André Mendonça toma posse no Ministério da Justiça nesta quarta; Ramagem também assume PF

  • Por Jovem Pan
  • 29/04/2020 07h00 - Atualizado em 29/04/2020 08h04
Isac Nóbrega/PREle é funcionário de carreira da AGU e tem bom relacionamento principalmente no STF

O novo ministro da Justiça André Mendonça e o novo diretor da Polícia Federal Alexandre Ramagem tomam tosse na tarde desta quarta-feira (29) no Palácio do Planalto.

O nome de André foi bem recebido, principalmente no mundo jurídico. Ele é funcionário de carreira da AGU e tem bom relacionamento principalmente no STF. Por isso o nome dele não deve enfrentar resistência.

O mesmo não se pode dizer de Alexandre Ramagem, que foi chefe da Abin ainda na campanha de Jair Bolsonaro — depois dele ter sofrido o atentado a faca. O presidente minimiza as resistências e o fato de Ramagem ser considerado amigo da família, principalmente dos filhos dele.

O deputado Marcelo Freixo entrou com pedido na Justiça para tentar impedir a posse de Alexandre Ramagem. Bolsonaro evita polemizar, mas ressalta que o governo vai acatar possíveis liminares contra a posse — mas também disse que não acredita que isso vá acontecer.

A partir do momento que Alexandre Ramagem estiver a frente da PF, um dos primeiros pedidos do presidente deverá ser a reabertura do caso Adélio Bispo para apurar se ele agiu mesmo sozinho. Adélio foi quem esfaqueou o presidente durante as eleições de 2018.

Com relação ao pedido de abertura do inquérito ao ministro do STF Celso de Mello para apurar as acusações feitas por Sergio Moro — de tentativa de interferência na Polícia Federal — o presidente diz que não vai comentar o assunto.

Ele voltou a afirmar, no entanto, que não pretende ter acesso a investigações especificas e, com relação as ameaças, garantiu que o ex-ministro não tem provas. O presidente rebateu também que ele estaria negociando cargos com o centrão para garantir apoio do congresso.

O presidente ainda ironizou afirmando que falam de impeachment para um presidente sem denuncias de corrupção. Ao ser questionado sobre novas mudanças no governo, Bolsonaro afirmou que não pressiona seus ministros e apenas ele e seu vice são indemissíveis.

Ao ser perguntado sobre a secretária de Cultura Regina Duarte, ele disse que sente a falta dela e o problema seria apenas a distância, que queria que ela estivesse em Brasília. Por conta do surto do novo coronavírus, Regina está em São Paulo.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin