuar na Europa Ocidental. Segundo a ONG World Central Kitchen, as pessoas passam dois dias na estação esperando para comprar uma passagem. Duas vezes por dia, a equipe do WCK leva comida para os quatro abrigos localizados próximos da estação.


25/03 – 00h – Zelensky afirma à UE que sanções contra a Rússia “chegaram tarde”

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou aos líderes europeus nesta quinta-feira, 24, que as sanções que aprovaram contra a Rússia ao longo deste mês de invasão chegaram “um pouco tarde”, uma vez que não conseguiram evitar a guerra. “Vocês aprovaram sanções. Estamos gratos. São passos poderosos. Mas chegaram um pouco tarde. Porque se fossem preventivas, a Rússia não teria ido à guerra”, disse Zelensky aos chefes de Estado e de governo da União Europeia, durante o discurso que fez por videoconferência na cúpula que o bloco realizou em Bruxelas. Zelensky dirigiu-se a cada um dos líderes, mas reservou uma atenção especial para a Alemanha e, sobretudo, para a Hungria. “Vocês bloquearam (o gasoduto) Nord Stream 2. Estamos gratos. E com razão. Mas também foi um pouco tarde. Porque se tivesse chegado a tempo, a Rússia não teria criado uma crise de gás”, afirmou o presidente ucraniano.

*Com informações da EFE


23h – Joe Biden irá visitar cidade polonesa que faz fronteira com a Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitará nesta sexta-feira, 25, a cidade polonesa de Rzeszow, a cerca de 80 quilômetros da fronteira com a Ucrânia, na segunda etapa de sua viagem à Europa, anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira. Recém-chegado de Bruxelas, Biden será recebido pelo presidente polonês, Andrzej Duda, receberá um relatório sobre a resposta humanitária aos refugiados que fogem da invasão russa da Ucrânia e se reunirá com soldados americanos posicionados no flanco leste da Otan, informou a Casa Branca em um comunicado.


21h50 – Carlos França: ‘Brasil não concorda com possível exclusão russa do G20’

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, alegou em fala realizada no Senado Federal nesta quinta-feira, 24, que o governo Bolsonaro “não concorda” em excluir a Rússia do G20. Para o chanceler, a medida seria “ilegal perante o direito internacional” e, neste momento, é importante dialogar com o Kremlin para que instituções como a OMC (Organização Mundial do Comércio)e o G20 “possam ter o funcionamento pleno. “Temos visto o surgimento de iniciativas em diversos órgãos internacionais, inclusive naqueles de caráter técnico, no sentido de expulsar a Rússia dessas entidades ou suspender a sua participação. O Brasil tem sido claramente contrário a essas iniciativas, em consonância com a nossa posição tradicional em favor do multilateralismo e do direito internacional”, alegou o ministro.


21h00 – Ucrânia realiza ataque inédito e afunda navio da Rússia

O governo da Ucrânia anunciou nesta quinta-feira, 24, que naufragou uma embarcação russa após um ataque militar. De acordo com a vice-ministra da Defesa ucraniana, a embarcação “poderia transportar até 20 tanques, 45 veículos blindados e 400 paraquedistas”. Através de comunicado, a política alegou tratar-se de um “alvo enorme” que foi destruído pelas forças ucranianas. A ofensiva ocorreu em Berdyansk, cidade localizada a 80 quilômetros da disputada Mariupol. Ainda não há confirmações sobre os armamentos do Kremlin que foram destruídos, porém, no dia anterior, uma agência de notícias russas havia publicado uma matéria em que exibia a embarcação Orsk e descrevia sua chegada ao porto como “um evento marcante que abrirá possibilidades logísticas para a Marinha do Mar Negro”.


19h20 – Ucrânia pede 500 mísseis antiaéreos e 500 antitanques por dia aos EUA

O presidente Volodymyr Zelensky atualizou a sua lista de pedidos ao governo norte-americano nesta quinta-feira, 24, e solicitou à Casa Branca o fornecimento de 500 mísseis antitanque ‘Javelins’ e antiaéreos ‘Stingers’ diariamente para enfrentar o exército do Kremlin. A justificativa do governo ucraniano é a de que o país corre o risco de enfrentar uma “potencial escassez” de armamentos durante os próximos ataques russos. Até o dia 07 de março, pouco mais de uma semana após a invasão russa à Ucrânia, os Estados Unidos e países membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) já haviam enviado mais de 17 mil mísseis antitanque e 2 mil antiaéreos.


18h45 – Secretário-geral da Otan não acredita em uma guerra do bloco com a Rússia

Jens Stoltenberg afirmou nesta quinta-feira que não crê em um conflito da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) com o exército do Kremlin. Quando questionado, o político afirmou que considera o embate “extremamente improvável”. O porta-voz do grupo também afirmou que a Rússia “não está pronta” para se comunicar e dialogar em torno de um cessar-fogo, “assumimos que, se houver necessidade, eles poderão se comunicar conosco”.


17h45 – Ucrânia não está disposta a negociar status de Crimeia e Donbass, diz Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta quinta-feira, 24, após participar da cúpula da Otan, que a Ucrânia está chegando a acordo nas negociações com a Rússia em vários aspectos, entretanto negociar o status de Crimeia e Donbass não é algo que está em pauta. “Pode-se dizer que há acordos sobre algumas questões, seja a OTAN, seja o desarmamento, seja a segurança coletiva e a oficialidade do idioma russo. Mas, fora disso, está a questão do status da Crimeia e do Donbass, e isso, claro, para a Ucrânia, pode não parecer correto”, afirmou Erdogan. O presidente turco acrescentou que lhe parece “próprio de um líder prudente” a proposta de seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, feita na segunda-feira passada, de submeter os acordos negociados com a Rússia a um referendo popular. Erdogan também reiterou que a Turquia continua firme em sua posição de não reconhecer a anexação da Crimeia.

Recep Tayyip Erdogan

Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia


17h30 – Líder checheno diz que suas tropas na Ucrânia tomaram prefeitura de Mariupol

O líder checheno Ramzan Kadyrov informou nesta quinta-feira, 24, que suas tropas tomaram a prefeitura de Mariupol. “Os soldados relataram no rádio que libertaram o prédio da administração de Mariupol e levantaram nossa bandeira”, declarou Kadyrov no Telegram, afirmando que as forças ucranianas “abandonaram suas posições”. O ex-líder rebelde, agora próximo ao Kremlin, indicou que outras unidades russas estavam avançando em direção a este porto, que está em grande parte destruído pelos bombardeios. Segundo a AFP, a informação não pôde ser verificada de forma independente e foi contestada pelas autoridades ucranianas.

*Com informações da AFP


17h15 – Presidente dos Estados Unidos pede exclusão da Rússia do G20

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou nesta quinta-feira, 24, que apoia uma eventual exclusão da Rússia do G20, grupo que engloba os 19 países mais ricos do mundo junto à União Europeia (UE). Ao ser questionado sobre esta possibilidade, o mandatário afirmou que sua resposta é “sim, depende do G20”. O líder da Casa Branca ressaltou que a proposta foi discutida pelo G7 e pela UE, mas que a medida não será votada enquanto “a Indonésia e outros países” não concordarem com a retirada de Moscou.


16h50 – Rússia e Ucrânia trocam prisioneiros de guerra pela primeira vez

A agência russa Interfax informou nesta quinta-feira, 24, que Rússia e Ucrânia trocaram prisioneiros sob uma fórmula de dez por dez. A informação foi dada pela comissária de direitos humanos da Rússia, Tatyana Moskalkova, e pela vice-premiê ucraniana, Iryna Vereshchuk. “O Ministério da Defesa da Rússia fez um grande trabalho para trazer militares russos capturados de volta para casa”, disse. “Posso confirmar a troca de dez militares russos detidos na Ucrânia por dez militares ucranianos”, acrescentou. Segundo Moskalkova, marinheiros russos civis do navio Millennial Spirit foram trocados por marinheiros civis ucranianos Sapphire. 


16h30 – Canadá aumenta exportações de petróleo devido ao conflito na Ucrânia

O Canadá vai aumentar a sua exportação de petróleo para atender pedidos de assistência de seus aliados. “A indústria canadense tem a capacidade de aumentar gradualmente suas exportações de petróleo e gás em aproximadamente 300 mil barris por dia, a fim de substituir o petróleo e o gás russos”, disse o ministro de Recursos Naturais, Jonathan Wilkinson “Nossos aliados na Europa dizem que precisam de nossa ajuda para deixar de lado o petróleo e o gás russos imediatamente, enquanto aceleram a transição energética continental. O Canadá está em uma posição única para ajudar em ambos os aspectos”, disse o ministro. 


15h30 – China sabe que seu futuro econômico está mais atrelado ao Ocidente do que à Rússia, diz Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a China compreende que seu futuro econômico está mais atrelado ao Ocidente do que à Rússia, depois de alertar Pequim que pode enfrentar consequências por ajudar Moscou em sua guerra na Ucrânia. “Não fiz nenhuma ameaça, mas deixei claro para ele que entendesse as consequências de ajudar a Rússia”, disse Biden sobre uma conversa recente que teve com o presidente da China, Xi Jinping. “A China compreende que seu futuro econômico está atrelado muito mais proximamente ao Ocidente do que à Rússia.” Em entrevista coletiva em meio a reuniões de emergência na Europa, Biden disse que também lembrou Xi da quantidade de empresas norte-americanas e estrangeiras que deixaram a Rússia desde a invasão da Ucrânia.


15h15 – Boris Johnson diz que Reino Unido vai enviar mais 6 mil mísseis e 25 milhões de libras para a Ucrânia

Em entrevista a repórteres nesta quinta-feira, 24, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, informou que o Reino Unido vai enviar “mais 6 mil mísseis e fornecerá 25 milhões de libras em financiamento para as forças armadas da Ucrânia”. O premiê aproveitou o momento para anunciar que estão reforçando o apoio aos países da Otan na linha de frente “enviando um novo grupo de tropas do Reino Unido para a Bulgária, além de dobrar nossas tropas na Polônia e na Estônia. A Ucrânia não está sozinha”, falou.


15h05 – ‘Otan está mais unida do que nunca’, diz Biden em reunião com líderes ocidentais

O presidente norte-americano, Joe Biden, falou durante a reunião com os líderes ocidentais que a Otan está mais unida do que nunca e que Vladimir Putin, “está conseguindo um resultado oposto ao que ele pensou que teria”. Durante sua fala, Biden também disse que os Estados Unidos vão receber mais de 100 mil refugiados ucranianos e que novas sanções foram impostas para a Rússia em retaliação à invasão à Ucrânia que completa um mês nesta quinta-feira, 24. A informação já tinha sido divulgada mais cedo pela Casa Branca.  Quando questionado sobre como a Ucrânia deveria agir referente às exigências de Putin para cessar-fogo e se o país deveria ceder algum dos territórios que está sendo pedidos pelo líder russo, ele informou que a “Ucrânia deve decidir se cede território para a Rússia” e que não iria falar sobre o país sem que houvesse um representante legal. Biden também ressaltou que os EUA já deram US$ 2 bilhões em assistência humanitária para a Ucrânia e que separou mais US$ 1 bilhão. O líder norte-americano também disse que as três metas que tinham sido informadas no começo da invasão – apoiar a Ucrânia com assistência humanitária e militar, impôr as mais significativas sanções econômicas e fortificar a segurança no Leste Europeu – foram cumpridas.


14h40 – Brasil vota a favor de resolução de ajuda à Ucrânia na Assembleia Geral da ONU

O ONU (Organização das Nações Unidas) realizou uma votação em sua Assembleia Geral na manhã desta quinta-feira, 24, e aprovou uma resolução em apoio a Ucrânia chamada de “consequências humanitárias da agressão”, em que solicitam o “cessar imediato das hostilidades” das tropas russas contra a população ucraniana. O documento tem característica não vinculante, ou seja, não obrigatório. Elaborada pelo governo de Volodymyr Zelensky e aliados, o Brasil e outros 139 países votaram de maneira favorável e outros cinco foram contrários. Do total, 38 países se abstiveram de se posicionar.


14h33 – Macron diz que potências do Ocidente estão prontas para aumentar as sanções à Rússia

Em entrevista coletiva após a cúpula extraordinária da Otan, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que as principais potências do Ocidente estão prontas para aumentar as sanções contra a Rússia. “Não pouparemos esforços para responsabilizar o presidente Putin e os arquitetos e apoiadores dessa agressão, incluindo o regime de Lukashenko em Belarus, por suas ações. Estas sanções têm um impacto e são tangíveis e temos de as manter pelo seu efeito dissuasor “, disse Macron.


13h10 – ONU aprova resolução que culpa Rússia por crise humanitária 

Com 140 votos a favor, 5 contras e 38 abstenções, a Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira, 24, a resolução que culpa a Rússia por crimes humanitários em decorrência da invasão à Ucrânia que provocou o deslocamento de 10 milhões de pessoas e deixou mais de 3 milhões de refugiados. Essa é a segunda resolução em menos de um mês. Com ela, a ONU voltou a pedir o “fim imediato” das hostilidades da Rússia na Ucrânia, assim como “qualquer ataque contra civis e alvos civis”.  A resolução foi apresentada pela Ucrânia e promovida principalmente por México e França.


13h – EUA vão receber 100 mil refugiados ucranianos

Um comunicado realizado pela Casa Branca nesta quinta-feira, 24, informou que os Estados Unidos vão “acolher até 100 mil ucranianos e outras pessoas que fogem da agressão da Rússia” que já dura um mês e não tem previsão de um cessar-fogo imediato. Junto a esse anúncio, Washington informou que “mais de US$ 1 bilhão em financiamento adicional” vai ser desbloqueado para reforçar a ajuda humanitária na Ucrânia e possibilitar o enfrentamento de “graves impactos” do conflito em outras partes do mundo, como “o claro aumento da insegurança alimentar”, acrescentou a mesma fonte. A informação dada pela Casa Branca deve ser confirmada nesta quinta pelo presidente Joe Biden que está reunido com outros líderes do ocidente na Cúpula da Otan, em Bruxelas, para discutir a atual situação da Ucrânia. Mais cedo, novas sanções contra a Rússia, políticos, oligarcas e a indústria de defesa russa já tinham sido anunciadas.

*Com informações da AFP


12h35 – Novas sanções dos EUA à Rússia atingem deputados, bilionários e indústrias militares

No dia em que a invasão à Ucrânia completa um mês, os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 24, novas sanções financeiras à Rússia em retaliação à invasão. Congelamento de ativos nos EUA, bloqueio total contra mais de 400 indivíduos e entidades – sendo 328 deputados da Duma (câmara baixa do parlamento) e a própria instituição. “Elites russas apoiadoras e empresas de defesa russas que alimentam a máquina de guerra de Putin“, afirmou um relatório da Casa Branca. “Enquanto o presidente Putin continuar esta guerra, os Estados Unidos e aliados e parceiros estão comprometidos em garantir que o governo russo sinta os efeitos combinados de nossas ações econômicas atuais e futuras”, justificou a Casa Branca. As novas sanções financeiras se direcionam a políticos, oligarcas e a indústria de defesa da Rússia.

A intensificação da coordenação com aliados para impedir que Moscou use suas reservas de ouro, também foi outra mudança que aconteceu.As penalidades são direcionadas, entre outros, à Tactical Missiles Corporation JSC (KTRV), um grande conglomerado de defesa estatal russo cujas armas estão atualmente implantadas no país, disse o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em outro comunicado.”A KTRV produz material de defesa russo, incluindo armas aéreas e sistemas de armas para a Marinha russa”, disse, citando várias armas submarinas e sistemas de radar usados em frotas de submarinos.


12h05 – Estados Unidos ainda se opõem a fornecer caças à Ucrânia

Mesmo com o discurso do presidente Volodymyr Zelensky à Otan, os Estados Unidos devem manter sua postura e continuar se opondo ao fornecimento de caças para a Ucrânia. Segundo alto funcionário dos Estados Unidos, a oposição do governo de Joe Biden não mudou. Da mesma forma, o secretário-geral da Otan também reforçou que a aliança não planeja fechar os céus sobre a Ucrânia, embora vá seguir fornecendo ajuda militar ao país.


11h47 – Primeira troca de prisioneiros de guerra é oficializada

A Rússia recebeu 10 ocupantes capturados e 11 marinheiros civis, resgatados por soldados de Kiev após um navio afundar próximo a Odessa. Em troca, Moscou entregou 19 marinheiros civis ucranianos do navio de resgate Sapphire, que foram capturados pelos ocupantes na tentativa de retirar os militares ucranianos da Ilha da Cobra, informou o Pravda.


11h29 – Otan aumenta medidas de segurança e anuncia novo apoio militar à Ucrânia

Durante reunião com líderes ocidentais, G7 e União Europeia, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg anunciou um novo apoio militar para a Ucrânia e novas medidas de segurança para a aliança.“Hoje os líderes da Otan concordaram em aumentar a nossa defesa no longo prazo para aumentar nossa segurança”, disse. “Estamos remodelando a defesa da Otan para longo prazo, vamos aumentar nossa presença no Leste”, completou. Stoltenberg também falou sobre as novas ajudas que vão ser enviadas para a Ucrânia. “Concordamos em aumentar o apoio com suprimentos militares, defesas anti-tanque, anti aérea e drones que se mostraram bastante eficazes”, informou. “Vamos dar assistência contra ataques cibernéticos e proteção contra ameaças biológicas, químicas e até nucleares”, disse. Saiba mais.


11h15 – Bombardeado há 8 dias, teatro em Mariupol ainda está em chamas

O Teatro de Drama Mariupol que foi bombardeado por tropas russas em 16 de março ainda está em chamas. A informação é da Câmara Municipal da cidade, que compartilhou uma imagem da construção. O registro mostra fumaça saindo do topo do teatro, que servia de abrigo para civis em meios aos ataques aéreos na cidade portuária.


11h04 – Líderes ocidentais se reúnem para debater a situação na Ucrânia; Otan anuncia mais apoio militar

No dia em que o conflito entre Rússia e Ucrânia completa um mês, representantes de governos ocidentais, a cúpula da Otan, G7 e União Europeia, se reuniram nesta quinta-feira, 24, em uma maratona de reuniões em Bruxelas para coordenar suas ações contra a Rússia, consolidar o arsenal de sanções já decretadas, evitar as tentativas de Moscou de driblar as punições e reforçar a presença da Otan no leste da Europa. A reunião, que tem previsão para durar o dia todo, contou com a participação, por videoconferência, do presidente ucraniano, Volodymyr Zelesky, que discursou para todos. Durante sua fala, o líder da Ucrânia pediu ajuda militar sem restrições para que o país consiga se defender do exército russo. “Para salvar a população e nossas cidades, a Ucrânia precisa de ajuda militar sem restrições”. Saiba mais.


10h47 – Bombardeio russo em Kharkiv deixa seis mortos e 15 feridos

Ao menos seis civis morreram e 15 ficaram feridos após um bombardeio em Kharkiv, no Noroeste da Ucrânia, nesta quinta-feira, 24. A informação é do governador regional  Oleg Siniegubov. “De acordo com informações preliminares, seis civis morreram e 15 ficaram feridos e foram hospitalizados”, afirmou Siniegubov em um vídeo compartilhado em canal do Telegram. Segundo ele, o bombardeio atingiu um local próximo ao ponto de ajuda humanitária da cidade.


10h32 – Bandeira ucraniana é hasteada em Kherson; cidade está ocupada desde 2 de março

Após 22 dias sob comando de militares da Rússia, autoridades de Kherson voltaram a pendurar a bandeira da Ucrânia no Conselho Municipal. As imagens foram compartilhadas pelo prefeito Ilhor Kolykhayev nas redes sociais.


10h15 – EUA e aliados discutem fornecimento de mísseis ‘antinavio’ para a Ucrânia

Os Estados Unidos começaram a consultar seus aliados para “fornecer mísseis antinavio para a Ucrânia“. No entanto, apesar das conversas, há “desafios técnicos”. Durante reunião da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas, os dirigentes também concordaram que devem continuar pedindo à China que não apoie a Rússia e que o país asiático “deve assumir sua responsabilidade na comunidade internacional”. Saiba mais.


10h03 – Conflito será resolvido nos próximos 15 dias, diz chanceler da UE

O ministro das Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, acredita que a invasão da Rússia à Ucrânia será resolvida nos próximos 15 dias. Segundo ele, Moscou não está interessado em acordos de cessar-fogo com Kiev, pois as tropas não atingiram seus objetivos militares. “Agora a Rússia não quer se sentar e concordar com algo: só quer ocupar o território. “Ela quer cercar a costa até a fronteira com a Moldávia e isolar a Ucrânia do mar. Ela quer negociar seriamente apenas quando consolidar uma posição forte”, acrescentou Borrel. De acordo com ele, a União Europeia vai continuar prestando apoio militar à Ucrânia. “Isso é importante porque tudo será resolvido nos próximos 15 dias. O que vai ficar na história é a capacidade dos ucranianos de resistir”, completou.


9h46 – China acusa Otan de mentir sobre guerra na Ucrânia

A China classificou como “desinformação” as afirmações do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, de que o país estaria apoiando as ofensivas russas na Ucrânia. Com isso, Pequim acusou a aliança militar de divulgar mentiras sobre o conflito no Leste Europeu.  O posicionamento acontece após Stoltenberg denunciar “o apoio político dado à Rússia pela China, inclusive mediante a difusão de mentiras e de desinformação” por sua imprensa oficial, menciona a AFP. “Acusar a China de desinformação sobre a Ucrânia é uma desinformação em si mesma. Estados Unidos e Otan devem dialogar com a Rússia para desfazer o nó da crise ucraniana. Para resolver uma crise, precisamos estar calmos e ser racionais, não jogar lenha na fogueira”, disse o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wenbin.


9h30 – Reino Unido anuncia novas sanções contra empresas e cidadãos russos

O governo britânico anunciou novas sanções contra 59 pessoas e empresas russas devio à invasão da Ucrânia, ocorrida em 24 de fevereiro. Seis companhias de Belarus, antiga Bielorússia, também estão incluídas nos bloqueoos. Entre as empresas afetadas estão a gigante russa dos diamantes Alrosa e o grupo privado de serviços militares Wagner. Já entre as personalidades está o fundador do Tinkoff Bank, Oleg Tinkov; o CEO do maior banco russo, o Sberbank, Guerman Gref; e Polina Kovaleva, filha da suposta amante do ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov. Na semana passada, o Reino Unido já havia ampliado as ações, que afetam 935 indivíduos e 70 empresas.

*Com AFP


9h13 – Lviv, no Oeste da Ucrânia, já recebeu mais de 200 mil refugiados 

A cidade de Lviv, no Oeste da Ucrânia, já recebeu mais de 200 mil refugiados de diferentes partes do país, anunciou o prefeito Andriy Sadovy, nesta quinta. Segundo ele, as autoridades locais estudam projetos para construir moradias aos refugiados e buscam formas de ajudar os novos moradores. “Nosso objetivo hoje não é apenas ajudar [os deslocados] a estarem aqui, mas também há o próximo passo: abrimos um centro que oferece consultas sobre emprego. Nós estabelecemos conexões entre eles e nossos negócios. As pessoas desejam trabalhar e se adaptar às novas condições”, disse o prefeito. Em coletiva de imprensa, o chefe da administração militar regional de Lviv, Maksym Kozytsky, afirmou ainda que a região trabalha no envio de ajuda humanitária para outros locais, como Kharkiv, Kiev, Kherson e Irpen, com mais de 50 mil toneladas entregues. “Estamos fazendo o nosso melhor para que a região de Lviv não seja apenas um centro humanitário. Este é o nosso povo que precisa de ajuda. Estamos felizes em vê-los aqui”, reforçou.


8h57 – Zelensky pede 1% dos aviões da Otan e 1% dos tanques

O presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky discursou aos membros da Otan nesta quinta-feira, 24, em uma nota tentativa de conquistas armas e proteger o país de novos bombardeios. Em seu pronunciamento, o mandatário lembrou que a Rússia acumulou recursos militares consideráveis, como equipamentos, bombas e mísseis, além de ter “investido muito dinheiro na morte enquanto o mundo investiu na vida”. Por isso, Zelensky voltou a pedir ajuda para fechar os céus da Ucrânia. “A Ucrânia precisa de assistência militar – sem restrições. Como sem restrições, a Rússia está usando todo o seu arsenal contra nós. A Ucrânia não tem armas antimísseis poderosas, tem aeronaves muito menores do que a Rússia… A Ucrânia recorreu a vocês em busca de aviões. Para que não percamos tantas pessoas. Vocês têm milhares de aviões de combate”, reforçou. Saiba mais.


8h43 – Tropas russas disparam mísseis contra residências em Okhtyrka; há mortos

Segundo chefe da administração militar de Sumy, Dmytro Zhyvytskyi, tropas russas bombardearam áreas residenciais na cidade de Okhtyrka, matando moradores. “À noite, o exército russo inimigo disparou foguetes em Okhtyrka. Atingindo o setor residencial, arranha-céus. Há civis mortos e feridos”, escreveu em mensagem no Telegram. A informação do Serviço de Emergência do Estado é que equipes conseguiram resgatar uma mulher ferida nos escombros residenciais e identificaram o corpo de um homem. Em outro local, quatro feridos foram encontrados.


8h25 – ‘Nunca diga que nosso exército não atende aos padrões da Otan’, diz Zelensky

Em discursos aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu que a aliança militar nunca mais diga que o país não atende aos padrões do grupo. “A única coisa que exijo de você depois de um mês de guerra. Este é um pedido para o bem de nossos militares. Por favor, nunca, nunca nos diga que nosso exército não atende aos padrões da Otan. Mostramos do que nossos padrões são capazes e o quanto podemos contribuir para a segurança geral na Europa e no mundo. Mas a Otan não mostrou o que a aliança pode fazer”, afirmou Zelensky, afirmnado que é esperado demonstrações da “associação de defesa mais poderosa do mundo”. “O mundo está esperando, e a Ucrânia está esperando muito por uma ação real e garantias de segurança”, pontuou em discurso nesta quarta-feira.


8h07 – Guerra completa um mês sem cessar-fogo no horizonte

Há um mês, no dia 24 de fevereiro, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que suas tropas invadissem a Ucrânia para começar uma “operação especial” na região. Segundo ele, essa era a única opção que tinha para alterar a situação de segurança. Fortes conflitos, ataques e bombardeios constantes têm sido relatados desde então em todas as cidades ucranianas. De acordo com a ONU, o conflito já deixou mais de 3 milhões de refugiados, quase 800 civis mortos e cerca de mil feridos. Logo no dia seguinte à invasão, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já começou a pedir ajuda de países ocidentais e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para que pudessem lutar contra os russos. Relembre os principais acontecimentos.


7h51 – Russos intensificam bombardeios em Chernihiv, Kiev e Kharkiv

As autoridades regionais da Ucrânia anunciaram na manhã desta quinta-feira, 24 – um mês após o início dos conflitos, que a Rússia intensificou os bombardeios em Chernikiv e os combates em Kiev e Kharkiv. Na capital uncraniana, alarmes aéreos foram ouvidos em toda a região. Houve uma batalha em Irpen, Gostomel; há constantes avanços da artilharia e a aldeia de Yasnohorodka foi bombardeada, assim como em Kotsyubynske, no distrito de Bucha. Em Chernihiv, há também novos locais atingidos, especialmente áreas residenciais e industriais. Na noite passada, um oleoduto de amônia foi danificado em uma das maiores empresas da indústria alimentícia da cidade, mas não houve vazamentos.

Na região de Zhytomyr, um míssel atingiu uma instalação industrial no distrito de Novograd-Volyn. Em Kharkiv, o número de ataques de longo alcance aumentou e os combates continuam, com vítimas e novos bombardeios. Nas regiões de Luhansk e Donetsk, a situação também permanece tensa, com novos locais atingidos e ao menos quatro mortos, sendo duas crianças. Mariupol segue sob bloqueio e sem a chegada de ajuda humanitária, enquanto em Marinka, a situação piora, com a cidade sendo destruída pelos russos.


7h33 – Na Ucrânia, mais de 15 mil casamentos foram registrados no 1º mês da guerra

“15.443 casais apaixonados se casaram em um mês enquanto a Ucrânia está em guerra”, diz comunicado do Ministério da Justiça ucraniano. Além disso, 15,3 mil nascimentos também foram contabilizados desde 24 de fevereiro. “Acreditamos que o amor sincero não deve ser abafado por explosões, não ser queimado em incêndios, não ser arrasado por artilharia pesada e não ser quebrado pela guerra “, disse o departamento, que divulgou fotos dos casamentos, onde se destacam os uniformes militares. Os dados, no entanto, podem ser ainda maiores, já que os cálculos não consideram informações de territórios ocupados da Ucrânia ou locais onde há conflitos ativos.

Casamento na Ucrânia


7h15 – Unicef: Mais da metade das crianças da Ucrânia tiveram que abandonar suas casas

Mais da metade das crianças da Ucrânia foram obrigadas a abandonar as suas casas desde que a Rússia iniciou a invasão do país há exatamente um mês, em 24 de fevereiro, segundo informou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). “Um mês de guerra na Ucrânia provocou o deslocamento de 4,3 milhões de crianças, mais da metade da população infantil do país, calculada em 7,5 milhões”, afirma o órgão. Saiba mais.


6h58 – Bombardeios russos danificaram 566 instituições de ensino na Ucrânia

Nos primeiros 28 dias de invasão da Rússia à Ucrânia, os bombardeios atingiram 566 instituições de ensino, sendo que 73 foram completamente destruídas. Balanço regional aponta que foram mais de 230 escolas atingidas e 155 jardins de infância danificados ou destruídos, sendo as principais regiões Donetsk, Kharkiv, Mykolaiv, Sumy, Kiev, Kherson, Chernihiv e na cidade de Kiev. Além disso, instalações médicas, esportivas, escolas de arte e bibliotecas foram bombardeadas. “Não vamos perdoar. Os nazistas russos serão severamente punidos por cada um de seus crimes”, diz mensagem ucraniana.


6h42 – Em um mês, conflito entre Rússia e Ucrânia matou 128 crianças

A guerra no Leste Europeu já soma pelo menos 128 crianças ucranianas mortas, além de  outros 172 feridas. Entre as cidades com mais registros de óbitos infantis nos primeiros 29 dias estão Kiev (64); Kharkiv (43); Donetsk (43); Chernihiv (32); Mykolaiv (24); Zhytomyr (15); Kherson (15) e Sumy (14). Segundo as autoridades locais, entre os mortos estão a ginasta Kateryna, de 11 anos, cujo corpo foi encontrado em Mariupol sob escombros de uma casa bombardeada.


6h28 – Em Melitopol, adolescentes ‘brincam’ com artefato explosivo; há feridos

Segundo administração regional de Zaporizhia, três adolescentes de 12, 13 e 14 anos no distrito de Melitopol encontraram um objeto não identificado, provavelmnete um artefato explosivo, e “brincaram com ele até detonar”. Os jovens foram hospitalizados e uma das crianças está em cuidados intensivos. Em mensagem, as autoridades pediram cuidado aos ucranianos. “Se você vir um dispositivo explosivo ou algo semelhante a ele, se possível, informe os socorristas e a polícia sobre o achado! Além disso, siga as regras relevantes: evite conchas e não toque em objetos suspeitos”, diz o texto. “Lembre-se: vibrações não são brinquedos! Cuide de você e de quem você ama!”


6h13 – Rússia perdeu 15,8 mil soldados e 530 tanques, diz Ucrânia

Balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia aponta novas baixas nas equipes e armamentos da Rússia. Ao todo, foram 108 aeronaves perdidas; 124 helicópteros; 530 tanques de guerra; 1.597 veículos militares blindados; 280 sistemas de artilharia; 47 equipamento de defesa aérea; quatro embarcações; 70 tanques de combustível e 1.033 carros, entre outros. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com cerca de 15,8 mil soldados mortos.


5h57 – Sirenes de ataques aéreos são acionadas em Kharkiv e outras cidades

Alarmes são acionados para indicar o perigo de novos bombardeios aéreos. A recomendação é que a população se mantenha em abrigos e locais seguros até que sejam liberados. Entre as cidades em que as sirenes foram acionadas está Kharkiv, Kramatorsk, Izium, Ternopil, Volyn, Rivne e outros distritos.


5h35 – Sete corredores humanitários são acordados para evacuação de civis

Nesta quinta-feira, 24, sete corredores corredores humanitários estão em funcionamento para evacuação de civis e entrega de suprimentos. A informação foi divulgada pela vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração Iryna Vereshchuk. Foi acordado entre Rússia e Ucrânia um corredor humanitário para a evacuação de pessoas de Mariupol, assim como reabastecimento dos estoques de alimentos e medicamentos na cidade. “Estamos aguardando a liberação prometida de nossos motoristas e socorristas do Serviço Estadual de Emergência em Mangush. Tentaremos chegar a Melekino e Nikolske “, disse Vereshchuk.


5h17 – Ucrânia destrói navio russo e fogo se alastra no Porto de Berdyansk

As Forças Armadas da Ucrânia destruíram um navio de desembarque da Rússia no Porto de Berdyansk, informou o Pravda. O fogo se espalhou por outras embarcações e municação. De acordo com a administração regional, o navio foi destruído por volta das 7h no horário local (2h no Brasil). Nas redes sociais, há relatos que duas embarcações ainda estavam em chamas e um depósito de munição e um tanque de combustível com 3 mil toneladas também foram destruídos.


01h30 – Rússia expulsará diplomatas norte-americanos como retaliação

A Rússia disse que irá expulsar vários diplomatas norte-americanos em um movimento olho por olho após a decisão dos EUA de expulsar 12 diplomatas russos. A decisão do país de Joe Biden foi anunciada no mês passado. Segundo Washington, a expulsão dos diplomatas da missão da ONU era por questões de segurança nacional. Na última segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou o embaixador dos EUA na Rússia, John Sullivan, para protestar contra a rotulação de Biden do líder russo Vladimir Putin como um “criminoso de guerra”. Um porta-voz do Departamento de Estado confirmou mais tarde que “recebeu uma lista de diplomatas declarados ‘persona non grata’ do Ministério das Relações Exteriores da Rússia em 23 de março”.


1h – Otan revela que entre 7 mil a 15 soldados russos morreram em combate

Há semanas sem divulgar dados oficiais de suas baixas, a Rússia pode ter perdido entre 7 mil a 15 mil soldados desde o início da invasão à Ucrânia, em 24 de fevereiro. Desde o dia 2 de março, o governo russo não atualiza os números, parando em 500. Porém, segundo as autoridades ucranianas e agora a OTAN confirma esses dados. Para uma contextualização, a Rússia perdeu 15 mil soldados em uma ocupação de 10 anos no Afeganistão. A Ucrânia também parece não ser clara sobre suas perdas, eles dizem que em duas semanas foram 1.300 homens abatidos na linha de frente.


24/03 – 00h – Ucrânia usa reconhecimento facial para identificar soldados russos mortos

Como forma de identificar os soldados russos mortos no combate e informar suas famílias, a Ucrânia está usando um software de reconhecimento facial, informou o vice-primeiro-ministro, Mykhailo Fedorov, à Reuters. O aplicativo é da Clearview Al, com sede em Nova York. Segundo o fundador da empresa, eles têm acesso a mais de dois bilhões de imagens do serviço de mídia social russo VKontakte. O serviço está sendo fornecido gratuitamente para a Ucrânia. O governo criou um formulário online para russos que buscam reivindicar os corpos de seus mortos. Eles informaram que mais de 14 mil soldados russos morreram, mesmo a Rússia não confirmando os números.


23h – Ucranianos estão realizando contra-ataques bem-sucedidos nos arredores de Kiev, relata Reino Unido

As Forças Armadas da Ucrânia estão aumentando a pressão contra os russos no arredores de Kiev, onde as tropas invasoras tem problemas de fornecimento de suprimentos e baixa moral, apontou o Ministério da Defesa do Reino Unido em atualização sobre a situação da guerra. De acordo com os britânicos, a Ucrânia realizou contra-ataques bem sucedidos em cidades ao redor de Kiev, “provavelmente” retomaram Makariv e Moschun, e podem cercar os inimigos em Bucha e Irpin. Caso consiga, as forças russas teriam muito mais dificuldade em se reorganizar e retomar o avanço na direção de Kiev.


22h40 – Rússia destrói ponte importante próxima de Chernihiv

Servidores públicos ucranianos relataram que as tropas russas destruíram uma ponte importante próxima a Chernihiv, que estaria sendo usada para levar ajuda humanitária de Kiev até a cidade, uma das frentes de batalha. A via, que ficava sobre o rio Desna, também era usada para evacuar civis, segundo Lyudmyla Denisov, oficial de direitos humanos da Ucrânia. “A cidade não tem eletricidade, água, aquecimento e praticamente nenhum gás, e a infraestrutura foi destruída”, afirmou Denisov. O chefe da administração regional, Viacheslav Chaus, afirmou que encontrariam uma nova forma de entregar ajuda e que uma nova ponte seria construída “após nossa vitória”.


22h20 – Otan entrega sistemas de defesa aérea e intensifica apoio à Ucrânia

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta quarta-feira, 23, que irá reforçar o apoio às forças da Ucrânia no confronto contra o exército do Kremlin. O secretário-geral da instituição, Jens Stoltenberg, afirmou que a ajuda será intensificada através do “fornecimento de sistemas avançados de defesa aérea, sistemas antitanque, vários tipos de armas e munições”. Novos grupos de combate também serão destinados à Bulgária, Romênia, Hungria e Eslováquia. Leia mais.


22h – Sociedade Europeia de Cardiologia suspende associações da Rússia e Bielorrússia

O conflito entre Rússia e Ucrânia tem se estendido para diversos ramos. Nesta quarta-feira, 23, a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) publicou um comunicado informando que suspendeu as associações da Sociedade Russa de hCardiologia e da Sociedade Bielorrussa de Cardiologia da grade de membros. Os cardiologistas dos dois países também estão impedidos de participar de qualquer evento da ESC. “Por favor, deixe-nos enfatizar que esta medida extraordinária não é dirigida contra cardiologistas, cientistas e outros membros do ESC da Federação Russa ou Bielorrússia. Eles não são culpados pela guerra. Eles são nossos amigos e colegas na luta contra doenças cardiovasculares. doença”, escreveu Stephan Achenbach, presidente do CES, no comunicado divulgado pela Fox News. Achenbach disse no comunicado que a organização “não teve escolha a não ser usar o isolamento generalizado” para desencorajar novas agressões da Federação Russa e dos líderes políticos da Bielorrússia.


21h30 – Reino Unido oferecerá 6 mil mísseis às forças ucranianas

Segundo a BBC, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson irá fornecer à Ucrânia cerca de seis mil mísseis extras para os combates contra a Rússia. O Reino Unido já forneceu 4 mil mísseis. O anúncio deve ser feito nesta quinta-feira, 24, durante a reunião dos líderes da Otan e do G7, que acontece em Bruxelas. A expectativa é que Johnson também libere 25 milhões de euros (R$ 132 milhões, na cotação atual) para ajudar a pagar soldados e pilotos ucranianos. O governo do Reino Unido também disponibilizará 4,1 milhões de euros (R$ 21,79 milhões) para o ‘BBC World Service’ a fim de ajudar a apoiar seus serviços de idioma ucraniano e russo na região. “O Reino Unido trabalhará com nossos aliados para intensificar o apoio militar e econômico à Ucrânia, fortalecendo suas defesas à medida que mudam a maré nesta luta”, disse Johnson. “Um mês após o início desta crise, a comunidade internacional enfrenta uma escolha. Podemos manter viva a chama da liberdade na Ucrânia ou arriscar que ela seja extinta em toda a Europa e no mundo”, completou.


21h – Agência Internacional de Energia Atômica pede ação para garantir segurança nuclear

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que é urgente a necessidade de enviar especialistas e equipamentos para a Ucrânia para garantir a segurança dos reatores de energia atômica do país, como a usina de Chernobyl, onde uma explosão ocorreu em 1986, e a de Zaporizhzhia, a maior da Europa, ambas que estão sob domínio russo. “Não podemos nos dar ao luxo de perder mais tempo. Nós precisamos agir agora”, afirmou Grossi, que busca evitar um acidente nuclear que prejudique tanto as pessoas quanto o meio ambiente, embora uma solução para o envio de pessoal ainda não tenha sido alcançada. Nas últimas horas, incêndios florestais na área ao redor de Chernobyl foram relatados.


20h45 – Exército russo estabelece posições defensivas na Ucrânia, informa Pentágono

O exército russo recuou mais de 50 quilômetros a leste de Kiev nas últimas 24 horas e começou a estabelecer posições defensivas em várias frentes na Ucrânia, informou um funcionário do alto escalão do Pentágono nesta quarta-feira (23). “Os ucranianos conseguiram repelir os russos 55 quilômetros a leste e nordeste de Kiev”, disse à imprensa este funcionário, que pediu anonimato, quando o Pentágono ainda estimava na terça-feira que as forças russas estavam entre 15 e 20 quilômetros do centro da capital. “Continuamos a ver que eles se entrincheiram e estabelecem posições defensivas”, acrescentou. “Não é que eles não avancem, é que eles não tentam avançar. Eles assumem posições defensivas”. O avanço russo também está travado em Chernihiv e Kharkiv, e eles parecem estar se concentrando nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano.

*Com informações da AFP


20h30 – Quarta tem 4.554 pessoas evacuadas de áreas de conflito na Ucrânia

De acordo com a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, 4.554 pessoas foram retiradas de zonas de conflito nesta quarta, 23, por meio de corredores humanitários. Desse total, 2.912 pessoas saíram de Mariupol, principal frente de batalha. Dos nove corredores humanitários que os dois lados concordaram em estabelecer, sete funcionaram.


20h10 – Votação de resolução humanitária na ONU de França e México sobre Ucrânia é adiada para quinta

A votação da Assembleia Geral da ONU, que começou a apreciar nesta quarta-feira (23) em nova sessão extraordinária a aprovação de um projeto de resolução no qual pede o “cessar imediato” das hostilidades e a retirada das forças russas da Ucrânia, foi adiada para a quinta-feira. “Se votam a favor desta resolução, estão votando pelo fim da guerra”, disse a embaixadora americana Linda Thomas-Greenflield no púlpito da Assembleia Geral. Apresentado pela Ucrânia, mas promovido por México e França, o projeto, intitulado “consequências humanitárias da agressão”, pede “o cessar imediato das hostilidades” geradas pela invasão russa e a “retirada imediata, completa e incondicional” das forças armadas russa de território ucraniano. Pedem, ainda, o cessar da violência contra civis e alvos civis e insiste em que cessem os “sítios” em cidades como Mariupol que “não fazem mais do que agravar a situação humanitária da população e obstaculizar os esforços de evacuação”.


19h50 – Zelensky pede protestos em todo o mundo na quinta, quando se completa um mês da invasão

Em mais uma mensagem divulgada por vídeo, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu a cidadãos de todos os países do mundo que realizem protestos na quinta, 24, quando se completa um mês da invasão russa ao país.  “A guerra da Rússia não é apenas a guerra contra a Ucrânia. Seu significado é muito mais amplo”, disse Zelensky, em inglês. “A Rússia começou a guerra contra a liberdade. Este é apenas o começo para a Rússia. A Rússia está tentando derrotar a liberdade de todas as pessoas na Europa. De todas as pessoas do mundo. O mundo deve parar a Rússia. O mundo deve parar a guerra. Venha para suas praças, suas ruas. Faça-se visível e ouvido. Diga que as pessoas importam, a liberdade importa, as pessoas importam, a paz importa. A Ucrânia importa”, pediu o mandatário ucraniano.


19h30 – Conselho de Segurança da ONU rejeita resolução da Rússia sobre questões humanitárias na Ucrânia

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta quarta-feira (23) uma resolução apresentada pela Rússia sobre a situação humanitária na Ucrânia, que não menciona o papel de Moscou no conflito nem pede o fim imediato das hostilidades. Com dois votos a favor, da China e da Rússia, e 13 abstenções, o projeto russo, cuja votação havia sido adiada várias vezes na semana passada, não foi aprovado, pois sem vetos precisava de nove votos favoráveis para sua aprovação. A votação do projeto russo, co-patrocinado por Belarus, Coreia do Norte e Síria, ocorreu enquanto a Assembleia Geral analisava outro projeto de resolução não vinculativo, apresentado pela Ucrânia e promovido pelo México e França, também sobre a situação humanitária na Ucrânia.


19h10 – Renault interrompe atividades na Rússia após cobrança de presidente ucraniano

A fabricante de carros Renault anunciou que paralisou sua produção na fábrica em Moscou nesta quarta, 23, após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cobrar que a montadora e outras empresas francesas parassem de “ajudar a Rússia”, durante discurso ao parlamento da França. “Eles devem parar de financiar os assassinatos de mulheres e crianças”, criticou Zelensky. A fábrica da Renault em Moscou havia sido fechada após o início da invasão e reaberto no início desta semana.


18h50 – Rússia entrega aos EUA lista de diplomatas expulsos do país

A Rússia entregou hoje aos Estados Unidos uma lista de diplomatas americanos declarados persona non grata e que serão obrigados a deixar o país, em resposta à expulsão por parte de Washington de autoridades russas da Missão Permanente do país na ONU. “Em 23 de março, um funcionário de alto escalão da missão diplomática dos EUA em Moscou, que foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores, recebeu uma nota com uma lista de funcionários diplomáticos dos EUA declarados persona non grata (…)”, afirmou a diplomacia russa em um breve comunicado. A pasta de Exteriores da Rússia indicou que se trata da resposta à “expulsão por parte de Washington de diplomatas da Missão Permanente da Rússia na ONU em Nova York, bem como de um funcionário russo da Secretaria da ONU”. “O lado americano foi firmemente informado de que qualquer ação hostil dos Estados Unidos contra a Rússia receberia uma resposta decisiva e adequada”, acrescentou o ministério chefiado por Sergey Lavrov.

*Com informações da EFE


18h30 –  Jornalista russa morre em bombardeio contra shopping em Kiev

A jornalista russa Oxana Baulina, da mídia de oposição “The Insider”, morreu em um bombardeio contra um shopping center em Kiev enquanto estava trabalhando, segundo informou a própria publicação nesta quarta-feira. Baulina estava justamente filmando a destruição causada pelo bombardeio russo contra o shopping localizado no distrito de Podolsk, em Kiev. Outro civil também morreu e duas pessoas que acompanhavam a jornalista ficaram feridas e estão hospitalizadas.


18h10 – Biden chega a Bruxelas para reuniões de cúpula cruciais sobre a Ucrânia

O presidente americano, Joe Biden, chegou nesta quarta-feira (23) a Bruxelas, onde participará na quinta-feira das cúpulas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do G7 e da União Europeia (UE), segundo imagens da emissora de TV CNN. As três cúpulas, que serão realizadas consecutivamente na capital belga, têm agendas centradas na invasão russa da Ucrânia. Na sexta e no sábado, o presidente americano visitará a Polônia, país fronteiriço com a Ucrânia e a Rússia.


17h50 – Governo dos Estados Unidos conclui que Rússia cometeu crimes de guerra

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que o país avalia que Putin e seus subalternos cometeram crimes de guerra na Ucrânia por atinigr deliberadamente em áreas residenciais, além de escolas, hospitais e infraestrutura crítica. Em um comunicado divulgado nesta quarta, 23, Blinken relatou que seu país continuará buscando relatos e compartilhando informações com os aliados, e buscará responsabilizar os culpados pela situação, se necessário em cortes criminais internacionais.


17h30 – Rússia está entre as quatro candidatas a sediar Eurocopa de 2028 e de 2032

A Rússia, apesar de ter sido excluída do esporte mundial devido à invasão da Ucrânia, é uma das quatro candidatas a organizar as Eurocopas de 2028 e 2032, além da Turquia, Itália e a candidatura conjunta Reino Unido/Irlanda, informou a Uefa nesta quarta-feira. “A designação dos países organizadores” das duas competições “será realizada em setembro de 2023”, especificou a entidade europeia, especificando que as candidaturas da Rússia e da Turquia valem para qualquer uma das duas edições do torneio continental, enquanto que a dupla Reino Unido/Irlanda está interessada na Eurocopa-2028 e a Itália na edição de 2032. Apesar do fato de a Uefa e a Fifa terem decidido em 28 de fevereiro excluir todos os clubes e seleções russas de seus torneios “até novo aviso”, a federação deste país (FUR) não foi excluída diretamente, explicou um porta-voz da confederação europeia. O executivo da Uefa “vai reavaliar a situação jurídica” em futuras reuniões, sobretudo nos dias 7 de abril e 10 de maio, “incluindo a declaração de interesse manifestada pela FUR”, detalhou esta fonte.

*Com informações da AFP


17h – ‘Não resta nada de Mariupol, apenas ruínas’, diz Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou por meio de um vídeo que “não resta nada de Mariupol”. Imagens de satélite mostram a cidade toda destruída após o bombardeio russo que acontece desde o fim de fevereiro na região. Segundo Zelensky, centenas de pessoas estão vivendo em situação desumana e impossibilitadas de saírem da região, além do local estar sem água, comida e medicamentos. Mariupol é fundamental para a Rússia por servir de ponte terrestre entre as forças russas na Crimeia, no sudoeste, e os territórios sob controle russo no norte e leste. Apesar dos ataques que acontecem diariamente, o líder ucraniano disse que mais de 7 mil pessoas conseguiram deixar a cidade nas últimas 24 horas e que há mais de uma semana estão tentando organizar “corredores humanitários estáveis para os moradores”, entretanto, a maior parte das tentativas foram frustradas pelas tropas russas.

Imagem de satélite disponibilizada pela Maxar Technologies mostra prédios em chamas, em Mariupol, Ucrânia

Imagem de satélite disponibilizada pela Maxar Technologies mostra prédios em chamas, em Mariupol, Ucrânia


16h40 – Plataforma de notícias Google News é bloqueada na Rússia

A Interfax informou que a agência reguladora das comunicações na Rússia, Roskomnadzor, bloqueou a plataforma de notícias Google News alegando que a plataforma permite o acesso ao que chama de “material falso sobre a operação militar do país na Ucrânia”. Na Rússia, as pessoas estão proibidas de chamar o conflito entre os dois países de guerra. 


16h20 – Forças russas obrigadas a recuar em vários pontos próximos a Kiev, diz prefeito

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, afirmou nesta quarta-feira, 23, que as forças ucranianas obrigaram as tropas russas a recuarem em várias frentes de batalha nos arredores da capital da Ucrânia. Segundo Klitschko, são travados duros combates no norte e no leste, tanto que a “pequena localidade de Makariv e a quase toda Irpin estão sob controle dos soldados ucranianos”. O prefeito ordenou os soldados russos a darem meia volta e voltar para as suas casas, e prometeu que se as tropas russas entrassem na capital, cada edifício e rua será uma frente de batalha. “Preferimos morrer antes de nos ajoelharmos diante dos russos ou nos render aos invasores”, declarou. 


16h00 – Rússia se prepara para ‘ações em grande escala’, diz Ministério do Reino Unido

O Ministério da Defesa do Reino Unido publicou nesta quarta-feira, 23, um documento em suas redes sociais que o exército do Kremlin passou a se “reorganizar” na região norte do território ucraniano. A intenção, segundo a pasta, seria se preparar para ações “em grande escala”. “O campo de batalha no norte da Ucrânia continua estando majoritariamente estático, com forças russas realizando, provavelmente, um período de reorganização, antes de continuar com suas operações ofensivas em grande escala”, afirma o relatório.


15h35 – ‘Putin se tornou pior inimigo do povo russo’, diz Von der Leyen ao Parlamento Europeu

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, disse que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se transformou no “pior inimigo do povo russo”.  A afirmação foi feita por Von der Leyen nesta quarta-feira, 23, ao Parlamento Europeu, onde apontou Putin como responsável pela fome causada pela escassez de cereais e acusou-o de asfixiar economicamente o país. A política alemã acrescentou ainda que as taxas de juros no país subiram e destacou que União Europeia tomou medidas que visam garantir o “fracasso estratégico de Putin”.


15h20 – Vítimas da guerra: crianças lutam pela sobrevivência em hospital em Zaporizhzhya

A cidade de Mariupol, na Ucrânia, tem sido um dos principais alvos das tropas russas, a razão: servir de ponte terrestre da Crimeia para os territórios sob controle russo no norte e leste. Enquanto os bombardeios acontecem, centenas de milhares de pessoas tentam sobreviver, incluindo crianças que foram atingidas por ataques que aconteceram na região. Segundo o médico-chefe, Iouryi Borzenk, há crianças com  ”lesões na cabeça, amputações, abdômens perfurados e fraturas ósseas” e a maioria que chega fica deficiente por toda a vida. Saiba mais.

Mães e crianças refugiadas da Ucrânia

Mães com seus filhos se escondem em abrigo para se proteger da guerra


15h – Kiev: novo ataque deixa 1 morto e dois feridos

Um novo ataque à capital ucraniana, nesta quarta-feira, 23, deixou uma pessoa morta e dois feridos, segundo as autoridades locais. Bombas atingiram o estacionamento de um shopping center em um distrito ao norte de Kiev. “O inimigo continua atirando na capital”, disse o prefeito Vitali Klitschko em uma publicação. A Rússia negou ter cometido os ataques.


14h30 – OMS informa que 64 unidades de saúde na Ucrânia foram bombardeadas por forças russas

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, afirmou que os bombardeios russos atingiram 64 unidades de saúde ucranianas desde o início da guerra. “Os ataques à saúde devem parar. Os sistemas de saúde, instalações e profissionais de saúde não são e não devem [nunca] ser um alvo”, ressaltou o profissional. Segundo o órgão global, 32% das famílias deslocadas na Ucrânia incluem alguém com doença crônica e quase 20% tem algum membro da família com deficiência.


14h10 – OMS estima que 500 mil refugiados na Polônia sofrem impacto na saúde mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS), informou que ao menos 500 mil refugiados que estão na Polônia – principal destino procurado pelos ucranianos para fugir da guerra – sofrem impacto na saúde mental, e pelo menos 30 mil têm graves problemas. Outras complicações também podem ser observadas além do sofrimento emocional e mental, são elas: febre, diarreia, hipotermia, infecções do trato respiratório superior e parada cardíaca.


14h – Ucrânia diz que guerra causou morte de 121 crianças 

Um órgão ucraniano informou nesta quarta-feira, 23, que a guerra entre Rússia e Ucrânia já causou a morte de 121 crianças. Em relação a quantidade de menores de idades que deixou o país desacompanhado, a ONU estima que sejam mais de um milhão. 


13h45 – Refugiados vivem em um ginásio na Ucrânia 

Pessoas que foram obrigadas a deixarem suas casas em decorrência da invasão da Rússia à Ucrânia que já chega aos seu 28º dia, tem buscado locais seguros para se abrigar durante o confronto e enquanto não conseguem deixar o país. Um desses espaços é um ginásio em Lviv, a cidade que tem sido um dos principais refúgios de quem tenta sair do país. Há pessoas de diferentes lugares no local.


13h30 – Polônia expulsa diplomatas russos sob acusação de espionagem, e Belarus reage à medida

A Polônia anunciou a expulsão de 40 diplomatas russos do país, após serem apontados por suspeita de espionagem pelo serviço oficial de contraespionagem, a ABW. A Polônia é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e aliada de primeira hora da Ucrânia. Dividindo fronteiras com os ucranianos, o país já recebeu a maior quantidade dos mais de 3 milhões de refugiados da guerra até o momento. Em seguida, ainda nesta quarta, Belarus, que é aliada da Rússia e também faz fronteira com a Ucrânia, reagiu à medida, anunciando a expulsão da maior parte dos diplomatas ucranianos do país. Saiba mais


13h10 – UE busca gás dos EUA para suprir demanda

Diante do conflito entre Rússia e Ucrânia e das sanções que foram impostas pelos países do ocidente e o governo russo, a União Europeia, que é dependendo do gás vindo do país de Vladimir Putin, tenta fechar um acordo com os EUA pelo fornecimento extra de gás natural liquefeito, um tipo diferente do oferecido pela Rússia. “Amanhã iremos discutir com o presidente Biden como priorizar entregas de GNL nos próximos meses”, disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. O presidente norte-americano vai se reunir com membros da Otan, União Europeia e G7 na quinta-feira, 24. O acordo seria para os dois próximos invernos no hemisfério norte. Assim, a Europa ficaria menos dependente do gás natural que importam da Rússia.


12h50 – Enquanto Rússia e Ucrânia negociam, milhares de civis sofrem as consequências da guerra

A guerra na Ucrânia está prestes a completar um mês, e até agora os países não chegaram a um acordo de cessar-fogo. Quatro rodadas de negociações já foram realizadas, mas, tirando a criação de corredores humanitários para retirada dos civis em segurança, nenhum acordo foi firmado. Enquanto eles negociam, milhares de civis sofrem as consequências. Segundo a ONU, mais de 10 milhões de pessoas já se deslocaram internamente ou se refugiaram no exterior. Na cidade de Mariupol, uma das mais atingidas até agora e onde um teatro que servia de abrigo foi bombardeado, quase 100 mil pessoas permanecem presas em uma situação humanitária extrema entre as ruínas enquanto as bombas russas continuam caindo na região. Saiba mais.

Imagem de satélite disponibilizada pela Maxar Technologies mostra prédios em chamas, em Mariupol, Ucrânia

Imagem de satélite disponibilizada pela Maxar Technologies mostra prédios em chamas, em Mariupol, Ucrânia


12h15 – Projétil lançado do território da Ucrânia atinge aldeia russa; há vítimas

O governador Vyacheslav Gladkov, da região de Belgorod, na Rússia, anunciou que um projétil lançado do território ucraniano atingiu a comunidade. “Houve uma emergência – houve um tiro da Ucrânia em nossa direção. O projétil explodiu na aldeia, há vítimas”, afirmou. Com isso, nas aldeias de Zhuravlivka e Nekhotiivka foi instaurado o regime de emergência. Atualmente, há tropas russas na região ucraniana de onde teriam origiado o bombardeio.


11h55 – Belarus dá 72 horas para que 12 diplomatas ucranianos deixem o país

O Ministério das Relações Exteriores deu prazo de 72 horas para que 12 diplomatas da Ucrânia deixem o país. Segundo informações da agência de notícias Belta, porta-voz da pasta citou ações hostis dos ucranianos para a “destruição irresponsável das relações interestatais” com Belarus, “chegando ao ponto em que as autoridades da Ucrânia começaram a interferir nos assuntos internos”. “O lado bielorrusso [de Belarus] anunciou a redução da embaixada ucraniana em Minsk e o fechamento do consulado ucraniano em Brest. Doze diplomatas ucranianos foram ordenados a deixar a Bielorrússia dentro de 72 horas”, diz comunicado. Em resposta, a Ucrânia já afirmou que não deixará a decisão “sem um resposta adequada”.


11h39 – Otan pede a China para deixar de apoiar Rússia na Ucrânia

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, pede que a China deixe a apoiar a Rússia no conflito com a Ucrânia e pare de contribuir para a divulgação de “mentiras descaradas”. Na cúpula da Otan nesta quinta-feira, 24, a aliança militar deve pedir que a China “assuma suas responsabilidades como membro do Conselho de Segurança da ONU, (…) se abstenha de apoiar o esforço de guerra da Rússia na Ucrânia”, disse Stoltenberg.

*Com AFP


11h20 – Ataque químico russo contra a Ucrânia é ‘ameaça real’, afirma Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a possibilidade de um ataque químico russo na Ucrânia é “uma ameaça real”. O Democrata disse que a utilização de armas químicas por parte da Rússia não está descartada. Recentemente Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, alegou que a Rússia considera utilizar armas nucleares na guerra contra a Ucrânia caso a existência de seu país fosse ameaçada. A declaração de Biden foi feita no dia em que o mandatário embarcará para a Europa, onde participará de três cúpulas internacionais em Bruxelas, sendo elas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), do G7 e da União Europeia.


11h03 – Sem reservas, Rússia mobiliza civis devedores para lutar na guerra, diz Ucrânia

Em atualização nas redes sociais, a inteligência da Ucrânia, publicou que a Rússia está mobilizando pessoas que tenham problemas com empréstimos e devedores de pensão alimentícia para a guerra. Segundo a Pasta, os russos estariam ficando sem reservistas para reabastecer o exército e estaria buscando alternativas para manter a ofensiva em solo ucraniano. “Dada a total falta de reabastecimento da reserva do exército de combate, os ocupantes [russos] recorrem a novas formas de “mobilização”, diz comunicado. Saiba mais.


10h45 – Tropas russas seguem bombardeando Makariv, Bucha, Irpen e Dmyriv

Segundo autoridades municipais de Bucha, intensos bombardeios continuam acontecendo nas comunidades de Makariv, Bucha, Irpen e Dmyriv. “[Elas] permanecem sob constante fogo inimigo. Em Dmytrivska, há movimento inimigo, com bombardeios das aldeias vizinhas. À noite, Shpytky foi disparado, o que causou incêndios”, afirmou a Câmara Municipal, que aponta que muitas aldeias ocupadas estão à beira de uma catástrofe humanitária. O comunicado aponta que não há alimentos, remédios, produtos de higiene e comida para bebês em Klavdiyevo-Tarasovo, Severinovka, Berezivka e Mykolaivka. Além disso, não há luz, gás, comunicação na comunidade Nemishayev, as pessoas precisam de comida, água e remédios.


10h18 – Negociações entre a Ucrânia e a Rússia continuam online, diz porta-voz de Kiev

Segundo Mykhailo Podoliak, as negociações entre a Ucrânia e a Rússia pelo cessar-fogo dos conflitos, que duram 28 dias, seguem de forma online. Segundo a Pravda, o trabalho é realizado em grupos, com representantes de ambos países. “As negociações, como já foi dito repetidamente, estão em andamento em formato online sobre comunicações especiais”


10h03 – Rússia diz que envio de forças de paz à Ucrânia seria ‘imprudente’

A Rússia classificou a proposta da Polônia de enviar forças de paz internacionais à Ucrânia como “imprudente”. A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 23, pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, e confirmada pela Reuters. Ao ser questionado sobre o tema, Peskov disse que “seria uma decisão muito imprudente e extremamente perigosa”. Além disso, ele alertou que o eventual envio das tropas poderia levar a um confronto direto entre as forças armadas da Rússia e a missão de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), citando “consequências que seriam difíceis de reparar”.


9h46 – Polônia expulsa 45 diplomatas russos sob acusação de espionagem

A Polônia decidiu expulsar “45 espiões russos que se faziam passar por diplomatas”. O anúncio foi feito pelo ministro do Interior Mariusz Kaminski, nesta quarta-feira, 23. “De maneira coerente e decidida, desmantelamos a rede dos serviços especiais russos no nosso país”, escreveu no Twitter. A expulsão foi confirmada pelo embaixador russo na Polônia, Serguei Andreev, que diz que as acusações “não têm fundamento”. Segundo ele, os representantes deixarão o país em, no máximo, cinco dias.


9h29 – Otan não fará parte da guerra na Ucrânia, diz chanceler alemão

Em mensagem compartilhada em seu perfil oficial no Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Olaf Scholz, reafirmou que a Organização do Tratatado de Atlântico Norte (Otan) não vai participar da guerra no Leste Europeu. “Os cidadãos me escrevem ansiosamente todos os dias: haverá guerra aqui? Só pode haver uma resposta para esta pergunta: em 80 anos evitamos o impensável e devemos ficar! A Otan não será parte da guerra na Ucrânia”, escreveu o chanceler, nesta quarta-feira.


9h12 – Rússia acusa Ucrânia de adiar negociações por cessar-fogo

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serhiy Lavrov, afirma que a Ucrânia está “constantemente mudando de posição” durante as negociações, o que estaria atrasando um acordo de cessar-fogo no Estado Europeu. “O lado ucraniano está constantemente mudando sua posição nas negociações com a Rússia. As declarações de Kiev sobre o referendo visam prolongar o processo de negociação”, disse o ministro a agências de notícias do país. Lavrov também pontuou que os Estados Unidos querem manter a Rússia ” em estado de hostilidade” pelo maior tempo possível e continuar fornecendo armas para a Ucrânia.


8h54 – Zelensky exalta papel dos ucranianos: ‘Heróis’

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falou sobre o apoio e participação da população nos conflitos contra a Rússia, que chegam ao 28º dia. “Milhões de nosso povo constantemente se declaram heróis. Uma vez – ucranianos comuns, e agora – lutadores. Homens e mulheres que se levantam pelo nosso estado. Levante-se para que o inimigo não acredite. Ele não acredita que essa seja realmente a realidade.”


8h38 – Rússia anuncia a troca de prisioneiros, mas Ucrânia nega

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou que duas trocas de prisioneiros teriam acontecido com a Ucrânia. A informação foi confirmada por Maria Zakharova, porta-voz de Moscou. “”O Ministério da Defesa russo organiza diariamente corredores humanitários e evacuações de civis de comunidades residenciais [na Ucrânia]. Além disso, duas trocas de prisioneiros foram concluídas entre a Rússia e a Ucrânia”, afirmou. No entanto, a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk nega a informação. “Não, eu não tenho essa informação. A Rússia vive em uma realidade paralela, realiza trocas, escreve sobre ela mesma. Nós não realizamos trocas”, completou.


8h19 – Sobe para 121 o número de crianças mortas em conflitos na Ucrânia

A Ucrânia calcula que pelo menos 121 crianças tenham morrido nos primeiros 27 dias de conflitos com a Rússia no país. Segundo informações do gabinete da promotora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, outros 168 menores ficaram feridos devido a bombardeios. A maioria das vítimas foi registrada na região de Kiev (61), região de Kharkiv (41), região de Donetsk (40), região de Chernihiv (32), região de Mykolaiv (24), região de Zhytomyr (16), região de Sumy (14) e região de Kherson ( 15).


8h02 – Zelensky diz que Moscou lançou mais de mil mísseis na Ucrânia

O presidente Volodymyr Zelensky afirma que a Rússia “usou mais de mil mísseis e um número incontável de bombas aéreas contra as cidades pacíficas da Ucrânia” nos 27 dias de conflito no Leste Europeu. A fala foi realizada em discurso ao Parlamento do Japão, relata a mídia ucraniana. “As tropas russas destruíram dezenas de nossas cidades, e algumas delas foram reduzidas a cinzas”, afirmou o presidente. Ele enfatizou que os militares russos já mataram milhares de ucranianos, incluindo 121 crianças. Além disso, cerca de 9 milhões de civis tiveram que deixar suas casas. “Nossos territórios do norte, leste e sul estão sendo esvaziados porque as pessoas estão fugindo dessa ameaça mortal”, acrescentou.


7h45 – Rússia oferece até US$1.500 a soldados de Belarus para participação na guerra

O governo russo está oferecendo um salário de US$ 1 mil a US$ 1,5 mil, além de benefícios para treinamentos em unidades militares do país, para militares que aceitarem participar da guerra contra a Ucrânia. A informação é da diretoria de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia, divulgada pelo Pravda. Além disso, os soldados que se recusam a participar da “operação especial” estão sendo relacionados com a oposição e comandantes contrários à Rússia sendo substituídos.


7h31 – Sirenes de ataques aéreos são acionadas em Kiev

Alarmes são acionados para indicar o perigo de novos bombardeios aéreos na região. A recomendação é que a população se dirija imediatamente para abrigos e bunkers e permaneçam nos locais seguros até que sejam liberados. Mais cedo, há cerca de 1h20, as sirenes já haviam sido acionadas na capital ucraniana e em outras localidades, como Zhytomyr, Kharkiv, Chernihiv e no distrito de Kramatorsk. “Alerta aéreo foi declarado em Kiev. Pedimos a todos que sigam com urgência ao abrigo da Defesa Civil. Atenção! Sirenes de ataque aéreo em Kiev”, diz mensagem compartilha em grupo local. Os novos bombardeios se intensificam horas após o fim do período de toque de recolher.


7h18 – Polícia Nacional retoma trabalho em Irpen

A Polícia Nacional está retomando o trabalho na cidade de Irpen, próximo a Kiev, capital da Ucrânia. Segundo informações da corporação, disponibilizadas em canal do Telegram, a principal tarefa será ajudar na evacuação de civis. “Os soldados do regimento especial da polícia na região de Kiev nesta cidade sofredora estão prontos para desempenhar suas funções policiais. O território está sendo limpo de sabotadores, mas a principal tarefa agora é ajudar e evacuar os civis.”


7h03 – Rússia reorganiza tropas na Ucrânia para retomar ‘ofensivas em grande escala’

A Rússia está reorganizando suas tropas na Ucrânia para retomar uma grande ofensiva em diversas regiões do país vizinho. A informação foi publicada pela inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido, que vem monitorando as movimentações bélicas no Leste Europeu. A previsão aponta para ataque das forças de Vladimir Putin em todas as direções, na capital ucraniana, em Kharkiv, Mariupol, Mykolaiv e Odesa. O Reino Unido não mencionou possíveis ataques a Lviv, para onde muitos refugidos tem ido antes de sair do país. Saiba mais.


6h48 – Russos destroem ponte de Chernihiv a Kiev

Militares russos bombardearam e destruíram uma ponte usada para evacuar civis de Chernikiv a Kiev, capital da Ucrânia, informou o governador da região, Viacheslav Chaus. A estrutura também era usada para levar ajuda humanitária à cidade, localizada a 130 quilômetros, que não tem eletricidade e sofre com a escassez de suprimentos.


6h32 – ‘Operação especial’ na Ucrânia prossegue de acordo com o plano, diz Kremlin

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que a chamada “operação militar especial” na Ucrânia está de acordo com os planos previamente estabelecidos. “Ela [a operação especial] está acontecendo estritamente de acordo com os planos e com os propósitos que foram estabelecidos de antemão”, afirmou. Ele acrescenta que era esperado que levasse “um par de dias” para a ofensiva, considera uma “operação séria com propósitos sérios” que não teve os objetivos ainda alcançados. “Ainda não, estamos falando de uma operação militar especial que está acontecendo.”


6h15 – Kharkiv Oblast foi bombardeado 32 vezes durante a noite

A região de Kharkiv, no Norte da Ucrânia, foi bombardeada por tropas de Moscou 32 vezes durante a noite. A informação é do jornal The Kiev Independent. Segundo o governo local, Oleh Synyehubov, oito cidadãos ficaram feridos em Lozova, uma cidade de Kharkiv Oblast.


5h56 – Russos bombardeiam distritos de Kiev; há feridos

Nas primeiras horas desta terça-feira, 23, bombardeios russos atingiram os distritos de Sviatoshynskyi e Shevchenkivskyi, próximo a Kiev. A informação foi divulgada pela administração militar da capital ucraniana. Há pelo menos quatro feridos, sem óbitos confirmados até o momento. Em Sviatoshynskyi, um shopping center, casas particulares e edifícios foram atingidos, mas os incêndios já foram extintos e nenhuma vítima foi encontrada. Ao mesmo tempo, Shevchenkivskyi casas e um arranha-céu foram bombardeados. Socorristas e médicos trabalham no local.


5h39 – Nove corredores humanitários são acordados para evacuação de civis

Segundo autoridades da Ucrânia, nove corredores humanitários foram acordados para evacuação de civis e entrega de suprimentos para cidades ocupadas pela Rússia. A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração Iryna Vereshchuk. Os corredores humanitários para saída de cidadãos partem de Berdyansk a Zaporizhia, com 24 ônibus para evacuação; de Mangush a Zaporizhia; Nikolske a Zaporizhia; de Velyka Dymerka a Brovary; Bogdanovka a Brovary; da aldeia de Svitilnya à cidade de Brovary e de Borodyanka a Bila Tserkva. Ônibus de evacuação e ajuda humanitária serão enviados de Mangush.


5h20 – Rússia perdeu 15,6 mil soldados desde o início da invasão, diz Ucrânia

Balanço divulgado nesta quarta-feira, 23, pelo Ministério da Defesa da Ucrânia aponta novas baixas nas equipes e armamentos da Rússia. Ao todo, foram 101 aeronaves perdidas; 124 helicópteros; 517 tanques de guerra; 1.578 veículos militares blindados; 267 sistemas de artilharia; 47 equipamento de defesa aérea; três embarcações; 70 tanques de combustível e mais de mil carros, entre outros. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com cerca de 15,6 mil soldados mortos.


1h40 – 7 mil russos estão presos na Tailândia por causa da guerra

Cerca de sete mil russos estão presos na Tailândia, sem conseguir voltar para casa, por causa da invasão da Rússia à Ucrânia. O problema é que os turistas não podem sacar dinheiro em caixas eletrônicos do país asiático e nem usar seus cartões de crédito. Um casal conversou com a BBC e revelou suas preocupações. “Estávamos indo de banco em banco, de caixa eletrônico em caixa eletrônico. Nove em cada 10 vezes foi recusado, mas conseguimos algum dinheiro. Havia alguns outros meios para obtê-lo, como Western Union ou criptomoeda, mas está fechando todos os dias. Se algo estava funcionando ontem, não está funcionando hoje”, revelaram. A maioria está sem dinheiro para fazer coisas básicas.


1h – Tropas russas destruíram laboratório na usina nuclear de Chernobyl

As forças militares russas destruíram um laboratório na usina nuclear de Chernobyl que, entre outras coisas, trabalhava para melhorar o gerenciamento de resíduos radioativos. A notícia veio da agência estatal ucraniana responsável pela zona de exclusão de Chernobyl. Segundo ela, o laboratório custou 6 milhões de euros e teve o apoio da Comissão Europeia para a construção, em 2015. O laboratório continha “amostras altamente ativas e amostras de radionuclídeos que agora estão nas mãos do inimigo, que esperamos prejudicar a si mesmo e não ao mundo civilizado”, disse a agência em seu comunicado. Os radionuclídeos são átomos instáveis de elementos químicos que liberam radiação. A agência reguladora nuclear da Ucrânia também alertou, nesta segunda-feira, que os monitores de radiação ao redor da usina pararam de funcionar.


23/03 – 00h – Antenas Starlink, para fornecimento de internet, foram enviadas para a Ucrânia

De acordo com a CNBC, milhares de antenas Starlink, que suportam o fornecimento de internet, foram enviados à Ucrânia. Os itens da empresa espacial de Elon Musk são financiados por fontes privadas. O presidente da SpaceX, Gwynne Sthotwell, informou que um caminhão cheio foi enviado para o país logo depois da invasão da Rússia e instalados em diversos locais, incluindo um telhado no porto sul de Odesa. No entanto, com o agravamento dos bombardeios o fornecimento de internet foi se deteriorando.


23h – Rússia reprimirá civis ucranianos “com medidas cada vez mais violentas e coercitivas”, prevê Reino Unido

Com a guerra se tornando algo diferente do que os russos desejavam, as ações contra a população civil ucraniana podem piorar, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido nesta terça, 22. Civis de áreas já sob controle russo fizeram alguns protestos, disperados com o uso da força pelos soldados. “Os esforços russos para subjugar a população manipulando a mídia, espalhando propaganda e instalando líderes fantoches pró-Kremlin falharam até agora. A Rússia provavelmente responderá a esses fracassos empregando medidas cada vez mais violentas e coercitivas na tentativa de suprimir a população ucraniana”, escreveu o órgão nas redes sociais.


22h30 – Zelensky: ‘100 mil estão vivendo em Mariupol em condições desumanas’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez mais um pronunciamento em vídeo aos cidadãos do país na noite desta terça, 22. Zelensky comentou extensamente sobre a situação humanitária em Mariupol, uma das principais frentes de batalha no momento e que está cercada pelos russos. “A partir de hoje, existem cerca de 100.000 pessoas na cidade. Em condições desumanas. Num bloqueio total. Sem comida, água, medicamentos. Sob bombardeio constante”, relatou. Segundo ele, as tentativas de entregar ajuda humanitária não estão sendo bem-sucedidas. “Infelizmente, quase todos os nossos esforços são sabotados por ocupantes russos, por bombardeios ou terror deliberado. Hoje, um dos comboios humanitários foi apreendido por ocupantes em uma rota arranjada perto de Mangush. Funcionários do Serviço de Emergência do Estado e motoristas de ônibus foram presos. Estamos fazendo de tudo para libertar nosso povo e desbloquear o movimento de carga humanitária”, contou. Segundo ele, 7.026 pessoas conseguiram deixar a cidade hoje.


21h50 – Zelensky agradece Papa Francisco por se opor à guerra na Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelsenky, publicou uma mensagem em sua rede sociais onde agradece ao Papa Francisco pelo seu posicionamento contrário à invasão russa no território ucraniano. No vídeo, o mandatário reverencia a “posição clara e forte contra a guerra e por suas orações” à população local. “Acredito que podemos organizar esta visita superior que certamente supõe cada um de nós, cada ucraniano”, afirmou o chefe do Executivo federal.


21h20 – Ucrânia retoma cidade próxima a Kiev e planeja contra-ataque: leia resumo do 27º dia

O dia da guerra na Ucrânia teve mais movimentações no campo de batalha: a Ucrânia retomou Makariv, cidade no subúrbio de Kiev, e planeja um contra-ataque no sul e em demais áreas ao redor da capital. Os russos tem sofrido com problemas de abastecimento, o que os levou a diminuir o ritmo do avanço. Confira um resumo completo do 27º dia, incluindo também as notícias diplomáticas.


20h10 – Pentágono: Rússia utilizou mísseis hipersônicos em ‘pelo menos um caso’ na Ucrânia

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, realizou um pronunciamento nesta terça-feira, 22, e afirmou que o governo norte-americano monitorou “pelo menos um caso” em que as forças russas utilizaram mísseis hipersônicos contra a Ucrânia durante o conflito no leste europeu. O alvo da ofensiva do Kremlin teria sido “um prédio fixo” a “um alcance relativamente próximo”. Leia mais.


19h30 – Zelensky falará em conferência da Otan nesta quinta, de modo virtual

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, falará na conferência da Otan que será realizada nesta quinta, 22, por meio virtual. “Esta será uma oportunidade para os líderes aliados ouvirem diretamente do presidente Zelensky sobre a terrível situação que o povo da Ucrânia enfrenta por causa da agressão da Rússia”, afirmou um oficial da organização à agência de notícias AFP. Os detalhes ainda estão discutidos. Nos últimos dias, o mandatário ucraniano falou a Parlamentos de diversos países, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido. Nesta terça, 22, foi a vez da Itália, e em breve, ele falará aos congressistas do Japão.


19h10 – EUA ainda não viram envios de armas chinesas à Rússia, diz Casa Branca

Os Estados Unidos não viram evidências nos últimos dias de nenhum envio de armas da China à Rússia, sua aliada, para usá-las na Ucrânia, disse nesta terça-feira (22) o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan. “O que posso dizer-lhes é que não temos visto (…) o fornecimento de equipamento militar por parte da China à Rússia. Mas logicamente isto é o que estamos acompanhando de perto”, disse Sullivan.


18h50 – Ucranianos cantam hino do país enquanto estão abrigados em estação de metrô

Em um vídeo gravado pelo poeta Serhiy Zhadan, um grupo de ucranianos aparece cantando o hino nacional do país em uma estação de metrô em Kharkiv, enquanto se protegem de bombardeios. As estações de metrô tem sido usadas como abrigos desde o início da invasão russa. Em outro vídeo, um músico toca violoncelo em uma área bombardeada da cidade. Assista.


18h30 – EUA denunciam nova sentença russa para ‘silenciar’ opositor Navalny

Os Estados Unidos condenaram nesta terça-feira(22) a mais recente sentença contra o opositor russo Alexei Navalny a mais nove anos de prisão, dizendo que tenta “silenciar” vozes dissidentes na Rússia e “esconder” a guerra na Ucrânia. “A decisão simulada do tribunal é a mais recente de uma série de tentativas de silenciar Navalny”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price. E “mais um exemplo da crescente repressão do governo russo às opiniões divergentes e à liberdade de expressão, para esconder a guerra brutal do Kremlin”, acrescentou.


18h05 – Fotojornalista ucraniano desaparece em zona de combates perto de Kiev

A agência de notícias ucraniana Ukrinform, informou que o fotojornalista Maks Levin desapareceu em zonas de combate perto de Kiev. Segundo, Markiian Lyseiko, o amigo do profissional, a última vez que Levin fez contato foi em 13 de março, quando trabalhava dentro da área de combate no distrito de Vyshhorod, onde chegou em seu veículo pessoal. Mais tarde, soube-se que fortes hostilidades eclodiram na área onde ele estava trabalhando, levando a temores de que pudesse ter sido ferido ou aprisionado pelas forças russas.


17h40 – Rússia afirma que pode usar armas nucleares contra Ucrânia

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, alegou nesta sexta-feira, 22, que a Rússia considera utilizar armas nucleares na guerra contra a Ucrânia caso a existência de seu país fosse ameaçada. A afirmação foi dada a uma agência de notícias local e o representante do governo de Vladimir Putin não deu detalhes de como seria uma provável ação militar nuclear em território ucraniano.


17h30 – Negociações com Ucrânia devem ser mais ‘substanciais’, diz Kremlin

O Kremlin disse nesta terça-feira, 22, que as negociações com a Ucrânia para cessar-fogo devem ser mais ‘substanciais’. “Está em curso um certo processo (de negociações), mas gostaríamos que fosse mais enérgico, mais substancial”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Pesko, que não revelou mais detalhes sobre os temas em que as conversas avançaram com o argumento de que “tornar públicas (estas questões) apenas prejudica o processo de negociações, que já é mais lento e menos substancial do que gostaríamos”. Em entrevista a uma TV estatal ucraniana, o presidente Volodymyr Zelensky disse que está disposto a conversar com o presidente russo Vladimir Putin e discutir os status da Crimeia e região de Donbass. 


17h20 – Principal opositor de Putin é condenado a mais nove anos de prisão

Alexei Navalny, empresário e o principal opositor do presidente Vladimir Putin na atualidade, foi condenado a mais nove anos de prisão nesta terça, 22. Navalny era acusado dos crimes de fraude em larga escala e desacato, e já cumpria desde 2021 uma sentença de dois anos e meio de prisão, por outro caso de fraude. A promotoria da Rússia alega que Navalny desviou 2,6 milhões de rublos (R$ 119,8 mil) de doações que foram entregues a uma entidade que ele lidera, o Fundo de Luta Contra a Corrupção (FBK, na sigla em russo). A entidade combate  enriquecimento ilícito entre integrantes do alto escalão do governo russo e foi tornada ilegal no ano passado, sob a acusação de realizar atividade “extremista”. Saiba mais.


17h10 –  Rússia processa jornalista alegando publicação de informações falsas 

A justiça russa informou nesta terça-feira, 22, que abriu um processo contra o jornalista Alexandre Nevzorov por ter publicado de forma intencional, “informações falsas sobre um bombardeio deliberado do exército russo contra uma maternidade”. Essa é a primeira aplicação de uma lei que prevê até 15 anos de prisão por esse tipo de crime.


17h – Rússia receberá novas sanções econômicas na próxima quinta-feira, 24

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, afirmou a jornalistas nesta terça-feira, 22, que os mandatários dos países ocidentais farão um anúncio na próxima quinta com a imposição de novas sanções econômicas à Rússia, em decorrência da invasão à Ucrânia. Na data, o presidente norte-americano, Joe Biden, estará na cúpula do Conselho Europeu e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas. A ida do líder da Casa Branca à Europa, segundo Sullivan, ocorrerá para fortalecer a segurança energética dos países dependentes do petróleo e gás russos. “É uma oportunidade para coordenar de perto a resposta ocidental à China em relação ao conflito ucraniano, à margem da cúpula UE-China em 1º de abril”, afirmou o porta-voz.


16h37 – Rússia receberá novas sanções econômicas na próxima quinta

Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, afirmou a jornalistas nesta terça-feira, 22, que os mandatários dos países ocidentais farão um anuncio na próxima quinta com a imposição de novas sanções econômicas à Rússia, em decorrência da invasão à Ucrânia. Na data, o presidente norte-americano, Joe Biden, estará na cúpula do Conselho Europeu e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas.


16h04 – EUA não encontraram evidência de envios de armas da China para a Rússia

Os Estados Unidos não encontraram evidências de envio de armas da China à Rússia para a guerra contra a Ucrânia. A afirmação foi feita por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional do presidente Joe Biden. “O que posso dizer-lhes é que não temos visto (…) o fornecimento de equipamento militar por parte da China à Rússia. Mas logicamente isto é o que estamos acompanhando de perto”, disse Sullivan a jornalistas.


15h45 – Zelensky volta a pedir reunião com Putin e se propõe a entregar Crimeia e Donbass

Volodymyr Zelensky voltou a pedir uma reunião direta com Vladimir Putin para chegarem a um cessar-fogo. Em entrevista exibida nesta terça-feira, 22, pela TV estatal ucraniana, ele disse estar disposto a “discutir todas as questões detalhadamente”, incluindo a entrega da região da Crimeia e Donbass, regiões pró-Rússia que foram tomadas por Putin. “Se eu tiver essa oportunidade e a Rússia tiver o desejo, passaremos por todas as perguntas”, disse Zelensky a jornalistas. O reconhecimento da independência das regiões separatistas e a aceitação da Ucrânia da anexação da Crimeia, são algumas das exigências do Kremlin para acabar com a guerra que acontece desde o dia 24 de fevereiro e já está prestes a completar um mês. Saiba mais.


15h30 – Rússia aprova lei que prevê prisão por divulgar ‘informações falsas’ sobre exército do Kremlin

Deputados russos aprovaram na manhã desta terça-feira, 22, um projeto de lei que prevê prisão para cidadãos que divulgarem “informações falsas” sobre a atuação do exército do Kremlin na invasão à Ucrânia. Uma eventual sanção presidencial de Vladimir Putin fará com que a Rússia tenha controle sobre a “difusão pública de informações deliberadamente falsas” a respeito das “atividades dos órgãos do Estado russo fora de seu território”. O texto prevê três anos de prisão para ações individuais e até cinco anos caso seja uma atividade realizada em grupo. Será analisado as publicações que divulgarem um “abuso de posição oficial”, uma “criação artificial de provas” ou até mesmo um ato “motivado pelo ódio ou pela hostilidade política, ideológica, racial, nacional ou religiosa”. Caso as “informações falsas gerarem consequências graves”, o munícipe poderá ser condenado por até 15 anos de reclusão.


15h – Ucrânia acusa Rússia de raptar mais de 2 mil crianças da região de Donbass

A promotora-geral da Ucrânia, Irina Venediktova, disse nesta terça-feira, 22, que 2.389 crianças foram raptadas por forças russas. A informação já tinha circulado na segunda-feira após uma declaração do Ministério das Relações Exteriores. Segundo Venediktova, isso é “uma violação grosseira do direito internacional” e há uma investigação em andamento. Por meio de uma publicação no twitter, a promotora declarou: “As forças russas não estão apenas atacando e matando nossas crianças, mas também movendo-as à força para a RF. A investigação está em andamento sobre a transferência forçada de 2.389 crianças de territórios temporariamente ocupados da Ucrânia para a Rússia.” Saiba mais.

 


14h40 – Governo de Dnipro diz que foguetes destruíram estação ferroviária 

De acordo com a Reuters, o governador da região de Dnipro, Valentyn Reznichenko, disse que a estação ferroviária na cidade de Pavlohrad foi destruída por foguetes russos. Segundo Reznichenko, até o momento uma pessoa morreu e os danos foram suficientes para paralisar a passagem de trens pelo local.


14h20 – Secretário-geral da ONU diz que guerra entre Rússia e Ucrânia é ‘impossível de vencer’

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta terça-feira, 22, que é hora de parar com a guerra entre Rússia e Ucrânia e que o conflito é “impossível de vencer”.”Mais cedo ou mais tarde, terá que passar do campo de batalha para a mesa da paz. É hora de parar com essa guerra absurda, o bombardeio de hospitais, escolas, prédios residenciais e abrigos”, declarou. Guterres disse ainda que a Ucrânia não pode ser conquistada “cidade por cidade, rua por rua, casa por casa”. “As consequências estão sendo sentidas em todo o mundo com os preços dos alimentos,energia e fertilizantes devido às nuances que ameaçam desencadear uma crise de fome mundial”, acrescentou. Uma reunião especial da Assembleia Geral da ONU foi convocada para esta quarta-feira, 23. É o 11º encontro desde o início da invasão russa. A expectativa é que seja votada uma nova resolução sobre as consequências humanitárias do conflito, proposta pelo México e pela França e contestada pela Rússia e vários de seus aliados. A África do Sul, que se absteve na votação de 2 de março, apresentou um projeto de resolução alternativo, no qual a Rússia não é mencionada.


14h – Jornalista ucraniana é liberada de cativeiro russo após 7 dias

A jornalista da emissora ucraniana Hromadske foi liberada pelas forças russas nesta terça-feira, 22. Viktoria Roshchina estava em cativeiro desde o dia 15 de março, quando foi detida pelos serviços de segurança russos ao retornar da cobertura dos efeitos da invasão russa à Ucrânia na cidade oriental de Energodar. Para conseguir a liberdade, ela foi obrigada a gravar um vídeo dizendo que as forças russas salvaram sua vida. Segundo uma mídia ucraniana, Roshchina  “está no território controlado pelo governo da Ucrânia e está a caminho de Zaporiyia, onde se reunirá com seus parentes.  

jornalista ucraniana


13h40 – Zelensky cobra Otan e países ocidentais por Zona de exclusão 

Em uma publicação no Telegram, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, cobrou a Otan e os países ocidentais pela realização de uma zona de exclusão. “O que mais os ocupantes têm que fazer, quantas pessoas mais eles têm que matar para os líderes ocidentais, os líderes da OTAN para responder positivamente ao pedido da Ucrânia por uma zona de exclusão aérea ou por fornecer ao nosso país as aeronaves de que precisamos tão desesperadamente?”, publicou Zelensky. O pedido do presidente já foi negado tanto pelos líderes ocidentais como pela Otan. Especialistas ouvidos pela Jovem Pan, disseram que caso o pedido seja aceito, isso causaria uma guerra da Otan com a Rússia. Junto a publicação, Zelensky também compartilhou fotos que mostram os últimos ataques das tropas russas.


13h15 – Em menos de um mês, mais de 3,5 milhões de pessoas já deixaram a Ucrânia 

Faltam três dias para que o conflito entre Rússia e Ucrânia complete um mês. Durante esse tempo, mais de 3,5 milhões de pessoas fugiram da guerra e foram para países vizinhos em busca de refúgio. “Esse é verdadeiramente outro marco trágico para o povo ucraniano” e foi produzido “em pouco menos de um mês”, disse o porta-voz do Acnur, Matthew Saltmarsh, aos jornalistas em Genebra. A Europa não havia visto um fluxo tão rápido de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo uma contagem realizada pela ONU, 90% dos refugiados são mulheres. O total de crianças que atravessam a fronteira também impressiona, quase metade dos refugiados são menores de idades. Segundo o Alto Comissariado para os Refugiados, há mais de 1,5 milhão. Saiba mais.


12h45 – Ucrânia diz que 100 mil civis tentaram deixar Mariupol mas foram impedidos

De acordo com a Reuters, a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, informou que 100 mil civis tentaram deixar Mariupol mas não conseguiram devido à falta de corredores seguros para sair da cidade portuária. O constante ataque das forças russas na região também tem impossibilitado que as equipes de resgate acessem o local de um teatro bombardeado, onde autoridades da cidade dizem que centenas estariam abrigados no subsolo. 


12h30 – Segundo o Pentágono, Ucrânia está recuperando terreno diante das tropas russas

Mesmo em meio aos bombardeios que têm ocorrido nas cidades ucranianas, o Exército da Ucrânia começou a mudar o rumo no campo de batalha em algumas regiões para recuperar o terreno invadido pelos russo. A informação foi dada pelo Pentágono em entrevista a um veículo de comunicação local. “Estão perseguindo os russos tirando-lhes de lugares onde já haviam estado previamente”, declarou o porta-voz John Kirby. Segundo ele, em Mykolaiv, cidade no sul do país, as tropas estão defendendo o acesso ao porto de Odessa. “Temos visto que isso agora tem aumentado nos últimos dias”, indicou. Saiba mais.


11h58 – Russos atiram em civis na fila de uma loja em Severodonetsk; hospital infantil é bombardeado

Militares russos entraram em uma loja em Severodonetsk e atiraram contra civis. A informação foi divulgada pelo chefe da administração militar regional de Lugansk, Sergei Gaidai, que relata os mortos. “Os ocupantes entraram em uma loja em Severodonetsk. Há mortos e feridos, o número está sendo especificado. Tiram a vida dos ucranianos, especialmente na fila. As pessoas só vinham fazer compras”, afirmou. Mais cedo, o Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia informou que soldados da Rússia bombardearam um hospital infantil, também em Severodonetsk. “Como resultado, o telhado pegou fogo. Nossos socorristas rapidamente evacuaram 7 pequenos pacientes e 15 adultos, 8 dos quais são médicos, para um local seguro.”


11h41 – Rússia só tem mais três dias de munição e comida, diz Ucrânia

O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que os suprimentos, munições e combustível das tropas russas estão acabando e só devem durar por mais três dias. “As forças de ocupação russas que operam na Ucrânia têm estoques de munição e alimentos para não mais de três dias”, “situação semelhante com combustível”, informava o comunicado publicado no Facebook. O governo russo não se posicionou sobre essa informação, entretanto, declararam que os ucranianos têm utilizado cidadãos como ‘escudo humano’ e comparou essa ação com o nazismo. “As Forças Armadas da Ucrânia colocam armas pesadas nas áreas residenciais de Mariupol [cidade portuária na Ucrânia]. Os nazistas fizeram o mesmo em Berlim [capital da Alda Alemanha] sitiada em 1945″, disse o Ministério de Relações Exteriores da Rússia. Saiba mais.


11h20 – OMS confirma que 62 unidades de saúde foram atacadas na Ucrânia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que 62 unidades de saúde na Ucrânia foram afetadas desde o início dos conflitos com a Rússia. Além disso, ao menos 15 pessoas morreram nestes ataques e cerca de 40 ficaram feridas. A entidade afirmou que a localização das unidades não serão divulgadas por segurança, assim como a identidade das fontes, para evitar “mais danos aos sobreviventes ou à população circundante”, disse a porta-voz da organização, Margaret Harris, em entrevista coletiva.


10h59 – Quase 2 milhões de crianças deixaram a Ucrânia pela guerra, diz Unicef

De acordo com a Unicef Itália, quase 2 milhões de crianças deixaram a Ucrânia desde o início da invasão da Rússia, em 24 de fevereiro, além de 3,3 milhões terem se deslocado internamente no país nos primeiros 26 dias do conflito. “O número de crianças que fogem da Ucrânia aumenta a cada hora, e se aproxima, inevitavelmente, dos dois milhões”, disse Andrea Iacomini, porta-voz do braço italiano da agência das Nações Unidas para a infância. Ele alertou que as crianças estão mais expostas, a cada dia que passa, aos riscos de do tráfego e da exploração, da fome extrema e das doenças.

*Com EFE


10h41 – Ucrânia tenta retirar mais civis de Mariupol

As autoridades ucranianas avançam em uma nova tentativa de retirar civis da cidade portuária de Mariupol, que está cercada pelas tropas russas há cerca de um mês.  A avaliação do governo local é que mais de 200 mil pessoas seguem bloqueadas no município portuário, considerado um “inferno gelado repleto de cadáveres e edifícios destruídos”.  “Sabemos que não haverá espaço suficiente para todos, mas vamos tentar concretizar a retirada até a saída de todos os habitantes de Mariupol”, disse a vice-primeira-ministra Iryna Vereschuk, em fala citada pela AFP.


10h24 – Mais de 360 mil refugiados entraram na Rússia, diz agência de notícias 

Segundo informações citadas pela Interfax, o vice-ministro russo de Situações de Emergência, Alexei Serko, avalia que mais de 360 mil civis da Ucrânia chegaram ao país vizinho desde 18 de fevereiro. Na segunda-feira, 21, foram 16 mil refugiados cruzando a fronteira, sendo que a maioria são mulheres com filhosos e idosos. A entrada na Rússia acontece principalmente de moradores da República Popular de Donetsk (DPR) e da República Popular de Luhansk (LPR), após evacuação organizada desde fevereiro.


10h06 – Zelensky convida Papa Francisco para mediar acordo com a Rússia

O presidente Volodymyr Zelensky convidou o Papa Francisco para mediar as negociações por um acordo de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia. “Falei com o Pontífice. Falei com Sua Santidade sobre a difícil situação humanitária e sobre o bloqueio dos corredores de resgate pelas tropas russas. Saudaríamos o papel mediador da Santa Sé para acabar com o sofrimento humano. Agradeci as orações pela Ucrânia e o mundo”, escreveu ele no Twitter, após telefone com Francisco. Anteriormente, o Vaticano já havia oferecido mediação a Moscou para as tratativas.


9h48 – Porta-voz de Moscou se recusa a falar sobre perda de soldados na Ucrânia: ‘Não posso comentar’

O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse que “não pode comentar” os dados que apareceram no site Komsomolskaya Pravda sobre quase 10 mil soldados russos mortos na Ucrânia. Segundo balanço do Ministério da Defesa ucraniano, no entanto, esse número seria ainda maior, chegando a 15.300 soldados mortos em 26 dias de conflitos. Ao ser questionado o quão próximo dos números estão da realidade, Peskov respondeu que expressar o número de perdas é prerrogativa apenas do Ministério da Defesa da Rússia.


9h30 -Nobel da Paz russo doa sua medalha a favor de refugiados ucranianos

O jornalista russo Dmitri Muratov vai doar sua medalha do Nobel da Paz 2021 para uma venda beneficente em favor aos refugiados ucranianos. O valor da medalha, de ouro e prata, será estimado por uma casa de leilões e depois será posta à venda. Cerca de 3,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da ofensiva russa, segundo a ONU.

*Com AFP


9h12 – Russos usam gás lacrimogêneo para dispersar protesto em Kherson; há feridos

Militares da Rússia usaram gás lacrimogêneo para dispersar civis que participavam de um protesto pacífico em Kherson, na Ucrânia, nesta terça-feira, 22. Ontem, as tropas lançaram granadas de efeito moral contra manifestantes pró-ucranianos e abriram fogo, ferindo pessoas.


8h52 – Zelensky pede à Itália embargo completo contra Rússia bloqueio de bens dos oligarcas

Volodymyr Zelensky pede que a Itália apoie as sanções à Rússia, incluindo o embargo ao comércio e congelamento de bens de oligarcas russos. O pedido aconteceu em discurso ao parlamento italiano.  “Você conhece aqueles que trouxeram a guerra para a Ucrânia. Você conhece claramente aqueles que ordenam lutar e aqueles que a propagam. Quase todos eles usam a Itália como local de férias. Portanto, não seja um resort para assassinos“, pediu Zelensky, citando bloqueio de imóveis, contas e iates, assim como embargo de petróleo.


8h34 – Primeira pessoa foi presa na Rússia por fake news sobre a guerra

Desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, em 24 de fevereiro, o Kremlin adotou uma lei contra a disseminação de notícias consideradas falsas sobre o conflito, chamado de “operação militar especial” por Moscou. Assim, segundo a mídia local, uma pessoa foi presa pela primeira vez por supostamente publicar informações falsas sobre a guerra. Trata-se de um homem que trabalha na área metropolitana do Ministério da Administração Interna. Ele foi detido em Moscou e, agora, é réu em processo criminal.


8h16 – ‘Ucrânia luta por sua liberdade e contra assassinatos em massa de civis’, diz porta-voz

O assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak afirmou nesta terça-feira, 22, que o conflito no país contra a Rússia não é uma “guerra por território, comércio ou embargo de petróleo.”, mas um luta pela liberdade. “A Ucrânia luta no 27º dia por sua liberdade e contra a invasão em larga escala da barbárie, crueldade e assassinatos em massa de civis. Contra tudo o que, como se viu, simboliza o “mundo russo”. Resiliência aos nossos heróis e cidades”, escreveu nas redes sociais.


7h53 – Na região de Kharkiv, tanque russo atira em carro com crianças; há 3 mortos

Um tanque russo atirou em um carro de uma família, resultando na morte de dois adultos e uma criança na região de Kharkiv. A informação foi divulgada pela Procuradoria-Geral da Ucrânia. “A família gritou que eram civis, acenou uma bandeira branca, mas em vão. Pais e uma menina de 9 anos foram mortos, um menino de 17 anos ficou ferido”, diz comunicado. Já em Sumy, os militares atiraram contra aposentados que iam de bicicleta para o hospital. Uma mulher de 59 anos morreu.


7h36 –  Negociações com Ucrânia não são ‘substanciais’, diz Kremlin

O Kremlin considera que as negociações por um cessar-fogo com a Ucrânia deveriam ser mais “substanciais”. “Está em curso um certo processo, mas gostaríamos que fosse mais enérgico, mais substancial”, disse ele. Apesar da declaração, Peskov não deu mais detalhes sobre o que vem sendo discutido nas conversas entre os países e porque a Rússia considera frágil o diálogo tido até o momento. Para Peskov, “atualmente tornar públicas [as discussões e seus detalhes] apenas prejudica o processo de negociações, que já é mais lento e menos substancial do que gostaríamos”.


7h15 – Mais de 8 mil civis saíram de zonas de conflito por corredores humanitários na segunda

Balanço divulgado por Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, e citado pela agência russa Interfax, aponta que 8.057 civis saíram de zonas de guerra pelos corredores humanitários em 21 de março, sendo 3.007 de Mariupol para Zaporizhzhya; 4.750 pessoas evacuadas na região de Kiev e 300 civis na região de Luhansk. Mais de 200 toneladas de ajuda humanitária também foram entregues a essas localidades povoadas.


6h52 – Zelensky se pronuncia a favor de encontro com Putin e fala em ‘compromisso de todos’

O presidente da Ucrânia, Vododymyr Zelensky, se pronunciou favoravelmente a um encontro com seu homólogo russo, Vladimir Putin. Em entrevista a empresas de televisão, ele afirmou que sem o encontro é impossível entender os objetivos da Rússia. “Acredito que sem meu encontro com o presidente da Federação Russa em qualquer formato, é impossível realmente chegar ao fundo disso: para o que eles estão prontos se não estamos prontos para [aceitar] esses ou aqueles compromissos, “, disse. Zelensky também mencionou que essa reunião, no entanto, não discutiria a questão dos territórios ocupados, ou seja, de Crimeia e Donbass, mas sim as garantias para o fim da guerra. “É um compromisso para todos: para o Ocidente, que não sabe o que fazer conosco no que diz respeito à Otan, para a Ucrânia, que quer garantias de segurança, e para a Rússia, que não quer que a Otan se expanda ainda mais.”


6h35 – Japão protesta contra Rússia por desistir de negociações de paz

O governo japonês expressa um “protesto veemente” contra a decisão da Rússia de abandonar as negociações para um tratado de paz entre os dois países após a resposta de Tóquio à invasão da Ucrânia. “A última situação aconteceu como resultado da agressão russa contra a Ucrânia, e a tentativa russa de transferir o problema às relações nipo-russas é extremamente injustificável e absolutamente inaceitável”, declarou o primeiro-ministro Fumio Kishida no Parlamento. “O Japão protesta de modo veemente”, acrescentou, antes de criticar a Rússia por “mudar unilateralmente o status quo pela força”. A Rússia anunciou que desistirá do diálogo “com um país que assumiu uma posição abertamente hostil e busca provocar danos aos interesses de nosso país”.

*Com Agence France-Presse


6h12 – Ministro pede que regiões de Donetsk e Luhansk lutem contra Moscou: ‘Não acredite na propaganda russa’

Em discurso nesta terça-feira, o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov, pediu que os cidadãos das regiões Donetsk e Luhansk tentam evitar situações violentas e se alinhem aos militares do país, em ofensiva contra a Rússia. Reznikov cita que a invasão do exército de Vladimir Putin ao país começou com o pretexto de que os moradores da região precisavam ser protegidos. “Você sabe melhor do que eu o que essa ‘defesa’ realmente acabou sendo. Não apenas para a Ucrânia em geral – mas também para você. Para seus entes queridos e vizinhos”, diz o ministro citando a escalada dos conflitos. “Ainda os consideramos cidadãos da Ucrânia. Nós consideramos você como nosso. Se você não cometeu um crime – você está seguro. Vamos lidar com algumas diferenças mais tarde”, completou a mensagem que indica que os moradores tentem se juntar ao exército ucraniano “o mais rápido possível”. “Não acredite na propaganda russa, ela traz apenas tristeza e morte. Ouça o seu coração. A Ucrânia garantirá a paz e a prosperidade para todas as nossas regiões que atualmente sofrem com a guerra. Juntos faremos isso mais rápido.”


5h51 – Terça-feira começa com bombardeios em pelo menos cinco regiões da Ucrânia

As primeiras horas desta terça-feira, 22, foram marcadas de intensos bombardeios e acionamentos de alarmes de ataque aéreos em diversas regiões ucranianas. Em Kiev, por exemplo, capital do país, as sirenes foram repetidas em toda a área, com batalhas e bombardeios sendo registrados em Makarov, Irpin, Gostomel, Buchi, Vorzel, Dmitrovsky, Zhytomyr e Fastivsky, entre outros. “Uma catástrofe humanitária”, informou o Pravda, em balanço inicial. Em outras localidades, o cenário não é muito diferente. Chernihiv sofre com ataques, assim como o distrito de Okhtirsky e a região de Kharkiv e Kherson.


5h34 – Tenente-coronel russo é capturado vestindo uniforme ucraniano

Um tenente-coronel da Rússia foi capturado usando uniforme dos militares ucranianos. Koshel Alexander Olegovich é chefe de um  grupo de informação e contra-ação psicológica. Segundo o Pravda, ele vestia roupas íntimas e meias com a inscrição “Forças Armadas da Ucrânia”. Após a captura, militares russos intensificaram os ataques, especialmente aéreos, para libertar o tenente. Ninguém ficou ferido e o russo segue prisioneiro da Ucrânia.


5h15 -Rússia perdeu 15,3 mil soldados em 26 dias de guerra; outros mil estão cativos

Balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia mostra que a Rússia perdeu 99 aeronaves, 123 helicópteros, 509 tanques de guerra, 1.556 veículos militares blindados, 252 sistemas de artilharia, 45 equipamento de defesa aérea, três embarcações, 60 tanques de combustível, sete drones, 1.000 carros, entre outros equipamentos, desde o início da invasão ao territórios ucraniano. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com mais de 15 mil soldados mortos. As informações consideram informações de 24 de fevereiro até a manhã desta segunda-feira, 21.


2h – Militares ucranianos afirmam que retomaram cidade próxima a Kiev

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia relatou nas redes sociais ter conseguido retomar a cidade de Makariv, localizada a 60 quilômetros a oeste de Kiev. “Graças às ações heróicas de nossos defensores, a bandeira do estado da Ucrânia foi hasteada sobre a cidade de Makariv, o inimigo foi repelido”, escreveu o órgão em sua página no Facebook. As forças russas ainda não conseguiram iniciar um ataque à capital ucraniana e dominá-la, o que parecia ser um dos objetivos iniciais da invasão.


1h35 – Pentágono ajuda a coletar evidências de crimes de guerra da Rússia na Ucrânia

O Pentágono informou nesta segunda, 21, que está ajudando a coletar evidências de crimes de guerra cometidos pela Rússia na Ucrânia, diante da possibilidade de processos futuros para responsabilizar os autores perante a justiça. O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, John Kirby, disse em entrevista coletiva que estão contribuindo “para o processo de investigação”. “O que quer que saia disso, não é uma decisão que será tomada pela liderança do Pentágono”, explicou o porta-voz. Kirby enfatizou que os EUA estão vendo “ataques indiscriminados contra civis ucranianos” por parte da Rússia e ressaltou que “em muitos casos eles são intencionais”. “Claramente, (os russos) estão causando um grande número de baixas civis”, declarou.

*Com informações da EFE


1h – Russos bloqueiam acesso da Ucrânia ao Mar de Azov

Em uma atualização sobre a situação da guerra, o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia relatou que os as forças russas conseguiram cortar o acesso ucraniano ao Mar de Azov, no sudoeste do país. A cidade de Sumy, no noroeste também está bloqueada. Por outro lado, os militares ucranianos também disseram em sua atualização que as forças russas perderam “potencial ofensivo” e estão sendo forçadas a chamar reforços de toda a Rússia para implantação na Ucrânia, e relataram as baixas do lado adversário: cerca de 300 soldados russos mortos em combate apenas na segunda, 21, além da destruição de  14 tanques, oito veículos de combate de infantaria, dois veículos blindados leves multiuso, três sistemas de artilharia e quatro veículos, enquanto as unidades de defesa aérea atingiram dois alvos aéreos inimigos. Os números não puderam ser checados de forma independente.


0h30 – União Europeia descarta ter exército próprio

O ministro de Relações Exteriores da União Europeia, Josep Borrell, descartou que a União Europeia venha a criar um exército próprio no futuro. “Não queremos criar um exército europeu. Não se trata de criar um exército europeu. Os exércitos europeus permanecerão, cada Estado-Membro tendo seu próprio exército militar”, afirmou Borrell, após uma reunião com outros ministros das Relações Exteriores e da Defesa do bloco, que aprovou uma documento chamado “Compasso Estratégico”. No entanto, segundo ele, os países devem coordenar os gastos para que seja possível deslocar 5.000 tropas rapidamente em casos de crises.


22/03- 0h – Biden diz que Rússia pensa em fazer ataque com armas químicas na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a Rússia planeja fazer um ataque com armas químicas na Ucrânia, como uma “bandeira falsa”, ou seja, de fazer algo para culpar os inimigos. “Putin está contra a parede e agora ele está falando sobre novas bandeiras falsas que está levantando, inclusive, afirmando que nós nos EUA temos armas biológicas e químicas na Europa; [isso] simplesmente não é verdade. Eles também estão sugerindo que a Ucrânia tem armas químicas e biológicas. Isso é um sinal claro de que ele está considerando usar ambas”, afirmou Biden. A lógica é que a Rússia acusa os outros do que ela mesma poderia fazer.


23h10 – Reino Unido: ‘Mísseis hipersônicos não devem afetar resultado da campanha’

Em mais uma atualização sobre a situação da guerra na Ucrânia, o Ministério da Defesa do Reino Unido comentou sobre o uso de mísseis hipersônicos na Ucrânia por parte da Rússia. “As reivindicações russas de ter utilizado o míssil significam que é altamente provável que se pretenda diminuir a falta de progresso na campanha terrestre. Os lançamentos são altamente improváveis de afetarem materialmente o resultado da campanha da Rússia na Ucrânia”, analisou a Inteligência britânica.


22h00 – União Europeia não confirma novas sanções ao governo russo

Representantes do bloco se reuniram nesta segunda-feira, 21, em Bruxelas, e se dividiram quanto a um novo pacote de sanções financeiras contra a Rússia. “Hoje não foi um dia para tomar decisões nesta área, portanto, nenhuma decisão foi tomada. O que precisamos é garantir uma resposta eficaz que não leve a um custo incalculável”, afirmou Josep Borrell, chefe de política externa do grupo. Os países Bálticos e a Irlanda defenderam uma ofensiva que atingisse as exportações de petróleo do Kremlin. Alemanha e outros países, porém, foram relutantes em aceitar a medida.


21h50 – Presidente dos Estados Unidos confirma que Rússia utilizou mísseis supersônicos em guerra com Ucrânia

Joe Biden confirmou nesta segunda-feira que o Kremlin fez uso de mísseis supersônicos durante a guerra contra a Ucrânia. “Há uma razão pela qual eles estão usando, é uma arma consequente, mas com a mesma ogiva que qualquer outro míssil ve lançamento, exceto que é quase impossível de pará-la”.


21h20 – Biden: ‘Putin está encurralado contra a parede’

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou com empresários na noite desta segunda-feira, 21, e alegou que o líder russo, Vladimir Putin, está ‘enfraquecido’. “Ele está encurralado contra a parede e sabe das consequências, [Putin] se surpreendeu. A Otan nunca esteve tão unida como hoje”, alegou. O mandatário ressaltou que o momento é de atenção e que as atitudes do comandante do Kremlin uniu os países que condenam as ações russas.


20h50 – Tropas russas detém cinco funcionários públicos na região de Chernihiv

As tropas russas detiveram ao menos cinco funcionários públicos na região de Chernihiv, no noroeste da Ucrânia, de acordo com o site do Parlamento Ucraniano, citado pela agência de notícias Interfax, também do país. Entre os detidos, dois seriam chefes de aldeias e um seria conselheiro local (cargo equivalente ao de vereador), enquanto dois funcionários do governo local também foram sequestrados. Enquanto isso, no leste da Ucrânia, os russos sequestraram o chefe de uma vila em Kharkiv, segundo a agência de notícias UNIAN.


20h30 – Após 23 dias, tropas russas liberam funcionários de Chernobyl

Funcionários da equipe técnica de Chernobyl, que estavam sob controle de tropas russas no início da invasão ao território ucraniano, foram libertados nesta segunda-feira, 21. A liberação foi confirmada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e ocorre após 23 dias detidos e sob o controle do Exército do Kremlin. “A autoridade reguladora da Ucrânia disse que cerca de metade […] da equipe técnica deixou o local do acidente de 1986 ontem [domingo] e o restante seguiu hoje [segunda, 21], com exceção de 13 funcionários que se recusaram a fazer rodízio”, afirmou o órgão internacional. Saiba mais.


20h10 – Zelensky insiste na necessidade de uma ‘reunião’ com Putin

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, insistiu na necessidade de uma “reunião”, da “maneira que for”, com o líder russo, Vladimir Putin, para “deter a guerra” na Ucrânia. “Acredito que sem esta reunião é impossível entender completamente o que eles (os russos) estão prontos para fazer para parar a guerra”, declarou Zelensky em entrevista à Suspilne, um portal de comunicação público regional ucraniano.

*Com informações da AFP


19h50 – EUA observam “atividade preparatória” da Rússia para lançar ciberataques

O governo dos Estados Unidos advertiu nesta segunda-feira que seus serviços de Inteligência observaram uma “atividade preparatória” por parte da Rússia para lançar ciberataques contra infraestruturas americanas, além dos têm sido cometidos há semanas contra a Ucrânia. Em entrevista coletiva na Casa Branca, a assessora de cibersegurança do governo, Anne Neuberger, instou as empresas a tomarem uma série de medidas para se protegerem de potenciais ciberataques orquestrados a partir da Rússia. “Temos informações em evolução que indicam que a Rússia pode estar explorando opções para possíveis ciberataques”, disse Neuberger, que deu como exemplos de “atividades preparatórias” observadas a análise de sites por hackers russos em busca de vulnerabilidades do sistema. A Casa Branca insistiu que não identificou nenhum plano de ataque iminente, mas que se trata de alertar o público para tomar medidas preventivas.

*Com informações da EFE


19h30 – Oscar 2022 veta participação de Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

A cerimônia do Oscar de 2022 não contará com a participação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A sugestão de convidar o político havia sido feita por Amy Schumer, que fará a apresentação do evento neste ano junto com Regina Hall e Wanda Sykes, mas a ideia foi rechaçada pela organização. A Academia ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto, mas a cerimonialista informou o ocorrido em uma entrevista ao “The Drew Barrymore Show”. “Queria encontrar uma maneira de trazer o Zelensky via satélite ou numa gravação. Temos muitos olhos voltados para o Oscar. Não tenho medo de seguir este caminho, mas não sou eu quem produzo o Oscar”, informou. Amy afirmou que os organizadores entendem que a cerimônia assemelham-se ‘às férias’, já que aos espectadores “querem esquecer tudo e aproveitar a noite”. Leia mais.


19h10 – Tabloide ligado ao Kremlin relata quase 10 mil mortes de soldados russos; depois, afirma que foi hackeado

O jornal russo Komsomolskaya Pravda (KP), tabloide ligado ao Kremlin, estampou em seu site a informação de que 9.861 soldados russos haviam sido mortos no conflito com a Ucrânia, e outros 16.153 teriam sido feridos. O número supera até mesmo o que a inteligência dos Estados Unidos estima e é muito além dos 498 que a Rússia admitiu de baixas na última atualização, há duas semanas. Posteriormente, a tela foi apagada e o KP disse que havia sido hackeado – vale lembrar que a disputa digital é uma das “frentes” de batalha.


18h50 – Ministro da Defesa ucraniano acusa Rússia de genocídio em Mariupol

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, acusou a Rússia nesta segunda-feira de cometer um “verdadeiro ato de genocídio contra a cidade ucraniana de Mariupol”, depois de se encontrar em Londres com seu homólogo britânico, Ben Wallace. Durante uma coletiva de imprensa conjunta, Reznikov declarou que por três semanas “400.000 cidadãos estão cercados sem água, comida e quase sem conexões”. O ministro destacou que, durante 25 dias de combates, o Exército russo matou “150 crianças ucranianas e destruiu mais de 400 escolas e creches”, além de 110 hospitais, e aniquilou “milhares e milhares de civis”. “Moscou tem medo de nosso Exército e é por isso que eles lutam contra civis. Isso é terrorismo de estado”, afirmou Reznikov, enfatizando que é por isso que devemos “parar o Kremlin”, “porque ele irá mais longe”.


18h30 – Biden levou relações russo-americanas ‘à beira da ruptura’, diz Moscou

A Rússia convocou, nesta segunda-feira (21), o embaixador do Estados Unidos em sinal de protesto, depois que o presidente Joe Biden qualificou o líder russo, Vladimir Putin, de “criminoso de guerra” em virtude do conflito na Ucrânia. “Esse tipo de declaração do presidente americano, que não é digna de um político de alto escalão, pôs as relações russo-americanas à beira da ruptura”, disse o Ministro das Relações Exteriores da Rússia em comunicado. Segundo a nota, o embaixador John Sullivan recebeu uma carta formal de protesto pelas “recentes declarações inaceitáveis” de Biden. Além disso, o documento adverte que “as ações hostis contra a Rússia receberão uma resposta firme e decisiva”.


18h – Ucrânia diz que mais de 8.000 pessoas passaram pelos corredores humanitários nesta segunda-feira

A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, informou que mais de 8 mil pessoas usaram os sete corredores humanitários nesta segunda-feira, 21. De acordo com os comunicados feitos via Telegram, mais de três mil cidadãos saíram de Mariupol em direção a Zaporizhia, e quase cinco mil foram evacuadas na região de Kiev. 

Mapa de corredores humanitários


17h45 – Zelensky pede que os ucranianos lutem e ajudem a proteger o país

Em um vídeo compartilhado no Telegram, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, pediu ao povo ucraniano que lute e ajude a proteger o país dos ocupantes. – se referindo as tropas russas que continuam avançando. Na publicação, Zelensky declarou: “Apelo a todos os ucranianos. Onde quer que estejamos. Faça de tudo para proteger o nosso estado. Para salvar nosso povo. Lutar. Lute e ajude. Expulse esses escravos! Expulse os ocupantes! Para que a Ucrânia viva. Para que todos vivamos com isso. Livre e tranquilo. Que tanto amamos. Glória à Ucrânia!”.

