Associação vê ‘golpe’ a acionistas de Eletrobras e recorre contra privatização

Entidade afirma que valores e parâmetros usado estão subdimensionados em até dez vezes e cogita ação civil pública para vetar o processo

  • Por Jovem Pan
  • 28/04/2022 11h00
Agência Brasil prédio da eletrobras Expectativa é que a Corte volte a se reunir para discutir se dá prosseguimento ou barra a privatização da estatal em 18 de maio

O presidente da Associação Brasileira de Investidores Minoritários (Abradin), Aurelio Valporto, considera que a operação de privatização da Eletrobras é “um roubo” e um “golpe” aos acionistas minoritários. Para ele, os valores e parâmetros estão subdimensionados em pelo menos dez vezes. O governo federal espera levantar na oferta pública cerca de R$ 26 bilhões. No entanto, o montante é considerado pequeno pela Abradin, que mantém contato com o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), e enviou documentos para comprovar a subavaliação. “A Abradin não é contra a privatização e sim contra o valor que está sendo proposto pelo governo. Se ela for privatizada por esse valor, quem comprar depois vai solicitar a reavaliação dos ativos e eles vão multiplicar, em muitos casos, até por dez. Com isso, os acionistas que comprarem após avaliação vão ter lucro enorme, vai ser como alguém comprar a sua casa sabendo que tem um saco de ouro enterrado no quintal e que vale dez vezes mais do que ela”, afirmou. A Abradin cogita a possibilidade de mover uma ação civil pública para vetar o processo de privatização. Na próxima semana, haverá uma reunião entre os representantes da entidade e o ministro Vital do Rêgo, que pediu vistas no processo. A expectativa é que a Corte volte a se reunir para discutir se dá prosseguimento ou barra a privatização da estatal em 18 de maio.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga