‘Arthur Lira veio para respeitar o poder legislativo’, afirma Carla Zambelli

Deputada federal vê ‘boas intenções’ em alguns nomes do centrão, entre eles o novo presidente da Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 02/02/2021 10h22
Luis Macedo/Câmara dos DeputadosCarla Zambelli ainda destacou que, atualmente, não existiriam condições de ter um presidente de direita no comando da Câmara

O deputada federal Carla Zambelli acredita que a vitória de Arthur Lira na Câmara dos Deputados veio para harmonizar os poderes. Apesar de temer a união com o centrão, Zambelli afirmou que antes acreditava que a participação do grupo no governo seria maior. Agora, vê “boas intenções” em alguns nomes — entre eles o do novo presidente da Câmara. “Dentro do centrão hoje existem pessoas muito bem intencionadas. Esse centro que agora está na presidência da Câmara e em volta do Arthur Lira tem boas intenções de transformar o pais em um lugar melhor para se viver, mais harmônico entre os poderes e com mais estabilidade.”

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, a deputada federal explicou o primeiro ato de Lira no poder de anular a eleição para Mesa Diretora. “Existe um rito combinado e com horários rígidos de aplicação das bancadas. Quando atrasa, deve ser desconsiderado. Maia considerou porque isso o beneficiava na configuração da Mesa.” Para ela, a atitude de Rodrigo Maia tinha o objetivo de prejudicar os bolsonaristas. “Se Lira não fizesse isso, ia ser judicializado. E isso é sempre querer que o judiciário legisle. Arthur Lira veio para respeitar o poder legislativo”, completou. Os nomes da Mesa Diretora vão ser refeitos para serem votados hoje.

Carla Zambelli ainda destacou que, atualmente, não existiriam condições de ter um presidente de direita no comando da Câmara. Ela lembrou do nome de Marcel Van Hattem e do General Peternelli, que não conseguiram muitos votos no pleito. “É difícil ter uma candidatura de direito com esse Congresso. Dito isso, precisamos ver dentro do centro quem é mais alinhado a nós. Arthur Lira é conhecido por cumprir as promessas que faz, ter palavra.” Sobre seu receio com o bloco, Zambelli afirmou que “toda generalização é burra” — mas está confiante que, em 2022, a renovação vai ser maior.