Zelenky pede apoio da população

Em vídeo compartilhado nas redes sociais, Zelensky pede que a população ajude a combater os ocupantes


17h30 – Segundo IAEA,  funcionários que operavam na usina de Chernobyl desde o início da invasão foram substituídos 

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) informou nesta segunda-feira, 21, que os funcionários que operavam na usina de Chernobyl desde o início da invasão foram substituídos. No mesmo anúncio, reportado pela agência Reuters, a agência diz que conseguiu chegar a um acordo sobre futuras rotações de funcionários em Chernobyl. 13 profissionais não quiseram fazer rodízio e permanecem no local. Em um post no Twitter, a agência informou: “A rotação do pessoal técnico da usina nuclear #Chornobyl foi concluída hoje, disse o regulador nuclear da #Ukraine à AIEA. A equipe estava na fábrica desde o dia anterior às forças russas assumiram o controle do local em 24 de fevereiro”. 


17h20 – Rússia confirma bombardeio em área residencial 

A Rússia confirmou nesta segunda-feira, 21, que atacou uma área residencial em Marinka, na Ucrânia. Em um vídeo divulgado, eles explicaram os motivos que os levaram a realizar o bombardeio. Segundo as tropas russas, eles fizeram o ataque porque ao lado das residências haviam veículos militares. 


16h40 – Presidente da Ucrânia alega que acordos com o Kremlin terão de ser aprovados em referendo

Volodymyr Zelensky afirmou nesta segunda-feira, 21, que qualquer acordo firmado com o governo russo precisarão ser aprovados pelos ucranianos em um referendo. “As pessoas terão que falar e responder a essa ou aquela forma de acordo. E como eles [os acordos] serão feitos é o assunto de nossas conversas e entendimento entre a Ucrânia e a Rússia”, argumentou. O mandatário também ressaltou que outras formas de garantias de segurança serão debatidas com a sociedade civil após a não entrada do país à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). “A resposta é muito simples. Todos nós já entendemos. Não somos aceitos [na Otan], porque eles têm medo da Rússia. Isso é tudo. E precisamos nos acalmar, dizer: ‘ok, nos deem outras garantias de segurança”, pontuou.


16h20 – Ucrânia receberá 1 bilhão de euros em doação de material bélico da Europa

Annalena Baerbock, ministra das Finanças da Alemanha, anunciou que a Europa realizará uma doação bilionária à Ucrânia para ajudá-la no conflito contra a Rússia. “Vamos aumentar os recursos financeiros para a compra de bens militares para 1 bilhão de euros, a fim de deixar claro que estamos com total solidariedade ao lado da Ucrânia”, alegou a governista. Mesmo alegando que uma fração do montante será destinada a ajudar a populaçao local, Baerbock ressaltou que o governo ucraniano “precisa de mais armas”.


16h00 – Rússia busca trocar prisioneiros ucranianos por soldados reféns

Tatyana Moskalkova, comissária de Direitos Humanos do Kremlin, propôs uma troca com o governo de Volodymyr Zelensky: a troca de 500 ucranianos capturados durante o conflito por soldados russos feitos de reféns. A intenção do governo de Vladimir Putin foi notificada à Cruz Vermelha e divulgada pela agência russa de notícias, Interfax. Segundo Tatyana, a Rússia “está preparada para trocar os ucranianos por soldados russos que foram capturados”.


15h30 – Invasores russos sequestraram 4 jornalistas em Melitopol, diz agência

A agência de notícias Interfax informou que um grupo de quatro jornalistas foi sequestrado por invasores russos na cidade de Melitopol. “Hoje, homens armados chegaram à casa dos jornalistas da MV-Holding e os levaram em uma direção desconhecida”, afirmou o sindicato dos jornalistas do país que também informou que os profissionais são: dois repórteres, Yulia Olkhovska e Liubov Chaika, e dois editores, Mykhailo Kumok e Yevhenia Borian. A diretora geral da MV-Holding, declarou que “Mykhailo é o dono da holding e um editor, mas ele se aposentou completamente dos assuntos editoriais… Espero que ele esteja livre em algumas horas”.


15h – Rússia encerra negociações por acordo de paz com Japão

O governo da Rússia anunciou na manhã desta segunda-feira, 21, que encerrou as negociações por um tratado de paz com o Japão. As reuniões ocorriam desde o fim da Segunda Guerra Mundial e tratavam de uma disputa territorial entre os países. A justificativa dada pelo Kremlin para a interrupção das conversas seria a “posição hostil” de Tóquio na invasão russa em território ucraniano. “A Rússia não pretende, nas atuais circunstâncias, continuar as negociações com o Japão sobre um tratado de paz”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo, após afirmar ser “impossível falar da assinatura de um documento fundamental sobre as relações bilaterais com um Estado que tem uma posição abertamente hostil e procura prejudicar os interesses”. Japão e Rússia negociavam, há décadas, um acordo de paz devido uma disputa por quatro ilhas no arquipélago as Curilas.


14h30 – Tropas russas atiram em manifestantes em Kherson

Tropas russas abriram fogo e lançaram granadas em manifestantes nesta segunda-feira, 21, em Kherson, no sul da Ucrânia. De acordo com a mídia local, ao menos uma pessoa ficou ferida e foi levada para o hospital. Kherson é uma cidade de 250 mil habitantes e já está ocupada pela Rússia.


14h – Zelenksy: “Ucrânia não pode aceitar nenhum ultimato da Rússia’

Durante entrevista a um meio de comunicação estatal, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Ucrânia não pode aceitar nenhum ultimado da Rússia. “A Ucrânia não pode aceitar nenhum ultimato da Rússia. Primeiro terão que destruir a todos nós, só então seus ultimatos serão respeitados”, disse ao Suspilne, um site de notícias que publicou o vídeo desta entrevista. No domingo, 20, as Forças Armadas da Rússia deram um ultimato para que a cidade de Mariupol se rendesse e fosse entregue pela Ucrânia a elas até às 5h da manhã de segunda, 21. Saiba mais.


13h30 -Rússia proíbe Facebook e Instagram alegando atividades ‘extremistas’

As redes sociais Facebook e Instagram, de propriedade da Meta, estão proibidas na Rússia a partir desta segunda-feira, 21. De acordo com as agências de notícias russas, um tribunal de Moscou alegou que as mídias realizam atividades extremistas. “Estamos atendendo ao pedido da Promotoria de proibir as atividades da empresa Meta”, disse o juiz. Um porta-voz do Serviço Federal de Segurança (FSB), disse que as “atividades da Meta se dirigem contra a Rússia e suas Forças Armadas”. Saiba mais.


13h – Ministro das Relações Exteriores da Ucrânia pede que China ‘desempenhe papel importante’ no conflito

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu nesta segunda-feira, 21, que a China desempenhe um papel importante para encontrar uma solução ao conflito com a Rússia. Em um post no Twitter, Kuleba declarou: “Durante décadas, as relações ucraniano-chinesas foram baseadas no respeito mútuo, compreensão e benefício. Compartilhamos a posição de Pequim sobre a necessidade de encontrar uma solução política para a guerra contra a Ucrânia e pedimos à China, como potência global, que desempenhe um papel importante nesse esforço”.

 


12h30 – Ucrânia acusa Rússia de raptar crianças da região de Donbass 

O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia acusa a Rússia de estar raptando crianças da região de Donbass – local ocupado pelas tropas russas. 2.389 teriam sido deportadas ilegalmente. Desde o começo da invasão, a Unicef estima que há mais de um milhão de crianças refugiadas. 

criança na fronteira com a Polônia

Criança fugindo da guerra entre Rússia e Ucrânia através da fronteira com a Polônia


12h00 – Sobrevivente de campo de concentração nazista morre em ataque em Kharkiv

Um sobrevivente de campo de concentração nazista morreu em atentado à bomba na cidade de Kharkiv, na Ucrânia. A informação foi confirmada pela fundação dos antigos campos de concentração nazistas de Buchenwald e Mittelbau-Dora, que lamentou a morte de Boris Romanchenko, vice-presidente do Comitê Internacional Mittelbau-Dora. “De acordo com o que soubemos de seus parentes, nosso amigo Boris Romanchenko, que sobreviveu aos campos de concentração de Buchenwald, Peenemünde, Dora e Bergen-Belsen, foi morto na sexta-feira passada em um ataque à bomba em seu prédio em Kharkiv. Estamos profundamente chocados”, relatou. “Romanchenko [de 95 anos] se dedicou intensamente a lembrar os crimes do nacional-socialismo”, observa a fundação. Saiba mais.

sobrevivente do campo de concetração

Boris Romantschenko tinha 96 anos, estava doente e mal conseguia sair de casa


11h35- Sirenes de ataques aéreos são acionadas em todas as regiões da Ucrânia; ao menos 19 cidades envolvidas

Sirenes de ataque aéreo são acionadas em todas as regiões da Ucrânia, envolvendo ao menos 19 cidades. Os alarmes por possíveis novos bombardeios começaram por volta das 11h14 de maneira sequenciada. A recomendação é que os moradores permaneçam em abrigos e bunkers até o “sinal verde”. “Siga com urgência para o abrigo”, diz mensagem compartilhada em grupo local. Entre os locais em que há ameças aéreas está a região de Odessa; Kharkiv; Kirovohrad; Chernivtsi; Zakarpattia; Sumy; Ternopil; Zaporizhia e região; distrito de Kramatorsk; Kiev; Chernihiv; Vinnytsia; Zhytomyr; Khmelnytsky; Poltava; Volyn; Cherkasy; Mykolaiv; Lviv; Kryvyi Rih e Ivano-Frankivsk. Até o momento não há relatos de feridos ou novos bombardeios confirmados.


11h20 – Resistência de Mariupol está salvando outras cidades, diz ministro ucraniano

O ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, afirma que  resistência de Mariupol está “salvando” outras cidades do país do aumento de uma ofensiva das tropas russas. “Hoje, Mariupol está salvando Kiev, Dnipro e Odessa. Todo mundo deve entender isso”, disso o ministro, em comunicado compartilhado nas redes sociais. “Os heroicos defensores de Mariupol estão exercendo um papel muito importante na destruição dos planos do inimigo e na melhora de nossa defesa”, completou. Ainda na mensagem, Reznikov afirmou que os russos já não sonham com a tomada de Kiev” e estão sofrendo “dolorosos golpes” em Chernigov, Sumy e Kharkiv.


11h02 – Rússia alerta que barril do petróleo pode chegar a US$ 500 com um embargo

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Alexandr Novak, alertou que a renúncia ao petróleo do país, debatida pela União Europeia, elevaria os preços do barril para cerca de US$ 300 (R$ 1,51 mil), podendo chegar até US$ 500 (R$ 2,52 mil). Novak garantiu que é impossível renunciar ao petróleo russo, mas que “essas declarações são feitas porque são importantes para os políticos”. “Em todo o caso, vamos tentar ampliar a distribuição para o recente mercado da região da Ásia e Pacífico”, disse o vice-primeiro-ministro. No último dia 9, Estados Unidos e Reino Unido anunciaram o veto das importações de petróleo produzidos pelos russos, como retaliação à invasão da Ucrânia. Segundo o chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, os ministros das Relações Exteriores dos países que integram o bloco examinariam hoje as sanções contra o setor petrolífero da Rússia.

*Com EFE


10h41 –  Ucrânia acusa a Rússia de sequestrar quase 2,4 mil crianças de Donbass

O governo da Ucrânia acusa o Kremlin de “deportar ilegalmente” para a Rússia 2.389 crianças da bacia de Donbass, região ao leste do país onde estão localizadas as autoproclamadas Repúblicas de Donetsk e Luhansk, atualmente controlada por milícias pró-Rússia. A informação é do Ministério das Relações Exteriores ucraniano. “A transferência forçada de civis para o território do Estado agressor, incluindo crianças, mostra sinais de sequestro. Tais ações são uma violação grosseira do direito internacional, em particular do direito internacional humanitário. Ao destruir lares e matar os pais, a Rússia está privando as crianças ucranianas do cuidado parental e colocando suas vidas em perigo ainda maior na Rússia.”, diz comunicado, que pede ajuda à comunidade internacional para aumentar a pressão contra Moscou e forçar o governo de Vladimir Putin a acabar com ” a guerra bárbara contra o povo ucraniano”.


10h23 – Serviços de segurança russos pedem proibição ‘imediata’ do Facebook e do Instagram

Os Serviços de Segurança russos (FSB) exigem a proibição “imediata” do Facebook e Instagram no país. “As atividades da Meta se dirigem contra a Rússia e suas Forças Armadas. Exigimos sua proibição e a obrigação de aplicar esta medida imediatamente”, declarou porta-voz do FSB, Igor Kovalevski, citando pela Interfax.  Um promotor também pediu a proibição da Meta “por sinais manifestos de atividade extremista”. Em 11 de março, a Procuradoria-Geral russa pediu que a Meta fosse classificada como organização “extremista”, abrindo a possibilidade de proibição das atividades na Rússia. A justificativa é a classificação da Meta como “ações terroristas” e quer incitar o “ódio e a animosidade” contra os russos.

*Com  Agence France-Presse


10h05 – Autoridades denunciaram ataque russo à área residencial de Odessa

Autoridades locais estão denunciaram um ataque feito por militares russos à zona residecial de Odessa, cidade portuária do Mar Negro. Segundo as informações do conselho municipal, casa foram danificadas, mas ninguém foi morto no ataque e que os serviços de emergência rapidamente extinguiram um incêndio. O prefeito Hennady Trukhanov visitou o local e disse “não deixaremos Odessa e lutaremos por nossa cidade”.


8h51 – Monitores de radiação da usina nuclear de Chernobyl pararam de funcionar, diz agência reguladora

A agência reguladora nuclear da Ucrânia afirma que os monitores de radiação ao redor da usina nuclear de Chernobyl pararam de funcionar. Em comunicado citado pela Associated Press, o órgão menciona que não há mais bombeiros disponíveis na região para proteger as florestas de radioatividade à medida que o clima esquenta. Avaliação é que a combinação de riscos pode levar à “deterioração significativa” da capacidade de controlar a propagação da radiação. A fábrica foi apreendida pelos militares da Rússia em 24 de fevereiro.


8h33 – Russos atiram em cidadãos de Kherson durante manifestação; veja vídeo

Tropas russas abriram fogo contra cidadãos que protestavam em Kherson, cidade portuária no território sul da Ucrânia e atualmente sob o comando de Moscou. Os relatos apontam que os militares lançaram explosivos e gás lacrimogêneo contra manifestantes. Vídeos publicamos nas redes sociais mostram o momento em que os manifestantes começam a correr dos disparos, outras gravações mostram feridos.


8h15 – ‘Estamos abertos para entrada de ucranianos’, diz Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está aberto para a entrada de refugiados da Ucrânia. Em entrevista exclusiva à Jovem Pan News, ele falou sobre a possibilidade de acolhida e a repatriação de brasileiros que estão na guerra no Leste Europeu. “Repatriamos alguns a poucas semanas, quem quiser vir para o brasil daremos meios para vir. Bem como, ucranianos que queiram vir para cá têm a oportunidade através do visto humanitário. Estamos abertos para entrada de ucranianos e vamos colaborar com a vinda de brasileiros para cá”, mencionou.


8h57 – Rússia fala em ‘medidas de retaliação necessárias’ contra campanha de ódio ao país

Kremlin alerta que medidas de retaliação serão necessárias diante da “campanha de ódio” contra a Rússia. Em coletiva de imprensa nesta segunda, Dmitry Peskov, porta-voz de Moscou, afirmou que o país enfrentam uma “campanha de ódio sem paralelo”. “É definitivamente por isso que esses desenvolvimentos sem precedentes exigem medidas de retaliação sem paralelo”, especificou, detalhando, no entanto, que desconhece qualquer projeto que estabeleça a retaliação. Segundo documento obtido pela TASS, o Comitê de Construção do Estado e Legislação da Duma Estatal Russa votou a favor da ampliação das penalidades para relatórios falsos sobre órgãos oficiais russos trabalhando no exterior e sobre as ações das Forças Armadas Russas.


8h41 –  Eslovênia planeja enviar os representantes diplomáticos a Kiev

A Eslovênia planeja enviar seus representantes diplomáticos do país de volta à Ucrânia no final desta semana e indica que outras nações da União Europeia façam o mesmo. Segundo o primeiro-ministro Janez Jansa, o país “precisa de apoio diplomático”. Jansa  visitou Kiev na última semana, após deixar o país em 24 de fevereiro, com o início da invasão russa.


8h25 – Kremlin anunciou a falta de dinâmica das negociações com a Ucrânia

Segundo a agência russa Ria, o Kremlin não está satisfeito com o modelo de dinâmica das negociações com a Ucrânia. O secretário de imprensa presidencial, Dmitry Peskov. “O grau de progresso nas negociações provavelmente não é tão desejável, e não tão exigido pela dinâmica do desenvolvimento da situação para o lado ucraniano. […] O lado russo está demonstrando uma vontade muito maior de trabalhar de forma rápida e significativamente”, disse. Peskov afirmou ainda que para um possível encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky será necessário antes disso “conduzir e acordar os resultados das negociações”.


8h07 – Rússia adverte que embargo europeu ao petróleo afetará ‘todo o mundo’

Rússia alerta que um possível embargo da União Europeia ao petróleo russo afetaria “todo o mundo”. O posicionamento acontece no mesmo dia em que países do bloco se reúnem para avaliar possíveis novas sanções ao Kremlin. “Um embargo assim teria uma influência muito grave no mercado mundial de petróleo, uma influência negativa no mercado de energia da Europa. Mas os americanos não perderão nada, é evidente, eles se sentirão muito melhores do que os europeus”, afirmou Dmitry Peskov, porta-voz de Moscou. “Esta é uma decisão que afetaria todo o mundo”, acrescentou.

*Com Agence France-Presse


7h50 – Região de Zhytomyr é bombardeada; quatro pessoas morreram

A região de Zhytomyr foi novamente bombardeada, a informação foi divulgada pelo chefe da OVA Vitaliy Bunechko. “A Ucrânia repele as tropas russas, que atiram e destroem as principais infraestruturas e atingem casas. No último dia, o inimigo disparou jatos contra as aldeias da comunidade Narodytsia. Infelizmente, informamos que temos mortos e feridos. No entanto, mantemos nossa defesa e continuaremos a destruir o ocupante em solo ucraniano.” Segundo o Pravda, ao menos 4 pessoas morreram.


7h32 – UE considera ataque russo à cidade ucraniana de Mariupol um ‘enorme crime de guerra’

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, classificou como um “enorme crime de guerra” o ataque russo à cidade portuária ucraniana de Mariupol, que está sem energia elétrica, água potável e gás combustível. “O que está acontecendo em Mariupol é um enorme crime de guerra, [estão] destruindo tudo, bombardeando e matando a todos”, disse nesta segunda. Por sua vez, a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, afirmou que “são claramente e sem dúvidas crimes de guerra”, enquanto vários ministros mencionaram que o tamanho da destruição justifica discussões sobre sanções adicionais contra a Rússia. “Pelo nível de destruição na Ucrânia no momento é muito difícil, na minha opinião, argumentar que não devemos avançar o setor de energia, particularmente petróleo e carvão”, disse o chanceler da Irlanda, Simon Coveney.


7h17 – Kiev anuncia toque de recolher até 23 de março; serão 35 horas

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, anunciou novo período de toque de recolher na cidade, que é a capital ucraniana. Segundo comunicado, o período de restrição de circulação será das 20h desta segunda-feira até 7h do dia 23, quarta-feira, somando 35 horas de reclusão. “Lojas, farmácias, postos de gasolina, instituições não funcionarão amanhã. Portanto, peço a todos que fiquem em casa ou em abrigos – ao alarme. Apenas autorizações especiais poderão circular pela cidade. Seguimos as regras da lei marcial. Acreditamos em nossas Forças Armadas! Vamos ficar juntos! Glória à Ucrânia!”, diz mensagem. Civis que forem encontrados nas ruas sem autorização especial serão considerados membros de grupos inimigos.


7h02 – ‘Vocês devem nos apoiar porque suas vidas também dependem disso’, diz Zelensky à Alemanha

Em discurso aos cidadãos alemães, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltou a pedir que a Alemanha amplie as sanções à Rússia, interrompa o consumo de gás de Moscou e “que parem de patrocinar a Rússia”. “Sem comércio com vocês, sem suas empresas e bancos na Rússia, não haverá dinheiro para esta guerra […] Quando os mísseis russos atingiram 20 km das fronteiras da Otan, quando os tanques russos dispararam diretamente contra nossa usina nuclear, finalmente ficou claro para todos que você deve ouvir a Ucrânia. Você deve nos apoiar porque sua vida também depende disso. Não patrocine a máquina militar da Rússia, nem um único euro para os ocupantes. Feche todos os seus portos para eles, não forneça mercadorias, desista dos recursos energéticos russos. Pressione Rússia para deixar a Ucrânia.”


6h44 – Sobe para 115 o número de crianças mortas em conflitos na Ucrânia

Governo da Ucrânia calcula que pelo menos 115 crianças tenham sido mortas durante os primeiros 25 dias de conflitos com as tropas russas no país, além de outras 148 feridas. A informação foi divulgada pela gabinete da procuradora-geral Iryna Venediktova. A maioria das vítimas foi registrada na região de Kiev (58), região de Kharkiv (38), região de Donetsk (29), região de Chernihiv (31), região de Mykolaiv (22), região de Zhytomyr (15), região de Sumy (14) e região de Kherson ( 15), mostra o relatório, que menciona os números como “resultado da agressão armada russa”. Além disso, 530  instituições de ensino foram danificadas desde o início da invasão ao país, sendo que 72 delas foram completamente destruídas.


6h26 – Kiev continua sendo o principal alvo militar da Rússia, diz Defesa britânica

O Ministério da Defesa do Reino Unido acredita que Kiev, capital da Ucrânia, continua sendo a prioridade da Rússia para os avanços da invasão. Segundo publicação atualizada nesta segunda-feira, 21, os combates ferozes continuam ao norte da capital. “As forças que avançam de Gostomel para o noroeste foram repelidas pela feroz resistência ucraniana. A maioria das tropas russas permanece a mais de 25 quilômetros do centro da cidade”, disse o comunicado. Apesar da falta de progresso, a avaliação é que os soldados devem priorizar as tentativas de cercar a cidade nas próximas semanas.


6h07 – ‘São bombardeios em hospitais, não tem nada a ver com guerra’, diz combatente ucraniano

Combatente ucraniano da Legião Internacional, acredita que Kiev não vai depor as suas armas. Nascido na Alemanha, ele disse ter ido à Ucrânia para defender o país da Rússia. “Estou aqui para combater o Vladimir Putin, um grande terrorista, um grande assassino, e muitos outros motivos. Esta guerra deve parar agora, o mais rápido possível”, afirmou o combatente ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News. Ele preferiu não se identificar. “Estrutura da legião é muito boa, espírito alto. São muitos combates em volta, bombardeios em hospitais, isso não tem nada a ver com guerra, é disparar sem motivo. Não tem nada com base militar”, completou.


5h49 – Rússia perdeu mais de 15 mil soldados e 97 aeronaves em 25 dias de guerra

Balanço do Ministério da Defesa da Ucrânia mostra que a Rússia perdeu 97 aeronaves, 121 helicópteros, 489 tanques de guerra, 1.535 veículos militares blindados, 240 sistemas de artilharia, 43 equipamento de defesa aérea, três embarcações, 60 tanques de combustível, sete drones, 969 carros, entre outros equipamentos, desde o início da invasão ao territórios ucraniano. De acordo com as informações, o Kremlin também teve baixas nas equipes militares, com mais de 15 mil soldados mortos. As informações consideram informações de 24 de fevereiro até a manhã desta segunda-feira, 21.


5h31 – Rússia ataca centro de treinamento e mata 80 ‘mercenários estrangeiros e nacionalistas ucranianos’, diz porta-voz do Kremlin

Segundo agência de notícias russa Ria, militares do país atacaram um centro de treinamento para “mercenários estrangeiros e nacionalistas ucranianos” e mataram mais de 80 pessoas, disse o porta-voz do Ministério da Defesa, Igor Konashenkov. “Na noite de 21 de março, mísseis de cruzeiro de alta precisão lançados do ar atacaram um centro de treinamento para mercenários estrangeiros e formações nacionalistas ucranianas no campo de treinamento de armas combinadas de Novaya Lubomirka, na região de Rivne”, disse o general. Ao todo, 44 instalações militares foram atingidas durante a noite, incluindo quatro postos de comando, seis complexos Buk M-1 e quatro depósitos de armas.


5h15 – 8 corredores humanitários foram acordados nesta segunda

Segundo autoridades da Ucrânia, oito corredores humanitários foram acordados para esta segunda-feira e estarão disponíveis para a evacuação de civis e entrega de suprimentos para cidades ocupadas pela Rússia nos nos oblasts de Donetsk, Kiev e Luhansk. A informação foi confirmada pela vice-primeira-ministra e ministra para a Reintegração dos Territórios Temporariamente Ocupados, Iryna Vereshchuk. Os corredores humanitários para saída de cidadãos partem de Berdyansk a Zaporizhia; de Mangush a Zaporizhia; de Velyka Dymerka para Brovary; Vorzel à aldeia de Belogorodka; Bucha à aldeia de Belogorodka; Kozarovichi para Vyshhorod; de Lysychansk a Bakhmut; de Severodonetsk a Bakhmut e de Gorske a Bakhmut.


2h – Amônia vaza de indústria química em Sumy, alerta governador

O governador do oblast (região) de Sumy, Dmytro Zhyvytskyy, informou na madrugada desta segunda, 21, que houve um vazamento da substância amônia na indústria química de Sumykhimprom por volta das 4h30 – a unidade produz fertilizantes. Em seu canal no Telegram, Zhyvytskyy pediu que os moradores de um raio de até 2,5 quilômetros ao redor da fábrica se dirijam a abrigos e porões para proteção – ou que vão ao banheiro e liguem o chuveiro com um jato fino e respirem através de um curativo úmido (umedecido com solução de ácido acético ou cítrico). O governador descreveu a amônia como um “gás incolor com um odor pungente e sufocante” para ajudar na identificação da substância.


1h – Estados Unidos ainda pode aumentar sanções contra a Rússia, diz vice-conselheiro de Segurança Nacional

O vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA, Daleep Singh, afirmou que o país ainda pode impor novas sanções contra a Rússia. A economia do país de Vladimir Putin já foi bastante prejudicada com o que foi aplicado, e Singh sugeriu que os Estados Unidos poderiam mirar nos setores de petróleo e gás durante uma entrevista ao programa “60 minutes”. “Podemos ampliar nossas sanções. Tome as medidas, tome as sanções que já aplicamos, aplique-as em mais alvos. Aplique-os a mais setores. Mais bancos, mais setores que não tocamos. É principalmente sobre petróleo e gás, mas também há outros setores. Não quero especificá-los, mas acho que Putin saberia quais são”, provocou o americano.


21/03 – 0h – Rússia dá ultimato para que Mariupol seja entregue; Ucrânia não aceita

As Forças Armadas da Rússia deram um ultimato neste domingo, 20, para que a cidade de Mariupol se rendesse e fosse entregue pela Ucrânia a elas até às 5h da manhã de segunda, 21.“Uma terrível catástrofe humanitária se desenvolveu. Todos os que deporem as armas têm a garantia de uma passagem segura para fora de Mariupol”, prometeu o coronel-general Mikhail Mizintsev, acrescentando que corredores humanitários seriam abertos a oeste e leste de Mariupol, permitindo que civis deixassem a cidade. A oferta já foi recusada por autoridades ucranianas. “Não se pode falar em rendição, deposição de armas. Já informamos o lado russo sobre isso”, respondeu a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. Saiba mais.


23h – Bombardeio russo a shopping em Kiev deixa quatro mortes

Ao menos quatro pessoas foram mortas quando as forças russas bombardearam um shopping de Kiev neste domingo (20), de acordo com o Serviço Estatal de Urgências da Ucrânia. Anteriormente, o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, havia confirmado uma morte. Uma enorme explosão abalou a cidade no momento do ataque e causou incêndios entre os escombros do shopping Retroville, segundo repórteres. “O bombardeio inimigo provocou um incêndio no shopping no distrito noroeste de Podilsky e deixou vários carros em chamas”, disseram serviços de emergência no Facebook. Leia mais.


21h40 – Mais de 7 mil pessoas foram evacuadas de Mariupol neste domingo

Sob forte ataque russo, a cidade de Mariupol teve 7.295 pessoas evacuadas através de um corredor humanitário neste domingo, 20, de acordo com a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. Através do Telegram, Vereshchuk informou que 3.985 pessoas saíram de Mariupol e foram para Zaporizhzhia, em ônibus e carros particulares; nesta segunda, 21, está previsto o envio de até 50 ônibus para a cidade para continuar a retirar os civis da zona de conflito. A ministra ainda disse que não foi possível realizar a evacuação de Borodyanka por causa de uma violação do cessar-fogo por parte da Rússia. Um comunicado divulgado por Kirilo Timoshenko, consultor do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, relata que pelo menos 3.310 pessoas deixaram a região de Kiev. Saiba mais.


21h15 – Casa Branca descarta visita de Biden à Ucrania durante viagem à Europa

A Casa Branca descartou neste domingo, 20, uma visita do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, à Ucrânia na semana que vem, durante a sua viagem pela Europa, onde se reunirá com aliados para abordar a invasão da Rússia ao país europeu. “A viagem se concentrará no apoio ao povo ucraniano diante da invasão de Putin, mas não há planos para uma viagem à Ucrânia“, esclareceu a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, no Twitter. Leia mais.


20h15 – ‘Sem negociações não conseguiremos dar fim à guerra’, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou que está pronto para negociar com seu homólogo russo, Vladimir Putin, enfatizando que sem negociações não será possível acabar com a guerra, em entrevista transmitida neste domingo (20) pelo canal de televisão dos Estados Unidos CNN. “Estou pronto para negociar com ele. Estou pronto há dois anos e acredito que sem negociações não conseguiremos dar fim à guerra”, disse ele. O presidente ucraniano ainda defendeu os resultados das rodadas de conversas já realizadas e afirmou que, caso as negociação não cheguem num resultado, será a “terceira guerra mundial”. Leia mais.


19h15 – Subcomandante da frota russa do Mar Negro morre em combate na Ucrânia

O subcomandante da frota russa do Mar Negro, Andrei Palii, foi morto em combates entre forças russas e ucranianas perto de Mariupol, na Ucrânia, disseram autoridades russas neste domingo(20). “Andrei Nikolayevich Palii morreu na luta para libertar Mariupol dos nazistas ucranianos”, escreveu Mikhail Razvojaev, governador de Sebastopol, no Telegram. Segundo Razvojaev, Andrei Palii, um “homem aberto e honesto”, um “verdadeiro oficial de uma dinastia militar” que tinha “grande autoridade sobre a frota”, foi morto no sábado em confrontos para tomar Mariupol, cidade portuária estratégica no sudeste Ucrânia que está sitiada pelo exército russo há várias semanas.


18h – Zelensky suspende partidos pró-Rússia na Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky decidiu suspender 11 partidos políticos pró-Rússia no país por meio da Lei Marcial. A decisão foi divulgada neste domingo, 20, pelo próprio presidente em vídeo. “Dada a guerra em larga escala travada pela Federação Russa e as ligações de algumas estruturas políticas com este Estado, toda e qualquer atividade de vários partidos políticos é suspensa durante a lei marcial”, afirmou Zelensky. O partido Plataforma de Oposição, que tem 44 das 450 cadeiras no Parlamento da Ucrânia, será o mais afetado pela decisão. Seu líder, Viktor Medvedchuck, é bem próximo ao presidente russo Vladimir Putin.


17h – Embaixador chinês nos EUA nega que China envie armas para Rússia e Ucrânia

O embaixador chinês nos Estados Unidos, Qin Gang, afirmou neste domingo, 20, que a China não envia “armas nem munição” à Rússia nem à Ucrânia, em meio aos rumores de um suposto apoio chinês à invasão russa. “Há muita desinformação sobre o apoio militar da China à Rússia. Nós negamos. O que a China está enviando são medicamentos e sacos de dormir. Não vamos enviar armas nem munições para nenhum dos lados”, disse o diplomata em entrevista à emissora CBS. Qin Gang afirmou que a China “é contra a guerra” e que fará “o que for necessário para desescalar esta crise”, mas se recusou a condenar a invasão. O presidente dos EUA, Joe Biden, avisou o mandatário chinês, Xi Jinping, em videochamada na sexta-feira sobre as “consequências” para a China caso ofereça “apoio material” à Rússia na invasão à Ucrânia. O embaixador descreveu a chamada como “sincera, profunda e construtiva”, na qual Xi “deixou muito claro” que a China “representa a paz e se opõe à guerra”.

*Com informações da EFE


16h – 64 trabalhadores que estavam presos em Chernobyl são autorizados a sair

Depois de serem mantidos como reféns das tropas russas por três semanas, 64 trabalhadores da Usina de Chernobyl, na Ucrânia, conseguiram sair. Eles foram substituídos por 46 funcionários que se ofereceram para viajar até a usina, segundo relatos da BBC. Ao todo, 200 trabalhadores ficaram confinados no complexo desde o primeiro dia da invasão, em 24 de fevereiro, entre guardas e funcionários. Os remédios e comida já estavam acabando. A Usina chegou a perder a conexão com a rede elétrica, que foi restabelecida dias depois.


15h05 – Ataque russo em Mariupol é um ‘terror que será lembrado por séculos , diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou, em vídeo compartilhado em seu perfil no Facebook neste domingo, 20, que o cerco das tropas russas a Mariupol, cidade portuária no sudeste da Ucrânia, é “um terror que será lembrado por séculos”. Nas últimas horas, o exército da Rússia bombardeou uma escola de arte que servia de abrigo para 400 pessoas – o número de vítimas não foi informado, mas mulheres, crianças e idosos que estavam no local estão soterradas em escombros, de acordo com a administração da cidade. Na publicação, o líder ucraniano acusa o governo de Vladimir Putin de cometer crimes de guerra. “Fazer isso com uma cidade pacífica… O que os ocupantes fizeram é um terror que será lembrado por séculos”, disse Zelensky. O mandatário ucraniano também defendeu uma saída diplomática para o conflito, que ocorre desde o dia 24 de fevereiro. Saiba mais.


13h30 – Turquia diz que Rússia e Ucrânia estão perto de acordo sobre ‘questões concretas’

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, disse que Rússia e Ucrânia estão “perto” de chegar a um acordo sobre “questões concretas”. Na semana passada, o ministro viajou aos dois países para conversar com os seus homólogos: Sergei Lavrov, da Rússia, e Dmytro Kuleba, da Ucrânia. A declaração foi dada ao jornal turco Hurriyet. “Estamos trabalhando primeiro por um cessar-fogo humanitário e depois por um cessar-fogo permanente. Esta semana, encontrei-me com os meus homólogos na Rússia e na Ucrânia. Sei que as partes ainda estão negociando algumas questões concretas”, disse ao veículo. Vemos que as partes estão perto de concordar em questões fundamentais. Não é fácil chegar a um acordo enquanto os civis estão morrendo. Ainda assim, houve um avanço”, disse.


10h45 – ‘Terror de Mariupol ficará na história’, diz Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou na noite de sábado, 19, que o ataque russo à cidade de Mariupol “ficará na história” como um “crime de guerra”. “Fazer isso com uma cidade pacífica, o que os ocupantes fizeram, é um terror que será lembrado por séculos”, disse o líder ucraniano em um vídeo compartilhado no Facebook.


09h50 – Rússia lança míssil hipersônico pelo segundo dia consecutivo

A Rússia afirmou neste domingo, 20, que um míssil hipersônico para atingir um depósito de combustível na Ucrânia. É o segundo dia consecutivo em que as forças russas usam esse tipo de arma. “Um grande estoque de combustível foi destruído por mísseis de cruzeiro ‘Kalibr’ disparados do Mar Cáspio, bem como por mísseis balísticos hipersônicos disparados pelo sistema ‘Kinjal’ do espaço aéreo da Crimeia”, informou o ministério russo da Defesa em comunicado, segundo a AFP.


08h30 – Pesquisa mostra que 93% dos ucranianos acreditam na vitória sobre a Rússia

Uma pesquisa realizada pelo instituto Rating Group mostra que 93% dos ucranianos acreditam na vitória sobre a Rússia. O levantamento foi realizado na última quinta-feira, 18. Entre os entrevistados, 77% acreditam que as coisas na Ucrânia estão indo na direção certa. Apenas 14% discordaram, 10% não souberam avaliar. Em todas as regiões e entre todas as faixas etárias, predomina a avaliação da direção como correta. Quase metade dos entrevistados (47%) espera que a Ucrânia consiga vencer a guerra com a Rússia nas próximas semanas. Um quarto (23%) acredita que a guerra vai durar vários meses. Apenas 12% pensam que a guerra terminará em seis meses ou mais. Quase não há pessoas que não acreditem na vitória; 17% ainda não foram capazes de opinar.


07h30 – Russos bombardeiam escola de artes com 400 refugiados em Mariupol

As forças russas bombardearam na noite de sábado, 20, uma escola de artes em Mariupol. Segundo o governo da cidade, cerca de 400 pessoas estavam escondidas no local. “Sabe-se que o prédio foi destruído, e os civis ainda estão sob os escombros. O número de vítimas ainda está sendo contabilizado”, informa a Câmara Municipal de Mariupol.


06h30 – Ucrânia diz que não tem como reforçar defesa de Mariupol

Olexij Arestowytsch, assessor do presidente Volodymyr Zelensky, informou que o governo não tem capacidade de reforçar a defesa em Mariupol, cidade que está sendo fortemente atacada pelo Exército russo na última semana. “Não existe atualmente uma solução militar para Mariupol. Não é apenas a minha opinião, é também a opinião dos militares”, afirmou Arestowytsch. Segundo o assessor, as tropas ucranianas mais próximas estão a mais de 100 quilômetros de distância de Mariupol ou já envolvidas em combates com as forças inimigas.


2h – Tropas russas param ônibus que iam a Mariupol retirar civis

Um comboio de ônibus que ia de Zaporizhzhia a Mariupol para retirar civis da zona de conflito através de um corredor humanitário teve o caminho interrompido. De acordo com o Conselho Municipal da cidade de Berdyansk, os soldados russos não permitiram que os veículos entrassem na cidade nem que os motoristas pudessem dormir no local. Berdyansk, que está sob domínio russo, fica a 85 quilômetros de Mariupol, uma das principais zonas conflagradas nos últimos dias.


1h – Unicef alerta para risco de que crianças ucranianas sejam vítimas de tráfico humano

A agência da ONU para a infância, Unicef, teme que o aumento no número de crianças ucranianas refugiadas faça com que elas sejam traficadas. “A guerra na Ucrânia está levando a deslocamentos em massa e fluxos de refugiados – condições que podem levar a um aumento significativo no tráfico de pessoas e a uma crise aguda de proteção infantil. Crianças deslocadas são extremamente vulneráveis a serem separadas de suas famílias, exploradas e traficadas”, disse Afshan Khan, diretor regional da Unicef para a Europa e Ásia Central. Ele pediu aos governos que implementem medidas para mantê-las seguras.


20/03 – 0h – Civis de Mariupol estão sendo levados para campos na Rússia, diz conselho municipal

O Conselho Municipal da cidade de Mariupol, uma das mais atacadas pela Rússia ao longo da última semana, afirmou em um comunicado oficial que os civis estão sendo retirados do município e levados para campos na Rússia. “Os ocupantes retiraram ilegalmente pessoas do bairro da Margem Esquerda e de abrigos no prédio do clube esportivo, onde mais de mil pessoas (principalmente mulheres e crianças) se escondiam dos constantes bombardeios”. O conselho disse que os moradores foram levados para “campos de filtragem, onde os ocupantes verificavam os telefones e documentos das pessoas”. Depois, os moradores foram “redirecionados para cidades remotas na Rússia, o destino de outros permanece desconhecido”. Pyotr Andryuschenko, assistente da prefeitura de Mariupol, afirmou ao jornal americano “The New York Times” que entre 4.500 e 5.000 residentes foram levados para a Rússia sem passaporte e contra a própria vontade.


23h – Zelensky chama russos de incompetentes e diz que ucranianos provaram que sabem como lutar

Em mais um vídeo no qual se dirige à população ucraniana, o presidente Volodymyr Zelensky elogiou a força de seu povo e disse que eles sabem lutar, e ofendeu os comandantes russos. “O 24º dia da invasão em larga escala pela Rússia acabou. Após oito anos de agressão, os ucranianos provaram que sabem lutar mais profissionalmente do que um exército que luta há décadas em diferentes regiões e sob diferentes condições. Respondemos com sabedoria e coragem ao grande número de seus equipamentos e soldados enviados para a Ucrânia. Este é um lugar onde os militares russos e seus comandantes se mostraram completamente como são: incompetentes, capazes de simplesmente levar seu povo ao massacre”, disse o mandatário. Ainda informou que 6,6 mil pessoas foram evacuadas de zonas de conflito por meio de corredores humanitários neste sábado, 19, sendo quatro mil de Mariupol.


22h – Duas crianças morrem em desabamento de prédio durante ataque russo no leste da Ucrânia

Neste sábado, 19, duas crianças foram mortas na cidade de Rubizhne, próximo a Kiev, depois de serem retiradas dos escombros de um prédio residencial atingido por um bombardeio, disseram os serviços de emergência da Ucrânia. Uma mulher também morreu no mesmo desabamento, a filha dela sobreviveu. Rubizhne está próximo de dois estados pró-Rússia separatistas no leste. Na sexta-feira, 18, quatro pessoas morreram e outras dez ficaram feridas quando a artilharia russa se voltou a comunidades da região. O chefe regional, Serhii Haidai, disse que um total de 54 prédios foram atingidos.


21h30 – Rússia não tem controle sobre o espaço aéreo da Ucrânia, diz Reino Unido

A Rússia não está conseguindo controlar o espaço aéreo da Ucrânia, um dos principais objetivos de Moscou, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido. A inteligência do ministério disse que a Rússia “não conseguiu obter o controle do ar e depende em grande parte de armas de combate” lançadas do espaço aéreo russo. “Ganhar o controle do ar foi um dos principais objetivos da Rússia para os primeiros dias do conflito e o fracasso contínuo em fazê-lo prejudicou significativamente seu progresso operacional”, diz o ministério.


17h30- Ataques aéreos atingem a cidade de Mykolaiv; quartel militar é atingido

A cidade de Mykolaiv tem sofrido com fortes bombardeios da Rússia nesse final de semana. Na madrugada deste sábado, 19, um quartel militar foi atingido na região sul. Cerca de 200 soldados estavam dormindo quando três mísseis caíram no local. De acordo com a mídia internacional, 57 pessoas foram resgatadas e levadas ao hospital, o restante de soldados ainda não foi resgatado. A equipe de emergência não crê em sobreviventes devido as baixas temperaturas na cidade. Segundo o chefe da administração regional, Vitaly Kim, não deu tempo de alertar sobre os últimos ataques.


17h – Mais de 3,3 milhões de refugiados fugiram para o oeste, diz vice-primeira-ministra ucraniana

Iryna Vereshchuk disse neste sábado, 19, em entrevista à Reuters que mais de 3,3 milhões de refugiados fugiram da Ucrânia em direção ao oeste, próximo da fronteira ocidental. Outros dois milhões estão se deslocando dentro do país. Ainda segundo a vice-ministra, 190 mil civis foram evacuados da linha de frente dos combates desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, por corredores humanitários. Neste sábado corredores nas regiões de Kiev e Luhansk estão funcionando, mas um corredor planejado para Mariupol está em operação parcial.


16h20 – Rússia confirma uso de mísseis hipersônicos na Ucrânia

Pela primeira vez na história, a Rússia utilizou mísseis hipersônicos em um conflito militar. O exército russo confirmou neste sábado, 19, uma operação contra um abrigo subterrâneo na sexta-feira com o míssel Kinjal. A arma só tinha sido utilizada em testes em 2018. Os mísseis balísticos hipersônicos Kinjal e os mísseis de cruzeiro Zircon pertencem a uma família de novas armas desenvolvidas pela Rússia e que o presidente Vladimir Putin descreve como “invencíveis”. Eles são mais difíceis de serem abatidos por sua velocidade e manobrabilidade. Saiba mais.


15h30 – Rússia destrói grande parte da usina metalúrgica de Azovstal, dizem autoridades

O Exército da Rússia destruiu quase completamente a usina metalúrgica de Azovstal, em Mariupol, no sul da Ucrânia, uma das maiores da Europa, segundo informações do Ministério do Interior ucraniano. “Segundo nossas informações, perdemos esse gigante econômico. Uma das usinas metalúrgicas da Europa foi sistematicamente destruída”, disse o ministro do Interior, Vadym Denysenko. “É imaginável que (o presidente russo, Vladimir) Putin tenha dado pessoalmente a ordem para a destruir toda a cidade. O objetivo de Putin não é desmilitarizar a Ucrânia, mas desindustrializá-la. Teremos que reconstruir as nossas usinas nas próximas décadas”, acrescentou o ministro.

*Com informações da EFE


14h30 – Ucrânia pede à China que condene a ‘barbárie’ russa

A Ucrânia, por meio do assessor presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak, pediu neste sábado, 19, que a China condene a Rússia pela invasão. “A China pode ser um elemento importante no sistema de segurança global, se tomar a decisão certa – apoiar a coalizão de países civilizados e condenar a barbárie da Rússia”, escreveu Podalyak no Twitter.


12h00 – Fifa doa 1 milhão de dólares à Ucrânia

A Fifa liberou neste sábado, 19, um milhão de dólares, mais de R$ 5 milhões, para ajudar as vítimas da crise humanitária gerada na Ucrânia pela invasão russa. Segundo a entidade esportiva, a verba deve ser destinada às necessidades que foram identificadas como as mais urgente. A Fundação Fifa está pronta para fornecer parte da ajuda necessária, trabalhando em conjunto com as comunidades do futebol na Ucrânia e na região”, disse o presidente Gianni Infantino, em comunicado. A Fifa já tinha enviado material de emergência à Ucrânia através da sua fundação, diz a AFP.


11h30 – Nos últimos dias, 10 civis foram mortos em Kiev e Luhansk 

Nos últimos dois dias, dez civisforam mortos por bombardeios nas regiões de Kiev e Luhansk, disseram autoridades ucranianas. Entre elas, duas crianças. Segundo a BBC, sete civis foram mortos e cinco ficaram feridos como resultado de um ataque de morteiro na cidade de Makariv, na região de Kiev, em 18 de março. Uma mulher e duas crianças foram encontradas mortas sob os escombros de uma casa que desabou como resultado de um bombardeio na cidade de Rubizhne, na região de Luhansk, em 19 de março.


10h40 – ‘EUA estão impedindo Kiev de concordar com as exigências da Rússia’

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que os Estados Unidos estão atrapalhando as negociações de paz entre o país e. aUcrânia. “É constantemente sentido que a delegação ucraniana está sendo segurada pela mão, provavelmente pelos americanos, não permitindo que eles concordem com as exigências que eu acho que são absolutamente mínimas”, disse ele, segundo a agência de notícias russa Interfax.


10h30 – Boris Johnson fala sobre programa energético para diminuir dependência da Rússia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, falou neste sábado, 19, sobre o programa de energia do Reino Unido para diminuir a dependência da Rússia. “Nós vamos utilizar esses atos do governo para aumentar a nossa produção de energia eólica e investir em energia limpa, verde. E como nós bamos pagar por isso? Eu venho falando com investidores internacionais e eles estão ‘ardendo’ para realizar investimentos na infraestrutura britânica”, afirmou.


10h00 – Relacionamento entre Rússia e China ficará mais forte, diz ministro das Relações Exteriores da Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acredita que a relação do país com a China ficará mais estreita após o conflito com a Ucrânia. “Em um momento em que o Ocidente está descaradamente minando todos os fundamentos sobre os quais o sistema internacional se baseia, é claro que nós – como duas grandes potências – precisamos pensar em como continuar neste mundo”, disse Lavrov.


09h30 – Zelensky manda recado para Rússia: ‘É hora de nos conhecermos’

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, mandou um recado para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, neste sábado, 19. “Quero que todos me escutem agora, especialmente em Moscou. É hora de nos conhecermos. Hora de conversar. É hora de restaurar a integridade territorial e a justiça para a Ucrânia. Caso contrário, as perdas da Rússia serão tais que não terá várias gerações para ascender”, afirmou Zelensky em um vídeo divulgado no site da presidência ucraniana.


8h30 – Rússia confirma primeiro ataque com armas supersônicas na Ucrânia

O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o uso de mísseis hipersônicos do complexo Dagger para destruir armazéns subterrâneos de armas no oeste da Ucrânia. “Em 18 de março, o sistema de mísseis de aviação Dagger com mísseis aerobalísticos hipersônicos destruiu um grande armazém subterrâneo de mísseis e munição de aviação das tropas ucranianas na aldeia de Delyatyn, região de Ivano-Frankivsk”, disse disse Igor Konashenkov, porta-voz do ministério, segundo o The Kyiv Independent.


7h05 – Lviv pode ser alvo de novos bombardeios

Sinais de alerta foram soados em Lviv na manhã deste sábado, 19. Com os alarmes, a população ucraniana procurou por bankers e por outros locais para se abrigar. Na última sexta-feira, 18, a cidade foi atingida pela pela vez desde o início da guerra. Mísses russos foram dispradas nas imediações do aeroporto de Lviv. O muncípio é conhecido por ser por ter recebido mais de 200.000 deslocados durante a invasão russa.


6h40 – Negociador ucraniano diz que declarações de políticos da UE ‘encorajam’ a Rússia

O negociador e conselheiro da Ucrânia, Mikhailo Podolyak, criticou a postura da Otan durante a invasão russa à Ucrânia. “A ministra  [da Defesa da Alemenha] Christine Lambrecht disse abertamente: ‘A OTAN não intervirá no conflito e não criará uma zona de exclusão aérea na Ucrânia “. Cada uma dessas declarações de políticos da União Europeia encoraja Rússia a massacrar a Ucrânia”, afirmou Podalyak. “Se você não reconhece a guerra e tem medo de Putin, pelo menos não faça declarações provocativas”, alfinetou o negociador.


6h15 – Governador de Luhansk anuncia abertura de corredor humanitário neste sábado

O governador de Luhansk, Serhiy Gaiday, informou que um corredor humanitário foi aberto neste sábado, 19. Segundo acordo firmado entre Ucrânia e Rússia, o “modo silencioso” começou a partir das 9 horas, horário local. Serão disponibilizados ao longo do dia linhas de ônibus e trem para evacuação dos moradores. “Estamos tentando evacuar o maior número possível de moradores da região para os locais seguros e fornecer ajuda humanitária para aqueles que permanecerem”, disse Gaiday. ” A evacuação só é possível em caso de ausência de bombardeamento. Esperamos pelo silêncio”, acrescentou.


1h30 – Ucrânia e Moldávia sincronizam rede elétrica europeia

A Ucrânia e a Moldávia sincronizaram a rede elétrica nesta semana, informou Samantha Power, líder da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. Segundo ela, “essa medida melhorará a estabilidade da energia elétrica para instalações críticas em maio à guerra contínua”, disse. Várias cidades ucranianas estão sem energia elétrica devido os bombardeios das tropas russas.


1h – CDG diz que 40 milhões ficarão em extrema pobreza por guerra na Ucrânia

O think tank dos EUA – Centro para o Desenvolvimento Global – estimou que mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo entrarão na “pobreza extrema” nos próximos meses devido à guerra da Ucrânia, e isso não é só na Ucrânia, mas em todo o mundo devido aos picos de preços globais de alimentos e energia. A região em guerra é muito importante para o comércio agrícola, sendo responsável por 29% do trigo do mundo. Já a Rússia e a Bielorrússia respondem por um sexto do fertilizando do mundo. Os países mais pobres serão afetados de forma desproporcional. Os especialistas da CGD pedem que os países do G20 ajam com “rapidez e generosidade” para apoiar as necessidades humanitárias.


00h30 – Ministro do Interior da Ucrânia diz que ‘levaria anos’ para encontrar bombas não detonadas

O ministro do Interior da Ucrânia, Denys Monastyrsky, disse em entrevista à Associated Press que levará anos para encontrar e desarmar todas as munições não detonadas no país. “Um grande número de bombas e minas foram disparadas contra a Ucrânia e uma grande parte não explodiu. Eles permanecem sob os escombros e representam uma ameaça real. Levará anos, não meses, para desativá-los”, lamentou.


19/03 – 00h – Rússia tem implementado ‘regime policial rígido’ em áreas dominadas na Ucrânia

A Rússia tem apelado para um ‘regime administrativo e policial rígido’ nas áreas que está controlando na Ucrânia. A afirmação é do Institute for the Study of War (Instituto para o Estudo da Guerra) dos Estados Unidos, que se baseia em relatórios do Estado-Maior Geral das Forças Armadas ucranianas. Apesar de criar uma regulação nas áreas, os russos têm distribuído alimento aos civis para tentar manter uma “imagem positiva”. O relatório da ISW afirma que as tropas da Rússia continuam a prender funcionários públicos pró-ucranianos e ativistas. A situação está tão rígida que há relatos de demissão de generais por seu desempenho.


23h – Exército ucraniano conduziu contra-ataque bem-sucedido em Mykailov, diz think tank americano

O exército ucraniano conduziu um grande contra-ataque bem-sucedido em Mykailov nos últimos dias, informou nesta sexta, 18, o think tank americano Institute of the Study of War (Instituto para o Estudo da Guerra, em tradução livre), que monitora a situação no solo. De acordo com o ISW, os russos conseguiram ganhos territoriais apenas no entorno de Mariupol na sexta e têm que lidar com problemas de abastecimento e falta de moral das tropas. Alguns soldados russos estariam até mesmo se ferindo de propósito para não serem enviados para a guerra. O Estado-Maior ucraniano informou que as forças do país “continuam passo a passo para libertar o território temporariamente ocupado em todas as direções” na sexta, a primeira menção ucraniana de realizar contra-ataques “em todas as direções”, segundo a ISW.


22h40 – Avião militar dos EUA desaparece durante exercícios da Otan na Noruega

Um pequeno avião militar dos Estados Unidos com quatro tripulantes que participava de manobras da Otan na Noruega foi declarado desaparecido nesta sexta-feira (18), informaram as autoridades do país escandinavo. O avião US OSPREY “foi declarado desaparecido às 08h26 (14:26 no horário de Brasília) no sul de Bodø” (norte), informaram os Serviços de Resgate (HRS) da Noruega em comunicado, no qual citam as más condições meteorológicas do local naquele momento. Não se sabe se os quatro tripulantes estão vivos ou não. Leia mais.


22h20 – Zoológico de Kiev pede corredor humanitário para resgatar animais

O zoológico Park XII Meses, localizado em Demidiv a 25 km ao norte de Kiev, capital da Ucrânia, pediu ajuda para evacuar animais ou trazer comida para aqueles que são difíceis de transportar, pois alguns começaram a morrer. A região está sem gás e sem luz por causa dos bombardeios russos. A primeira vez em que o diretor do zoológico, Mikhail Pinchuk, pediu ajuda foi em 9 de março.


22h05 – Militares ucranianos estão isolados no Mar de Azov, diz Estado-Maior das Forças Armadas

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia disse na madrugada deste sábado, 19, que os russos conseguiram cortar o acesso dos militares ucranianos ao Mar de Azov, uma importante rota marítima entre os países. “Os ocupantes tiveram sucesso parcial na área operacional de Donetsk – privando temporariamente a Ucrânia do acesso ao Mar de Azov”, disse o comunicado de imprensa. A nota ressalta que esse bloqueio é uma forma de ‘compensar’ as tentativas frustradas nos principais objetivos da guerra. “O inimigo está tentando compensar as falhas no avanço das tropas durante a operação terrestre lançando mísseis e bombardeios usando armas de alta precisão e bombardeios indiscriminados”. Para muitos especialistas, a Rússia ‘calculou mal’ a invasão à Ucrânia achando que não enfrentaria resistência, e agora se depara com o avanço lento de suas tropas.


21h45 – Zelensky pede fim da guerra e faz duras críticas a comício em Moscou

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em seu discurso noturno nesta sexta-feira, 18, que a guerra contra a Rússia precisa acabar. O político comentou sobre o comício lotado em Moscou, no estádio Luzhniki, nesta sexta em que o presidente russo Vladimir Putin comemorou os oito anos de anexação da Crimeia, região sul da Ucrânia.”Muitas palavras foram ouvidas em Moscou hoje em conexão com o aniversário da captura da Crimeia”, disse Zelensky. “Houve um grande comício. E quero chamar a atenção para um detalhe. É relatado que cerca de 200 mil pessoas estiveram envolvidas no comício na capital russa – 100.000 nas ruas, cerca de 95.000 no estádio. Aproximadamente o mesmo número de tropas russas esteve envolvido na invasão da Ucrânia. Imagine que há 14 mil corpos e dezenas de milhares de feridos e mutilados naquele estádio em Moscou. Já existem muitas baixas russas nesta invasão. Este é o preço da guerra. Um pouco mais de três semanas. A guerra deve acabar”, completou. Quartorze mil é o número de soldados russos que morreram na invasão à Ucrânia desde o dia 24 de fevereiro, segundo estimativa do Estado Maior das Forças Armadas do país. A Rússia, no entanto, afirma que apenas 498 soldados morreram em combate. Saiba mais.


21h20 – Ex-primeiro-ministro britânico dirige caminhão com ajuda para refugiados da Ucrânia

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, revelou nesta sexta-feira que está a caminho da Polônia, dirigindo um caminhão carregado com suprimentos e ajuda humanitária destinados a refugiados da guerra na Ucrânia. “Será uma longa jornada, manterei vocês informados ao longo do caminho”, escreveu o ex-chefe do governo britânico em seu tweet. Cameron está viajando com outras duas pessoas da instituição de caridade Chippy Larder, com a qual diz ter colaborado nos últimos dois anos. “Nas últimas duas semanas fizemos um apelo para receber as coisas que os refugiados da Ucrânia precisam quando chegam à Polônia. A resposta tem sido incrível”. Graças a essas doações, voluntários da organização em Chipping Norton, uma cidade em uma área rica do interior inglês, a oeste de Londres, encheram um “pequeno caminhão” com roupas, fraldas, material sanitário e de primeiros socorros, entre outros produtos, que entregarão à Cruz Vermelha. “A generosidade da comunidade (do condado) de West Oxfordshire e dos cidadãos britânicos em geral tem sido fenomenal, ajudando nossos vizinhos em momentos de necessidade”, destacou Cameron.


21h – Linha de energia da usina de Zaporizhzhia é restaurada; duas ainda estão danificadas

Uma das linhas de energia elétrica que abastecem a usina nuclear de Zaporizhzhia foi restaurada nesta sexta, 18, de acordo com a companhia nacional de energia na Ucrânia. Três das cinco linhas da usina, a maior do tipo na Europa, haviam sido danificadas ou desconectadas quando tropas russas tomaram o controle do local, duas semanas atrás. Segundo a agência de notícias ucraniana Interfax, especialistas ucranianos conseguiram restabelecer o fornecimento em uma das linhas e trabalham para o das outras duas.


20h40 – Dezenas morreram em Mykoilav após ataque russo a quartel, afirma deputado

O deputado ucraniano Oleksiy Honcharenko, afirmou que dezenas de pessoas morreram em um ataque russo a localidades do exército ucraniano na cidade de Mykoilav, no sul do país. “Infelizmente tivemos um grande ataque, um ataque com mísseis em Mykolaiv. Dezenas de pessoas foram mortas. Dúzias estão feridas e estamos falando de mísseis, mísseis balísticos”, afirmou ao canal de televisão britânico BBC. “Mykolaiv está lutando ferozmente no terreno e mantendo o terreno e a Rússia simplesmente não aguentou, então eles começaram o terror contra a população local, civis”, criticou o parlamentar.


20h20 – ONU entrega primeiro comboio de ajuda humanitária de emergência em Sumy

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou ter entregado nesta sexta, 18, ajuda humanitária na cidade de Sumy, no noroeste da Ucrânia. De acordo com a entidade, foram entregues 130 toneladas de ajuda, que incluem suprimentos médicos, água engarrafada, refeições prontas e alimentos enlatados, capaz de auxiliar a sobrevivência de cerca de 35.000 pessoas. Além desses itens, o comboio também levou equipamentos para consertar sistemas de água para atender 50 mil pessoas. Segundo a ONU, esse foi o primeiro de outros envios que chegarão aos ucranianos.


20h – Mais de nove mil pessoas foram evacuadas por corredores humanitários nesta sexta

As autoridades ucranianas conseguiram evacuar 9.145 pessoas através de corredores humanitários nesta sexta, 18, de acordo com informações do vice-chefe de gabinete da presidência do país, Kyrylo Tymoshenko. Segundo Tymoshenko, aproximadamente cinco mil pessoas conseguiram deixar Mariupol, cidade portuária no sul, mais de quatro mil saíram de Sumy, no noroeste, e outras 500 saíram de Zaporizhzhia, onde fica localizada a maior usina nuclear da Europa. Na quinta, o gabinete relatou que cinco mil pessoas haviam sido evacuadas.


19h40 – Combates chegaram ao centro da cidade de Mariupol, diz prefeito

O prefeito de Mariupol, Vadym Boichenko, informou que os combates entre forças russas e ucranianas chegaram até o centro da cidade, durante uma entrevista ao canal de televisão BBC. “Sim, eles [os combates] estavam realmente ativos hoje. As batalhas de tanques e metralhadoras continuam. Todo mundo está escondido em bunkers”, disse. Segundo ele, 80% dos prédios residenciais da cidade foram atingidos e 30% não podem ser recuperados. “Não sobrou nada do centro da cidade. Não há uma partezinha sequer da cidade que não tenha sinais de guerra”, relatou.


19h20 – Eslováquia pretende enviar caças MiG-29 e sistemas antiaéreo S-300 à Ucrânia

O governo da Eslováquia divulgou uma nota em que afirma estar disposta a fornecer caças MiG-29 e sistemas de defesa aérea S-300 ao governo de Volodymyr Zelensky. Ambos são fabricados em território russo. Jaroslav Nad, ministro da Defesa eslovaco, alegou que poderia realizar o envio “imediato” assim que conseguirem um equipamento substitutivo. “Se houver uma situação em que tenhamos um substituto adequado, ou tenhamos uma garantia de capacidade por um determinado período de tempo, estaremos dispostos a discutir o futuro do sistema S-300”, afirmou o político.


18h30 – Após bloquear Facebook e Instagram, Rússia mira em restrição ao YouTube

País comandado por Vladimir Putin realizou uma ameaça nesta sexta-feira, 18, e afirmou que poderá banir o YouTube de seu país. O Kremlin alega que a plataforma conta com vídeos que ameaçam a população russa e o conteúdo é considerado uma “atividade terrorista”. Para que a sanção não seja imposta, o Roskomnadzor, órgão regulador de comunicações da Rússia, exigiu que o site pare de disseminar os vídeos considerados ‘ameaçadores’ à população local.


18h05 – EUA alertam para ‘consequências’ se China ajudar a Rússia

O presidente dos EUA, Joe Biden, alertou para as “consequências se a China fornecer apoio material à Rússia” na guerra com a Ucrânia, mas não especificou as retaliações a qual o país estará expostas se ajudar Putin. Durante conversa com Xi Jinping nesta sexta-feira, 18, Biden também detalhou as duras sanções econômicas e financeiras impostas pelo Ocidente. A esperada reunião entre os dois chefes de Estado não parece ter mudado significativamente a posição dos Estados Unidos, nem a da China, que nunca condenou ou criticou o ataque da Rússia. Xi foi ambíguo, ressaltando que as guerras “não interessam a ninguém” e que “a crise ucraniana não é algo que eles gostariam que acontecesse”, segundo declarações citadas pela TV chinesa antes do fim da conversa.

*Com informações da AFP


17h47 – Putin acusa Ucrânia de ‘crimes de guerra’ e diz que tropas russas estão fazendo o possível para preservar a vida

Vladimir Putin conversou com o líder francês, Emmanuel Macron, nesta sexta-feira, 18. Durante a conversa, o presidente russo disse que a Ucrânia está cometendo crimes de guerra diariamente e que as tropas da Rússia estão fazendo “todo o possível para preservar a vida de civis pacíficos”. Segundo o Kremlin, Putin mencionou os ataques ocorridos na cidade de Donbass – região no leste da Ucrânia controlada por separatistas pró-Rússia. Os líderes também teriam conversado sobre as negociações de cessar-fogo que estão sendo discutidas por negociadores de Rússia e Ucrânia e Macron “exigiu novamente o respeito imediato de um cessar-fogo” e falou sobre a “a deterioração da situação, a continuação dos ataques que atingem civis e o desrespeito do direito humanitário”. O presidente francês expressou sua “extrema preocupação” com a situação em Mariupol, cidade no sudeste da Ucrânia bombardeada pelo exército russo, e pediu o levantamento do cerco.


17h23 – Seis países denunciam ‘desinformação’ espalhada pela Rússia na ONU

Seis países ocidentais, membros do Conselho de Segurança da ONU, denunciaram nesta sexta-feira, 18, a disseminação de “desinformação” e “propaganda” da Rússia sobre a guerra na Ucrânia. As delegações fizeram a declaração antes de uma reunião solicitada pela Rússia e com foco nas supostas armas biológicas presentes no conflito. “Esta reunião e essas mentiras são projetadas com um propósito: desviar a responsabilidade da Rússia por esta guerra e pela catástrofe humanitária que ela causou”, disseram os países em um comunicado conjunto, lido pela embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas Greenfield. Assinam o documento a França, Noruega, Albânia, Irlanda e Reino Unido.


17h13 – Jornalista ucraniana é mantida como refém por soldados russos, diz emissora

A emissora de TV digital, Hromadske International, informou nesta sexta-feira, 18, que a jornalista ucraniana Victoria Roshchyna está sendo mantida como refém por soldados russos. Segundo o jornal, a profissional teria sido detida em 15 de março pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia quando estava a caminho de Mariupol. “Apelamos à comunidade ucraniana e internacional para nos ajudar a encontrar e libertar Victoria Roshchyna, jornalista de Hromadske”, escreveu a TV em uma rede social.

 


16h10 – Ministro da Rússia: Brasil não aceitará imposições dos Estados Unidos

O Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, conversou com jornalistas na manhã desta quinta-feira, 17, e acusou o governo russo de basear-se em um “tripé habitual” durante os ataques na Ucrânia: “bombardeios indiscriminados, supostos ‘corredores’ humanitários e conversas sem outro propósito a não ser fingir que estão negociando”.


15h50 – Rússia afirma que acordo para cessar-fogo na Ucrânia está ‘no meio do caminho’

A Rússia realizou na tarde desta sexta-feira, 18, a primeira indicação formal de que um acordo de paz com a Ucrânia para um acordo de paz e cessar-fogo das tropas. Vladimir Medinsky, representante russo nas negociações entre os dois poderes, alegou ao fim de mais uma reunião que o pacto está “no meio do caminho”. Segundo o Kremlin, ainda há detalhes que precisam ser discutidos sobre as garantias de segurança para os países, caso a Ucrânia desista de entrar na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e desmilitarize seu país. Até o momento, o cessar-fogo apenas foi discutido entre os representantes russos e ucranianos e a guerra no leste europeu chegou ao seu 23º dia de conflito.


15h30 – Bombardeio russo atinge imediações do aeroporto de Lviv, afirma prefeito

As imediações do aeroporto de Lviv, no oeste da Ucrânia, foram atingidas por mísseis russos nesta sexta-feira, 18, segundo o prefeito da cidade Andriy Savody. Ele informou que o bombardeio não atingiram uma fábrica de reparo de aviões e que não há vítimas. “Trata-se de um bombardeio contra a cidade de Lviv, um centro humanitário onde há mais de 200.000 deslocados”, disse. O governador regional de Lviv, Maksym Kozytsky afirmou que o ataque  mostra que os russos “estão lutando não contra os militares, mas contra a população”. Saiba mais.


15h10 – Ucrânia diz que ao menos 130 pessoas foram resgatadas com vida do teatro bombardeado

A Comissária de Direitos Humanos do Parlamento ucraniano, Liudmyla Denisova, informou nesta sexta-feira, que ao menos 130 pessoas foram resgatadas com vida de um teatro bombardeado. “Sabemos que foram evacuadas 130 pessoas, mas, segundo nossos dados, há mais de 1,3 mil que estão naqueles porões, no abrigo antiaéreo”, explicou Danisova. O local, que servia de abrigo para mulheres e crianças da guerra que já dura 23 dias, foi bombardeado na quarta-feira, 16, pelas tropas russas. “Rezamos para que todos estejam vivos, no entanto, no momento, não há informação sobre eles”, completou a Comissária de Direitos Humanos do Parlamento. Na quinta-feira, o deputado Serhiy Taruta afirmou, em postagem no Facebook, que o ‘bunker’ subterrâneo no teatro “resistiu” e que as pessoas que estavam no local sobreviveram a um bombardeio.


14h50 – ‘Seremos membros da União Europeia’, diz Zelensky 

Durante um pronunciamento ao vivo realizado nesta sexta-feira, 18, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que seu país vai ser membro da União Europeia. “Nós vamos reconstruir tudo. Nós vamos ser membros da União Europeia. Nossa vida vai ser diferente”, discursou. Em sua conta no twitter, Zelensky tuitou que conversou com a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e que espera progressos em seu pedido de adesão ao bloco. “Tive uma conversa substancial com o Presidente da CE @vonderleyen. O parecer da CE sobre o pedido de adesão à UA #EU será preparado dentro de alguns meses. Governo da UA e CE são instruídos. Movendo-se para o nosso objetivo estratégico juntos.”, publicou Zelensky. Ursula von der Leyen garantiu a Zelensky que o caminho europeu da Ucrânia já começou. “Assegurei ao presidente Zelensky o apoio inabalável da UE. O caminho europeu da Ucrânia já começou”, escreveu Leyen em sua conta do Twitter, ao comentar sobre a videoconferência entre os dois. 

 


14h30 – ONU: Necessidades humanitárias estão cada vez mais urgentes no leste da Ucrânia

A ONU chamou atenção nesta sexta-feira, 18, para a questão das necessidades humanitárias no leste da Ucrânia. Segundo ela, a situação é cada vez mais urgente e mais de 200 mil pessoas estão sem acesso à água só na cidade de Donetsk. “A situação humanitária em cidades como Mariupol e Sumy é extremamente grave, pois os habitantes enfrentam séria escassez de alimentos, água e remédios, com consequências que podem ser fatais”, disse o porta-voz da agência da ONU para refugiados (ACNUR), Matthew Saltmarsh. Segundo o representante, o bombardeio incessante em Luhansk destruiu 80% de algumas localidades, deixando 97.800 famílias sem eletricidade. A ACNUR estima que cerca de 13 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária e proteção na Ucrânia.


14h10 – Ligação com a Rússia e recado a Putin: veja os principais trechos do vídeo de Scwarzenegger que viralizou 

O ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, utilizou as redes sociais para se manifestar sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, mostrando uma ligação com o povo russo e mandando um recado direto para o presidente do país, Vladimir Putin. Em vídeo publicado na quinta-feira, 17, em seu Instagram e seu Twitter, o astro de Hollywood disse que o Kremlin está mentindo aos russos quando diz que está invadindo a Ucrânia para ‘desnazificar’ o país. Além disso, ele pediu para que Putin suspenda o ataque. Saiba mais.